quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O País e a Política como ela é


Você já imaginou o quanto o nosso estado é gigante e inoperante? Já se deu conta de que todo o dinheiro utilizado pelos governos saem de nossos impostos. E caso não tenhamos um melhor gerenciamento público, os impostos terão que subir infinitamente e os nossos ganhos terão de se reduzirem infinitamente também.
Já percebeu que, quem nunca frequentou uma faculdade banca as universidades públicas? E que as pessoas que pagam planos de saúde bancam o SUS, assim como quem tem os filhos em escola particular e quem não os tem, pagam pelas escolas públicas?
Então, não tenhamos dúvida. Todos nós, ricos, pobres e classe média, pagamos para manter um sistema ineficiente e caro. Pagamos quando recebemos nossos salários e quando compramos os bens e serviços para satisfação de nossas necessidades. 
Você já se deu conta de que o Brasil está entre os 30 países com a maior carga tributária do mundo; e ainda, que ficamos em último lugar no que se refere a qualidade dos serviços oferecidos em proporção ao que pagamos de impostos?
Já imaginou que o número de analfabetos que o Brasil tem somam as populações de Uruguai, Nova Zelândia e Irlanda, juntas? Pois é! Temos 50 milhões de brasileiros analfabetos ou semi iletrados. Triste não?
Agora imagine: se reuníssemos todas essas pessoas e formássemos um único país, esse país seria o 28º país mais populoso do mundo, com uma população maior do que a vizinha Argentina. 
Você sabia que mais de 35 milhões de brasileiros não possuem acesso, se quer, ao abastecimento de água tratada? É como se tivéssemos um Canadá inteiro sem uma mísera torneira jorrando água dentro de casa.  Você consegue imaginar isso?
Além disso, perto de 100 milhões de brasileiros, quase uma Alemanha, não tem acesso a coleta de esgoto. E outros 17 milhões, uma Holanda inteira, sem acesso a coleta de lixo; e mais de 4 milhões, uma Nova Zelândia inteira, sem um único banheiro em casa.
Mas, acredito que saiba que temos o judiciário mais caro do ocidente, o sistema de saúde pública mais ineficiente do planeta e o segundo Congresso mais oneroso que se tem notícia no mundo. Não bastasse isso, somos o país que oferece o menor retorno de impostos aos nossos cidadãos.
Pois é! O Brasil tem ainda a economia mais fechada do G-20. É o 10º país mais complexo do mundo para se fazer negócios. Somos o líder no ranking global de encargos trabalhistas e de burocracia fiscal; e no ranking de competitividade, entre 63 países em todo o mundo, ficamos 60º lugar. À frente apenas de Croácia, Mongólia e Venezuela. Já no ranking da educação, entre 70 países pesquisados em 2015, o Brasil ficou nas últimas posições, ou seja, na 63ª posição em matemática, na 58ª em leitura e na 65ª em ciências.
Em política, temos um comportamento, no mínimo tupiniquim: abraçamos os que prometem e condenamos os que produzem. O resultado inevitável é: subdesenvolvimento crônico. Infelizmente, somos bons nisso, em sermos subdesenvolvidos. Uma tristeza!
Igualmente triste, é saber que a maioria da população desconhece a realidade brasileira. Se quer sabe que a esquerda em 13 anos de poder produziu mais desigualdades e mais subdesenvolvimento.
Com esse histórico, lamentavelmente, impressionante você ainda continua pedindo que o estado sugue mais de todos nós e forneça serviços precários para a população? Quer mesmo que o pobre continue recebendo atendimento de péssima qualidade?
Os esquerdistas gostam muito de falar em pobreza. Mas o que causa realmente a pobreza?
As respostas progressistas (esquerdistas) seriam, obviamente, os ricos, o capitalismo ou o imperialismo americano. Não será esta uma resposta mentirosa e ridícula para enganar trouxa?
Para o economista sueco “Per Bylund”: o que causa a pobreza não é nada. É o estado original, o padrão e o ponto de partida de cada um de nós. A questão real é: O que causa prosperidade?
A prosperidade acontece por meio da criação de riqueza, que é tão maior quanto mais livres forem as pessoas; livres para abrir e gerenciar empresas; livres para negociar, comprar, vender; livres para trabalhar, contratar e demitir. A prosperidade acontece em países onde a justiça impera, as leis são cumpridas e os contratos respeitados; em países onde o estado não penaliza seus cidadãos com burocracia e impostos desnecessários.
Daí, fica fácil entender porque políticas como o Bolsa Família, o Prouni, o FIES, as cotas, etc., são apenas paliativos com claro intuito eleitoreiro de curto prazo, onde a raiz do problema jamais será resolvida com essas maquiagens.
Ao invés de ficarmos dentro da bolha da alienação debatendo como o governo pode ajudar em determinada área, precisamos discutir o como tirar o governo de determinada área.
Assim, a melhor contribuição que o estado pode dar aos seus cidadãos é não atrapalhar. É criar condições legais para que cada um possa trabalhar e produzir sem interferências. É permitir que diferentes empresas sejam criadas, serviços sejam oferecidos, assim como tudo o que seja pertinente à criação de riqueza no país.
Há menos de 20 dias das eleições o cenário ainda continua indefinido. O cenário é imprevisível por que em eleição e política o dia seguinte é muito tempo.
Nossa base partidária está desfeita. Não existem mais partidos ideológicos e a fragmentação partidária reduziu as chances dos partidos de centro concorrerem competitivamente com a esquerda fraudulenta e mentirosa que transformou o partido em seita, construindo divindades que tenta se colocar acima do bem e do mal. Impressionante!
Desde a época de Getúlio, que se fabricam heróis, os chamados salvadores da pátria que são vendidos como a solução para os problemas do país. Porém, o que o Brasil precisa mesmo, é de um projeto de nação, não de salvadores da pátria. Menos ainda de um presidiário dando as cartas, como acontece com o crime organizado.
Triste é saber que o brasileiro não se indigna com isso. É um convite ao caos supremo!
Neste contexto, é inaceitável dentro e uma postura democracia, e de um estado democrático de direito, que se possa presenciar um ataque a integridade física ou à vida de um candidato. Isso é uma ofensa a democracia e ao processo eleitoral como um todo, onde a sociedade brasileira ficará marcada para sempre como essa nódoa, porque não se pode permitir, a despeito de qualquer coloração partidária, que uma pessoa seja atacada em um ato político de campanha.
Na realidade, a política existe para que o consenso prevaleça sobre a força; e que a força do argumento e da verdade prevaleçam sobre os contrários.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A Revolução Tecnológica do Mercado Financeiro


O mercado de serviços financeiros está mudando de forma profunda e irreversível. E você precisa ficar por dentro disso.
Eficiência, atendimento personalizado e disrupção (interrupção do curso normal do mercado) são alguns dos fatores essenciais dessa transformação. E as principais responsáveis por trazer essas inovações são as Fintechs, que apesar de pequenas, têm incomodado as empresas consolidadas e líderes do mercado.
O termo Fintech (finance and technology) é utilizado para identificar as inovações e o uso de novas tecnologias por empresas do setor financeiro na entrega de serviços novos e na melhoria dos atuais.
Desse modo, as Fintechs são startups (empresas iniciantes) que trazem inovações profundas para o mercado de serviços financeiros, com soluções mais acessíveis e revolucionárias. Ou seja, elas são as novas formas de se lidar com finanças e, por isso, surgem a cada dia, transformando o que antes conhecíamos como convencional.
A comunicação digital começou a ser mais propagada depois da invenção dos computadores pessoais, onde a revolução digital converteu toda a tecnologia analógica existente para o formato digital. Isto aconteceu, graças a Claude Shannon, um matemático americano da Bell Labs, que criou as bases do conceito e da teoria da digitalização em seu artigo pioneiro em 1948, "A Mathematical Theory of Communication".
Mais recentemente, diversas tecnologias estão chegando ao mercado e sendo utilizadas nos aplicativos de finanças, como a Inteligência Artificial (I.A.), que veio, dentre outras coisas, para auxiliar tanto em personalização de serviços, como no big data (análise e interpretação de grandes volumes de dados com grande variedade), entre outros.
As simplificações têm sido interessantes. Para se abrir uma conta em um banco digital, por exemplo, é necessário apenas um celular com câmera e documentos. Caso precise de ajuda para gerenciar o fluxo de caixa de sua empresa, basta baixar mais um aplicativo e tudo se resolve.
Outra tecnologia que cresce é o “blockchain” (tecnologia que visa a descentralização como medida de segurança), que, entre outras coisas, permitiu o surgimento de moedas digitais criptografadas, cuja primeira versão totalmente descentralizada é a Bitcoin (moeda digital descentralizada).
Assim, os bancos digitais prometem ser o futuro. E não é à toa que os grandes bancos começaram a investir no setor. Um exemplo disso é o Bradesco, que recentemente lançou o “Next”, com funções de como criar objetivos, organizar vaquinhas e até estruturar orçamentos pessoais mensais. Além de fazer frente aos bancos digitais como Banco Original e Neon, o Next também surge para competir com o Nubank (empresa brasileira pioneira em serviços financeiros digitais), antes mesmo que ele se expanda de um serviço de cartão de crédito para um possível banco.
Assim, por meio de inovações disruptivas, as Fintechs estão trazendo um novo mercado de serviços financeiros: mais simples e muito menos burocrático. Um exemplo disso é a mudança na interação com o usuário, que passa a ser o centro do serviço. Diferente de grandes redes, que tendem a ter um atendimento falho e demorado. A promessa das startups é de um atendimento personalizado e veloz como seu principal diferencial.
Essas inovações estão vindo de forma cada vez mais acelerada e prometem deixar para trás – de uma vez por todas – as ideias convencionais de meios de pagamentos, bancos, investimentos, moedas, entre outros.
Para melhor conhecermos os caminhos abertos pelas Fintechs, é preciso começar entendendo o cenário do mercado tanto global quanto nacional.
No mundo todo, os investimentos estão deixando de ser algo complicado e se tornando cada vez mais simples e transparentes para os seus usuários. Neste novo ambiente, podemos dizer que existem várias startups de investimentos interessantes e com focos diferenciados, trazendo desde novas formas de se investir até as melhores alocações para os recursos de seus investidores.
Com foco em descomplicar investimentos e incentivar um público leigo no assunto a investir, o Warren (plataforma online gestora de investimentos) traz a possibilidade de investir em objetivos, com cinco possibilidades de fundos: desde os mais arriscados – com maior porcentagem em ações – até os mais seguros, que tem 100% em renda fixa. Isso tudo é feito com a ajuda de um “chatbot” (um programa de computador que tenta simular um ser humano na interação com as pessoas), o qual conversa com o cliente para ajudá-lo a montar o perfil e os objetivos de investimento o mais condizente com a pessoa cliente, através da inteligência artificial, que aloca investimentos da melhor forma possível dentro do fundo escolhido.
No Brasil, as Fintechs chegaram para varrer para o passado a ineficácia dos bancos atuais. Focadas em serviços como meios de pagamento, empréstimos, financiamento coletivo, investimentos, bitcoins, banco online etc., elas prometem democratizar o acesso a serviços antes protegidos por barreiras burocráticas.
Desse modo, a inovação no setor financeiro se tornou um fenômeno global. De acordo com um relatório produzido pela “Venture Scanner” (empresa americana de pesquisa tecnológica), há registros da existência de cerca de 1.962 Fintechs espalhadas por 57 países, atualmente. 
Divididas em 16 categorias como “back-end” (etapa final de processo) para pagamentos, finanças pessoais, empréstimos, soluções para pequenos negócios etc., onde já conta com cerca de US$ 47 bilhões em investimentos.
Como medida de segurança e por se tratar de um setor onde o dinheiro é a principal mercadoria de negociação, fique atento em seus contatos digitais e certifique-se de que você está tratando com uma empresa correta antes de compartilhar seus dados bancários ou fazer uma transação financeira, evitando fraudes e golpes.
Bem-vindo ao futuro!

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

O Promissor Recrutamento às Cegas


Muito utilizado na Europa e nos Estados Unidos, a seleção às cegas é um método de recrutamento, que visa diminuir as chances das empresas e recrutadores de discriminar os candidatos de maneira consciente ou inconscientemente, por preconceitos, ou mesmo, por falta de foco em seus aspectos profissionais.
Assim, para acabar com a seleção padronizada e evitar contratações baseadas no nome da faculdade ou na idade do postulante, foi criado na Europa o modelo de recrutamento às cegas.
Este tipo de seleção está associado a modelos de empresas que prezam pela diversidade e inclusão no ambiente de trabalho; os quais contemplam outros valores associativos como a ética e a justiça na contratação de profissionais, a fidelidade aos aspectos profissionais definido no perfil do candidato e a busca pelas necessidades da empresa.
A seleção às cegas oferece grandes vantagens às empresas, já que visa aumentar o rendimento do processo seletivo, permitindo que o candidato seja avaliado de forma anônima, o que ajuda a eliminar vícios e preconceitos entre os recrutadores como também dos requisitantes na busca de novos talentos.
As empresas que adotam este modelo se utilizam de plataformas de vagas com critérios de seleção que eliminam informações do currículo que possam caracterizar discriminação. O candidato entra em uma plataforma ou site, acessa o anúncio e cadastra o seu currículo. A plataforma apresenta aos recrutadores os candidatos mais adequados à vaga de acordo com o seu currículo, seus aspectos profissionais e os resultados de todas as avaliações. As informações referentes a gênero, idade, estado civil, endereço, cidade, se possui filhos, sua etnia ou outros aspectos pessoais não são repassadas.
A seleção às cegas é uma metodologia de recrutamento utilizada por empresas que possuem valores norteadores pautados na diversidade, integridade, sustentabilidade e na gestão de alta performance, dentre outros, onde  os valores fazem parte da sua cultura organizacional.
Desta forma, antes de adotar o método de seleção às cegas, é importante que a cultura e ambiente corporativo estejam alinhados com esta nova proposta.
O foco, na realidade, é no perfil profissional. Se os aspectos pessoais ficam de lado na hora da seleção, é importante focar no que realmente importa na seleção às cegas, ou seja, nos aspectos profissionais. Assim, todos os profissionais envolvidos no recrutamento e seleção devem considerar características técnicas, competências, habilidades e tendências comportamentais do postulante. Em todas as fases do processo seletivo são estes os critérios que devam ser considerados.
As vantagens deste modelo são a produtividade industrial; a diversidade de colaboradores; a melhoria da imagem da empresa entre o público interno e a comunidade ou país onde atua; a identificação dos valores empresariais; a antevisão do comportamento do candidato; a redução de custos com recontratações e com o próprio processo seletivo e a valorização do profissional. Portanto, um processo mais assertivo de seleção.
Por outro lado, a seleção às cegas não impede a empresa de realizar entrevistas presenciais posteriores, nas fases finais do processo seletivo, o que é positivo no reforço da cultura praticada pela empresa.
Esse modelo vem ganhando corpo no Brasil. Aliás, o Brasil tem um cenário perfeito para este tipo de seleção, uma vez que a nossa diversidade cultural e social é um grande atrativo e não um obstáculo a esta nova modelagem contratual.
Assinalemos ainda a existência de registros de que esse modelo vem beneficiando também trabalhadores seniores, que de certa forma, também sofrem com preconceito e discriminação.
Estudo realizado em 2016 pelo “Peterson Institute for International Economics” e pela auditoria “Ernst & Young” que analisou quase 22 mil empresas de capital aberto de 91 países, revelou que as companhias com pelo menos 30% dos cargos de liderança ocupados por mulheres tiveram rentabilidade de até 15% superior às concorrentes. E pesquisas diversas reforçam que empresas com maior diversidade profissional têm conseguido melhores retornos financeiros.
Assim, investir na diversidade não é algo apenas politicamente correto, mas uma necessidade na melhoria de resultados e na busca de inovação.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

O Brasil não é tão ruim assim…


Todos os países têm seus pontos positivos e negativos e com o Brasil, não é diferente. Como sabemos, temos muitos pontos negativos, aqueles os quais comentamos em nosso dia a dia, em qualquer roda de amigos, numa fila bancária, etc.
Porém, existe uma característica básica que nos persegue: por aqui ressaltamos muito os pontos negativos, enquanto nossos concorrentes fazem questão de enfatizar os pontos positivos. Assim, nosso comportamento reflete um lado passional, motivado pelo sentimento excessivo de paixão, e nos colocamos nos extremos. Caso algo vá mal com o país, tudo se torna mal; refletindo um comportamento infantilizado, o qual não aprendeu ainda distinguir uma coisa da outra para preservar tudo o que temos de bom e trazer o que está ruim ou errado ao mesmo patamar daquilo que esteja bom.
Temos muito do que nos orgulhar do nosso  Brasil: somos o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma; somos a 9ª maior economia do mundo; temos o mais moderno sistema bancário do planeta, a frente dos Estados Unidos e Reino Unido; somos o 3º maior exportador agrícola do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e União Europeia; no mercado externo temos 25% das exportações mundiais de açúcar bruto e açúcar refinado; somos o líder mundial nas exportações de soja e somos responsáveis por 80% do suco de laranja do planeta; somos o quinto maior credor externo dos Estados Unidos, atrás de China, Japão, Grã-Bretanha e um grupo de países exportadores de petróleo; somos o 3º maior produtor de frutas; o terceiro maior fabricante de avião; inventamos o avião com Santos Dumont; somos o 13º maior produtor mundial de conhecimentos científicos e nos situamos acima de produtores importantes como a Holanda, Rússia, Suíça, Turquia, Taiwan, Irã e Suécia; somos o país mais poderoso da América do Sul e possuimos o segundo maior parque industrial nas Américas; temos o segundo mercado de telefones celulares do mundo; somos o país mais bem situado na certificação de qualidade ISO 9000 entre os países em desenvolvimento; somos o segundo maior mercado mundial de jatos e helicópteros executivos; nossas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais; somos a terceira maior democracia do mundo; temos o maior rebanho bovino do mundo; o país tem a 6ª maior reserva internacional do mundo com US$ 370 bilhões; ocupamos o oitavo lugar no ranking mundial de produção de energia eólica; lideramos a produtividade agropecuária mundial; somos  líder mundial na exploração petróleo em águas profundas e apesar da forte crise econômica pela qual o Brasil passa, o país aparece em 5º lugar no ranking de empreendedorismo, numa lista de 15 países, quando o assunto são os empreendedores mais determinados do mundo.
Somos o quinto maior país do mundo em área territorial;  o sexto em população; somos o único país na América onde se fala majoritariamente a língua portuguesa e o maior país lusófono (língua oficial dominante) do planeta; somos uma das nações mais multiculturais e etnicamente diversas, em decorrência da imigração oriunda de variados locais do mundo.
O Brasil é também o lar de uma diversidade de animais selvagens, de ecossistemas e de vastos recursos naturais com grande variedade de habitats protegidos.
O país é um dos principais celeiros do planeta, sendo o maior produtor de café dos últimos 150 anos. Somos classificados como uma economia de renda média alta pelo Banco Mundial e um país recentemente industrializado, que detém a maior parcela de riqueza global da América Latina.
Como potência regional e média, a nação tem reconhecimento e influência internacional, sendo que também é classificada como uma potência global emergente e como uma potencial superpotência por vários analistas. Somos membro fundadores da Organização das Nações Unidas (ONU), do G20, dos BRICS, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da União Latina, da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e da União de Nações Sul Americanas (Unasul). – Não é pouca coisa!
O pesquisador indiano “Parag Khanna” da Fundação Nova América e especialista em política externa  define como segundo mundo os países que estão sabendo como lidar e se beneficiar com as crises globais. E comenta que “os países de Segundo Mundo são os que têm divisões internas, com características de Primeiro Mundo e de Terceiro Mundo, como China e Brasil”. E diz ainda: a força do Brasil está em sua economia diversificada, não só baseada nos recursos naturais, mas também muito industrializada e com inovações em alguns setores.
O pesquisador comenta ainda que, o que diferencia o Brasil da China, é que os chineses têm ambição de se tornarem superpotência, e  o Brasil não. Porém, a importância do Brasil se deve ao fato de o país ter se tornado um país chave para o sucesso de qualquer país desenvolvido. 
Daí, podemos concluir que o Brasil não é somente o caos decantado por todos, todos os dias...

terça-feira, 17 de julho de 2018

O Mercado e a Conjuntura Política


É comum, em discussões corriqueiras quanto em discussões mais refinadas à pergunta: o que é o mercado? Quais são os agentes econômicos que formam esse Mercado?
O mercado, tão falado nas diversas mídias, e também na TV está ligado aos tomadores de decisão quanto a investimentos; ao fluxo de dinheiro, tanto aquele entra, quanto aquele que saí da economia brasileira; assim como do dinheiro que vai para os títulos públicos para financiar essa enorme dívida, que é a dívida pública brasileira; do dinheiro que vai para a bolsa de valores para financiar as empresas produtivas como os setores do agronegócio; da construção civil, da infraestrutura e da indústria como um todo, etc.  
Já o mercado financeiro, especificamente, onde o bem negociado é o próprio dinheiro, é aquele que se configura como o combustível de todo esse sistema produtivo; ele faz o capital girar para financiar as atividades produtivas que vai gerar os empregos, gerar os impostos e, portanto, fazer o país crescer.
Assim, a participação no mercado financeiro, juntamente com as decisões de investimentos se transformam em créditos que estão, intimamente, ligados às expectativas quanto a maior ou menor performance da economia do país, através das decisões, ou de como os candidatos à presidência da república, irão estabelecer as suas relações com a sociedade e com os mercados, já que serão os futuros ocupantes de cargos vitais para o destino da nação e, portanto, para o planejamento econômico das instituições.
Neste sentido, quando os presidenciáveis sinalizam regras claras; estabilidade; previsibilidade; eles apontam para o funcionamento da economia; da economia de mercado, da lei de oferta e procura; para a preservação da livre iniciativa que está prevista em nossa constituição. Esses sinais e essas orientações dos candidatos facilitam os direcionamentos de capitais e investimentos a virem ou não para o Brasil e permanecerem ou não por aqui. Portanto, sinalizam o bom e eficaz funcionamento do mercado financeiro.
No entanto, quando há notícias ou sinais que haverá mais intervenção na economia; mais imprevisibilidade, o mercado tende a reagir retirando o dinheiro do país e redirecionando-o para outras praças. Daí as consequências aparecem na alta do dólar; na queda da bolsa de valores; na alta da taxa de juros de referência como a taxa Selic. E tudo isso descreve a lógica do mercado.
Quando os candidatos sinalizam: seguirei as regras, não causarei nenhuma surpresa, isso se torna um alívio para o mercado e para os investidores.
É preciso que os papéis do executivo, do legislativo e do judiciário, plataformas da democracia, funcionem e que cada um deles se comprometa com o seu papel institucional.
Não existe mais espaço para aventureiros diante da atual legislação brasileira que prevê o controle do gasto público através da Lei de Responsabilidade Fiscal, do Teto de Gastos do executivo, que dificultam manobras e espertezas, como a que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma.
Por outro lado, é fundamental a existência de uma agenda de justiça social e de desenvolvimento sustentável. Para isso, serão necessários recursos financeiros para construir mais escolas e dotar o país da infraestrutura que o país necessita. Porém, diante de um estado quebrado, com um gasto público que mal dá para custear a máquina com o pagamento do salário dos servidores, do pagamento do salário da previdência pública, etc.
Diante desse quadro, a gente precisará de dinheiro privado, do dinheiro do mercado, seja através de concessões; de parcerias público-privadas; de investimentos diretos, etc. Para isso, é essencial que as regras sejam claras. Caso contrário, não teremos investimentos suficientes.
Desse modo, qualquer candidato que seja eleito terá que enfrentar uma agenda que não vai escapar de determinados assuntos como a Reforma da Previdência, a reorganização fiscal e a abertura da economia ao comércio internacional.


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Revolução em 3D


Estamos vivenciando o início de uma nova era através da Impressão em 3D. Embora a fase atual seja ainda considerada como semi embrionária, as novidades virão, e com elas, as tecnologias de criação, as quais farão mudanças reais no mundo o qual conhecemos hoje.
Assim, fundamentado nas tecnologias disruptivas, de inovações tecnológicas, vislumbramos um momento de corrida tecnológica, a qual antecede a uma fase de amadurecimento das tecnologias transformadoras, as quais tangencialmente, podem favorecer áreas como o design, a moda, a arquitetura e a medicina, dentre outras.
Com o crescimento dessa tecnologia em 3D, considerada simples pelos especialistas, e com a possível queda de seus preços no médio e curto prazo, provocará, como primeiro grande passo, a fabricação de componentes em proximidade ao seu ponto de compra ou de consumo; o que facilitará a criação de diversos produtos, bastando apenas, que se pague pela matéria prima para o produto a ser desenvolvido e pela criação dos arquivos de softwares; o que facilitará a centralização da produção e trará benefícios a quem investir nesse processo. Porém, caso o custo por unidade seja elevado, ele acabará por ser compensado pela eliminação do transporte e da formação de estoques.
Um exemplo prático vem da fabricação de automóveis. Os carros são fabricados, atualmente, em apenas algumas centenas de localizações pelo mundo, sendo que um dia, serão fabricados em qualquer região metropolitana onde as peças serão construídas e revendidas em concessionárias, favorecendo as montadoras e trazendo a eliminação de importação de produtos. Tudo isso desencadeará numa nova forma de pensar os setores de suprimento, mão de obra e varejo.
Embora embrionária, já se constata uma profusão gigantesca de novos materiais sendo criados e utilizados. Assim, surgem, quase que instantaneamente, novos materiais com propriedades incríveis como resinas fotopolimerisáveis (composição dentária); filamentos metálicos; filamentos flexíveis; filamentos ultraleves; filamentos que transmitem a luz e, assim por diante.
A primeira ponte de aço feita com uma impressora em 3D no mundo parece ter saído de uma nave alienígena. Ela se apresenta com um design completamente inovador e foi desenvolvida pela equipe MX3D, em Amsterdã, na Holanda. E para que o desenvolvimento da ponte fosse possível, foram utilizadas técnicas com materiais diferentes. A ponte mede 12 metros de comprimento, e será instalada no distrito de “De Wallen”, um dos mais conhecidos da capital holandesa, e promete se tornar, rapidamente, uma atração turística para o visitante de Amsterdã.
Há que se destacar ainda, que essa é a primeira vez que se constrói uma ponte utilizando-se apenas as impressoras em 3D. Por isso, testes de segurança foram executados para estabelecer padrões de qualidade e segurança a serem seguidos pela equipe da MX3D.
Dados indicam que o valor gasto para construção da ponte foi exatamente o mesmo se comparado ao que se gastaria para criar uma ponte tradicional.
Para quem visitar Amsterdã, a ponte ficará sobre o canal Oudezijds Achterburgwal, no famoso “Red-Light District”. No local hoje há uma ponte comum, que logo deverá se tornar uma recordação do passado.
As impressoras em 3D estão entre o que há de mais promissor na tecnologia atual. Esses equipamentos têm impressionado pela sua versatilidade e alto nível de detalhamento na produção de moldes, para as mais variadas áreas. Mas, os desafios prosseguem.
Dois anos atrás, Bart Prorok, professor de engenharia na Universidade de “Auburn”, nos Estados Unidos, decidiu que seus alunos precisavam aprender sobre impressão em 3D, para garantir a eles que estivessem sido preparados para lidar com os empregos do futuro.
A solução que Bart e seus colegas, Louis Payton e Tony Overfelt, encontraram foi construir um protótipo de impressora capaz de imprimir produtos camada por camada. Foi então que, em 2017, Bart e Tony se inscreveram no “Programa de Manufatura Aditiva” da GE, um projeto que fornece impressoras em 3D para escolas a fim de acelerar o uso da tecnologia no mundo. Com isso, “Auburn” se tornou uma das oito universidades a receber uma máquina de fusão a laser, uma moderna impressora em 3D desenvolvida pela “Concept Laser”, uma empresa do grupo GE. Essa impressora consegue construir peças personalizadas a partir de projetos feitos no computador utilizando o laser para fundir finas camadas de metal em pó.
A GE também distribuiu 400 impressoras em 3D para escolas do ensino fundamental e médio em todo o mundo, garantindo que cerca de 180 mil estudantes tivessem acesso a essa tecnologia. Com isso, a GE planeja investir cerca de US$ 10 milhões nesse programa.
Espera-se que isso seja somente o começo, pois a GE já produziu inteiramente um motor de avião através da impressão em 3D.
Neste contexto, a impressão em 3D também chega à educação onde as salas de aula são consideradas ultrapassadas e com métodos de ensino exatamente iguais ao de 100 anos atrás. Assim, o sistema de ensino, mundo afora, necessitará se modernizar com a chegada das impressoras em 3D, que, provavelmente, se tornarão o estopim dessa mudança em todas as etapas de ensino, desde o ensino fundamental até as faculdades e universidades. Matérias como biologia, química e geografia se tornarão muito mais atrativas e com elevado índice de prática em salas de aula. Nas universidades, as matérias mais afetadas serão aquelas voltadas para o desenho.
Imagine um estudante de arquitetura podendo desenvolver a maquete de seus desenhos em três dimensões? Isso trará um profissionalismo às salas de aula, assim como o que encontramos no mercado de trabalho. O mesmo ocorrerá com os engenheiros, nas faculdades de engenharia, onde o aluno poderá desenhar e produzir novas peças na prática.
Na medicina não será diferente. Modelos de órgãos, com os mínimos detalhes, estarão na palma da mão dos alunos. Assim, estudar o corpo humano se tornará algo fácil, o que trará uma revolução para alunos e professores.
Cabe observar, que neste novo desenho tecnológico, o risco é algo fundamental. Porém, o brasileiro carrega traços de aversão ao risco e sem risco,  nada se constrói.  Sobra apenas a mediocridade. Daí faz todo o sentido uma nova reorientação aos brasileiros onde a economia de mercado é crucial.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Dilemas da Petrobras


Pedro Parente em dois anos conseguiu reerguer a gigantesca estatal brasileira que acumulava prejuízos de toda a ordem, depois de tê-la assumido em meio a uma imagem extremamente comprometida pelo avanço das investigações da Operação Lava Jato.
Hoje a empresa conta com a reputação recuperada; com indicadores de segurança em linha com as melhores empresas do setor; resultados financeiros positivos - como demonstrado pelo último resultado divulgado; dívida em franca trajetória de redução e com um planejamento estratégico que tem se mostrado capaz de fazer a empresa investir de forma responsável e duradoura, gerando empregos e riqueza para o país.
Porém, com os últimos acontecimentos após a paralização dos caminhoneiros, a Petrobras se vê diante de novos dilemas ou desafios.
Com a saída de Parente os desafios ficam para o presidente que entra na busca de uma política de preços transparente; de aumentar a nacionalização da produção e de refino no Brasil; de manter a recuperação financeira, juntamente, com a manutenção da capacidade de investimento da empresa. E fugir da pressão política do governo federal se apoiando em regras corporativas. Outro desafio, não menos importante, é fazer com que os investidores tenham a confiança de que não haverá controle de preços por parte do governo.
Desde o início da Operação Lava Jato a Petrobras passou por uma grave crise de imagem e credibilidade, onde a petrolífera acumulou prejuízos de R$ 21,9 bilhões em 2014, de R$ 34,8 bilhões em 2015, de R$ 14,8 bilhões em 2016 e de R$ 446 milhões em 2017. No primeiro trimestre de 2018, pela primeira vez desde o início da operação Lava Jato em 2014, a Petrobras apresentou lucro, de R$ 6,9 bilhões.
A questão dos preços é outro desafio que se coloca. Porém, é possível observar que o preço da gasolina nos Estados Unidos,  país que não pratica o controle de preços, segue trajetória aproximadamente paralela à dos preços internacionais da matéria-prima, elevando-se em períodos de crise e baixando depois deles.
A Petrobras faz uso das mesmas práticas de preços competitivos para cobrir custos tributários, margens de transporte e comércio, ajustando os preços internos de acordo com as variações nas cotações internacionais. Portanto, não existe nenhum mal nisto.
Outra observação interessante é que os desafios de aumento de produção e de equilíbrio da empresa precisam estar ligados a uma boa prática de preços relacionados aos preços internacionais.
De outro modo, o mercado de combustíveis no Brasil está longe de ser um mercado genuíno.  Existem ainda uma vasta e complexa rede de subsídios, obrigações e proibições que precisam ser retiradas desse processo.
Outro ponto, é que o governo brasileiro há muito, vem pegando carona tributária nos derivados de petróleo. Assim, caso todos os impostos sobre a gasolina (PIS, Cofins, CIDE e ICMS) fossem abolidos, o preço do litro, hoje, cairia 53%, exatamente a carga tributária desses impostos que incidem sobre a gasolina, sendo que uma fatia do caríssimo preço da gasolina é utilizada pelo governo para subsidiar o preço do diesel ao contrário dos Estados Unidos onde o preço do diesel é mais elevado que o da gasolina por questões de mercado, caracterizado por excesso de procura.  
Cabe lembrar que nos EUA, cujo setor petrolífero é dominado por empresas privadas "malvadas e gananciosas", o preço da gasolina caiu e voltou ao mesmo valor nominal de dez anos atrás.  Hoje, um litro de gasolina nos EUA está custando, em média, R$ 1,90.  Já no Brasil, cujo setor petrolífero é controlado por uma estatal, o preço da gasolina está hoje no maior valor da história do real, chegando a R$ 4 em algumas localidades.
É preciso entender também que as perdas de receita da Petrobras decorrentes da venda de derivados a um preço inferior ao de referência internacional totalizaram R$ 98 bilhões entre 2011 e 2014, portanto, nos governos populistas. Essa é a conta que está chegando agora aos brasileiros. Será mesmo, que é isto que a sociedade deseja?
Nessa toada, a  dívida da Petrobras aumentou em mais de 70% de 2011 a 2013, sendo o aumento mais forte de 2012 para 2013 (36%). Em termos absolutos, entre 2011 e 2013 a dívida bruta e a líquida cresceram mais de R$ 100 bilhões. Esse movimento ocorreu em função de uma geração de caixa insuficiente para arcar com o elevado ritmo dos investimentos da empresa.
Existem diversas opções de políticas em relação à precificação de derivados do petróleo. Além dos mercados totalmente liberalizados, que podem ser compreendidos especialmente a partir de estudos de casos de países como o Canadá e os Estados Unidos, e os apontados pela literatura internacional.
Já o estabelecimento de fundos de estabilização que, combinados a regras de precificação, têm o intuito de amortecer o repasse da volatilidade dos preços internacionais aos preços domésticos deve ser acompanhado com muito cuidado para não se cair em subsídios indesejáveis.
É evidente, então, a necessidade de se considerar um mecanismo de amortecimento dos preços para o Brasil através de uma política que evite o subsídio; mas, que ao mesmo tempo, permita a previsibilidade das mudanças de preços e, consequentemente, a redução dos riscos de investimento de potenciais entrantes no mercado doméstico de combustíveis, através de médias móveis de preços por 30 dias, por exemplo.
Para termos uma ideia de como ocorre lá fora: os preços dos combustíveis no Canadá são explicados majoritariamente pelo preço mundial do petróleo, além dos custos de transporte, margens de refino, níveis de estoque e condições de oferta local e as sazonalidades, sendo que os tributos também compõem seus preços.
O mercado de combustíveis também é totalmente liberalizado nos Estados Unidos e a composição dos preços e os seus determinantes são semelhantes ao do mercado canadense, sendo influenciados principalmente pela interação entre oferta e demanda.
Portanto, a evolução dos preços desses derivados mostra a tendência de alta e a volatilidade a qual estão sujeitos, pois respondem às variações de oferta e demanda mundial.
O câmbio, também é outro componente que interfere no preço da gasolina por aqui. Isso acontece porque, desde 2011, o país voltou a consumir mais gasolina do que produz o que fez aumentar a quantidade de gasolina importada do exterior, que é paga em dólares. E, se o dólar custa mais caro, a gasolina que vem de fora claro, custa mais caro também.
Segundo a Petrobras, o preço da gasolina comum para os consumidores é formado pela seguinte proporção: 31% são custos de operação da empresa para produzir o combustível, 10% são impostos da União (Cide, PIS/Cofins), 28% são impostos estaduais (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS), 15% é o custo do etanol adicionado à gasolina e 16% se refere à distribuição e revenda.