segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Competitividade Digital

O Instituto IMD (International Institute for Management  Development)  da Suíça divulgou o Ranking de competitividade global e trouxe o Brasil em 61º lugar entre 63 países, o que é humilhante e, de certa forma, revela a dificuldade que teremos para recuperar o desastre dos governos esquerdistas no poder.
O ranking dado pela IMD avalia o perfil dos países com base em quatro pilares como desempenho econômico, eficiência de governo, eficiência empresarial e infraestrutura. Em todos eles, o Brasil recuou em 2017, ficando à frente somente de Mongólia e Venezuela.
Dentro de um aspecto de avanço nos processos de medição do desempenho dos países, o IMD criou um novo ranking que aponta para o futuro, ou seja, o Ranking Mundial de Competitividade Digital. Nele, o Brasil se classificou também lá atrás, em 55º lugar entre os 63 países.
Singapura, Suécia e Estados Unidos são os três primeiros colocados no ranking de competitividade digital, o que era de se esperar.
No Brasil os altos custos têm impedido o acesso universal dos brasileiros à tecnologia, o que muito nos dificulta, pois, sem essa tecnologia o país não prosperará no século XXI.
Para termos uma ideia, o imposto dos eletrônicos importados no Brasil é de cerca de 60%, mais o ICMS que varia de estado para estado, além da conversão de nossa moeda para o Dólar.
No último mês de agosto o governo diminuiu o imposto de itens importados sem produção nacional, o que já é um avanço. Porém, o Brasil ainda está longe de se tornar um país digital.
Em realidade falta visão política que contemple a tecnologia como sendo algo importante para o país como um todo. Assim, a partir do instante em que se taxa muito os serviços e produtos ligados à essa área da tecnologia, claro, isso faz diminuir o acesso à essa tecnologia.
Lembremos ainda, que além dos custos dos aparelhos eletrônicos, a nossa internet é uma das mais caras do mundo; e metade do preço que pagamos se refere a impostos estaduais, sendo que a faixa tributária é equivalente à faixa dos impostos para o cigarro, ou seja, uma das mais pesadas.
A Suécia é um exemplo de eficiência em política pública na área de tecnologia. O governo não tributa e ainda subsidia os eletrônicos e internet. O resultado foi à formação de uma geração de programadores que criaram sucessos mundiais como SKYPE, o SPORTFY e o jogo KUNG FRICHE.
Nesse campo, temos perdido gerações e grandes oportunidades ao distanciarmos das grandes ondas de TI. Lá traz perdemos o bonde com a reserva de mercado onde somente podíamos comprar a tecnologia produzida no Brasil enquanto, atualmente, estamos perdendo conhecimento em análises de dados, que será um item de grande demanda daqui para frente.
A tecnologia digital é um pilar da sociedade e todos os profissionais, de todas as áreas precisarão se preparar para analisar dados e caso  não se tenha competência para isso os profissionais daqui sairão em desvantagem em relação aos profissionais de outros países.
A tecnologia tem mudado velozmente, o que afeta não apenas como os negócios funcionam, mas também, como será o desempenho das nações de hoje e de um futuro próximo.
Robótica, impressoras 3D, neuro-tecnologia, moedas digitais, inteligência artificial e internet das coisas mudam o mundo; e para que os tomadores de decisões nas áreas públicas e privadas consigam lidar com essa transformação digital, será necessário medir o nível dessa digitalização. Daí a instituição dos rankings.
Desse moto os rankings fornecem a medida da capacidade de cada país para adotar e explorar as tecnologias digitais visando transformar práticas de governo, modelos de negócio e a sociedade em geral. Assim, a tecnologia digital é fundamental para aumentar a eficiência da economia e a melhoria na prestação de serviços para cidadãos e empresas.
O ranking desenvolvido pela IMD é baseado em 50 critérios agrupados em três fatores. O primeiro deles é o conhecimento. Nele, se verifica, por exemplo, o resultado da avaliação do PISA em Matemática, gastos com educação, percentual da população com curso superior, gastos com P&D, número de patentes registradas, atitude em relação à globalização e percentual de mulheres trabalhando nessas áreas.
O segundo fator é o ambiente tecnológico que inclui, dentre outros, a abertura de empresas, o cumprimento de contratos, o capital de risco, os serviços bancários e financeiros, o investimento em telecomunicações, o percentual de exportação de produtos de alta tecnologia e a velocidade de acesso à internet.
O terceiro fator é a capacidade de preparo para o futuro que inclui, dentre outros, o percentual de residências com tablets e smartphones, atitude em relação à globalização; o uso de big data analytics; o percentual de pequenas empresas inovadoras na indústria, o índice de e-gov (governo eletrônico) e a segurança no ciberespaço.
Dentro deste contexto, os Estados deveriam procurar medir o seu nível de competitividade digital para melhorar seus indicadores; pois, essa onda de desenvolvimento, provavelmente, será um dos principais critérios de atração de investimentos para os próximos anos.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Panorama da Economia

Apesar das dificuldades políticas do Brasil, a economia vem aos poucos se deslanchando e surpreendendo os mais pessimistas.
Os números de inflação continuam comportados e as projeções vêm mostrando que, muito provavelmente, teremos um período mais longo de inflação abaixo das metas de governo, o que, naturalmente, ajudará a trazer as taxas de juros para baixo.
Estranho mesmo é nosso o paradoxo: estamos saindo da maior crise econômica de nossa história e, ao mesmo tempo nos encontramos mergulhados numa crise política da qual nunca vimos. Parece até, que nem mesmo as eleições de 2018 resolverá a situação, neste campo.
O quadro é de desordem política e institucional, com destaque para a condução da política econômica auxiliada pelo comportamento da economia internacional que vem se mostrando com inflação baixa, o que deixa também os juros internacionais baixos.
Por aqui, o imbróglio se dá através do excesso de protagonismo do judiciário que expõe suas fragilidades e por tabela expõe o elevado ego entre os seus pares, o que, desnecessariamente, tem gerado o embate entre os poderes. E no centro da roda, o gigantesco desequilíbrio fiscal que, por sua vez, se torna refém da atuação do Congresso para encaminhar e votar as medidas reformistas que impulsionarão o país a sair dessa enrascada a qual se encontra.
Por outro lado, a atual equipe econômica vem colhendo os méritos da austeridade e da confiabilidade, colocado rumo à economia; trazendo a inflação para baixo e, de mesmo modo, deslocando a curva de juros para patamares mais baixos, o que tem gerado confiança nos mercados, através do acerto com as duas casas legislativas na condução de matérias importantes que fizeram girar positivamente a economia.
De outro modo, registre-se também o acerto do governo na escolha da equipe econômica; na negociação de votações de matérias importantes junto ao Congresso e que deram nova direção à economia; a implantação da reforma trabalhista; do teto dos gastos públicos; da reforma do ensino médio; dos ajustes na Petrobrás; da implantação da TLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), para o BNDES; e da contenção do desenfreado déficit das contas públicas.
Assim, as projeções do PIB tem trazido um novo alento para a economia fazendo com que as bolsas de valores operem em altas constantes, na esteira da queda do câmbio e dos juros internos.
Nesse contexto, as empresas começam a respirar e a projetar suas estratégias futuras, reforçando as perspectivas positivas e otimistas para o país.
Dentro do panorama da economia estão projeções de uma taxa de cambio de R$ 3,25 por dólar para o final de 2017, em função das expectativas positivas para a retomada das reformas para o início do ano que vem; dos ajustes na microeconomia e de suas consequências para o fluxo de capital empresarial.
Nessa corrente, a inflação medida pelo IPCA tem projeção de 3,0% para 2017 e de 3,8% para 2018; a taxa SELIC fica com expectativa de 6,5% para o início de 2018; e o PIB projeta crescimento de 3,0% para 2018.
Para aqueles que gostam de atuar na bolsa de valores fica a expectativa de indicação de ações mais atreladas aos indicadores macroeconômicos, e que, portanto, se beneficiam deles.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Entendendo o Seguro de Vida em Grupo

O seguro de vida em grupo mais conhecido e mais comum é aquele contratado pela sua empresa. É um tipo específico de seguro de vida que custa menos do que um seguro de vida individual. Porém, apesar de oferecer algumas vantagens, nem todos conseguem contratar este plano, pelo fato de ele valer apenas para  funcionários de empresas, organizações ou sindicatos.
Como funciona este tipo de seguro?
A empresa contrata este plano para garantir um apoio financeiro às famílias de seus funcionários no caso de uma fatalidade cujo provedor da família venha a faltar. Então se você faz parte de um seguro de vida empresarial, você estará coberto para as situações as quais a sua empresa estipulou no contrato. Daí se torna importante que o funcionário venha se informar sobre a cobertura do plano na área de Recursos Humanos da empresa onde trabalha.
Normalmente, estes planos oferecem duas possibilidades de pagamento. Caso a empresa contrate um plano “não contributário”, o funcionário não terá dispêndio algum, a empresa é quem arcará com todo o valor do prêmio. Caso a empresa contrate um plano “contributário”, o funcionário pagará uma parte do seguro junto com a empresa, sendo o valor descontado da folha de pagamento do funcionário.
Uma pergunta recorrente é a de como funciona a atualização do prêmio e da importância segurada?
Bem, os capitais segurados, assim como os prêmios do seguro de vida, poderão ser atualizados anualmente pelo IPCA/IBGE (Índice de Preços ao Consumidor Amplo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ou, na falta deste, pelo IPC/FIPE (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
Além das correções dadas pelos índices que medem a inflação, o prêmio mensal, aquele estipulado na data de início de vigência do Seguro, durante a proposta de Adesão, está sujeito, contratualmente, a alterações decorrentes da mudança de faixa etária do Segurado. Assim, o reajuste por faixa etária é baseado em uma tabela de reenquadramento que acompanha as condições gerais do seguro contratado. Com isso é possível saber de antemão quanto vai custar seu seguro nos anos seguintes, sem incluir a inflação. Mesmo que o seguro seja renovável anualmente ele segue a tabela de reenquadramento do momento da contratação inicial.
Outra pergunta que aparece com intensidade é sobre a vigência do seguro de vida e como ele é renovado?
O seguro de vida tem vigência de 12 meses e a renovação ocorre de forma automática uma única vez nos termos da lei, desde que não haja desistência da seguradora ou do segurado.
Desse modo, o seguro de vida é um assunto que precisa ser desmistificado e, naturalmente, conhecido por seus contratantes. Assim, é fundamental que as pessoas comecem a despertar para o assunto e passem a entender que, de fato, ao adquirir um seguro de vida, o contratante, não estará, necessariamente, de todo confortável com o seguro e que a pessoa resolveu todos os seus problemas, a partir daí.
Um seguro de vida, na realidade, contempla uma questão que é desconhecida do grande público, que é o reenquadramento por faixa etária. O que é isto?
Suponhamos que uma pessoa compre um capital segurado de R$ 500 mil. Ao longo do tempo virão os  reajustes. Saiba que é natural haver reajustes. Um deles é dado pela inflação para que se mantenha o mesmo poder de compra do benefício, que são esses R$ 500 mil.
O outro reajuste, menos conhecido, é o reajuste pelo enquadramento por faixa etária. O que significa isso?
Com o passar dos anos, necessariamente, a seguradora pensa e se pergunta: meu segurado está representando um risco maior para a seguradora? O que ela faz então?
Dentro das condições contratuais, gerais, em uma clausula de seu contrato pode estar descrito que, anualmente, o seu seguro possa ser reajustado em 15%, 20% ou até, 30%.
A dificuldade é a seguinte: chega um momento em que o contratante, por exemplo, a partir de 10 anos da contratação do seguro não mais consiga pagar as suas apólices e as entrega para a seguradora e, claro, a seguradora agradece; enquanto o segurado que esta se desfazendo desse ativo, fica sem o seguro.
Daí, todo cuidado é pouco, pois pode acontecer de o contratante estar pagando por uma coisa que ele não vai ter no futuro. E este é um fator preponderante na escolha de um seguro de vida.
Atualmente no Brasil existem seguradoras que trabalham alinhadas ao que acontece no mercado internacional de seguros. Porém, o mercado internacional é um mercado maduro. É um mercado onde as pessoas não aceitam o tipo de contrato, de enquadramento por faixa etária. E esse é um cuidado que também se deve ter por aqui.
Vejamos um exemplo: imaginemos um brasileiro de 35 a 40 anos de idade, naturalmente, ele tem uma expectativa de vida de chegar aos 90 anos de idade com certa facilidade. Por outro lado, ao chegar aos 60, 65 anos de vida ele se sinta obrigado a se desfazer de sua apólice pelo simples fato de que a apólice se tornou demasiadamente cara. Esse é o drama que já acontece com centenas de contratantes de seguros aqui no Brasil.
Portanto, é preciso lembrar que no mercado brasileiro de seguros existem seguros de vida com premio nivelado onde o segurado consegue saber o quanto pagará à seguradora, ou seja, o quanto ele dispenderá com o seu seguro durante todo o período em que estiver com ele.
Pense nisso!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

MARKETING DO BEM ESTAR – Vivendo 100 anos

O Bem estar é considerado uma procura tão antiga quanto à existência humana na terra.
Desse modo, fica difícil negar a hipótese de que todas as atividades desempenhadas por qualquer indivíduo em uma sociedade não esteja relacionada, de certa forma, ao conceito de bem estar, pelo menos no sentido individual.
Na economia, por volta de 1930, Gunnar Myrdal já afirmava que o bem estar está relacionado ao desenvolvimento econômico, seja através da evolução da economia pela busca do pleno emprego; da igualdade de oportunidades para os jovens; da segurança social e dos padrões mínimos de proteção não somente em relação à renda, mas também à nutrição, a saúde e a educação para as pessoas de todas as classes sociais.
Nesse contexto, o poder de consecução do bem estar guarda relação com o nível e distribuição da renda na economia; com o estado atual da tecnologia; com a estrutura de preços; com o sistema de distribuição existente; e com a disponibilidade de crédito aos consumidores.
E para contrapor a este estágio precisaríamos trabalhar a amplitude dos desejos da sociedade através do sistema de informações; dos grupos de referência; do grau de diferenciação do produto; da inovação; e dos fatores culturais. E desta maneira, cabe lembrar, que cada nação, cada indivíduo tem uma ideia diferenciada do que seja o bem estar para si.
Trazendo para os dias de hoje é oportuno alguns questionamentos, como: você costuma refletir sobre sua qualidade de vida? Sobre sua saúde, sobre seu grau de stress ou sobre sua tranquilidade?
Trabalhando estes questionamentos, há algum tempo, as marcas vêm tentando ganhar consumidores no chamado marketing do bem estar, que envolve desde alimentos e bebidas mais saudáveis ligadas à prática de atividades esportivas, assim como de livros de alta ajuda ou roupas e acessórias que prometem maior conforto.
Pois é, agora, o assunto relacionado ao marketing do bem estar chegou ao mercado imobiliário, e não apenas com o conceito de morar bem.
No Fórum “Viver aos 100 anos”, realizado em São Paulo, uma empresa do ramo imobiliário a Vittá Consultoria Imobiliária, juntamente, com a empreendedora Hypeness, mostrou seus projetos conceituais de apartamentos qualificados como inteligentes.
Participou também do fórum de debates, o arquiteto alemão Matthias Hollwich, autor do livro que trata de novos conceitos de envelhecimento das pessoas.  
Dentre os conceitos do arquiteto alemão, há um comentário que diz:  ninguém precisa ter medo de ficar mais velho. O importante é viver de maneira mais inteligente e focada no seu bem estar. E mais, se você se apaixonar pela sua própria forma de vida você poderá viver muito mais tempo, inclusive, chegar aos 100 anos de idade com facilidade.
Assim, Matthias Hollwich, além de escritor, é o arquiteto desse novo empreendimento imobiliário em São Paulo, que contará, além dos apartamentos, com um espaço para meditação; áreas para atividades esportivas e outras práticas saudáveis, além de uma horta compartilhada e um escritório coletivo para que as pessoas possam diminuir o número de deslocamentos entre casa e trabalho e assim possam ter mais tempo para caminhar, visitar museus, lojas ou galerias, próximas ao empreendimento.
Esse projeto imobiliário se torna vanguardista, pela aposta nas pessoas que chegarão aos 100 anos de idade e tenta trabalhar seus projetos com mais mobilidade; mais sociabilidade; e fazer com que as pessoas andem mais a pé, com menos utilização do carro; cultivando bons hábitos como boa alimentação e assim contribuir para uma cidade melhor em que as pessoas vivam mais e com mais saúde.
Desse modo, essas são algumas das ideias interessantes e que estão em evolução para incorporar inovações ao mercado imobiliário, assim como para a idealização do ambiente das cidades para que elas se tornem mais aconchegantes aos seus habitantes.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Reforma Tributária

A Câmara dos Deputados e o Congresso Nacional vêm discutindo uma proposta de reforma tributária para o país.
Diferentemente, de outros tempos, em que se discutiu essa reforma, agora, temos algo importante como a cobrança de impostos mais concentrada na renda, do que no consumo; o que traz uma melhoria na proteção daqueles que recebem menos renda.
Nosso sistema tributário é concentrador de arrecadação sobre o consumo em vez da renda, um modelo que sobrecarrega os mais pobres e, como não poderia deixar de ser, recebe críticas generalizadas por ser um modelo burocrático, confuso e de elevado custo tanto para o governo, entendido como: estadual, municipal e federal, assim como para as empresas de um modo geral.
Assim, a proposta que está sendo discutida na Câmara unifica impostos e simplifica a legislação com o compromisso de não aumentar a carga tributária. Neste sentido, o aumento sobre a renda e o patrimônio seria compensado por uma redução na carga tributária sobre o consumo.
Dentro deste cenário, a cobrança dos impostos passará por uma dimensão “online”, com arrecadação imediata, instantânea, ou seja, na hora em que se paga pela mercadoria, o dinheiro pago será separado e enviado, imediatamente, para os cofres públicos, diminuindo assim as chances de sonegação.
Nesta reforma, vários impostos seriam extintos, como ICMS, IPI, ISS, assim como as contribuições do PIS/PASEP, COFINS e o Salário Família. No lugar deles, entraria o imposto sobre valor agregado, o IVA, em dois modelos.
Um IVA seletivo sobre combustíveis, energia elétrica, bebidas, aparelhos eletroeletrônicos e eletrodomésticos, veículos, supérfluos e telecomunicações. E outro IVA cobrado sobre os demais produtos de consumo, como roupas, calçados, móveis, utilidades domésticas; enquanto remédios, alimentos, máquinas e equipamentos não pagariam o IVA.
Nesse sentido e seguindo a tendência mundial, os produtos de exportação também ficariam isentos de impostos. Já o imposto de renda passaria por uma total reformulação, incorporando a contribuição sobre o lucro líquido das empresas passando assim, a ter um peso maior sobre os  contribuintes mais ricos.
A reforma ainda prevê que o governo federal, estados e municípios passam dividir impostos que hoje são exclusivos de um deles, o que sempre gera disputas políticas.
Com esse sistema as empresas ganharão musculatura e terão um sistema simples, podendo se livrar da guerra fiscal, com vantagens competitivas de mercado e com possibilidades imensas para voltar a gerar empregos, ajudando o Brasil a crescer novamente.
Caso a reforma seja aprovada haverá um período de transição. Assim, as mudanças serão gradativas, podendo se concretizar em 15 anos, possibilitando que as empresas, além de governo federal, estados e municípios possam se adaptar à nova realidade.
Por outro lado, o texto original da Câmara dos Deputados não muda nada em relação ao Simples Nacional, que é o regime tributário simplificado, com taxas mais baixas e que é utilizado pelas micro e pequenas empresas.
Observem também que não haverá alteração no Imposto de Renda para as pessoas físicas e sim para o Imposto de Renda das empresas que incorporarão a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Outra novidade importante dentro da reforma em análise é o fim de renúncias tributárias, que são aqueles benefícios concedidos pelo governo para estimular setores ou regiões do país. Porém, a Zona Franca de Manaus e programas como a SUDAM e SUDENE, serão mantidos.
Outra modernização importante do atual sistema tributário é a possibilidade de o novo sistema trazer dispositivos que proibirão Prefeitos, a conceder isenções indiscriminadas em seus tributos, em detrimento das finanças municipais.
Podemos dizer que a ideia central que norteou a reforma foi o alinhamento do Brasil com os modelos de tributação existentes no resto do mundo desenvolvido. Nesse sentido, pretende-se implantar um sistema tributário baseado no modelo europeu.
Para termos uma ideia, no Brasil, a tributação sobre bens e serviços (consumo), responde por 51% da carga tributária, e o percentual referente à renda representa apenas 18%, enquanto nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), 37% de suas receitas de tributação provem da renda, contra 25% do consumo.
Cabe salientar, que os objetivos principais de uma boa reforma tributária, tem como objetivo incentivar os investimentos; diminuir a sonegação de impostos; acabar com a guerra fiscal e manter a carga tributária vigente inalterada.
Por fim, podemos dizer que todas essas mudanças contemplam o conceito tributário, que dentro de uma dinâmica de reforma, busca a transformação político-econômica numa alteração de estrutura legislativa de impostos, taxas e outras contribuições vigentes, trazendo modernização ao sistema, proporcionando um modelo mais igualitário de arrecadação. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Desafios do Cooperativismo

O cooperativismo é um modelo socioeconômico alternativo que surgiu na Inglaterra, em plena Revolução Industrial, como resposta às necessidades de um grupo de pessoas preocupadas com as comunidades e a consciência social.
Assim, desde sua origem, em 1844, na Inglaterra, o cooperativismo se difundiu por todos os continentes e, hoje, conta com mais de 1 bilhão de membros e clientes em todo o mundo.
Desse modo, as cooperativas são instituições de associação livre e voluntária, sem discriminação social, racial, política, religiosa ou de gênero e preza pelas peculiaridades sociais e a vocação econômica do local onde estão instaladas, coladas ao compromisso de desenvolvimento das regiões as quais atuam.
Embora as cooperativas tenham tido consideráveis progressos nos últimos anos, elas ainda estão em processo de consolidação. Portanto, os desafios cooperativistas de hoje são: evoluir na governança, no aperfeiçoamento de seus quadros profissionais e de executivos, assim como de seu corpo de dirigentes. Nesse âmbito, especialmente, institucionalizar mecanismos de sucessão.
Dentro desse quadro, será preciso avançar no relacionamento operacional com os cooperados, integrando-os para além de associados, para além de possuírem apenas quotas-partes e de contas correntes, no caso das cooperativas de crédito.
Indispensável à busca por eficiência operacional, melhorias de escalas associativas, melhorias no aproveitamento de produtos e serviços, na busca de padrões de competitividade exigidos pelo mercado. Necessário ainda se faz buscar o indispensável avanço de investimentos em tecnologia para incorporar novos métodos operacionais e assim levar os processos e as soluções ao encontro da aspiração de seu público, principalmente, do público jovem e de todos aqueles que preferem o relacionamento digital.
Assim, pelo fato de as cooperativas não  terem orçamentos tão generosos quanto os grandes empreendimentos, será necessário eleger prioridades para a otimização dos gastos com TI (Tecnologia da Informação), na busca de poder fazer mais com menos.
A pujança do cooperativismo vai muito além do que a sociedade muitas vezes observa. Ela está presente no consumo, na produção, na saúde, no transporte, no trabalho, na habitação, no crédito, na educação, na mineração, no turismo, na agropecuária e na infraestrutura; levando em consideração seus sete princípios universais: adesão livre e voluntária, gestão democrática, participação econômica, autonomia e independência, educação, formação e informação, intercooperação e interesse pela sociedade.
É desse modo que o cooperativismo avança gerando oportunidades dentro de seus próprios  desafios, através do capitalismo de mercado e da responsabilidade social.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Privatizações

As privatizações se tornaram realidade no mundo todo e seus principais objetivos são obter maior eficiência empresarial, redução de despesas governamentais e geração de recursos financeiros.
Normalmente, as privatizações vêm, com a intensão de melhorar a gestão e a eficiência do estado, compreendido aqui, como os governos federal, estadual e municipal. Assim, o estado deixaria de atuar como empreendedor para ater-se no foco de sua orientação  principal em segurança pública, saúde e educação. Desse modo, o estado passaria, naturalmente, a se posicionar como agente indutor e fiscalizador de todo o sistema através das agências reguladoras e se colocaria na proposição de políticas públicas e econômicas sustentáveis levando mais eficiência aos serviços prestados pelos agentes públicos a seus usuários, a população em geral. Nesse sentido, as privatizações se incluem num grande projeto de administração pública, já que o estado não consegue estar presente em todas as instâncias de sua administração, daí a ideia de estado ideal ou de estado possível.
Estudos mostram que entre as diversas empresas que foram reestruturadas e privatizadas mundo afora, 85% delas geraram maior volume de negócios, e quase 90% delas viram seus lucros aumentarem, sendo que 86% delas contribuíram com maiores volumes em impostos aos Estados.
Segundo o Consenso de Washington as privatizações constituem  num marco de superação da ineficiência administrativa do estado em setores-chave como telefonia, mineração e transporte público, dentre outros.
Neste contexto, as privatizações, de um modo geral, possibilitam um alívio às contas públicas; ao mesmo tempo em que resultam na submissão das companhias privatizadas às regras de mercado consideradas superiores às da administração pública. Além de as empresas privatizadas passarem a contar com atualização tecnológica coisa que o estado tem dificuldade em promover, por falta de recursos.
Os que defendem as privatizações normalmente dizem que as estatizações criam conflitos e violam as liberdades individuais; reduz a cobrança de impostos para sustentar bens públicos e faz com que o estado tenha que cobrir prejuízos das empresas injetando recursos financeiros a elas, recursos esses que poderiam ser aplicados nas áreas da saúde, educação, transporte e segurança pública.
Já os que discordam das privatizações comentam que a motivação por lucro move a maioria do dinheiro para o topo das empresas, e tornam as necessidades básicas humanas em produtos; além de que as privatizações pioram os serviços prestados.
Na realidade, as privatizações ocorrem quando há o processo de venda de empresas estatais para o capital privado, normalmente, quando uma empresa estatal está passando por dificuldades financeiras ou não está tendo os lucros necessários.
Aqueles que argumentam a favor da prática da privatização afirmam ainda que os serviços tendem a melhorar bastante, graças à concorrência e a busca pelo lucro. E, em caso de prejuízo, o custo irá para o bolso do empresário que administra o bem público, e não para o bolso dos contribuintes.
É bem verdade que as pessoas que defendem estes argumentos acreditam que, quanto maior o gigantismo do estado, mais incompetente ele é. São pessoas que estão de acordo com os ideais do liberalismo econômico, uma ideologia política que crê na eficiência da iniciativa privada e individual, e que preza pela liberdade econômica e livre concorrência.
Já aqueles que argumentam contra a prática da privatização de bens públicos afirmam que o Estado perderá receita de um determinado bem ao privatizá-lo. Para estes, um dos fatores negativos da privatização é, também, a retirada de um bem público que serviria à população para passar ao interesse privado. Desta maneira, o que era um patrimônio da nação e do governo passa a ser algo para dar lucro a um empresário. Assim, os contrários às privatizações possuem ideais tendentes ao socialismo, ao paternalismo e ao neodesenvolvimentismo.
O Brasil volta ao processo de privatizações depois de vinte e cinco anos com 57 empresas listadas. São 18 aeroportos, 16 terminais portuários, 16 concessões de energia, 2 rodovias e 5 empresas estatais.
Lembremos que o Brasil conta, atualmente, conta com 442 empresas estatais enquanto a média de estatais nos países da OCDE – Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico é de 50 empresas estatais.
Finalizando, trago um dado curioso referente às privatizações em Cuba. Em 2010, Cuba privatizou clínicas de estética e barbearias; e em 2014, privatizou a empresa pública de táxis. 
Pense nisso!