terça-feira, 15 de janeiro de 2019

O Brasil no Mundo


Como uma das dez maiores economias do planeta, não podemos ficar de fora do jogo internacional. Portanto, é hora de reinserirmos o Brasil no mundo. 
O mundo, de certa forma, olha para nós e espera que tenhamos posições internacionais de destaque, como em papéis positivos na evolução da economia global, do comércio internacional, e das questões relacionadas ao protecionismo exacerbado.
Para isso, será necessário atentarmos aos princípios legais, contidos, em nossa Constituição, precisamente, em seu artigo 4, onde diz que a República Federativa do Brasil, nas suas relações internacionais, rege-se pelos princípios da independência nacional; da prevalência dos direitos humanos; da autodeterminação dos povos; da não-intervenção; da igualdade entre os Estados; da defesa da paz; da solução pacífica dos conflitos; do repúdio ao terrorismo e ao racismo; da cooperação entre os povos para o progresso da humanidade, e da concessão de asilo político.
Com a chegada do novo governo, tem-se a impressão de que prevalecerá orientações de alguns setores das Forças Armadas para elaboração estratégica da inserção internacional do Brasil, certamente, com formulação de uma política externa proativa.
As forças armadas, têm conhecimento nessa direção como na preservação dos interesses nacionais, na condução das questões de estado, nos temas de defesa, na projeção do país sem uso da força.
Nesse jogo internacional, existem os interesses nacionais, os interesses internacionais e as nossas prioridades como nação. E, dentre as prioridades, nos cabe capacitarmos tecnologicamente para enfrentar os desafios da defesa nacional e das questões de segurança e da tecnologia nacional.
Quando se argumenta o lugar do Brasil no mundo, isso não é algo abstrato. Dentro deste contexto, temos que discutir a nossa posição levando em conta os desafios que nos apresenta, tanto no campo interno quanto no campo externo.
Os desafios internos, se encontram na estabilidade da economia, na redução dos gastos públicos, nas reformas tributária, na reforma da previdência, na reforma do estado, na desburocratização, sem o que não vamos avançar em outras agendas. E, do ponto de vista externo, tudo o que está acontecendo no mundo como o protecionismo americano, a nova geopolítica, a emergência da China como país hegemônico, etc.
Por aqui, falhamos, pela não formulação de um planejamento estratégico para o país. Infelizmente, não pensamos o país estrategicamente!
Desse modo, nossa condição atual é de isolamento nas negociações comerciais do mundo.
Nos últimos quatorze anos, o mundo negociou mais de 250 acordos de livre comércio, enquanto o Brasil negociou apenas três. Com a autoridade Palestina, com Israel e com o Egito. Ou seja, quase nada! Some-se a isso, o fato de estarmos atrasados em nível de inovação e tecnologia, com o restante do mundo.
Pesquisas, da CNI, e da FIESP, apontam que somente 2% das indústrias brasileiras, estão no nível da indústria 4.0, o que é o estado da arte da indústria no mundo; e 30% da indústria brasileira nunca ouviu falar nisso.
Essa é a realidade do Brasil. Perdemos poder, perdemos espaço no comércio internacional e na exportação de manufaturas, portanto, perdemos influência no mundo.
Além disso, estamos crescendo menos do que o resto do mundo. Esse é o grande desafio, antes de pensarmos nos projetos específicos. Portanto, um dos grandes obstáculos para o governo atual.
Na realidade, nossa projeção internacional depende de nossa conectividade e de nossa articulação com a política macroeconômica do país. É preciso ter visão de médio e longo prazo, com prioridades bem definidas, na defesa dos interesses do Brasil; pois, a política externa só tem força e somente tem voz, se tiver o respaldo e a conectividade na economia, o que não é diferente no resto do mundo.
Segundo especialistas, as principais prioridades do Brasil seria uma aproximação maior com os países desenvolvidos, sobretudo, os EUA e a Europa, por causa do componente de inovação e tecnologia; e a preservação da política em relação à China porque a China é o principal parceiro comercial com o Brasil.
Um dos aspectos da nova geopolítica, requer o fortalecimento do regionalismo. Nesse aspecto a Aliança para o Pacífico, seria uma mudança, uma inovação importante na política externa brasileira. Assim, cabe o comentário: ou a gente se integra direito nos fluxos dinâmicos do comércio internacional e da economia internacional e aumentamos a nossa voz no exterior ou vamos ficar do jeito que estamos.
Cabe, então, ao novo governo definir as prioridades. O que a gente quer do país internacionalmente? O que o Brasil quer com relação à China? O que o Brasil quer com relação aos EUA? O que o Brasil quer com relação à União Europeia? E quais são as definições importantes na defesa do interesse do Brasil?
O que conta no jogo internacional são os interesses do nosso país, e não apenas uma política de solidariedade. Todas as nações têm seus interesses, e nós também temos os nossos, o que é legitimamente, normal.
Afinal, somos a décima economia do mundo, um país de dimensões continentais, com apetite e condições de participar, proativamente, das questões do mundo e do comércio internacional.

domingo, 9 de dezembro de 2018

O Liberalismo e o Estado Liberal


O liberalismo é uma teoria política e social que enfatiza, fundamentalmente, os valores individuais de liberdade e de igualdade. E de acordo com a filosofia política liberal, a sociedade e o governo devem proteger e promover a liberdade individual de seus cidadãos.
Nesta teoria a pluralidade e a diversidade devem ser encorajadas e a sociedade deve ser igual e justa na distribuição de oportunidades e recursos.
Neste sentido, o liberalismo defende instituições representativas, com autonomia da sociedade civil; defende o espaço econômico - chamado de mercado; defende a cultura que se funde com a opinião pública, frente à presença do Estado.
Normalmente, os sistemas democráticos assumem as premissas básicas do Estado liberal, no qual sua principal função seria o de garantir os direitos do indivíduo contra o autoritarismo político e, para atingir esta finalidade, exige formas, mais ou menos amplas, de representação política.
Já o liberalismo clássico tende a insistir que os direitos civis são fundamentais para os seres humanos, enquanto o liberalismo igualitário contemporâneo concentra-se mais na igualdade e argumenta que o governo ou a sociedade devem aumentar seu alcance de intervenção em áreas como saúde, educação e bem estar social.
Os liberais defendem uma ampla gama de pontos de vista, dependendo de sua compreensão desses princípios, mas em geral, apoiam ideias como eleições democráticas, liberdade de expressão,  direitos civis, liberdade de imprensa, liberdade religiosa, livre comércio, igualdade de gênero, estado laico, liberdade econômica, e a propriedade privada. E se apoia, determinantemente, na democracia representativa e no Estado de direito.
Os liberais entendem um Estado em que os poderes públicos são regulados pelas leis e por uma Constituição e devem ser exercidos no âmbito das leis que o regulam, podendo o cidadão recorrer a um juiz independente para reconhecer e rejeitar o abuso ou o excesso de poder.
Portanto, é uma doutrina que privilegia a superioridade do governo das leis sobre o governo dos homens, assim como a aplicação política da igualdade perante a lei. É um modelo onde as leis pairam, igualmente, acima de todos os grupos da sociedade, independente de cor, sexo ou cargo político, onde não deve representar determinado arbítrio, mas ser objetivamente imparcial.
No âmbito mundial o liberalismo foi responsável pelo estabelecimento de organizações globais, como a Liga das Nações, e, após a Segunda Guerra Mundial, o estabelecimento das Nações Unidas.
O liberalismo é uma proposta destinada a possibilitar que todos alcancem o mais alto nível de prosperidade de acordo com seu potencial, ou seja, em razão de seus valores, atividades e conhecimentos; com o maior grau de liberdade possível, em busca de uma sociedade que reduza ao mínimo os seus inevitáveis conflitos sociais.
O liberalismo se apoia em dois aspectos vitais que dão forma a seu perfil: a tolerância e a confiança na força da razão. Desse modo, os liberais acreditam que o Estado foi criado para servir ao indivíduo, e não o contrário.
Portanto, os liberais também acreditam na responsabilidade individual. Não pode haver liberdade sem responsabilidade. Os indivíduos são (ou deveriam ser) responsáveis por seus atos, tendo o dever de considerar as consequências de suas decisões e os direitos dos demais indivíduos.
Justamente para regular os direitos e deveres do indivíduo em relação a terceiros, os liberais acreditam no Estado de direito. Isto é, creem em uma sociedade governada por leis neutras, que não favoreçam pessoas, partido ou grupo algum, e que evitem de modo enérgico os privilégios.
Os liberais também acreditam que a sociedade deve controlar rigorosamente as atividades dos governos e o funcionamento das instituições do Estado.
Na economia, os liberais, em linhas gerais, não acreditam em controle de preços e salários, nem em subsídios que privilegiam uma atividade em detrimento das demais.
Para os liberais, a principal função do Estado deve ser a de manter a ordem e garantir que as leis sejam cumpridas. A igualdade que os liberais almejam não é a utopia de que todos obtenham os mesmos resultados, e sim a de que todos tenham as mesmas possibilidades de lutar para conseguir os melhores resultados. Nesse sentido, uma boa educação e uma boa saúde devem ser os pontos de partida para uma vida melhor.
Assim, o liberalismo é um modo de entender a natureza humana e uma proposta destinada a possibilitar que todos alcancem o mais alto nível de prosperidade de acordo com seu potencial.
Porém, o fato de que o governo tenha tamanho reduzido não quer dizer que ele deva ser débil. Pelo contrário, deve ser forte para fazer cumprir a lei, manter a paz e a concórdia entre os cidadãos e proteger a nação de ameaças externas.
Nesse sentido, as principais características do Estado liberal são: liberdade individual, igualdade, tolerância, liberdade da mídia, e livre mercado.
Entre os países que adotam o liberalismo estão a Alemanha, o Japão, os Estados Unidos, a Inglaterra e Portugal, dentre outros.
Assim, fica o lema: se você deseja que as pessoas se desenvolvam, deixe que elas mesmas, cuidem de si.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Hora de virar a chave!


Depois de treze anos de esquerdismo no Brasil, é hora de virarmos a chave. É hora de fazermos algumas considerações pertinentes, e mesmo, o de considerar um choque de realidade.
Visitando o sociólogo e filósofo francês Raymond Aron em seu livro o “Ópio dos Intelectuais”, publicado há mais de sessenta anos, verificamos que o mesmo conserva uma impressionante atualidade; pois nele se registra que o esquerdismo, também pode ser uma religião e uma igreja que abriga fanáticos e fundamentalistas.
Com uma concepção sistemática da realidade política e histórica, o pensamento de Aron está calcado na realidade, não em abstrações teóricas. Segundo o sociólogo, o conhecimento verdadeiro do passado nos remete ao dever da tolerância, enquanto a falsa filosofia da história dissemina o fanatismo.
Portanto, é nesse atrito deliberado com a realidade tal qual ela é, e não como gostaríamos que ela fosse, que Aron elabora sua defesa da razão, da democracia e da liberdade, onde tece sua crítica lúcida ao autoritarismo, ao fanatismo e à idolatria política.
Sem temer qualquer patrulhamento ideológico, o autor partiu da constatação de que os mesmos intelectuais e acadêmicos que costumavam ser impiedosos em suas análises das falhas da democracia liberal demonstravam uma tolerância infinita diante dos desastres econômicos e das atrocidades políticas cometidas em nome da doutrina que eles consideravam correta. Assim, qualquer semelhança com o Brasil de hoje não é mera coincidência. As mesmas pessoas que fecham os olhos às consequências calamitosas de quase quatorze anos de um projeto de poder fracassado torcem o nariz diante de reformas tornadas urgentes pela irresponsabilidade e pela incompetência inerentes aquele mesmo projeto.
Aron demonstra uma virtude cada vez mais rara, e traz para nossa reflexão a ideia da inteligência do bom senso; onde ao longo de cinco décadas, fez análises certeiras de fenômenos sociais e políticos os mais diversos, enxergando muito mais longe e mais fundo do que outros pensadores de sua época.
Na primeira parte de “O ópio dos intelectuais”, ele se dedica a mapear mitos políticos que ainda estão em vigor: o mito da esquerda, o mito da revolução e o mito do proletariado. Em seguida, faz reflexões sobre o sentido da História, em capítulos como “A ilusão da necessidade” e “Homens de igreja e homens de fé”, nos quais classifica o comunismo como "uma versão aviltada da mensagem cristã", por sacrificar as liberdades e as diferenças humanas no altar da ortodoxia do Estado onipotente.
O autor mostra, ainda, que o desenvolvimento da economia contrariou diversas previsões marxistas aos quais acadêmicos de esquerda ainda teimam em se ancorar. Por fim, ele investiga a relação dos intelectuais com a ideologia, apontando para uma busca inconsciente por uma religião.
Na conclusão, Aron pergunta se é possível vislumbrar o “fim da era ideológica” e o triunfo do poder da razão?
Caso estivesse vivo e visitasse o Brasil, ele veria que as ideologias estão mais fortes do que nunca, e que a atração de intelectuais por projetos autoritários ainda continua.
É uma pena que Raymond Aron seja hoje tão pouco lido. Na verdade, nem Sartre se leem mais. O nível dos pensadores baixou muito, e, infelizmente, o nível do debate político também. 
Voltando para hoje e para o Brasil, podemos dizer que a esquerda caducou e não evoluiu, mas, despudoradamente se infiltrou nos meios acadêmicos, artísticos, culturais, religiosos, nos movimentos sociais, e em grande parte do meio político e do judiciário.
Este é um autor que deveria ser recomendado em todos os cursos de graduação do país e, excepcionalmente, colocado como tema de redação do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), lembrando as atividades de nossos estudantes nesses dois finais de semana.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

O País de 2019


Neste domingo, dia 28, iremos às urnas para mudar o Brasil. Isso é um fato. Porém, após esse processo, será indispensável focarmos nas dificuldades que se apresentam para o país, no próximo ano.
Refiro-me, mais precisamente, à reestruturação da nação através das reformas urgentes, as quais não poderão mais ser adiadas.
O Brasil não poderá passar por 2019 sem que haja mudanças importantes e as pessoas já entenderam que as reformas são necessárias.
Precisamos cuidar das contas públicas, manter esse ciclo de juros, estruturalmente baixo, pois, será importante não voltarmos a ter juros elevados, como antes.
De acordo com projeções do FMI, a dívida bruta do país ficou em 84,0% do PIB em 2017, chegará a 88,4% este ano e avançará a 90,5% do PIB em 2019. Caso não se resolva esse problema, a dívida continuará subindo até chegar a representar 98,3% do PIB em 2023.
Para termos uma ideia, antes da recessão de 2015 e 2016, a dívida bruta estava no patamar de 60% do PIB. Assim, pode-se dizer que a dívida bruta brasileira já estava acima da média dos 40 países emergentes, que é de, 50,7%.
Deste modo, quem vier assumir a Presidência da República, haverá de ter clareza da necessidade urgente de resolver o desafio fiscal, que é o de ajustar as contas do governo que convive, de há muito, com uma monumental dívida.
Essa é a premissa inicial, sem a qual, não haverá como o país reverter sua trajetória deficitária que teve início em 2014. Assim, para pensar no futuro, o Brasil precisará rever suas prioridades de gastos para buscar o crescimento no longo prazo.
Historicamente, o Brasil se acostumou a resolver os problemas de crescimento das despesas com aumento de impostos ou com inflação, o que a sociedade mais consciente, não deseja mais.
Estamos, desse modo, diante de um desafio, que traz com ele a oportunidade para a construção de consensos em busca das resoluções de diversos problemas do país, já tão adiados. E, dentre esses consensos a serem construídos, estão as reformas, que possibilitem ao país voltar a crescer sustentavelmente.
Sabemos que as nações desenvolvidas avançaram muito nas últimas décadas em relação ao aumento de produtividade; algo que o Brasil esquerdista deixou passar, para dizer o mínimo. Perdemos esse foco e, literalmente, estamos atrasados em relação ao resto do mundo.
Para buscar o cenário de crescimento, transformador, necessitaremos de reformas fiscais; de crescimento mais expressivo da escolaridade de nossos alunos e de amplas reformas micro e macroeconômicas. Com esse direcionamento, é possível ao Brasil almejar um crescimento médio do PIB próximo a 4%, entre os anos de 2020 e 2031.
Assim, todo esse processo, deverá ser realizado democraticamente, buscando sempre o consenso entre o executivo e a nova casa congressual, porém, sem se furtar aos debates e embates naturais que, certamente surgirão, diante da nova realidade a ser construída.
De outro lado, a sociedade tem um papel fundamental nesta questão: seja compreendendo e apoiando as mudanças, seja fiscalizando a postura dos seus representantes democraticamente eleitos.
Estamos em um outro momento, no qual todos os agentes como sociedade, o meio empresarial e os políticos, precisam participar mais, dialogar mais e, construir mais.
Deste modo, em janeiro 2019 um novo governo tomará as rédeas de uma economia com renda per capita 9% abaixo do nível de 2014; desemprego de 12,1%; déficit elevado; a qual entrega inflação e juros baixos, porém, insuficientes para tirar o país das dificuldades a qual se encontra.
Entre os economistas, constata-se um consenso para a reforma da previdência; reforma tributária; reforma do Estado - onde se inclui a reforma do funcionalismo público; assim como, de um consenso para um programa de privatizações e de estímulo a modernização da infraestrutura, conjuntamente, à ampliação do comércio exterior.
A prioridade do governo no começo de 2019, deverá então ser, a de garantir a aprovação no Congresso, da Reforma da Previdência, que se torna medida essencial para o reequilíbrio das contas públicas no curto, médio e longo prazo.
Registre-se ainda, a possibilidade de se realizar a Reforma da Previdência neste final de ano. Para isto, será necessário um diálogo de consenso entre o atual presidente e o presidente que entra, juntamente, com suas respectivas, equipes de governo.
Na realidade, o Brasil precisa mesmo, é de um projeto de longo prazo, algo que seja preestabelecido para daqui a 50 anos.
Assim, como diria Machado de Assis, aos vencedores as batatas!

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Civilidade Política


Estamos na reta final do primeiro turno das eleições. É um momento decisivo para nós e para o país. É hora de escolhermos o país que queremos. Um país que avança ou o país do crime organizado comandado da cadeia? Por isso, o seu voto é muito importante. E a sua escolha pode fazer um Brasil melhor ou um Brasil pior do já está. Perceba que países não quebram como as empresas quebram; porém eles podem piorar e muito. Basta olhar nossos países vizinhos.
Toda essa difícil realidade que vivenciamos nos coloca a possibilidade de respondermos com a responsabilidade necessária de nosso voto. Portanto, não é cabível a incivilidade grosseria, estupida e inconveniente que grassa no mundo virtual. E não somente na virtualidade, mas também nas ruas, com o inconcebível atentado a um dos candidatos à corrida eleitoral deste ano, com a clara intensão de eliminar um dos postulantes à corrida eleitoral. Não nos esqueçamos disso!
As pessoas têm se esquecido de que todos, independentemente de cor, credo, sexo e religião tem o direito de ter opinião própria e, principalmente, o direito de escolha. Afinal estamos em plena democracia, o que pressupõe um mínimo de civilidade política.
Nos últimos anos a sociedade brasileira avançou muito em conceitos básicos como moralidade, ética e bons costumes. O povo brasileiro está mais politizado. Entretanto, ainda falta muito para o nosso ideal.
Até então, temos que lidar com grupos repulsivos que se acham no direito de fazer política como se estivessem chamando, literalmente, seus adversários para uma guerra. Isso não faz sentido algum e não coopera com a nossa precoce democracia.
Estamos em pleno século 21, onde deveria prevalecer os embates no campo das ideias, dos projetos e das plataformas de políticas consistentes para o país.
A esquerda, como sempre, promete tudo, resolve tudo, e quer se livrar da crise que ela mesma gerou para colocar no colo de outrem, apostando no desconhecimento da sociedade que ela mesma abandou nos treze anos de poder; embora o discurso seja o contrário. Mas, quando se pergunta a algum esquerdista sobre ética e a corrupção desenfreada produzida por eles, eles se desconversam e fogem como o diabo foge da cruz!
A direita extremada nada oferece de novo, apenas a possibilidade de frear o esquerdismo massificado nos grupos de menor escolaridade. Sobra então o centro que ainda não mostrou competitividade eleitoral.
Neste contexto, é preciso solicitar aos candidatos postulantes ao Palácio do Planalto a verbalização da verdade, da realidade do país e que discorram sobre o seu posicionamento ético, de dignidade e de cidadania durante os debates eleitorais para que se possa novamente organizar os comportamentos sociais com foco na justiça, na equidade, e no respeito interpessoal. Não dá para ficar ouvindo apenas discursos periféricos, enquanto o país arde em sérios problemas.
Deste modo, que a vitória almejada por todos, uma vez conseguida, possa ser trilhada pelos caminhos da democracia, da dignidade e do respeito aos cidadãos e suas opiniões, para que o país possa se aperfeiçoar e vivenciar um novo momento que contemple a civilidade política; e que essa civilidade possa ser imperativa, estruturada no civismo e que leve em conta o respeito à sociedade, a preservação das leis vigentes e o fortalecimento das instituições, priorizando valores e princípios que orientam o comportamento dos indivíduos, buscando a convivência pacífica e o bem estar dos indivíduos em sociedade.
Será necessário estabelecer um diálogo claro, um debate civilizado sobre as dificuldades as quais o país se encontra, sem se apelar a platitudes, ideologismos partidários em que muitas vezes apenas revelam preconceitos reconditos.
Nesse sentido, que a estrutura e a qualidade do debate político, seja entre cidadãos ou entre políticos, se torne tão importante quanto as resoluções de um governo, onde se deva entender a importancia da política, conectada à tolerancia e aos bons modos de uma sociedade evoluída.
O que nos preocupa, neste momento, é que o nosso solo se tornou fértil para um tipo de discurso político agressivo, aberto ao populismo tanto de direita quanto de esquerda, onde ideologismos se misturam com partidarismo e ofusca os verdadeiros debates das reais necessidades de políticas públicas que o país necessita. Não importa se as medidas sejam amargas ou não.  O que importa é que elas estejam na direção correta e que a sociedade como um todo avance.
Por outro lado, é preciso reconhecer a existência de um argumento histórico a favor deste modelo agressivo e anti-intelectual, que vê a tolerância e a polidez na política como um sinal de fraqueza e de rendição ao sistema.
Consiste em outro grande perigo, a concepção de que todos os indivíduos sejam iguais, isso não é verdade. Ao excluirmos o direito democrático da diferença, eliminamos a possibilidade de pensarmos de maneira diferente, por que nascemos diferentes, vivenciamos realidades diferentes, portanto, nada mais normal do que sermos diferentes. 
Por outro lado, existe o marginalismo político de grande parte da nossa sociedade; ou seja, daquele que não participa, que se preocupa apenas com suas questões particulares e, que portanto, se conforma com qualquer decisão. Isso se torna um problema, à medida que, quanto mais marginalizado, maior é a sua dominação, o que faz prevalecer os interesses de poucos, onde eles são os únicos interessados, surgindo assim, uma sociedade servil.
Desse modo, nem tudo que é imposto como verdade deve ser aceito. Ao contrário, tudo deve ser questionado, pois nenhuma forma de governo opressor funciona com a finalidade do bem para todos.  
Assim, a generalidade da população desconhece a dinâmica legislativa e mostra profundo ceticismo quanto as atividades das legendas partidárias e ao comportamento moral dos políticos. Daí a necessidade do cuidado para não prevalecer a máxima do escritor Júlio Camargo que diz: “Política é a arte de governar com o máximo de promessas e o mínimo de realizações”, a qual parece perfeita a determinados candidatos que se apresentam nos debates e no horário eleitoral.
Outro perigo é a existência de teóricos brasileiros, tanto de esquerda, quanto de direita que flertam com a disrupção política (interrupção do curso normal do processo vigente), o que não faz sentido e traz um verdadeiro descumprimento à Constituição em vigor, e por tabela, à civilidade política.
Podemos dizer que a democracia é o único regime onde nem tudo é permitido daí o desprezo pela disrupção. Pois, isso se tornaria a desconstrução do nosso estado democrático de direito onde as regras vigentes foram votadas livremente, num momento de estabilidade política e segui-las é o caminho como acontece nas grandes democracias mundiais como Alemanha e EUA.
Cabe colocar que os extremos, literalmente, não gostam de democracia, e bem menos dos programas liberais, onde quase sempre, prevalece os regimes autoritários. Pelo menos, isso é o que se registra em experiências internacionais.
Lembremos ainda, que numa democracia quem vota e quem não vota, são igualmente, responsáveis pelo resultado produzido nas urnas, onde a oposição também é votada e eleita e, portanto, legitimada para defender as regras do jogo constantes na Constituição vigente, onde o Congresso Nacional com os deputados e senadores fazem a defesa das regras atuais. Caso contrário, estaríamos diante de um regime absolutista.
Nesse sentido, o ponto de chegada deve ser o Brasil e não os partidos políticos. Ganhar a eleição não é um fim, mas apenas um meio de iniciar quatro anos de administração pública que poderão representar progresso ou retrocesso.
Pense nisso!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O País e a Política como ela é


Você já imaginou o quanto o nosso estado é gigante e inoperante? Já se deu conta de que todo o dinheiro utilizado pelos governos saem de nossos impostos. E caso não tenhamos um melhor gerenciamento público, os impostos terão que subir infinitamente e os nossos ganhos terão de se reduzirem infinitamente também.
Já percebeu que, quem nunca frequentou uma faculdade banca as universidades públicas? E que as pessoas que pagam planos de saúde bancam o SUS, assim como quem tem os filhos em escola particular e quem não os tem, pagam pelas escolas públicas?
Então, não tenhamos dúvida. Todos nós, ricos, pobres e classe média, pagamos para manter um sistema ineficiente e caro. Pagamos quando recebemos nossos salários e quando compramos os bens e serviços para satisfação de nossas necessidades. 
Você já se deu conta de que o Brasil está entre os 30 países com a maior carga tributária do mundo; e ainda, que ficamos em último lugar no que se refere a qualidade dos serviços oferecidos em proporção ao que pagamos de impostos?
Já imaginou que o número de analfabetos que o Brasil tem somam as populações de Uruguai, Nova Zelândia e Irlanda, juntas? Pois é! Temos 50 milhões de brasileiros analfabetos ou semi iletrados. Triste não?
Agora imagine: se reuníssemos todas essas pessoas e formássemos um único país, esse país seria o 28º país mais populoso do mundo, com uma população maior do que a vizinha Argentina. 
Você sabia que mais de 35 milhões de brasileiros não possuem acesso, se quer, ao abastecimento de água tratada? É como se tivéssemos um Canadá inteiro sem uma mísera torneira jorrando água dentro de casa.  Você consegue imaginar isso?
Além disso, perto de 100 milhões de brasileiros, quase uma Alemanha, não tem acesso a coleta de esgoto. E outros 17 milhões, uma Holanda inteira, sem acesso a coleta de lixo; e mais de 4 milhões, uma Nova Zelândia inteira, sem um único banheiro em casa.
Mas, acredito que saiba que temos o judiciário mais caro do ocidente, o sistema de saúde pública mais ineficiente do planeta e o segundo Congresso mais oneroso que se tem notícia no mundo. Não bastasse isso, somos o país que oferece o menor retorno de impostos aos nossos cidadãos.
Pois é! O Brasil tem ainda a economia mais fechada do G-20. É o 10º país mais complexo do mundo para se fazer negócios. Somos o líder no ranking global de encargos trabalhistas e de burocracia fiscal; e no ranking de competitividade, entre 63 países em todo o mundo, ficamos 60º lugar. À frente apenas de Croácia, Mongólia e Venezuela. Já no ranking da educação, entre 70 países pesquisados em 2015, o Brasil ficou nas últimas posições, ou seja, na 63ª posição em matemática, na 58ª em leitura e na 65ª em ciências.
Em política, temos um comportamento, no mínimo tupiniquim: abraçamos os que prometem e condenamos os que produzem. O resultado inevitável é: subdesenvolvimento crônico. Infelizmente, somos bons nisso, em sermos subdesenvolvidos. Uma tristeza!
Igualmente triste, é saber que a maioria da população desconhece a realidade brasileira. Se quer sabe que a esquerda em 13 anos de poder produziu mais desigualdades e mais subdesenvolvimento.
Com esse histórico, lamentavelmente, impressionante você ainda continua pedindo que o estado sugue mais de todos nós e forneça serviços precários para a população? Quer mesmo que o pobre continue recebendo atendimento de péssima qualidade?
Os esquerdistas gostam muito de falar em pobreza. Mas o que causa realmente a pobreza?
As respostas progressistas (esquerdistas) seriam, obviamente, os ricos, o capitalismo ou o imperialismo americano. Não será esta uma resposta mentirosa e ridícula para enganar trouxa?
Para o economista sueco “Per Bylund”: o que causa a pobreza não é nada. É o estado original, o padrão e o ponto de partida de cada um de nós. A questão real é: O que causa prosperidade?
A prosperidade acontece por meio da criação de riqueza, que é tão maior quanto mais livres forem as pessoas; livres para abrir e gerenciar empresas; livres para negociar, comprar, vender; livres para trabalhar, contratar e demitir. A prosperidade acontece em países onde a justiça impera, as leis são cumpridas e os contratos respeitados; em países onde o estado não penaliza seus cidadãos com burocracia e impostos desnecessários.
Daí, fica fácil entender porque políticas como o Bolsa Família, o Prouni, o FIES, as cotas, etc., são apenas paliativos com claro intuito eleitoreiro de curto prazo, onde a raiz do problema jamais será resolvida com essas maquiagens.
Ao invés de ficarmos dentro da bolha da alienação debatendo como o governo pode ajudar em determinada área, precisamos discutir o como tirar o governo de determinada área.
Assim, a melhor contribuição que o estado pode dar aos seus cidadãos é não atrapalhar. É criar condições legais para que cada um possa trabalhar e produzir sem interferências. É permitir que diferentes empresas sejam criadas, serviços sejam oferecidos, assim como tudo o que seja pertinente à criação de riqueza no país.
Há menos de 20 dias das eleições o cenário ainda continua indefinido. O cenário é imprevisível por que em eleição e política o dia seguinte é muito tempo.
Nossa base partidária está desfeita. Não existem mais partidos ideológicos e a fragmentação partidária reduziu as chances dos partidos de centro concorrerem competitivamente com a esquerda fraudulenta e mentirosa que transformou o partido em seita, construindo divindades que tenta se colocar acima do bem e do mal. Impressionante!
Desde a época de Getúlio, que se fabricam heróis, os chamados salvadores da pátria que são vendidos como a solução para os problemas do país. Porém, o que o Brasil precisa mesmo, é de um projeto de nação, não de salvadores da pátria. Menos ainda de um presidiário dando as cartas, como acontece com o crime organizado.
Triste é saber que o brasileiro não se indigna com isso. É um convite ao caos supremo!
Neste contexto, é inaceitável dentro e uma postura democracia, e de um estado democrático de direito, que se possa presenciar um ataque a integridade física ou à vida de um candidato. Isso é uma ofensa a democracia e ao processo eleitoral como um todo, onde a sociedade brasileira ficará marcada para sempre como essa nódoa, porque não se pode permitir, a despeito de qualquer coloração partidária, que uma pessoa seja atacada em um ato político de campanha.
Na realidade, a política existe para que o consenso prevaleça sobre a força; e que a força do argumento e da verdade prevaleçam sobre os contrários.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A Revolução Tecnológica do Mercado Financeiro


O mercado de serviços financeiros está mudando de forma profunda e irreversível. E você precisa ficar por dentro disso.
Eficiência, atendimento personalizado e disrupção (interrupção do curso normal do mercado) são alguns dos fatores essenciais dessa transformação. E as principais responsáveis por trazer essas inovações são as Fintechs, que apesar de pequenas, têm incomodado as empresas consolidadas e líderes do mercado.
O termo Fintech (finance and technology) é utilizado para identificar as inovações e o uso de novas tecnologias por empresas do setor financeiro na entrega de serviços novos e na melhoria dos atuais.
Desse modo, as Fintechs são startups (empresas iniciantes) que trazem inovações profundas para o mercado de serviços financeiros, com soluções mais acessíveis e revolucionárias. Ou seja, elas são as novas formas de se lidar com finanças e, por isso, surgem a cada dia, transformando o que antes conhecíamos como convencional.
A comunicação digital começou a ser mais propagada depois da invenção dos computadores pessoais, onde a revolução digital converteu toda a tecnologia analógica existente para o formato digital. Isto aconteceu, graças a Claude Shannon, um matemático americano da Bell Labs, que criou as bases do conceito e da teoria da digitalização em seu artigo pioneiro em 1948, "A Mathematical Theory of Communication".
Mais recentemente, diversas tecnologias estão chegando ao mercado e sendo utilizadas nos aplicativos de finanças, como a Inteligência Artificial (I.A.), que veio, dentre outras coisas, para auxiliar tanto em personalização de serviços, como no big data (análise e interpretação de grandes volumes de dados com grande variedade), entre outros.
As simplificações têm sido interessantes. Para se abrir uma conta em um banco digital, por exemplo, é necessário apenas um celular com câmera e documentos. Caso precise de ajuda para gerenciar o fluxo de caixa de sua empresa, basta baixar mais um aplicativo e tudo se resolve.
Outra tecnologia que cresce é o “blockchain” (tecnologia que visa a descentralização como medida de segurança), que, entre outras coisas, permitiu o surgimento de moedas digitais criptografadas, cuja primeira versão totalmente descentralizada é a Bitcoin (moeda digital descentralizada).
Assim, os bancos digitais prometem ser o futuro. E não é à toa que os grandes bancos começaram a investir no setor. Um exemplo disso é o Bradesco, que recentemente lançou o “Next”, com funções de como criar objetivos, organizar vaquinhas e até estruturar orçamentos pessoais mensais. Além de fazer frente aos bancos digitais como Banco Original e Neon, o Next também surge para competir com o Nubank (empresa brasileira pioneira em serviços financeiros digitais), antes mesmo que ele se expanda de um serviço de cartão de crédito para um possível banco.
Assim, por meio de inovações disruptivas, as Fintechs estão trazendo um novo mercado de serviços financeiros: mais simples e muito menos burocrático. Um exemplo disso é a mudança na interação com o usuário, que passa a ser o centro do serviço. Diferente de grandes redes, que tendem a ter um atendimento falho e demorado. A promessa das startups é de um atendimento personalizado e veloz como seu principal diferencial.
Essas inovações estão vindo de forma cada vez mais acelerada e prometem deixar para trás – de uma vez por todas – as ideias convencionais de meios de pagamentos, bancos, investimentos, moedas, entre outros.
Para melhor conhecermos os caminhos abertos pelas Fintechs, é preciso começar entendendo o cenário do mercado tanto global quanto nacional.
No mundo todo, os investimentos estão deixando de ser algo complicado e se tornando cada vez mais simples e transparentes para os seus usuários. Neste novo ambiente, podemos dizer que existem várias startups de investimentos interessantes e com focos diferenciados, trazendo desde novas formas de se investir até as melhores alocações para os recursos de seus investidores.
Com foco em descomplicar investimentos e incentivar um público leigo no assunto a investir, o Warren (plataforma online gestora de investimentos) traz a possibilidade de investir em objetivos, com cinco possibilidades de fundos: desde os mais arriscados – com maior porcentagem em ações – até os mais seguros, que tem 100% em renda fixa. Isso tudo é feito com a ajuda de um “chatbot” (um programa de computador que tenta simular um ser humano na interação com as pessoas), o qual conversa com o cliente para ajudá-lo a montar o perfil e os objetivos de investimento o mais condizente com a pessoa cliente, através da inteligência artificial, que aloca investimentos da melhor forma possível dentro do fundo escolhido.
No Brasil, as Fintechs chegaram para varrer para o passado a ineficácia dos bancos atuais. Focadas em serviços como meios de pagamento, empréstimos, financiamento coletivo, investimentos, bitcoins, banco online etc., elas prometem democratizar o acesso a serviços antes protegidos por barreiras burocráticas.
Desse modo, a inovação no setor financeiro se tornou um fenômeno global. De acordo com um relatório produzido pela “Venture Scanner” (empresa americana de pesquisa tecnológica), há registros da existência de cerca de 1.962 Fintechs espalhadas por 57 países, atualmente. 
Divididas em 16 categorias como “back-end” (etapa final de processo) para pagamentos, finanças pessoais, empréstimos, soluções para pequenos negócios etc., onde já conta com cerca de US$ 47 bilhões em investimentos.
Como medida de segurança e por se tratar de um setor onde o dinheiro é a principal mercadoria de negociação, fique atento em seus contatos digitais e certifique-se de que você está tratando com uma empresa correta antes de compartilhar seus dados bancários ou fazer uma transação financeira, evitando fraudes e golpes.
Bem-vindo ao futuro!