quarta-feira, 12 de junho de 2013

Entendendo o Mercado de Câmbio e seu impacto na economia

Nos últimos meses a economia norte-americana vem dando sinais de melhora. Dados do mercado de trabalho, o chamado “payroll”, vem mostrando um crescimento na criação de empregos no mercado formal de trabalho. Assim o nível de emprego vem rodando num nível mais alto, mais consistente com a recuperação da economia nos Estados Unidos.
Essa melhora faz com que alguns integrantes do Comitê de Política Monetária do FED (Banco Central dos Estados Unidos) comessem a sinalizar que o comitê pode diminuir o ritmo de estímulos monetários na economia norte-americana.
Atualmente, o FED compra por mês US$ 85 bilhões em títulos da dívida americana e a indicação é que nos próximos trimestres, se a economia continuar melhorando, eles poderiam reduzir esse ritmo de compra de ativos, diminuindo o volume de dólar em circulação no país e, consequentemente, no mundo.
Agências de acompanhamento das políticas mundiais começam a projetar qual o período mais adequado para que o Banco Central Americano comece a fazer este movimento de compra de ativos. Agências apostavam que este início deveria ser no finalzinho de dezembro, porém o “call” tem sido alterado para setembro, como uma data mais provável para a redução dos estímulos monetários pelo FED, caso a economia consiga evoluir em linha com o mercado.
Essa indicação do FED de reduzir o estímulo monetário já apresentou um impacto bastante relevante nas moedas ao redor do mundo. Assim, se o FED faz menos estímulos monetários isso provoca um fortalecimento do dólar, fazendo depreciar todas as outras moedas do planeta.
As moedas de mercados emergentes e todos os países da América latina depreciaram bem as suas moedas ante ao dólar, no último mês.
Se a gente olhar a moeda da economia brasileira, o real, ela já se depreciou de cerca de R$2,00 por dólar no início do mês passado para este mês e agora está rodando entre R$2,10 e R$2,15 por dólar, que é uma depreciação significativa do real. E ontem dia 10/06 a moeda americana fechou em R$2,148, após chegar a C$2,16 por dólar e fazer com que o Banco Central brasileiro entrasse operando em mercado vendendo dólar.
Mesmo assim, a moeda norte-americana continuou pressionada, a partir da decisão da agência de classificação de risco “Standard & Poor's” de melhorar a perspectiva da nota de crédito dos Estados Unidos, alimentando expectativas ainda maiores de que o banco central do país comece a diminuir seu estímulo monetário.
Qual é o problema da moeda brasileira se depreciar (desvalorizar)? O problema é na inflação. A inflação brasileira está, rodando num nível alto, já faz algum tempo, perto da meta do teto da banda do banco central em torno de 6,5%. Isso quer dizer que tem pouco espaço para a depreciação do câmbio. Quando a taxa de câmbio se deprecia, isso coloca mais pressão na inflação, elevam-se os preços de produtos importados pela economia brasileira, baixa preços das “comodities brasileiras” em reais destinadas ao exterior, sobem os custos na economia brasileira como um todo colocando mais pressão na inflação que já está alta.
Por causa desse pouco espaço que o governo tem para a taxa de cambio se depreciar analistas, acreditam que o banco Central e o governo vão fazer intervenções no mercado de cambio para trazer o real de novo a um nível mais baixo, procurando justamente o inverso, apreciar (valorizar) a moeda brasileira artificialmente.
Projeções de analistas dão conta de que a taxa de cambio vai terminar este ano e evoluir no ano que vem em torno de R$2,05 e R$2,10 por dólar ou com um nível um pouco mais apreciado que diminua um pouco mais os riscos inflacionários.
Esse risco de inflação, esse problema de não ter espaço para depreciar a taxa de cambio não acontece em todos os países emergentes. Olhando, por exemplo, para outros países na América Latina como México, Chile, Colômbia e Peru. Esses países estão com inflação um pouco mais baixa nos últimos anos e nos últimos meses a inflação nestes países vem caindo, portanto, deixando este conjunto de países com uma situação bastante confortável do lado da inflação e, portanto, permitindo, pelo menos, no curto prazo uma depreciação maior na taxa de câmbio, ao contrário do que o Brasil poderia permitir.
O governo tem mostrado uma preocupação tardia com a inflação, o Banco Central acelerou o ritmo de alta dos juros na ultima reunião do COPON com aumento de 50 pontos base, justamente para lutar contra estas pressões inflacionárias.

Com esta intervenção do Banco Central ontem dia 10, ficou claro que essa atual taxa (do dólar) não interessa ao governo, porque ela anularia o esforço do aumento na taxa de juros (a taxa selic) para 8% na intenção de controlar a inflação.
O xadrez do mundo globalizado é assim mesmo mexem por lá prejudica pelo lado de cá. Portanto, é preciso mais competência governamental para dirigir a economia brasileira.


domingo, 2 de junho de 2013

Ambiente Siderúrgico Brasileiro

O setor siderúrgico vem sendo muito penalizado nos últimos anos. Assim, Gerdau, CSN e Usiminas, as principais empresas brasileiras no setor sofrem com a atual conjuntura, principalmente, as empresas cujo principal produto de comercialização é a de aços planos, CSN e Usiminas. Mais particularmente a Usiminas, com desempenho econômico-financeiro muito fraco nos dois últimos anos, apresentando neste primeiro trimestre do ano prejuízo, mesmo que seja, numa tendência progressiva de menores resultados ruins.
A CSN é um pouco mais protegida e preservada porque tem uma atuação mais abrangente. Trabalha um bom volume de vendas de minério de ferro que vem ajudando a conservar margens ainda satisfatórias, se desdobra em área de cimento e alguns outros segmentos com maior volume de valor agregado.
Por outro lado a CSN tem sido impactada por alguns fatores extra-empresa como um anúncio nesta semana do consórcio de japoneses que pretende deixar o negócio onde atua, o qual possui 40% da Namisa, uma empresa de mineração de ferro que pertence ao grupo, o que faz com que a direção da CSN se movimente para evitar que isto aconteça. Perder um conjunto de sócios japoneses, não seria um bom negócio empresarialmente, além disto, a notícia trás turbulência para a ação da empresa.
Outra questão para a CSN, que vem se arrastando, é a participação, não se sabe em que proporção, na CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico), com instalações muito próximas ao porto da MMX, onde CSN e Usiminas possuem porto e abriga várias atividades ligadas a área portuária de empresas siderúrgicas, em uma região costeira do Rio de Janeiro.
A compra pela CSN ou entrada na CSA, não é vista com bons olhos pelo mercado, pois implicaria para a CSN se alavancar mais, contraindo dívidas, supostamente ao BNDES. Em banho-maria, fica esta questão pendente, o que não tem feito muito bem para as ações da CSN, que perdem mais de 30% no acumulado deste ano de 2013.
Já a Gerdau que é uma empresa que se diferencia das demais pelo seu próprio segmento de atuação em aços não planos é focada na construção civil dentre outros segmentos. É, portanto, a maior empresa no setor no Brasil com atividade nos Estados Unidos. Como a economia americana tem mostrado recuperação ficam então as expectativas positivas para a Gerdau.
A Gerdau é incontestavelmente uma multinacional brasileira e tem uma boa geração de valor, embora tenha também passado por algumas situações de fragilidade por conta direta do setor siderúrgico como um todo, com produção industrial muito fraca no ano passado e ainda no primeiro trimestre deste ano.
Voltando um pouco mais para a Usiminas que tem sido realmente muito penalizada, cabe dizer que além das turbulências dos mercados a empresa teve também como distorção a falta de um planejamento adequado e competente para nortear as mudanças de gerações no comando da empresa, acrescido de uma obsolescência significativa dos equipamentos de produção e de uma alteração de gerações também em seu corpo de trabalhadores desde o chamado chão de fábrica até os cargos executivos de destaque.
Cabe dizer ainda que a entrada fulminante da China no mercado de aço brasileiro poderia ter sido combatida atuando no caminho natural de junção de Gerdau, CSN e Usiminas, mesmo agora com o comando da Usiminas, majoritariamente, com os Argentinos.
Pelo menos, esta é a minha opinião!

sábado, 26 de janeiro de 2013

México, nova ameaça ao Brasil

O desempenho modesto da economia brasileira tem levantado controvérsias entre os analistas nacionais e internacionais. E o questionamento mais contundente entre os especialistas é o de até quando o Brasil será a maior economia da América Latina? Para os economistas do banco japonês “Nomura” já há até uma data para que o Brasil seja desbancado dessa liderança: o ano de 2022.
De acordo com as previsões do banco “Nomura”, a economia do México, a segunda maior da região, poderá ultrapassar a do Brasil em uma década. A previsão do “Nomura” para 2012 é de um crescimento de 1,9% para o Brasil (previsões indicam que ficaremos com 0,9%) e de 3,7% para o México. Ao longo da próxima década, o banco “Nomura” prevê crescimento médio de 2,75% a 3,25% no Brasil e de 4,25% a 4,75% no México. Uma diferença bastante significativa.
Em 2011, enquanto o Brasil cresceu 2,7% produzindo riquezas da ordem de US$ 2,3 trilhões, o PIB mexicano se expandiu a uma taxa de 3,9%, produzindo US$ 1 trilhão. Mas nem sempre esse cenário prevaleceu. Em 2002, a economia mexicana era 37% superior a brasileira. Nos anos seguintes, com o crescimento acelerado da China e o aumento dos preços das commodities, o Brasil deu um salto, amparado também pelo aumento da oferta de crédito, que resultou em maior consumo.
Atualmente, o que se vê, é uma redução da demanda chinesa por commodities. Além disso, a queda de preço das matérias-primas também prejudica o desempenho da economia brasileira, que tem uma pauta de exportações baseada majoritariamente nesses produtos. E, com cerca de 60% das famílias brasileiras endividadas, será difícil que elas aumentem o consumo daqui para frente.
De acordo com analistas internacionais o México vem evoluindo de uma economia que produz produtos de baixo valor agregado para uma economia de fabricação de produtos de alta tecnologia.
O México está em melhor forma do que o Brasil por ter uma dívida menor, o governo desempenha um papel menor na economia e a inflação, aparentemente, esta mais controlada, do que a brasileira.
Conta positivamente ao México, a mão de obra mais barata do que a brasileira, muito pelas distorções crônicas da nossa economia que nem se quer está esboçada na mesa de decisões do atual governo.
Para consultores de mercados emergentes o destaque fica por conta de a China ser a grande parceira do Brasil e o México conta com os Estados Unidos como maior parceiro. Por outro lado, o setor de manufaturados e a indústria americana tem tido um bom desempenho, o que acarreta um bom desempenho para os mexicanos.
De tudo o que o México exporta, cerca de 80% vai para os Estados Unidos, sendo ainda os mexicanos o principal fornecedor de petróleo para os norte-americanos. Assim, o aumento da demanda por petróleo nos EUA beneficia largamente a economia do México como um todo.
O México possui uma carga tributária menor do que a brasileira e 30% dos impostos vêm do petróleo. Como a produção está caindo, o país terá que importar esse produto. Com isso, terá que aumentar a cobrança de impostos para compensar essa perda, o que tem impacto negativo sobre o crescimento.
Por outro lado o crescimento da economia americana continua lento, o que tem efeito maior sobre o desempenho do PIB mexicano. Essa proximidade oscila positivamente quando os EUA estão bem. E oscila negativamente nos momentos de crise dos norte-americanos. Em 2009, ano posterior à crise econômica que começou nos EUA, o PIB do México encolheu 6,5% exatamente por essa proximidade. Mas o México se recuperou rapidamente, usando medidas como corte de gastos governamentais, e cresceu 5,6% em 2010.
Para os economistas e especialistas internacionais, entre as vantagens do México sobre o Brasil estão os vários acordos comerciais que o país fechou diretamente com algumas nações, enquanto o Brasil se ateve a fechar acordos comerciais em bloco, apenas aqui no “Mercosul”.
Com esses acordos, o México exporta automóveis para diversos países, inclusive para o Brasil com vantagens fiscais. Os acordos fechados em bloco pelo Brasil produzem pouco efeito. O México tem políticas econômicas mais liberais que a brasileira e infelizmente temos tendido a intervencionismos pouco efetivos à economia brasileira.
O atual presidente do México, Enrique Peña Nieto, que venceu a eleição presidencial no ano passado prometendo reformas tem agora um longo caminho a percorrer atualizando o México com reformas necessárias e urgentes, entre elas no mercado de trabalho, que tem leis muito rígidas. Além disso, o novo presidente mexicano quer promover um crescimento anual de 6% ao ano fazendo reformas no mercado de trabalho, no setor petrolífero dominado pelo Estado, e na base tributária. Por aqui, o governo brasileiro tem anunciado uma série de medidas para impulsionar a indústria e proteger exportadores de uma taxa de câmbio forte, mas analistas criticam essas medidas pontuais e sem coordenação que efetivamente, não atacam problemas mais profundos como a alta carga tributária, dentre outros.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Corrupção - retrospectiva

Lula de mel – agora começa a cobrança.
Trapalhadas na decolagem – o show de factóides no começo do governo Lula.
Lula – A primeira entrevista: Quem apostar contra o Palocci vai perder.
Brasília da Fantasia: O PT infiltra a máquina administrativa do estado com seus militantes e cai na velha ilusão de que, ao perseguir seus objetivos partidários, está servindo ao país.
O vale-tudo do PT: Ex-diretor da loteria gaúcha conta como foi pressionado a intermediar encontros de empresários do jogo com políticos do PT em busca de dinheiro para o caixa dois na campanha de 2002.
José Dirceu fala a Veja: “Não vou sair do governo”.
Como sair dessa? Com seu governo paralisado, Lula cai nas pesquisas e ainda tem de carregar o peso morto do ex-homem forte do Planalto.
Tem salvação? Por que o governo do PT não abandona o presidente do BC aos tubarões. Denúncias contra Henrique Meirelles.
A tentação autoritária: As investidas do governo do PT para vigiar e controlar a imprensa, a televisão e a cultura.
O PT deixou o Brasil mais burro? O obscurantismo oficial condena o inglês, quer tirar a liberdade das universidades e mandar na cultura.
O susto Severino: A eleição do “rei do baixo clero” para presidir a Câmara dos Deputados é uma derrota do PT, de Lula e um golpe na imagem do Parlamento.
Corruptos – Estamos perdendo a guerra contra essa praga. O pavor da CPI. As “mesadas”.
O homem bomba: Se for incriminado pela CPI dos Correios, Jefferson ameaça levar junto Dirceu, Sílvio e Delúbio, do PT. Depoimentos. Documentos.
Corrupção. Amazônia à Venda. Petistas presos aceitavam propinas de madeireiras que devastavam a floresta.
Quem mais? Com uma CPI instalada e outra a caminho, a pergunta agora é qual será o rosto do próximo escândalo.
Tem concerto? Com a demissão de José Dirceu, Lula tenta salvar o governo e sua biografia.
O grande erro. Confundir o partido com o governo.
O elo se fecha. Documento é a peça que faltava para provar que Marcos Valério e o PT são um só quando o assunto é dinheiro. Ele avalizou um empréstimo milionário para o partido e até pagou uma parcela.
Ele sabia? Pesquisa: 55% dizem que Lula sabia da corrupção. 48% acham que o PT é um partido desonesto. Flagrante no aeroporto: Dirigente do PT é preso com 100.000 dólares na cueca.
Mensalão. Quando e como Lula foi alertado. O “Mensalão” do PT: Valério ganhava contratos do governo e retribuía com depósitos para os petistas.
A Chantagem: 200 milhões para ficar calado. A história secreta de como Marcos Valério emparedou o governo ao ameaçar contar tudo.

Fonte: Capas da Revista Veja de 08/01/2003 a 27/07/2005.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Gestão do Conhecimento

Nestes tempos em que os desafios são constantes e a velocidade das mudanças atinge proporções imensuráveis, o conhecimento torna-se o maior diferencial competitivo das organizações que pretendem longevidade e sucesso.
Neste contexto, o conhecimento que reside nas mentes dos trabalhadores, se coloca como o fator de produção mais importante da economia da informação, o que provoca uma mudança dramática na forma de pensar da maioria dos modelos econômicos do mundo moderno, o qual o Brasil insiste em desprezar. Assim, os novos tempos exigem, sem demora, que os paradigmas sejam revistos.
Há algumas décadas, para aumentar a sua competitividade, as empresas apostavam nas economias de escala, na proficiência em vendas e em marketing, nos movimentos da qualidade e em foco no cliente. Por outro lado, há poucos anos, o conhecimento emergiu como elemento fundamental de diferenciação das organizações.
Com o advento da tecnologia e o acesso a níveis mais sofisticados da informação estratégica, a qualidade deixou de ser um fator de diferenciação. Surge então, o conhecimento como condição indispensável para a sobrevivência das organizações em todos os ramos de atividade.
Dessa forma, a globalização dos mercados, o avanço acelerado da tecnologia, os fluxos dinâmicos do intercâmbio internacional estão mudando antigos modos de como realizar as coisas e introduzindo novos paradigmas para o desenvolvimento de empresas e nações.
A tecnologia há muito, é uma das principais variáveis na divisão internacional do trabalho e um dos principais fatores de organização da produção. Daí, a necessidade da integração competitiva dos países na economia internacional exigindo, das empresas nacionais, grandes esforços na área da inovação.
Sob tais circunstâncias, a capacidade de produzir inovações radicais e revolucionárias será um dos fatores determinantes para o sucesso das empresas e nações em um mercado globalizado e extremamente competitivo.
Cabe então a utilização urgente de uma inteligência competitiva capaz de estabelecer estratégias para identificar o que se passa no ambiente dos setores de negócios e do macro ambiente que abrange as nações.
Neste processo, torna-se necessária uma gestão estratégica do conhecimento onde a “sociedade do conhecimento” reclama por mentes abertas e criativas tornando o conhecimento igual a tecnologia e, portanto, igual às pessoas. Gestão esta capaz de observar e compreender as organizações, estabelecendo assim, uma nova filosofia gerencial que proporcione às organizações rearranjar o conhecimento residente na mente de seus colaboradores de modo a transformá-los em vantagem competitiva através do gerenciamento do capital intelectual, alterando assim o foco das organizações.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Administrando Prefeituras em Tempos de Crise

Sabemos todos que a administração pública brasileira em todos os níveis não tem sido essas coisas, principalmente, nesses últimos dez anos. Porém, as urnas recém abertas para condução dos gestores às prefeituras em todo o Brasil, necessariamente, não conseguiu traduzir assim e, portanto, corrigir esta distorção que tanto prejudica os municípios, e o país como um todo.
Muito se pergunta, de fato, o que ocorre para o povo não fazer a leitura correta dos gestores públicos? Dentre diversas variáveis, podemos nomear a baixa escolaridade do brasileiro, que certamente não explica tudo.
É preciso adicionar à realidade da baixa escolaridade do povo brasileiro, bastante conhecida de todos e muito discutida e divulgada pela mídia, outra questão, tão importante quanto. Ou seja, a apropriação de uma “maneira de governar” transvertida por um populismo exacerbado que amealha recursos públicos aos mais necessitados do país, sem de fato resolver os imensos problemas desta faixa da população, produzindo apenas votos.
Desta forma, o maior problema das prefeituras Brasil afora, é a questão da folha de pagamento com quadros excessivamente inchados. Assim, a maioria das prefeituras beira ao limite constitucional de gastos com pessoal permitidos no orçamento para a folha de pagamento, que é de 54% de toda a arrecadação municipal.
Considerando os limites orçamentários mínimos para saúde, 15% e educação, 25%, chegaremos a um percentual total de gastos de 94% do orçamento. Estabelecendo assim, realmente, uma margem muito pequena para atender às outras necessidades e demandas das populações municipais.
No que se refere aos planos de governo e às voluntariosas promessas de campanha, o prefeito eleito terá que verificar as reais possibilidades de conseguir dinheiro novo do governo estadual e do governo federal para a realização dos projetos estabelecidos no plano.
Assim, com este nível de comprometimento do orçamento das prefeituras, elas sozinhas, não terão dinheiro suficiente para realizar o plano proposto durante as campanhas.
Na República Federativa do Brasil, que não tem viés municipalista, mas sim um modelo federativo, a União, distorcidamente, tem um poder arrecadatorio maior sobre estados e municípios, ficando com a maior fatia do bolo da arrecadação dos impostos. Distorção esta que interfere no jogo político nacional e no processo de administração pública relativa aos poderes municipal, estadual e federal e que peremptoriamente não se torna motivo de discussão e debates durante os processos eleitorais sejam em qualquer dos níveis de governo.
Portanto, estados e, principalmente, os municípios ficam com uma parte muito pequena desse montante arrecadado. Daí a importância de se conseguir recursos não somente dos Estados, mas também, da União, apresentando projetos eficientes para convencer os entes superiores, de que os projetos municipais, são realmente, de vital importância para a população.
O Brasil conta com 5.564 municípios, e a maioria deles, vive de pires na mão totalmente dependentes dos recursos do FPM (fundo de participação dos municípios). Daí a importância de se tornar os municípios mais independentes com geração de recursos através da instalação de empresas locais, com a função de geração de renda para que os municípios tenham mais dinheiro para realizar mais em prol de sua população.
Por outro lado, a população deve ficar atenta e verificar junto a seus vereadores se a obra ou a aplicação dos recursos do contribuinte estão sendo bem alocados e se a prioridade está corretamente identificada. Verifique também se a sua Câmara Municipal está apenas distribuindo moções de aplauso ou de cidadania honorária para cidadãos cuja comenda é duvidosa, em detrimento de discutir e aprovar projetos mais relevantes que envolva todos.
Outro ponto que requer cuidado dos prefeitos eleitos, provem da redução do FPM que por conta de uma política míope do governo federal concentrada na redução de impostos para alguns setores (montadoras automotivas) e no baixo crescimento da economia medido pelo PIB (toda a produção de um país), que vem trazendo perdas significativas do dinheiro que retorna do Governo Federal aos municípios.
Fica aos prefeitos, o desafio de gerir as contas e de administrar com poucos recursos suas prefeituras, buscando oferecer e garantir educação e saúde de qualidade à população.
Além disso, estudos da Confederação Nacional dos Municípios, mostram que mais de 1.400 prefeituras devem deixar dívidas para a administração entrante, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal deixando, o chamado, Restos a Pagar; e mais de 350 municípios alegam atraso nas folhas de pagamento do funcionalismo.
Afora a isto, outros municípios se queixam da implementação de políticas do governo federal que deixam os municípios a descoberto, como o aumento do salário mínimo e implantação do piso nacional do magistério, previstos, pelo governo federal, sem contrapartida de recursos para os municípios, apropriarem os gastos, acrescidos ainda, de Restos a Pagar devidos pela União aos Municípios de acordos anteriores, não cumpridos. Conte-se ainda com as discussões prematuras dos Royalties do Petróleo e da corrupção vigente. Haja fôlego!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Jogos de Negócios

Empreendedores já podem aproveitar o ambiente lúdico para simular situações gerenciais e desenvolver habilidades estratégicas, de planejamento, liderança, negociação, tomada de decisões e correrem riscos calculados, sem investir um tostão sequer.
Assim, se divertir e se entreter não consta de os únicos benefícios de alguns games online e jogos de tabuleiro.
Nos tabuleiros, alguns jogos simulam verdadeiros mercados, como "Power Grid", “Settlers of Catan”, dentre outros. E os clássicos “Monopoly” (Banco Imobiliário) e “War” testam a capacidade dos jogadores de expandirem seus domínios.
Já, nos computadores, existem os chamados “serious games” (jogos sérios), feitos especificamente para trabalhar habilidades em seus jogadores. “Tycoon City: New York” é um exemplo. Agindo como um empreendedor o participante do jogo, tem como objetivo construir negócios e fazer com que eles se prosperem na ilha de Manhattan.
Os famosos games de estratégia, RPG - formato em que os jogadores equipam seus personagens com magias, equipamentos e armas antes da partida – e simuladores, como “The Sims” e “SimCity”, podem ser bons exercícios para quem pretende comandar uma empresa.
"Power Grid": é um jogo que envolve praticamente toda a gestão de um negócio. No começo, os jogadores compram usinas de energia em um leilão. Cada usina funciona com um combustível (carvão, plutônio etc.) e estes produtos ficam mais caros ou baratos conforme a procura por eles. Quanto mais energia a usina gerar, mais lucro a empresa consegue.
"Settlers of Catan" (Colonizadores de Catan): é um game onde cada jogador é um explorador de recursos naturais de uma ilha. Nele é preciso utilizar toda sua capacidade de negociação para trocar, por meio de escambo, os recursos explorados com os demais jogadores. Não há dinheiro envolvido nas negociações e o valor das mercadorias é estipulado pelos próprios participantes do game.
“I’m the Boss" (Eu sou o chefe): é um jogo de pura negociação. Cada participante é um investidor e precisa escolher seus sócios e em quais negócios investir. Fazer aliança com as pessoas certas é essencial para ganhar dinheiro e sair vencedor do jogo.
"Monopoly": no Brasil, é mais conhecido como "Banco Imobiliário". Apesar de o fator sorte ser bastante presente, o jogo envolve fatores como tomada de decisões, capacidade de negociação e atenção ao mercado para investir na hora certa e obter ganhos astronômicos.
"War": é um clássico jogo de guerra entre exércitos em que o principal é entender os movimentos do adversário e esperar o momento certo para atacar e alcançar o objetivo final. O tabuleiro é o mapa-múndi e a cada rodada os participantes batalham para conquistar e defender territórios e aumentar seus exércitos, ao mesmo tempo em que fazem alianças estratégicas.
No "Tycoon City: New York": o jogador é literalmente um empreendedor que tem toda a ilha de Manhattan para explorar. O objetivo é abrir negócios fazendo pesquisas de opinião, escolhendo preço, ponto comercial, visual da empresa, serviços prestados etc. Se enquadra entre os chamados "serious games" (jogos sérios ou educacionais).
Para os políticos recomenda-se "Sim City": simulador de cidades em que o jogador atua como prefeito e deve fazer com que sua cidade prospere, construindo casas, empresas, estradas etc. Conforme se desenvolve, a cidade apresenta uma série de problemas, como trânsito e poluição, e cabe ao jogador administrar seus recursos e tomar decisões para solucionar todas estas questões.
Já no "The Sims": simula-se a vida real e trabalha as relações sociais. O jogador começa praticamente sem nada e precisa arrumar emprego, administrar recursos financeiros, construir o patrimônio e dividir o tempo entre o trabalho, os estudos e a família.
Aproveitem os tempos modernos com bons jogos e excelentes negócios!