quinta-feira, 22 de março de 2012

Aos Mestres com Carinho


A profissão de professor é uma das mais antigas e importantes do mundo, pelo simples fato de as demais profissões, na sua maioria, dependerem dela. Platão, em sua obra A República, na Grécia Antiga, já alertava para a importância do professor na formação do cidadão, embora atualmente, aqui no Brasil, poucos se dão conta disto.
Professor,  é uma pessoa que ensina uma ciência, uma arte, uma técnica ou outro conhecimento, o qual traz uma compreensão específica de algo ou mesmo uma compreensão de mundo, ou ainda, um conhecimento para alavancar a carreira de outrem.
Para o bom desempenho do exercício dessa profissão, são requeridas qualificações acadêmicas e pedagógicas, na qual o profissional possa transmitir e ensinar com clareza a matéria de estudo ao aluno.
Aqui Brasil, professor, é o profissional que ministra aulas ou cursos em todos os níveis educacionais, como Educação Infantil, Educação Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior, além do Ensino Profissionalizante e Técnico.
A situação por aqui é marcada por salários humilhantes, desvalorização profissional, ausência de planos de carreira e de estrutura arquitetônica das escolas, o que afasta e desestimula a juventude para se qualificar a uma carreira no ensino. Isso se agrava quando os jovens a par desta situação são inclinados a não serem professores, pois financeiramente, não se torna vantajoso estar em sala de aula, o que contribui para baixar a qualidade dos docentes.
A crença condicionada na cultura brasileira de que “ser professor é uma missão ou vocação – e não uma profissão – acaba contribuindo para a desvalorização do profissional”. Porém, de fato, alguns ainda escolhem essa carreira por amor e dedicação, o que não faz nenhum sentido do ponto de vista do mundo capitalista que, paradoxalmente, valoriza o detentor do conhecimento.
Nos Estados Unidos, o termo Professor é reservado apenas a indivíduos que ministram aulas em instituições de ensino superior – chamados de “College ou University”. Professores do ensino fundamental ou médio são denominados ”Teachers”. Além do ensino propriamente dito, “Professors” nas universidades estadunidenses dedicam-se principalmente a atividades de pesquisa, incluindo  a orientação de alunos em cursos de pós-graduação.
Em geral, o grau acadêmico de doutor - Ph.D ou equivalente - é exigido para ingresso na carreira de professor nas universidades estadunidenses no nível inicial de Professor Assistente – “Assistant Professor”. Após alguns anos, um Professor Assistente pode ser promovido a Professor Associado – “Associate Professor” e, posteriormente, a "Professor Pleno" – ou “Full Professor” ou simplesmente, “Professor”. Um pequeno número de professores plenos que se destacam pelas suas atividades de pesquisa é nomeado “Distinguished Professor” ou “Endowed Professor”. Desta forma, passam a deter uma cátedra pessoal – “Personal Chair” designada por um nome específico, ou, o nome do patrocinador - pessoa física ou jurídica, que financiou ou financia a cátedra.
Professores Plenos, na maioria das vezes, professores associados, possuem a garantia de “Tenure”, isto é, proteção contra demissão sumária. Prerrogativa, semelhante àquela a que têm direito os juízes federais nos Estados Unidos, a qual tem por objetivo garantir a liberdade acadêmica, protegendo professores seniores de pressões de natureza política ou ideológica.
No Reino Unido, particularmente, e na Europa em geral, o processo de valorização e preservação do professor é parecido com o dos Estados Unidos.
Visualizando e compreendendo o processo de valorização dos professores nos países desenvolvidos, podemos compreender as causas da desvalorização do professor brasileiro, o que invariavelmente se reflete na má remuneração do professor brasileiro, expresso literalmente no piso nacional dos professores, agora em R$ 1.451.
É bem verdade, que ao comentar sobre a classe dos professores é necessário lembrarmos que, além do que foi dito, é também motivo de preocupação todo o modelo pedagógico desenvolvido pelo MEC, que se encontra defasado como o tempo, inclusive na modernização da sala de aula através da utilização das chamadas “modernas mídias”, assim como de todo o processo de ensino instituído no modelo brasileiro.
Interessante saber que no Japão, o único profissional que não precisa se curvar diante do imperador é o PROFESSOR, pois segundo os japoneses, numa terra que não há professores não pode haver imperadores.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Aprendendo com a força Econômica de Cidades Paulistas


BARUERI – O PIB da cidade triplicou entre 2003 e 2008 e já supera o de capitais como Belém e Recife. O principal impacto na economia vem do setor de serviços, que cresceu 330%.
Nos últimos seis anos, o número de alunos matriculados em escolas técnicas aumentou de 2.000 para 12.000. A oferta de mão de obra qualificada atraiu “Call Centers” e puxou a criação de empregos: foram 16.357 em 2010.
BAURU – É procurada por empresas de logística, por causa de sua localização estratégica no estado. O número de empresas no setor cresceu 120% em seis anos. Um novo shopping está em construção, a um custo de 75 milhões de reais.
CAMPINAS – É o coração de uma região metropolitana que produz 3% do PIB do país. Nela, há dezenove municípios, onde vivem 2,6 milhões de habitantes. Lá está instalado o terceiro maior parque industrial do país. O setor de serviços emprega 78% da população.
Em quatro anos, o número de transações imobiliárias em Campinas aumentou 1.300%.
CARAPICUIBA – Antiga cidade-dormitório de São Paulo registrou 2.900 novos empregos em 2010 e dobrou sua produção de riquezas entre 2003 e 2008. A atividade industrial cresceu 48%. Seu parque fabril já emprega 14% da população.
DIADEMA – Tem a segunda maior densidade demográfica do Brasil e um parque industrial de autopeças, máquinas, plásticos e cosméticos que responde por 55% dos empregos locais. A redução de 77% na taxa de homicídios na última década melhorou a qualidade de vida que favoreceu o desenvolvimento do comércio e dos serviços contribuindo com a metade do PIB da cidade.
EMBU DAS ARTES - Conhecida por sua tradicional feira de artesanato, tornou-se um dos maiores centros logísticos de São Paulo.
Perdigão, Renner, Walmart e Decathlon montaram seus centros de distribuição na cidade.
FRANCA – Um em cada oito francanos trabalha nas 467 fábricas de calçados locais, que respondem por cerca de 60% da arrecadação municipal. Juntas, elas exportaram 56 milhões de dólares no ano passado. Desde 2009, Franca tornou-se também a cidade das calcinhas e sutiãs: o número de fabricantes de lingerie passou de 20 para 153.
GUARUJÁ – O turismo atrai cerca de um milhão de visitantes para a cidade a cada verão. Mas são as atividades do Porto de Santos, que mantém boa parte de suas instalações no município, que respondem por 65% da arrecadação de ISSQN . O comércio popular está aquecido: há novas lojas das Casas Bahia, Ponto Frio e Lojas Americanas.
GUARULHOS – Sede do maior aeroporto brasileiro e situada entre as vias Dutra, Ayrton Senna e Fernão Dias, é base para mais de 1.000 empresas de transporte e armazenagem. Juntas elas oferecem mais de 115.000 empregos. Com o segundo maior parque industrial do estado, Guarulhos é responsável por 3,7% das exportações nacionais.
INDAIATUBA – Fechou o ano de 2010 com a criação de 2.500 postos de trabalho no setor de serviços, o mais relevante da economia local. Para atender à demanda de sete distritos industriais – onde há plantas da Toyota, General Motors e Unilever, assim, 5.100 profissionais são formados por ano nos centros de ensino técnico.
ITAPEVI – No ano de 2010, seu posto de Atendimento ao Trabalhador teve o melhor resultado: empregou 6.100 pessoas. Entre 2004 e 2010, o número de indústrias aumentou 45%, o que ajudou a fazer com que a arrecadação do município crescesse 220%.
ITAQUAQUECETUBA – A chegada das pistas do Rodoanel e de um porto-seco aqueceu a economia. Foram criados 2.809 empregos em 2010, 45% deles na indústria. Em 2013, será inaugurado o primeiro shopping, o que aumentará ainda mais o peso do setor de serviços, que atualmente emprega cerca de metade dos trabalhadores locais.
JACAREÍ – Suas 380 fábricas, cujas áreas de atuação vão do setor aeronáutico ao de celulose, respondem por 50% das riquezas produzidas no município. Para atrair mais investimentos, a cidade aposta na melhoria da qualidade da mão de obra.
Tem 4.000 alunos matriculados em quatro faculdades e receberá uma nova unidade do Senai.
JUNDIAÍ – Há 1.300 empresas instaladas no município. Destaca-se a maior engarrafadora da Coca-Cola do planeta.
As indústrias colaboram com 34% da composição do PIB local. A cidade é reconhecida pela variedade de serviços públicos oferecidos pela Internet. Até a abertura de empresas pode ser feita on-line.
LIMEIRA – Situada entre cinco rodovias e uma ferrovia, criou “corredores industriais” e investiu na qualificação profissional, com seis escolas técnicas. Em 2006, a Dooler instalou na cidade a maior fábrica de aromatizantes da América do Sul. No final de 2011 a Ford inaugurou a maior fábrica de escapamentos do mundo. Também tem um brilho particular: produz 60% das bijuterias folheadas do Brasil.
MAUÁ – A construção do trecho sul do Rodoanel, em 2009, agitou a economia local. Antes dependente do Pólo Petroquímico de Capuava, a cidade encontrou um novo caminho. Os serviços ganharam força com o aumento de 30% no número de estabelecimentos.
MOGI DAS CRUZES – Entre 2003 e 2008, seu PIB triplicou. No ano de 2010, foram criados 5.700 postos de trabalho.
A 30 quilômetros do Aeroporto de Guarulhos e a 100 quilômetros do Porto de Santos, Mogi atrai centros de distribuição, concessionárias de veículos e abriga também empresas de “Call Center”, como a Tivit e a Contractos.
OSASCO – Tem o décimo maior PIB do Brasil. Comércio e serviços criam 250 empreendimentos por mês na cidade e fazem girar 21,5 bilhões de reais por ano. No município estão as sedes do Bradesco e Submarino, a maior empresa de comércio eletrônico do país.
PIRACICABA – Como pólo médico teve inaugurado no ano passado, o quarto grande hospital, com 110 leitos. Tem mais de quinze universidades, incluindo um campus da USP e outro da Unicamp. O capital intelectual contribuiu para pesquisas na área de bioenergia, já que a cidade é importante produtora de cana-de-açúcar e equipamentos para o setor sucroalcooleiro.
RIBEIRÃO PRETO – Capital nacional do agronegócio, a cidade concentra indústria e serviços vinculados à produção sucroalcooleira. O que mais chama a atenção, porém, é a força dos setores de educação e saúde. São 60.000 universitáros e uma rede de dezessete hospitais, que atraem gente do Brasil inteiro. A construção civil também está em alta, com empreendimentos como o Shopping Iguatemi e um condomínio Alphaville, como o paulistano.
SÃO BERNARDO DO CAMPO – Décima primeira cidade mais rica do país é responsável por 42% do PIB do ABC paulista, o maior complexo industrial da América Latina. Sua economia se baseia na indústria metal-mecânica e automobilística. Hoje, o incremento do comércio pôs em alta o setor de serviços, principalmente em razão de shoppings, exportações e logística. Por causa da inauguração do Rodoanel e da proximidade das vias Anchieta e Imigrantes passou a atrair centros de distribuição.
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – Líder do setor de tecnologia possui, desde 2009, o parque tecnológico mais moderno do país. Em apenas dois anos, conseguiu reunir 27 empresas, entre elas a Embraer e a Vale Soluções em Energia, três universidades e quatro institutos de pesquisa.
SOROCABA – Tem o maior centro de distribuição da General Motors na América Latina, e quatro novos shoppings estão em construção. A região metropolitana da cidade tem o quinto maior mercado consumidor do estado. O turismo de negócios se desenvolve rápido. Sorocaba tem atualmente trinta hotéis e alguns dos melhores “spas” do país.
SUMARÉ – Os principais ramos da indústria de Sumaré são: químico, elétrico, têxtil e metalúrgico. A cidade conta com grandes representantes como Honda, 3M do Brasil, e Pirelli. Em 2009, houve a abertura de um condomínio industrial que está apresentando bons resultados, com implantação de dez empresas de médio porte.
SUZANO – Conhecida pelo ramo de papel e celulose, foi obrigada a investir em infra-estrutura e capacitação da mão de obra local para atender à demanda de suas indústrias. Nos últimos seis anos, usou 70 milhões de reais para dobrar a quantidade de vias pavimentadas.
TAUBATÉ – A indústria automobilística é responsável por 55% da arrecadação municipal e está em franca expansão: a Volkswagen constrói ali atualmente uma das mais modernas cabines de pintura do mundo e a Ford fabricará um novo motor na cidade. No setor de serviços, a Viaport está erguendo um condomínio com empresas, lojas e hotéis, que vai criar 2.000 empregos em oito anos.
Fonte: Revista Veja.

domingo, 4 de março de 2012

Aos Aposentados Privados: Pão e Água


Analistas indicam que o déficit da Previdência Social vem das aposentadorias do setor público.
Os aposentados, no Brasil, somam 25 milhões de pessoas. E daqui a menos de quarenta anos, em 2050, o país terá 64 milhões de idosos. E, estatisticamente, sabemos que a cada ano a Previdência acolhe milhão de idosos.
Dados de 2010 mostram que os pagamentos com benefícios, pensões e aposentadorias registraram R$ 93 bilhões, acima de sua arrecadação. Destes gastos, R$ 51 bilhões, refere-se a 950.000 servidores públicos que percebem aposentadoria integral, e pasmem, são financiados pelos aposentados da iniciativa privada com seus míseros valores de aposentadoria. Ou seja, tiram dos menos favorecidos para inchar a renda dos favorecidos. Pior, esse encargo tem crescido estatisticamente a razão de 10% ao ano.
Cabe ao governo aprovar o projeto que transforma a previdência do setor público federal ao mesmo teto do INSS, fazendo com que os funcionários públicos federais constituam uma aposentadoria complementar com suas próprias expensas como acontece no setor privado. Importante salientar que existe como sempre, aquelas manobras, fazendo com que o governo arque com um percentual de participação amenizando a carga dos ilustres servidores públicos, que, além de ser evidentemente um enorme dispêndio para a população (leia-se nas contas do governo), não estanca o problema, apenas troca de nome ou de rubrica dos gastos que praticamente permanece o mesmo, o que é injusto para com os aposentados da iniciativa privada, privados de toda sorte de reajustes anuais com base na inflação ou mesmo no salário mínimo.
Vale lembrar que estas mudanças nas aposentadorias dos servidores públicos passam por resistências dos sindicatos (normalmente pelegos e conservadores) e pelos parlamentares ligados a esses mesmos sindicatos.
A tendência é a de que as mudanças dos aposentados da esfera pública atuais não sofram nenhuma conseqüência apenas para os novos contratados. Afora a isto, quem realmente olha para os aposentados da iniciativa privada? O vento?
O detalhe é que o governo federal somente olha para de si mesmo. Existem 27 milhões de brasileiros sem cobertura da previdência como donas de casa de baixa renda, domésticas, borracheiros, barbeiros, e tantos outros. É chegada a hora de se ajustar uma idade mínima para se aposentar no país.
Depois de um ano de governo federal, percebe-se nas entrelinhas das medidas governamentais a falta de comprometimento com os problemas brasileiros, dentre eles a vergonhosa situação dos aposentados provenientes da iniciativa privada.   
Falta aos governos petistas uma postura salutar de atualizar o Brasil fazendo as reformas polítca, tributária e previdenciária, deixando de subtrair recursos da educação, saúde e segurança pública, como nas medidas atuais do Ministério da Fazenda.
Quanto ao parlamento brasileiro, esse já perdeu substância e se encontra totalmente submisso ao governo federal, pois, não legisla e nem fiscaliza, apenas obedece.
A situação dos aposentados brasileiros é crítica e preocupante: 70% dos aposentados (18,3 milhões) recebem apenas um salário mínimo e com o andar da carruagem em 2020 serão 26,5 milhões dos aposentados a ganharem menos que o salário mínimo.
Cálculos atuais realizados dentro do próprio governo revelam que as perdas acumuladas das aposentadorias e pensões, entre 2004 a 2009 chegam a 78,84%.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente, um terço dos aposentados permanece no mercado de trabalho por ter uma aposentadoria insuficiente para manter um padrão de vida razoável. Além disso, dados do advogado Ives Gandra da Silva Martins, nos diz que dos cerca de 25 milhões de aposentados no Brasil, apenas 600 mil ganham acima do limite mínimo. Para Ives Gandra, os privilegiados é quem obstruem, sistematicamente, qualquer possibilidade de reforma do sistema previdenciário, ou seja, puro corporativismo. Lembrando ainda, que os aposentados, querem dos governos apenas e tão somente dignidade com o trato dos recursos que recolheram por mais de trinta e cinco anos de trabalho, os quais perfazem o benefício que hoje reivindicam, portanto nenhum dinheiro público a mais, apenas o trato correto e justo daquilo que foi sistematicamente e compulsoriamente recolhido.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A Economia de Algumas Cidades Mineiras


BETIM – No ano passado, a prefeitura da cidade doou à japonesa Toshiba uma área de 146.000 metros quadrados onde será erguida uma fábrica de geradores de energia. A unidade industrial da Fiat, que já emprega 13.000 pessoas, também foi beneficiada e dobrará suas instalações. As 10.000 empresas da cidade proporcionam uma receita anual de 520 milhões de reais ao município.
CONTAGEM – Tem o terceiro maior PIB do estado e empresas de grande porte como Arcelor Mittal e Cemig. Somente no ano passado, 1.100 novos postos de trabalhos foram abertos pelas indústrias.
DIVINÓPOLIS – O passado metalúrgico moldou as bases do que é hoje uma das principais atividades econômicas da cidade: a indústria têxtil. O comércio que brotou por causa dessa atividade com alto grau de criação de empregos representa mais da metade do PIB municipal.
GOVERNADOR VALADARES – Com a crise de 2008, 5.000 pessoas que haviam emigrado para os Estados Unidos voltaram para casa. Elas trouxeram suas economias e decidiram investir na cidade.
Em 2010 foram abertas 619 empresas e o número de vagas na construção civil subiu 23%. A cidade conta também com potencial turístico, por causa do Pico Ibituruna, excelente plataforma de salto para vôo livre.
IPATINGA – Em 2008 a produção industrial respondia por metade do PIB, principalmente, por causa da Usiminas, uma das principais empresas locais. Hoje, a cidade se esforça para aumentar a participação dos serviços na economia. O PIB do setor já cresceu 37% desde 2003.
MONTES CLAROS – A cidade tem fábricas de grande porte, como a Nestlé e Novo Nordisk. É referência em educação e comércio para mais de oitenta municípios ao seu redor, incluindo alguns do sul da Bahia. Conta com três faculdades de medicina e cinco hospitais, que atraem a população das redondezas. Nos últimos anos, inaugurou três shoppings.
SANTA LUZIA – Terceiro pólo industrial do estado, conta com fábricas da Cecrisa, Roca Brasil, ThyssenKrupp e Café 3 Corações. Desde 2005, o setor de serviços é o grande responsável pelo aquecimento de sua economia, que cresceu 66%. Por estar entre os aeroportos de Confins e Pampulha, atrai centros de distribuição. Somente em 2010 a AmBev investiu 28 milhões de reais na cidade.
SETE LAGOAS – Tem siderúrgicas de ferro-gusa e fábricas da AmBev, Agrogen e Elma Chips. A indústria se desenvolveu com a chagada da Iveco, a montadora de caminhões da Fiat, em 2000, e hoje é responsável por metade do PIB da cidade e a multinacional Caterpillar está constituindo uma fábrica de locomotivas no município.
UBERABA – É a maior produtora de cereais de Minas Gerais e a maior criadora de gado zebu do mundo – tem o nono PIB da agropecuária no Brasil. O setor que mais emprega é, no entanto, é o de serviços, graças ao pujante comércio local.
UBERLÂNDIA – Desde 2005, o setor de serviços injetou mais de 1 bilhão de reais na economia e hoje responde por quase 60% do PIB do segundo maior município de Minas Gerais. Em 2010, foi inaugurado na cidade um entreposto comercial da Zona Franca de Manaus; e juntos, os cinco principais atacadistas da cidade empregam 17.000 pessoas. Uberlândia conta atualmente com 300 fábricas instaladas e com outras quarenta em fase de implantação.

Fonte: Revista Veja.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Hábitos financeiros que fazem mal a saúde ... e ao bolso


Existem hábitos que prejudicam a saúde financeira das pessoas atingindo diretamente a conta bancária, além de, muitas vezes, se resvalar na saúde do corpo. Comer fora de casa com freqüência é um exemplo que pode fazer muito mal, ou seja, um belo rombo no orçamento pessoal. No entanto, outros hábitos também podem impactar negativamente a saúde, mental e física de uma pessoa.
Especialistas da área de saúde listaram hábitos financeiros que são prejudiciais a saúde de qualquer pessoa e apresentou soluções de como contornar o problema sem ter que parar no pronto-socorro ou no divã do analista.
Problemas no casamento? Pode estar ligado ao tamanho da dívida que a pessoa carrega no cheque especial ou cartão de crédito. Pesquisa na Inglaterra, realizada por uma entidade de aconselhamento aos consumidores, revelou que 37% dos participantes citaram as dívidas como resultante de problemas nos relacionamentos.
Notas de dinheiro são sujas e cheias de germes, o que pode ser uma grande fonte de contaminação. Um estudo encontrou evidências de que recibos e comprovantes de gastos contem altos níveis de uma substância química chamada de BPA (bisfenol A), que está ligada a doenças do coração, câncer e infertilidade. Se guardados juntos recibos e notas, o BPA pode migrar dos recibos para as notas, e das notas diretamente para a pele de quem os manuseia. Procure guardar os recibos em um envelope, longe do dinheiro. E sempre lave as mãos depois de manipular tanto um quanto o outro.
Embalagens gigantes podem significar aumento de peso na balança, segundo Brian Wansik, autor do livro "Why We Eat More Than We Think?" (Por que comemos mais do que imaginamos?). Em um dos estudos citados na obra, participantes que se serviram diretamente de embalagens tamanho família comeu até 25% mais. Você pode até economizar algum dinheiro ao comprar pacotes maiores. No entanto, poderá comer mais que o necessário, explica o autor. Portanto, nunca coma direto da embalagem, tente controlar suas porções sempre servindo em pratos menores. Mantenha pequenas porções do produto em embalagens de tamanho menor e mantenha a original fora de alcance da visão.
Quem paga as contas do supermercado com cartão de crédito tem maiores chances de colocar no carrinho comidas pouco saudáveis como biscoitos, chocolates e congelados. As pessoas são menos racionais com as compras quando pagam com cartão de crédito, diz Kit Yarrow, professora de psicologia e marketing da “Golden Gate University”. Quando for ao supermercado, opte por pagar a compra em dinheiro, leve consigo uma lista dos itens necessários e evite fazer compras com fome.
Ter dinheiro diminui as chances de um ataque cardíaco ou doença no coração, pelo menos nas mulheres. Um estudo acompanhou um grupo de mulheres durante cinco anos e percebeu que aquelas com renda acima de cem mil dólares estavam livres de doenças no coração, ao contrário de 78% das mulheres com renda inferior a vinte mil dólares.
Não participar do rateio do presente daquele colega de trabalho ou esquecer o aniversário do melhor amigo pode impactar diretamente na saúde mental de uma pessoa. Uma pesquisa da “University of British – Columbia” revelou que pessoas que gastam mais com elas mesmas do que com os outros, são menos felizes que aqueles que gastam. Generosidade não leva ninguém à falência. Uma opção é presentear as pessoas queridas com pequenos gestos como um chocolate especial ou mesmo pagar a conta do almoço.
Perder dinheiro em qualquer tipo de jogo pode causar dores emocionais em quem tem de deixar as fichas na mesa. Um estudo registrou os níveis de atividade em uma região do cérebro humano conhecido como “corpo estriado”, onde o sentimento de dor se manifesta. A pesquisa concluiu que perder dinheiro desencadeia sensações similares às da dor física. Portanto, fique longe de jogos de azar. Se estiver em “Las Vegas” e quiser jogar um dinheiro, defina de antemão qual o limite máximo que pretende gastar, ou melhor, que pretende perder.
Vários estudos mostraram que pessoas que gastam com bens materiais, como eletroeletrônicos ou artigos de luxo, são menos felizes que aqueles que optam por gastar em experiências como uma viagem, por exemplo. Mas é bom tomar cuidado, pois outros estudos revelam que experiências negativas, como serviços ruins em hotéis ou empresas aéreas, podem trazer sentimentos de insatisfação. Gaste em experiências ao invés de bens, mas preste atenção nos serviços que está adquirindo. Procure por referências e críticas de serviços na internet, antes de direcionar seus gastos em uma viagem.
Com o estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos, percebeu-se, um tempo depois, que os impactos atingiram também não apenas o bolso dos americanos, mas também a saúde mental deles. Estudos revelaram que proprietários de casas com hipotecas mais caras do que poderiam bancar deram sinais de depressão grave, com sintomas de insônia e irritabilidade. A crise das hipotecas também é uma crise de saúde, escreveu Craig E. Pollack, líder de um grupo de pesquisas da Universidade da Pensilvânia. Caso esteja buscando uma casa para comprar, capriche o quanto puder no valor da entrada e financie o mínimo possível. O ideal é que não se gaste mais de 30% da renda mensal nas parcelas.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Aos Políticos - Chamem o PROCON/CONAR!


Em meio a um ou outro programa televisivo não estamos livres da propaganda enganosa dos políticos que sempre vem acompanhada de falsidade ideológica, estelionato político e apropriação indébita de fatos e realizações.
Com efeitos especiais exibem seus principais parlamentares que muitas das vezes já estão em campanha política para as prefeituras, numa manobra que antecipa o processo eleitoral. Assim em meio a seus mandatos sem risco algum e nada a perder senadores e deputados federais candidatam-se a prefeitos de grandes cidades e fazem o jogo sem que a população perceba, ganhando-o sempre. Vencendo as eleições tornam-se prefeitos. Caso percam antecipam em dois anos a campanha para sua reeleição ao parlamento. Não é intrigante?
Trazem um discurso pasteurizado apresentando candidaturas que nada se diferenciam de qualquer político profissional da chamada burguesia política. Normalmente trazem os adjetivos de campanha: cidades limpas, tranqüilas, planejadas, de paz, organizadas, humanas, sustentáveis, dignas, justas e por aí afora!
Sem delongas trazem jovens, certamente aspirantes a vereador com um discurso manso de justiça, ética sempre e responsabilidade com o dinheiro público (isto antes de se elegerem), pois não basta dizer que é isto ou aquilo – têm é que “ser mesmo” na prática, no cotidiano.
Lembre-se que eles jogam com a frágil democracia brasileira e, além disso, se tornam dependentes de financiamentos privados e dos chamados caixas dois, ou de dinheiro não contabilizado (tentando com essa frase de efeito, tornar algo incorreto e sujo como num passe de mágica e ternura em algo correto).
Procurem caro leitor e eleitor verificar de onde vêm as doações, do candidato o qual tenciona o seu voto, pois na última eleição de 2010 candidatos já estavam atrelados aos patrocínios de marcas famosas de refrigerantes, bebidas alcoólicas, instituições financeiras e instituições multinacionais de venda de sanduíches que invariavelmente serão patrocinadoras das Olimpíadas e Copa do Mundo aqui no Brasil.
O leitor mais acurado deve compreender que não se armam esquemas de financiamento eleitoral sem sujar as mãos, sem acordos pragmáticos e espúrios que ao conciliarem aos diversos matizes do submundo de subterfúgios e conchavos de toda ordem. Depois, esses candidatos participam acriticamente de bases políticas em busca de cargos num tipo de oportunismo conhecido como deslavado e corrupto.
A prioridade na ocupação de cargos públicos, seja de que esfera ou instância for, é de tal ordem que até a atuação dos seus militantes de base nos movimentos populares está atrelada aos objetivos eleitorais de partidos que se incham a cada dia, que filia adeptos e futuros candidatos pela internet, venham de onde vierem e até criaturas sinistras que depois se voltam contra seus criadores, por questões de partilha. 
É sabido que existem também políticos honestos e de boa linhagem, porém são poucos. E para facilitar a vida dos espertalhões, políticos, bases eleitorais e mídia tendenciosa, tentam jogar todos como se fosse farinha do mesmo saco, com o simples propósito de tornar a boa política em lixo só.
É preciso prestigiar e fortalecer instituições como Organismo de Defesa do Consumidor; Tribunal Superior Eleitoral; Controladoria Geral da União; Ministério Público Federal; Supremo Tribunal Federal; Tribunal de Contas da União para defender o povo utilizando de suas prerrogativas para enquadrar essa turma que assalta o erário dos brasileiros.
A propósito, é bom que se diga que a propaganda em seu sentido original é neutra, e pode se referir a usos considerados geralmente benignos ou inócuos, como recomendações de saúde pública, campanhas a encorajar os cidadãos a participar de um censo ou eleições, ou mensagens a estimular as pessoas a denunciar crimes a polícia, dentre outros.
Já a propaganda enganosa é aquela que induz o consumidor a um erro, ela mostra características e vantagens que um determinado produto ou pessoa não tem. Esse tipo de propaganda é, portanto, falsa.
É importante distinguir a propaganda enganosa e abusiva porque ela tem a função de induzir o consumidor a um comportamento prejudicial, que geralmente incitam a violência, exploram o medo, e fazem uso de baixos expedientes.  
No dia a dia conhecemos o PROCON como organismo de defesa do consumidor, porém o CONAR é o órgão que defende os consumidores da propaganda enganosa. 
Pense nisso!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Investimentos no Ano Novo


Para incrementar seus investimentos em 2012, você precisa estar bem informado. E para estar bem informado o investidor precisa farejar os dados econômicos do dia a dia. Ou seja, precisa tatear as informações locais e internacionais e decifrar as suas tendências e a influência na sua empresa, se for empresário; e nas suas aplicações financeiras diárias, se investidor.
Para o setor doméstico o investidor deve se inteirar da inflação através do IPCA, pois é ela que dá a tônica da política monetária do Banco Central, portanto, dos rumos da econômica na esfera governamental.
Será necessário verificar cuidadosamente a atividade econômica através do PIB que é o Indicador da Produção Industrial – informação muito acompanhada pelos mercados.
Indicadores de Emprego, Renda, Crédito – dá o sinal do que está acontecendo com as economias, aqui e lá fora. Por isso, condiciona, não somente, as Aplicações de Renda Fixa e Juros, mas também as Aplicações em Bolsa de Valores.
O investidor deve acompanhar estes indicadores e verificar a consistência deles em relação aos desenhos das políticas adotadas pelos governos, de forma geral, o que determinará em grande medida o desenho da taxa de juros e obviamente das aplicações dentro deste cenário. Daí se percebe que a atividade econômica da o sinal verde, amarelo e vermelho para as aplicações na Bolsa de Valores e demais aplicações.
Acompanhe sempre as projeções dos analistas de mercado e os relatórios do Banco Central semanalmente. Ao analisar as informações divulgadas verifique se estão ou não em linha com as projeções desse mesmo mercado, pois elas acarretam mudanças nos preços dos ativos no futuro.
Associar a estratégia da sua carteira com o que está sendo desenvolvido através dos indicadores é uma boa idéia. Avaliar o cenário macro, o cenário setorial e depois o cenário das empresas de per si, será necessário. Esse desenho de composição de informações será sempre um quebra cabeças onde o investidor deverá ficar atento, pois são peças importantes em termos de informação.
Os indicadores mais importantes são: o PIB, a Produção Industrial, taxas de Emprego/desemprego, Vendas no Comércio, Indicadores de Crédito, Inadimplência dos consumidores e Produção Automotiva, são indicadores que tradicionalmente exercem grande influência no mercado.
Atualmente, mais que no passado, indicadores fiscais mexem menos com o mercado doméstico porque o cenário fiscal brasileiro já está relativamente dado. O Resultado do Tesouro Nacional (receita governamental através de impostos), por exemplo, é um indicador que não mexe muito com o mercado. No passado quando o Brasil tinha problemas de contas públicas como é o caso hoje dos países europeus, principalmente, no final da década de 90 e inicio da década passada, esses indicadores mexiam muito com o mercado. Ou seja, quando a gente tinha um regime de câmbio fixo, ou um regime de bandas cambiais entre os anos de 95 e 98, indicadores de balança comercial e balança de pagamento mexiam muito com o mercado doméstico. Hoje tende a influenciar os mercados europeus e americanos. Tudo sempre vai depender das circunstâncias. Fique de olho e excelentes aplicações!