quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A Economia de Algumas Cidades Mineiras


BETIM – No ano passado, a prefeitura da cidade doou à japonesa Toshiba uma área de 146.000 metros quadrados onde será erguida uma fábrica de geradores de energia. A unidade industrial da Fiat, que já emprega 13.000 pessoas, também foi beneficiada e dobrará suas instalações. As 10.000 empresas da cidade proporcionam uma receita anual de 520 milhões de reais ao município.
CONTAGEM – Tem o terceiro maior PIB do estado e empresas de grande porte como Arcelor Mittal e Cemig. Somente no ano passado, 1.100 novos postos de trabalhos foram abertos pelas indústrias.
DIVINÓPOLIS – O passado metalúrgico moldou as bases do que é hoje uma das principais atividades econômicas da cidade: a indústria têxtil. O comércio que brotou por causa dessa atividade com alto grau de criação de empregos representa mais da metade do PIB municipal.
GOVERNADOR VALADARES – Com a crise de 2008, 5.000 pessoas que haviam emigrado para os Estados Unidos voltaram para casa. Elas trouxeram suas economias e decidiram investir na cidade.
Em 2010 foram abertas 619 empresas e o número de vagas na construção civil subiu 23%. A cidade conta também com potencial turístico, por causa do Pico Ibituruna, excelente plataforma de salto para vôo livre.
IPATINGA – Em 2008 a produção industrial respondia por metade do PIB, principalmente, por causa da Usiminas, uma das principais empresas locais. Hoje, a cidade se esforça para aumentar a participação dos serviços na economia. O PIB do setor já cresceu 37% desde 2003.
MONTES CLAROS – A cidade tem fábricas de grande porte, como a Nestlé e Novo Nordisk. É referência em educação e comércio para mais de oitenta municípios ao seu redor, incluindo alguns do sul da Bahia. Conta com três faculdades de medicina e cinco hospitais, que atraem a população das redondezas. Nos últimos anos, inaugurou três shoppings.
SANTA LUZIA – Terceiro pólo industrial do estado, conta com fábricas da Cecrisa, Roca Brasil, ThyssenKrupp e Café 3 Corações. Desde 2005, o setor de serviços é o grande responsável pelo aquecimento de sua economia, que cresceu 66%. Por estar entre os aeroportos de Confins e Pampulha, atrai centros de distribuição. Somente em 2010 a AmBev investiu 28 milhões de reais na cidade.
SETE LAGOAS – Tem siderúrgicas de ferro-gusa e fábricas da AmBev, Agrogen e Elma Chips. A indústria se desenvolveu com a chagada da Iveco, a montadora de caminhões da Fiat, em 2000, e hoje é responsável por metade do PIB da cidade e a multinacional Caterpillar está constituindo uma fábrica de locomotivas no município.
UBERABA – É a maior produtora de cereais de Minas Gerais e a maior criadora de gado zebu do mundo – tem o nono PIB da agropecuária no Brasil. O setor que mais emprega é, no entanto, é o de serviços, graças ao pujante comércio local.
UBERLÂNDIA – Desde 2005, o setor de serviços injetou mais de 1 bilhão de reais na economia e hoje responde por quase 60% do PIB do segundo maior município de Minas Gerais. Em 2010, foi inaugurado na cidade um entreposto comercial da Zona Franca de Manaus; e juntos, os cinco principais atacadistas da cidade empregam 17.000 pessoas. Uberlândia conta atualmente com 300 fábricas instaladas e com outras quarenta em fase de implantação.

Fonte: Revista Veja.

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