terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Boas Maneiras trazem Bons Negócios

Pode parecer estranho nos dias de hoje, falar de boas maneiras, ou mesmo, em educação no sentido de cortesia.
Num mundo completamente às avessas, nem sempre estamos atentos às chamadas pequeninas coisas, ou seja, atentos a esses pequenos fatores, além disso, quase sempre pagamos caro por estes descuidos.
Pois bem. A gigante Toyota do Japão sugeriu em dado momento, a seus concessionários que fizessem um grande esforço de treinamento de seus funcionários em “boas maneiras e cortesia”. Como o leitor pode imaginar a reação foi contrária e imediata. E muitos funcionários chegaram mesmo a sentirem-se ofendidos quando lhes informaram que teriam que passar por um treinamento de “boas maneiras”.
No entanto, a empresa decidiu dar continuidade ao projeto e atualmente, tem colhido os frutos de um dos maiores sucessos de vendas e atendimento, segundo seus próprios funcionários que reconhecem o valor da iniciativa.
Boas maneiras e educação fazem bem a qualquer um de nós e são essenciais para o bom ambiente de trabalho. Não há eficiência e eficácia em um ambiente onde as pessoas tratam-se mal, falam alto, fazem censuras injuriosas uns aos outros, trabalham de cara-fechada e onde os clientes são tratados de qualquer maneira e até mesmo, rudemente.
Do ponto de vista interno da empresa, os resultados de um esforço para aumentar as “boas maneiras” são espetaculares. Ensinar as pessoas a dizer Com licença, Por favor, Obrigado e Desculpe-me, ajuda muito um ambiente de trabalho a tornar-se sadio e palatável. De mesma forma, uma empresa onde as pessoas são educadas a dizer “Seja Bem-vindo”, “É um prazer recebê-lo em nossa empresa”, demonstra e consegue fazer uma grande diferença na interpretação de seus clientes.
Podemos dizer que este é um tema que acaba sendo complexo, pois as pessoas em geral, o acham irrelevante, e às vezes o acham sem a mínima importância.
Porém, as maiores empresas do mundo estão hoje preocupadas com isso e obtendo grandes resultados positivos com essas aplicações em seu dia-a-dia.
Cabe a você empresário, observar como as pessoas se tratam na sua empresa. E é bem possível que o clima interno será, sem sombra de dúvida, o clima externo, ou seja, o modo como sua empresa trata os seus clientes.
Segundo especialistas, é raro ver um dirigente empresarial que trata seus funcionários com descortesia ter funcionários que tratam os clientes com cortesia. Um é parte intrínseca do outro.
Por isso, tente incorporar permanentemente bons modos e boas maneiras em sua empresa e veja os resultados. Eles serão surpreendentes!
Seja você mesmo, o principal exemplo, tratando a todos os funcionários e clientes com o maior respeito. Tudo isso, tenderá a mudar o clima interno de sua empresa, onde todos passarão a respeitar-se mutuamente e assim, todos tratarão os clientes com mais atenção e cortesia, fazendo-os retornar com alegria e satisfação à sua empresa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

As Cidades e o Cidadão

O que é realmente uma Cidade? Em uma pequena pesquisa podemos compreender que Cidade é uma entidade em mutação, que não tem especificamente uma definição, pois seu conceito varia dentro de um contexto histórico e possui um fator de variabilidade que é o tempo, ou a ação do tempo.
Estudos mais recentes abordam-se as Cidades a partir de uma perspectiva mais complexa. Uma formação urbana ou um aglomerado humano. Para ser mais adequadamente chamada de "Cidade", deveria apresentar um certo conjunto de aspectos, entre os quais um determinado qualitativo populacional formado por indivíduos socialmente heterogêneos, uma localização permanente, uma considerável extensão espacial, um certo padrão de espacialidade e de organização da propriedade, a ocorrência de um certo padrão de convivência, a identificação de um modo de vida característico dos citadinos, a presença de ocupações não agrícolas, a presença de um quantitativo populacional considerável, cujo limiar é redefinido a cada época da história, a ocorrência de uma considerável densidade populacional, uma abertura externa, uma localidade de mercado, dentre outras características.
Pode ser também chamada de núcleo principal ou centro urbanístico de uma povoação, onde estão geralmente localizadas as casas comerciais mais importantes.
Pode se caracterizar também como uma comunidade ou zona residencial planejada nas quais, por norma legal, a área coberta de edifícios não pode ultrapassar determinada percentagem da área total, sendo a área restante reservada para parques e jardins, ou ainda, designar uma dada entidade político-administrativa urbanizada, etc.
Tudo isso, é o que dizem os compêndios. Mas podemos acrescentar algo assim: um local agradável, onde as pessoas devem desenvover a urbanidade, a compreensão, a ordem pública através de leis inteligentes que determinam as condições e os meios de ir e vir.
É preciso buscar e desenvolver o princípio de cidadania, onde cada cidadão é a parte mais importante desse complexo sistema chamado Cidade.
A convivência humana, necessita de um ordenamento que tenha como suporte uma legislação municipal que esteja adequada ao grau de desenvolvimento e a cultura de seu povo, onde as políticas públicas, devam contemplar todas as classes sociais, onde a segurança pública é de suma importância dentro deste conceito. Assim, a urbanização pública com ruas e avenidas adequadas num ambiente que deve trazer prazer, alegria e bem-estar. Fazer da educação, da polidêz o meio de convivência que transmite o grau de instrução, o conhecimento e cultura do local onde se habita e que se deseja receber bem todos os seus transeuntes, de dentro e de fora. Um local que contemple praças e avenidas atraentes, limpas, bonitas e bem cuidadas pela população e, principalmente, pelo poder público. Suas avenidas e ruas devem ser bem planejadas e bem identificadas, com placas indicativas das ruas, de acordo com o padrão cultural e de riqueza da cidade em quetão. Suas casas e comércio devem ter uma numeração cronológica adequada para que o cidadão tenha sua identificação instantânea, sem nenhum tipo de dificuldade.
Assim, deve ser também as identificações de trânsito com as devidas cinalizações em que motoristas, pedestres, motos, bicicletas e demais circundantes, não tenham nenhuma dúvida em seu deslocamento.
Atitudes simples de educação no trânsito, de placas indicativas, de calçadas adequadas para se caminhar, de limpeza urbana, revelam o grau cultural do ambiente onde se queira dar o nome de Cidade.
Cidades ricas e conscientes não devem permitir vadios pelas ruas em determinadas horas da noite, classificando numa legislação adequada, algo que impeça maus hábitos de vadiagem noturna e diurna. Seres humanos não deveriam ficar nem dormir pelas calçadas das ruas. Seria interessane construir um albergue que, acolham os pedintes durante a noite para que possam dormir, alimentar-se e fazer suas necessidades fisiológicas, dando vida e dignidade a esses cidadãos. Não deveriam existir garotos em sinais de trânsito, estes, por sua vez, deveriam ser encaminhados para uma escola pública, afinal, os recursos recolhido dos impostos pagos pela população seriam para este tipo de destinação, dentre outras.
Enfim, cabe ainda aos governantes de plantão, preocuparem-se com um mínimo de estrutura física de suas cidades, fazendo uma analogia com seu contigente populacional para especificar a quantidade necessária de escolas dos diversos níveis, postos de saúde, hospitais e segurança pública, para prestar um bom serviço a seus concidadãos.
Diria ainda, que se preocupassem com o desgaste físico de suas cidades, trabalhando uma adequada manutenção permanete do bem público, traduzindo assim em serviços prestados, em contrapartida aos elevados impostos que esfolam a população de um modo geral, para que no conjunto da obra, exista algo coerente com o nível de vida e educação da população, caracterizando assim, um ambiente onde, realmente, possamos chamar de Cidade.

sábado, 9 de janeiro de 2010

A Língua e o Ambiente

A língua é um fenômeno individual que, em virtude do seu processo de evolução, acaba transformando-se num fenômeno social e coletivo.
Uma pessoa que vivesse afastada da civilização não teria como desenvolver a sua faculdade de falar; a sua linguagem permaneceria rudimentar, não evoluiria, por inexistirem as condições de estímulo do ambiente.
Uma pessoa que vive num ambiente atrasado não tem facilidade de externar seu pensamento, sente enorme dificuldade para concatenar as idéias, e seu exíguo vocabulário é uma agravante no processo da comunicação.
A língua de um povo é o reflexo da sua cultura, do seu desenvolvimento, do grau de progresso que alcançou; ela evolui na medida exata da evolução do povo que a fala.
Nos ambientes cultos, os indivíduos se esforçam para aprimorar a sua língua, revestindo os pensamentos de maneira elegante; no meio inculto, de outro lado, a linguagem é questão de quinta importância, o léxico, por isso mesmo, é pobre, e as deturpações e os vícios são freqüentes. Os indivíduos não sentem necessidade de enriquecer o seu vocabulário, porque o horizonte de suas aspirações, bem como o das suas idéias, é bastante próximo, talvez um palmo adiante do nariz.
O ambiente é fator primordial para caracterizar a língua e a linguagem do falante. Dois irmãos criados em meios diferentes acabariam, inevitavelmente, falando de modo diferente.
Se o meio constitui fator importante na aquisição e desenvolvimento de uma linguagem mais apurada, de um vocabulário maior e mais preciso, destinemos o nosso tempo a leituras que realmente nos levem a evoluir, a alargar a fronteira de nossos horizontes.
Não sejamos como o lago, satisfeito dentro dos seus próprios limites, mas sim como o oceano, procuremos abrir-nos para a conquista do horizonte infinito.

Fonte: Prof. Luiz Antônio Sacconi.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Feliz Natal a Todos!

É Natal outra vez. E outra vez, somos chamados à renovação, com a comemoração da chegada do Menino Deus em nossas vidas e em nossos corações.
São bonitas palavras, mas que de nada valem se a gente não se dispuser a ser os condutores de nossas próprias vidas, de nosso destino, de nossos sonhos.
Por isso, colhi de um autor desconhecido o seguinte texto, que começa assim:

PROMETA-SE:

. ser tão forte que nada possa perturbar sua paz de espírito;

. falar de saúde, felicidade e prosperidade para todas as pessoas
que você conhecer;

. fazer com que todos os seus amigos se sintam importantes;

. olhar sempre o lado positivo de tudo e fazer seu otimismo
florescer;

. pensar somente no melhor, trabalhar somente para o melhor e
esperar sempre pelo melhor na sua vida;

. ser tão entusiástico a respeito do sucesso dos outros quanto aos
seus;

. esquecer dos erros do passado e esforçar-se para maiores
conquistas no futuro;

. ostentar uma expressão alegre e animada em qualquer situação
e dar um sorriso franco a cada criatura humana que encontrar;

. dedicar bastante tempo à sua própria valorização ao ponto de
não ter tempo para criticar seus semelhantes;

. ter mente tão ampla para aborrecimentos, tão nobre para ódios,
tão forte para anseios e ser tão feliz para permitir a presença
dos problemas.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Dando a Volta por Cima

Dar a volta por cima, como dizia uma canção no passado, está em alta, porém, com um novo nome, ou seja, “resiliência” que é atualmente o diferencial competitivo de pessoas e organizações, principalmente, neste momento de pós-crise para alguns, saindo da crise para outros, e mesmo para aqueles que foram incorporados por outros durante a crise, assim como aqueles que, simplesmente, foram engolidos por ela.
Bem, podemos dizer que, a capacidade de se recobrar mais rapidamente diante de dificuldades e mudanças, aprender com os obstáculos e seguir adiante faz toda a diferença na vida pessoal, no trabalho, como também na perenidade das empresas.
Se alguns indivíduos trazem consigo características que favorecem a resiliência, para as organizações essa é uma capacidade a ser conquistada, com planejamento e de forma estruturada. O mais recente teste de fogo que flagrou a todos, é a crise financeira mundial, que ainda está sendo enfrentada e absorvida, com maior rapidez, por aquelas companhias que já vinham adotando uma agenda voltada ao desenvolvimento da resiliência, tanto do ponto de vista do negócio em si, quanto das pessoas, e em especial das lideranças.
Para Adriana Fellipelli, “a mudança e a imprevisibilidade, fazem parte da vida. Indivíduos resilientes enxergam as incertezas não como exceção, mas sim como regra, o que ganha importância em um mundo cada vez mais instável e em constante transformação. Com a crise financeira global, a capacidade de enfrentar os reveses e de se recompor rapidamente torna-se decisiva para uma travessia menos turbulenta e com maiores chances de sucesso.
Nas organizações, o papel das lideranças é fundamental para desenvolver a resiliência das pessoas e do próprio negócio. Toda mudança, ainda que positiva, produz ansiedade e resistência. A comunicação clara, feita o quanto antes e mantida durante todo o processo, permite minimizar resistências e obter o comprometimento das pessoas. Não que a resiliência evite o sofrimento. Ela, no entanto, é capaz de abreviar o tempo necessário para se recobrar diante das adversidades, permitindo um aprendizado útil para novos desafios que, certamente, surgirão pelo caminho”.
Portanto, para Luiz Vieira, “a resiliência está relacionada à proatividade. Ou seja, diz respeito à forma como uma pessoa ou uma empresa reage diante de uma situação de risco ou de mudança. É uma capacidade vital em um cenário como o da crise financeira que se instalou no mundo. Portanto, a atitude de resiliência serve de anteparo para as organizações que já vinham trabalhando em uma agenda voltada à construção dessa resiliência no âmbito corporativo. Essas companhias tendem a sofrer menos e se recompor de forma mais rápida. Para desenvolver a resiliência, as empresas devem cuidar da segurança das pessoas, do negócio principal e de suas conexões com o mercado. Precisam também apurar a sensibilidade para reagir prontamente e, mais do que isso, antever as mudanças. Devem, ainda, liberar recursos para investir em inovação, o que aumenta o potencial de resistir e transpor os obstáculos com maior facilidade. Tudo isso, no entanto, tem de ser feito de forma preventiva, antes da crise ou no início da crise. Não é em meio ao turbilhão que se constrói a resiliência – mas talvez seja nesse momento que se evidencie o diferencial competitivo que ela pode representar para um organização”.
Pense nisso!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ética e Cidadania, uma prática a pensar…

Prezado leitor, diante de tudo o que vimos pelas imagens da tv, referentes aos acontecimentos na governança ou desgovernança no Distrito Federal, para ser bastante didático, e não dizer o que todos nós sabemos de nossos governantes, resolvi escrever um pouco sobre o tema Ética e Cidadania.
São conceitos interessantes, mutáveis com o tempo, mas a sua essência se faz através de nossos valores pessoais, que nos sustentam como pessoa, como grupo, como estado, e principalmente, como nação.
Não é uma tarefa fácil falar sobre esse assunto, pois o tema envolve uma teorização filosófica e que não permite palavras de entendimento rápido, pelo contrário, requer um pouco de atenção, um pouco de meditação, mas, ao acabarmos de ler sobre esse assunto, estaremos mais informados, mais leves e, principalmente, mais confortados ou desconfortados conosco mesmo, pois ao nos avaliarmos, em meio ao nosso cotidiano, em meio à sociedade a qual pertencemos, em meio ao relacionamento com nossos pares nesta mesma sociedade, com nossos filhos, com nossa família, em nossa escola, etc., faremos talvez, uma prestação de contas de nossos atos, conosco mesmo, se assim posso dizer.
Pois, bem, o que vem a ser ética então?
Ética deve ser entendida como reflexão, estudo, moral dos seres humanos cuja legitimação se baseia na sua racionalidade, já que é impossível uma vida social sem normas preestabelecidas para um convívio em harmonia. Assim, é através da discussão democrática de princípios da convivência humana, que poderá ser estabelecida em boas ou más condutas sociais e individuais, normas válidas para todos que vivem em sociedade a fim de alcançar a harmonia e felicidade humana.
A ética é importante para a boa estruturação de uma sociedade e a sua falta pode provocar a autodestruição dessa própria sociedade em mutação. Atualmente, a comunicação em massa, principalmente à televisão, é responsável por um processo de degradação social com a transformação de vários valores ligados à vida, e ao modo como as pessoas se relacionam. A televisão tornou-se mais influente na transmissão de conceitos éticos e formação das pessoas, principalmente das crianças, do que a escola ou mesmo a família. Interessante perceber como tudo na televisão é banal, banaliza-se a vida, a violência, o sexo, casamento, provocando assim, uma inversão de valores, que é prejudicial ao indivíduo e à sociedade. Para especialistas, faz-se necessário, não uma censura, mas um maior controle, para que seja veiculada uma programação de qualidade na televisão, pois ela tem servido como um grande potencial de formador de opinião. Não é difícil, portanto, perceber que os grandes apresentadores de programas em horários nobres, têm muito mais força política e social de influência, do que, os próprios políticos naturais eleitos, para não dizer os pais.
Antes de aprofundar a discussão, é preciso distinguir ética e moral. Embora se confundam, há um acordo entre os estudiosos de que essas palavras têm significados distintos. A moral é constituída pelos juízos de valor, costumes e crenças de um povo, enquanto a ética é o estudo da ação humana e de suas conseqüências.
Isso indica que a moral é formada pelos hábitos, pela forma de encarar a vida e pelos costumes de um povo. Por isso, a moral pode variar: o que é moralmente correto para um povo, pode não ser para outro. Severino afirmou que a moral "é o conjunto de prescrições vigentes numa determinada sociedade e consideradas como critérios válidos para a orientação do agir de todos os membros dessa sociedade" (SEVERINO, 1997).
O mesmo ocorre com a ética: ela evolui, é aperfeiçoada ao longo do tempo. Com as transformações históricas, surge a necessidade de transformações éticas. Sabemos que uma ação é injusta porque temos uma idéia de justiça construída e aperfeiçoada ao longo da história que nos habilita a julgá-la como tal. Assim, a escravidão foi considerada normal entre os gregos e entre os nossos colonizadores. Foram precisos séculos para que a escravidão fosse definitivamente abolida do planeta (ou, pelo menos, universalmente considerada como repugnante). Hoje em dia, não há país que defenda pública e oficialmente a escravidão: todos os povos sabem que a liberdade alheia deve ser respeitada. Isso mostra que o nosso ideal ético evolui ao longo da história.
Há, no entanto, valores que devem permanecer, pois são fundamentais para a sobrevivência da sociedade. A liberdade, o respeito à diferença, a indiscriminação, e a preservação ambiental, são exemplos de valores fundamentais para o nosso tempo, sem os quais colocamos o mundo em risco.
Infelizmente, a ética está em falta em nosso meio. Empresas, jornais, escolas e governos valorizam, cada vez mais, pessoas que se importam mais com o Ter do que com Ser.
Considerando a grande crise política que vive o mundo, a miséria de dois terços do planeta, a conduta irresponsável das grandes potências, a atual crise ecológica, além de vários outros fatores preocupantes, pode-se perceber que a ética, mais do que nunca, é essencial.
A ética não se reduz apenas a seu aspecto social, pois à medida que desenvolvemos nossa reflexão crítica passamos a questionar os valores herdados, para então decidir se aceitamos ou não às normas. A decisão de acatar uma determinada norma é sempre fruto de uma reflexão pessoal consciente, que pode ser chamada de interiorização. É essa interiorização das normas que qualifica um ato como sendo moral. Por exemplo: existe uma norma no código de trânsito que nos proíbe de buzinar diante de um hospital. Podemos cumpri-la por razões íntimas, pela consciência de que os doentes sofrem com isso. Nesse caso houve a interiorização da norma e o ato é um ato moral. Mas, se apenas seguimos a norma por medo das punições previstas pelo código de trânsito, não houve o processo de interiorização e meu ato escapa do campo moral.
Mas, então, todas e quaisquer normas morais são legítimas? Não deveria existir alguma forma de julgamento da validade das morais? Existe, e essa forma é o que chamamos de ética. A ética é uma reflexão crítica sobre a moralidade. Mas ela não é puramente teoria. A ética é um conjunto de princípios e disposições voltados para a ação, historicamente produzidos, cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe como uma referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a sociedade possa se tornar cada vez mais humana. A ética pode e deve ser incorporada pelos indivíduos, sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana, capaz de julgar criticamente os apelos a-críticos da moral vigente.
A ética está relacionada à opção, ao desejo de realizar a vida, mantendo com os outros, relações justas e aceitáveis. Via de regra, está fundamentada nas idéias de bem e virtude, enquanto valores perseguidos por todo ser humano e cujo alcance se traduz numa existência plena e feliz.
Bem, mas cidadania, o que vem a ser?
Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. A cidadania deve ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e desenvolvimento da nação.
A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua, não pichar os muros, respeitar os sinais e placas, respeitar os mais velhos (assim como todas às outras pessoas), não destruir telefones públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor e bom dia, quando necessário, assim como, até saber lidar com o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas, o direito das crianças carentes e outros grandes problemas que enfrentamos em nosso país. "A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos•".
A história da cidadania confunde-se em muito com a história das lutas pelos direitos humanos. A cidadania esteve e está em permanente construção; é um referencial de conquista da humanidade, através daqueles que sempre lutam por mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas, e não se conformam frente às dominações arrogantes, seja do próprio Estado ou de outras instituições ou pessoas que não desistem de privilégios, de opressão e de injustiças contra uma maioria desassistida e que não se consegue fazer ouvir, exatamente por que se lhe nega a cidadania plena cuja conquista, ainda que tardia, não será obstada. Ser cidadão é ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos civis, políticos e sociais. Mas este é um dos lados da moeda. Cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser cônscio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição. Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum.
Assim, é importante que, estejamos prontos para discutir e refletir sobre a necessidade que a ética e a cidadania têm na formação de uma sociedade sadia.

Uma adaptação de Osmir A. Cruz.

domingo, 22 de novembro de 2009

As novas e velhas Desculpas para o Dilema dos Aposentados

Olhando pela história brasileira, podemos dizer que durante muitos anos, a Previdência Social acumulou recursos originados da contribuição compulsória suada de empresários e empregados, principalmente, no período entre seu surgimento em 1923 e o final da década de 50, sob a égide dos poderosos Institutos de Aposentadorias e Pensões existentes à época, chamados de “IAP’s”. Estes institutos acumularam valores consideráveis, já que o maior volume de concessão de aposentadorias destinada à primeira geração de contribuintes iniciou-se nos anos sessentas.
O desvio inaugural de recursos da previdência social aconteceu no governo JK para financiar a construção de Brasília e que segundo cálculos de estudiosos, saiu da Previdência algo em torno de US$ 100 bilhões. Cabe lembrar também que grandes obras, símbolos nacionais, como a Hidrelétrica de Itaipu, Ponte Rio-Niterói, Usina Nuclear de Angra dos Reis, etc., também buscaram recursos no atual INSS.
Estes desvios fazem parte do conhecimento nacional. O dinheiro foi e todos os meses as autoridades anunciam rombos nos cofres da autarquia que hoje administra a Previdência, ou seja, o INSS, conhecido como sistema de Seguridade Social, onde o regime que se insere, é sempre superavitário.
O próprio governo federal já reconheceu sua dívida em estudo divulgado na gestão tucana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que revelou: somente a atualização financeira dos saldos positivos das contas previdenciárias nos anos 70 a 90, apropriados pelo governo, atinge a fábula de R$ 400 bilhões.
Outro dado importante provém de estudo da professora Eli Andrade, da Universidade Federal de Minas Gerais, que em sua tese de doutorado, calculou a capitalização dos superávits do Regime Geral de Previdência Social entre 1945 e 1997, e pasmem: são “apenas” mais de R$ 598 bilhões!
Como a história se repete, em inúmeros outros momentos, com desvios maiores ou menores, o dinheiro das aposentadorias seguiu outro rumo que não o constitucional e legítimo.
É sempre bom lembrar que a nossa Constituição consagra a moralidade como um dos princípios fundamentais da administração pública. Sua expressão normativa incide, especialmente, sobre a boa conduta dos agentes públicos e sobre a legitimidade dos atos administrativos, independentemente dos aspectos estritamente legais que no entender de especialistas, tem também seu alcance na concepção e valoração das normas sob o prisma do equilíbrio das relações entre o Estado e o cidadão.
Segundo especialistas, hoje, as fontes ou as receitas próprias da seguridade são suficientes para pagar todas as despesas com previdência, assistência e saúde e ainda sobram, anualmente, algo próximo de R$ 50 bilhões de reais, que são desviados para às despesas correntes do Governo (gastos do governo) ou para o superávit primário, (pagamento da dívida do país).
Além disso, problemas estruturais persistem como quem cuida da previdência dos servidores da União? Deveria ser o Ministério da Previdência Social, mas não é. Quem é então? Os ministérios da Fazenda e do Planejamento. A Fazenda através da Receita e do Tesouro, o Planejamento através do Orçamento e Recursos Humanos, que certamente é uma distorção histórica. Isso significa que os ministérios da Fazenda e do Planejamento, face o enfraquecimento do MPS, há algum tempo, mandam e desmandam na previdência dos servidores e dos trabalhadores. Patrocinaram duas reformas distanciadas de padrões universais, com o único propósito de prejudicar servidores e trabalhadores e atender bancos e seguradoras. Fazem e acontecem e não dão ciência ao MPS, sendo que a última investida para realização da 3ª reforma, tinha o objetivo central de determinar que o INSS só concedesse benefício de um salário mínimo e que os benefícios assistenciais fossem reduzidos a 50% do mínimo!
Segundo especialistas, foi a Fazenda que impôs o fator previdenciário e é ela que resiste ao seu fim, retardando, achatando o valor dos benefícios, prejudicando os 20 milhões que se aposentaram nos últimos anos e constituindo uma ameaça concreta à vida futura dos atuais 36 milhões de contribuintes da Previdência Social, “todos com a guilhotina no pescoço”.
Bem, utilizar o dinheiro da aposentadoria para financiar outros entes da federação talvez não seja de todo ruim, mas todo o dinheiro que saiu tem constitucionalmente o direito de retorno ao seu lugar de origem, para que possa proporcionar os benefícios de sua destinação legal e moral, que é, portanto, a aposentadoria de trabalhadores que contribuíram e muito, e muitos até, com uma cota de contribuição salgada, de vinte salários mínimos. O que fazer o aposentado de futuro então? Onde está a civilidade e a dignidade brasileira que não honra, sequer, com a valorização de quem contribuiu tanto?
Perdoem-me, mas uma nação decente se faz com atenção e cuidados especiais com as suas criancinhas e com seus idosos.