É Natal outra vez. E outra vez, somos chamados à renovação, com a comemoração da chegada do Menino Deus em nossas vidas e em nossos corações.
São bonitas palavras, mas que de nada valem se a gente não se dispuser a ser os condutores de nossas próprias vidas, de nosso destino, de nossos sonhos.
Por isso, colhi de um autor desconhecido o seguinte texto, que começa assim:
PROMETA-SE:
. ser tão forte que nada possa perturbar sua paz de espírito;
. falar de saúde, felicidade e prosperidade para todas as pessoas
que você conhecer;
. fazer com que todos os seus amigos se sintam importantes;
. olhar sempre o lado positivo de tudo e fazer seu otimismo
florescer;
. pensar somente no melhor, trabalhar somente para o melhor e
esperar sempre pelo melhor na sua vida;
. ser tão entusiástico a respeito do sucesso dos outros quanto aos
seus;
. esquecer dos erros do passado e esforçar-se para maiores
conquistas no futuro;
. ostentar uma expressão alegre e animada em qualquer situação
e dar um sorriso franco a cada criatura humana que encontrar;
. dedicar bastante tempo à sua própria valorização ao ponto de
não ter tempo para criticar seus semelhantes;
. ter mente tão ampla para aborrecimentos, tão nobre para ódios,
tão forte para anseios e ser tão feliz para permitir a presença
dos problemas.
domingo, 20 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
Dando a Volta por Cima
Dar a volta por cima, como dizia uma canção no passado, está em alta, porém, com um novo nome, ou seja, “resiliência” que é atualmente o diferencial competitivo de pessoas e organizações, principalmente, neste momento de pós-crise para alguns, saindo da crise para outros, e mesmo para aqueles que foram incorporados por outros durante a crise, assim como aqueles que, simplesmente, foram engolidos por ela.
Bem, podemos dizer que, a capacidade de se recobrar mais rapidamente diante de dificuldades e mudanças, aprender com os obstáculos e seguir adiante faz toda a diferença na vida pessoal, no trabalho, como também na perenidade das empresas.
Se alguns indivíduos trazem consigo características que favorecem a resiliência, para as organizações essa é uma capacidade a ser conquistada, com planejamento e de forma estruturada. O mais recente teste de fogo que flagrou a todos, é a crise financeira mundial, que ainda está sendo enfrentada e absorvida, com maior rapidez, por aquelas companhias que já vinham adotando uma agenda voltada ao desenvolvimento da resiliência, tanto do ponto de vista do negócio em si, quanto das pessoas, e em especial das lideranças.
Para Adriana Fellipelli, “a mudança e a imprevisibilidade, fazem parte da vida. Indivíduos resilientes enxergam as incertezas não como exceção, mas sim como regra, o que ganha importância em um mundo cada vez mais instável e em constante transformação. Com a crise financeira global, a capacidade de enfrentar os reveses e de se recompor rapidamente torna-se decisiva para uma travessia menos turbulenta e com maiores chances de sucesso.
Nas organizações, o papel das lideranças é fundamental para desenvolver a resiliência das pessoas e do próprio negócio. Toda mudança, ainda que positiva, produz ansiedade e resistência. A comunicação clara, feita o quanto antes e mantida durante todo o processo, permite minimizar resistências e obter o comprometimento das pessoas. Não que a resiliência evite o sofrimento. Ela, no entanto, é capaz de abreviar o tempo necessário para se recobrar diante das adversidades, permitindo um aprendizado útil para novos desafios que, certamente, surgirão pelo caminho”.
Portanto, para Luiz Vieira, “a resiliência está relacionada à proatividade. Ou seja, diz respeito à forma como uma pessoa ou uma empresa reage diante de uma situação de risco ou de mudança. É uma capacidade vital em um cenário como o da crise financeira que se instalou no mundo. Portanto, a atitude de resiliência serve de anteparo para as organizações que já vinham trabalhando em uma agenda voltada à construção dessa resiliência no âmbito corporativo. Essas companhias tendem a sofrer menos e se recompor de forma mais rápida. Para desenvolver a resiliência, as empresas devem cuidar da segurança das pessoas, do negócio principal e de suas conexões com o mercado. Precisam também apurar a sensibilidade para reagir prontamente e, mais do que isso, antever as mudanças. Devem, ainda, liberar recursos para investir em inovação, o que aumenta o potencial de resistir e transpor os obstáculos com maior facilidade. Tudo isso, no entanto, tem de ser feito de forma preventiva, antes da crise ou no início da crise. Não é em meio ao turbilhão que se constrói a resiliência – mas talvez seja nesse momento que se evidencie o diferencial competitivo que ela pode representar para um organização”.
Pense nisso!
Bem, podemos dizer que, a capacidade de se recobrar mais rapidamente diante de dificuldades e mudanças, aprender com os obstáculos e seguir adiante faz toda a diferença na vida pessoal, no trabalho, como também na perenidade das empresas.
Se alguns indivíduos trazem consigo características que favorecem a resiliência, para as organizações essa é uma capacidade a ser conquistada, com planejamento e de forma estruturada. O mais recente teste de fogo que flagrou a todos, é a crise financeira mundial, que ainda está sendo enfrentada e absorvida, com maior rapidez, por aquelas companhias que já vinham adotando uma agenda voltada ao desenvolvimento da resiliência, tanto do ponto de vista do negócio em si, quanto das pessoas, e em especial das lideranças.
Para Adriana Fellipelli, “a mudança e a imprevisibilidade, fazem parte da vida. Indivíduos resilientes enxergam as incertezas não como exceção, mas sim como regra, o que ganha importância em um mundo cada vez mais instável e em constante transformação. Com a crise financeira global, a capacidade de enfrentar os reveses e de se recompor rapidamente torna-se decisiva para uma travessia menos turbulenta e com maiores chances de sucesso.
Nas organizações, o papel das lideranças é fundamental para desenvolver a resiliência das pessoas e do próprio negócio. Toda mudança, ainda que positiva, produz ansiedade e resistência. A comunicação clara, feita o quanto antes e mantida durante todo o processo, permite minimizar resistências e obter o comprometimento das pessoas. Não que a resiliência evite o sofrimento. Ela, no entanto, é capaz de abreviar o tempo necessário para se recobrar diante das adversidades, permitindo um aprendizado útil para novos desafios que, certamente, surgirão pelo caminho”.
Portanto, para Luiz Vieira, “a resiliência está relacionada à proatividade. Ou seja, diz respeito à forma como uma pessoa ou uma empresa reage diante de uma situação de risco ou de mudança. É uma capacidade vital em um cenário como o da crise financeira que se instalou no mundo. Portanto, a atitude de resiliência serve de anteparo para as organizações que já vinham trabalhando em uma agenda voltada à construção dessa resiliência no âmbito corporativo. Essas companhias tendem a sofrer menos e se recompor de forma mais rápida. Para desenvolver a resiliência, as empresas devem cuidar da segurança das pessoas, do negócio principal e de suas conexões com o mercado. Precisam também apurar a sensibilidade para reagir prontamente e, mais do que isso, antever as mudanças. Devem, ainda, liberar recursos para investir em inovação, o que aumenta o potencial de resistir e transpor os obstáculos com maior facilidade. Tudo isso, no entanto, tem de ser feito de forma preventiva, antes da crise ou no início da crise. Não é em meio ao turbilhão que se constrói a resiliência – mas talvez seja nesse momento que se evidencie o diferencial competitivo que ela pode representar para um organização”.
Pense nisso!
domingo, 6 de dezembro de 2009
Ética e Cidadania, uma prática a pensar…
Prezado leitor, diante de tudo o que vimos pelas imagens da tv, referentes aos acontecimentos na governança ou desgovernança no Distrito Federal, para ser bastante didático, e não dizer o que todos nós sabemos de nossos governantes, resolvi escrever um pouco sobre o tema Ética e Cidadania.
São conceitos interessantes, mutáveis com o tempo, mas a sua essência se faz através de nossos valores pessoais, que nos sustentam como pessoa, como grupo, como estado, e principalmente, como nação.
Não é uma tarefa fácil falar sobre esse assunto, pois o tema envolve uma teorização filosófica e que não permite palavras de entendimento rápido, pelo contrário, requer um pouco de atenção, um pouco de meditação, mas, ao acabarmos de ler sobre esse assunto, estaremos mais informados, mais leves e, principalmente, mais confortados ou desconfortados conosco mesmo, pois ao nos avaliarmos, em meio ao nosso cotidiano, em meio à sociedade a qual pertencemos, em meio ao relacionamento com nossos pares nesta mesma sociedade, com nossos filhos, com nossa família, em nossa escola, etc., faremos talvez, uma prestação de contas de nossos atos, conosco mesmo, se assim posso dizer.
Pois, bem, o que vem a ser ética então?
Ética deve ser entendida como reflexão, estudo, moral dos seres humanos cuja legitimação se baseia na sua racionalidade, já que é impossível uma vida social sem normas preestabelecidas para um convívio em harmonia. Assim, é através da discussão democrática de princípios da convivência humana, que poderá ser estabelecida em boas ou más condutas sociais e individuais, normas válidas para todos que vivem em sociedade a fim de alcançar a harmonia e felicidade humana.
A ética é importante para a boa estruturação de uma sociedade e a sua falta pode provocar a autodestruição dessa própria sociedade em mutação. Atualmente, a comunicação em massa, principalmente à televisão, é responsável por um processo de degradação social com a transformação de vários valores ligados à vida, e ao modo como as pessoas se relacionam. A televisão tornou-se mais influente na transmissão de conceitos éticos e formação das pessoas, principalmente das crianças, do que a escola ou mesmo a família. Interessante perceber como tudo na televisão é banal, banaliza-se a vida, a violência, o sexo, casamento, provocando assim, uma inversão de valores, que é prejudicial ao indivíduo e à sociedade. Para especialistas, faz-se necessário, não uma censura, mas um maior controle, para que seja veiculada uma programação de qualidade na televisão, pois ela tem servido como um grande potencial de formador de opinião. Não é difícil, portanto, perceber que os grandes apresentadores de programas em horários nobres, têm muito mais força política e social de influência, do que, os próprios políticos naturais eleitos, para não dizer os pais.
Antes de aprofundar a discussão, é preciso distinguir ética e moral. Embora se confundam, há um acordo entre os estudiosos de que essas palavras têm significados distintos. A moral é constituída pelos juízos de valor, costumes e crenças de um povo, enquanto a ética é o estudo da ação humana e de suas conseqüências.
Isso indica que a moral é formada pelos hábitos, pela forma de encarar a vida e pelos costumes de um povo. Por isso, a moral pode variar: o que é moralmente correto para um povo, pode não ser para outro. Severino afirmou que a moral "é o conjunto de prescrições vigentes numa determinada sociedade e consideradas como critérios válidos para a orientação do agir de todos os membros dessa sociedade" (SEVERINO, 1997).
O mesmo ocorre com a ética: ela evolui, é aperfeiçoada ao longo do tempo. Com as transformações históricas, surge a necessidade de transformações éticas. Sabemos que uma ação é injusta porque temos uma idéia de justiça construída e aperfeiçoada ao longo da história que nos habilita a julgá-la como tal. Assim, a escravidão foi considerada normal entre os gregos e entre os nossos colonizadores. Foram precisos séculos para que a escravidão fosse definitivamente abolida do planeta (ou, pelo menos, universalmente considerada como repugnante). Hoje em dia, não há país que defenda pública e oficialmente a escravidão: todos os povos sabem que a liberdade alheia deve ser respeitada. Isso mostra que o nosso ideal ético evolui ao longo da história.
Há, no entanto, valores que devem permanecer, pois são fundamentais para a sobrevivência da sociedade. A liberdade, o respeito à diferença, a indiscriminação, e a preservação ambiental, são exemplos de valores fundamentais para o nosso tempo, sem os quais colocamos o mundo em risco.
Infelizmente, a ética está em falta em nosso meio. Empresas, jornais, escolas e governos valorizam, cada vez mais, pessoas que se importam mais com o Ter do que com Ser.
Considerando a grande crise política que vive o mundo, a miséria de dois terços do planeta, a conduta irresponsável das grandes potências, a atual crise ecológica, além de vários outros fatores preocupantes, pode-se perceber que a ética, mais do que nunca, é essencial.
A ética não se reduz apenas a seu aspecto social, pois à medida que desenvolvemos nossa reflexão crítica passamos a questionar os valores herdados, para então decidir se aceitamos ou não às normas. A decisão de acatar uma determinada norma é sempre fruto de uma reflexão pessoal consciente, que pode ser chamada de interiorização. É essa interiorização das normas que qualifica um ato como sendo moral. Por exemplo: existe uma norma no código de trânsito que nos proíbe de buzinar diante de um hospital. Podemos cumpri-la por razões íntimas, pela consciência de que os doentes sofrem com isso. Nesse caso houve a interiorização da norma e o ato é um ato moral. Mas, se apenas seguimos a norma por medo das punições previstas pelo código de trânsito, não houve o processo de interiorização e meu ato escapa do campo moral.
Mas, então, todas e quaisquer normas morais são legítimas? Não deveria existir alguma forma de julgamento da validade das morais? Existe, e essa forma é o que chamamos de ética. A ética é uma reflexão crítica sobre a moralidade. Mas ela não é puramente teoria. A ética é um conjunto de princípios e disposições voltados para a ação, historicamente produzidos, cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe como uma referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a sociedade possa se tornar cada vez mais humana. A ética pode e deve ser incorporada pelos indivíduos, sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana, capaz de julgar criticamente os apelos a-críticos da moral vigente.
A ética está relacionada à opção, ao desejo de realizar a vida, mantendo com os outros, relações justas e aceitáveis. Via de regra, está fundamentada nas idéias de bem e virtude, enquanto valores perseguidos por todo ser humano e cujo alcance se traduz numa existência plena e feliz.
Bem, mas cidadania, o que vem a ser?
Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. A cidadania deve ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e desenvolvimento da nação.
A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua, não pichar os muros, respeitar os sinais e placas, respeitar os mais velhos (assim como todas às outras pessoas), não destruir telefones públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor e bom dia, quando necessário, assim como, até saber lidar com o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas, o direito das crianças carentes e outros grandes problemas que enfrentamos em nosso país. "A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos•".
A história da cidadania confunde-se em muito com a história das lutas pelos direitos humanos. A cidadania esteve e está em permanente construção; é um referencial de conquista da humanidade, através daqueles que sempre lutam por mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas, e não se conformam frente às dominações arrogantes, seja do próprio Estado ou de outras instituições ou pessoas que não desistem de privilégios, de opressão e de injustiças contra uma maioria desassistida e que não se consegue fazer ouvir, exatamente por que se lhe nega a cidadania plena cuja conquista, ainda que tardia, não será obstada. Ser cidadão é ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos civis, políticos e sociais. Mas este é um dos lados da moeda. Cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser cônscio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição. Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum.
Assim, é importante que, estejamos prontos para discutir e refletir sobre a necessidade que a ética e a cidadania têm na formação de uma sociedade sadia.
Uma adaptação de Osmir A. Cruz.
São conceitos interessantes, mutáveis com o tempo, mas a sua essência se faz através de nossos valores pessoais, que nos sustentam como pessoa, como grupo, como estado, e principalmente, como nação.
Não é uma tarefa fácil falar sobre esse assunto, pois o tema envolve uma teorização filosófica e que não permite palavras de entendimento rápido, pelo contrário, requer um pouco de atenção, um pouco de meditação, mas, ao acabarmos de ler sobre esse assunto, estaremos mais informados, mais leves e, principalmente, mais confortados ou desconfortados conosco mesmo, pois ao nos avaliarmos, em meio ao nosso cotidiano, em meio à sociedade a qual pertencemos, em meio ao relacionamento com nossos pares nesta mesma sociedade, com nossos filhos, com nossa família, em nossa escola, etc., faremos talvez, uma prestação de contas de nossos atos, conosco mesmo, se assim posso dizer.
Pois, bem, o que vem a ser ética então?
Ética deve ser entendida como reflexão, estudo, moral dos seres humanos cuja legitimação se baseia na sua racionalidade, já que é impossível uma vida social sem normas preestabelecidas para um convívio em harmonia. Assim, é através da discussão democrática de princípios da convivência humana, que poderá ser estabelecida em boas ou más condutas sociais e individuais, normas válidas para todos que vivem em sociedade a fim de alcançar a harmonia e felicidade humana.
A ética é importante para a boa estruturação de uma sociedade e a sua falta pode provocar a autodestruição dessa própria sociedade em mutação. Atualmente, a comunicação em massa, principalmente à televisão, é responsável por um processo de degradação social com a transformação de vários valores ligados à vida, e ao modo como as pessoas se relacionam. A televisão tornou-se mais influente na transmissão de conceitos éticos e formação das pessoas, principalmente das crianças, do que a escola ou mesmo a família. Interessante perceber como tudo na televisão é banal, banaliza-se a vida, a violência, o sexo, casamento, provocando assim, uma inversão de valores, que é prejudicial ao indivíduo e à sociedade. Para especialistas, faz-se necessário, não uma censura, mas um maior controle, para que seja veiculada uma programação de qualidade na televisão, pois ela tem servido como um grande potencial de formador de opinião. Não é difícil, portanto, perceber que os grandes apresentadores de programas em horários nobres, têm muito mais força política e social de influência, do que, os próprios políticos naturais eleitos, para não dizer os pais.
Antes de aprofundar a discussão, é preciso distinguir ética e moral. Embora se confundam, há um acordo entre os estudiosos de que essas palavras têm significados distintos. A moral é constituída pelos juízos de valor, costumes e crenças de um povo, enquanto a ética é o estudo da ação humana e de suas conseqüências.
Isso indica que a moral é formada pelos hábitos, pela forma de encarar a vida e pelos costumes de um povo. Por isso, a moral pode variar: o que é moralmente correto para um povo, pode não ser para outro. Severino afirmou que a moral "é o conjunto de prescrições vigentes numa determinada sociedade e consideradas como critérios válidos para a orientação do agir de todos os membros dessa sociedade" (SEVERINO, 1997).
O mesmo ocorre com a ética: ela evolui, é aperfeiçoada ao longo do tempo. Com as transformações históricas, surge a necessidade de transformações éticas. Sabemos que uma ação é injusta porque temos uma idéia de justiça construída e aperfeiçoada ao longo da história que nos habilita a julgá-la como tal. Assim, a escravidão foi considerada normal entre os gregos e entre os nossos colonizadores. Foram precisos séculos para que a escravidão fosse definitivamente abolida do planeta (ou, pelo menos, universalmente considerada como repugnante). Hoje em dia, não há país que defenda pública e oficialmente a escravidão: todos os povos sabem que a liberdade alheia deve ser respeitada. Isso mostra que o nosso ideal ético evolui ao longo da história.
Há, no entanto, valores que devem permanecer, pois são fundamentais para a sobrevivência da sociedade. A liberdade, o respeito à diferença, a indiscriminação, e a preservação ambiental, são exemplos de valores fundamentais para o nosso tempo, sem os quais colocamos o mundo em risco.
Infelizmente, a ética está em falta em nosso meio. Empresas, jornais, escolas e governos valorizam, cada vez mais, pessoas que se importam mais com o Ter do que com Ser.
Considerando a grande crise política que vive o mundo, a miséria de dois terços do planeta, a conduta irresponsável das grandes potências, a atual crise ecológica, além de vários outros fatores preocupantes, pode-se perceber que a ética, mais do que nunca, é essencial.
A ética não se reduz apenas a seu aspecto social, pois à medida que desenvolvemos nossa reflexão crítica passamos a questionar os valores herdados, para então decidir se aceitamos ou não às normas. A decisão de acatar uma determinada norma é sempre fruto de uma reflexão pessoal consciente, que pode ser chamada de interiorização. É essa interiorização das normas que qualifica um ato como sendo moral. Por exemplo: existe uma norma no código de trânsito que nos proíbe de buzinar diante de um hospital. Podemos cumpri-la por razões íntimas, pela consciência de que os doentes sofrem com isso. Nesse caso houve a interiorização da norma e o ato é um ato moral. Mas, se apenas seguimos a norma por medo das punições previstas pelo código de trânsito, não houve o processo de interiorização e meu ato escapa do campo moral.
Mas, então, todas e quaisquer normas morais são legítimas? Não deveria existir alguma forma de julgamento da validade das morais? Existe, e essa forma é o que chamamos de ética. A ética é uma reflexão crítica sobre a moralidade. Mas ela não é puramente teoria. A ética é um conjunto de princípios e disposições voltados para a ação, historicamente produzidos, cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe como uma referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a sociedade possa se tornar cada vez mais humana. A ética pode e deve ser incorporada pelos indivíduos, sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana, capaz de julgar criticamente os apelos a-críticos da moral vigente.
A ética está relacionada à opção, ao desejo de realizar a vida, mantendo com os outros, relações justas e aceitáveis. Via de regra, está fundamentada nas idéias de bem e virtude, enquanto valores perseguidos por todo ser humano e cujo alcance se traduz numa existência plena e feliz.
Bem, mas cidadania, o que vem a ser?
Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. A cidadania deve ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e desenvolvimento da nação.
A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua, não pichar os muros, respeitar os sinais e placas, respeitar os mais velhos (assim como todas às outras pessoas), não destruir telefones públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor e bom dia, quando necessário, assim como, até saber lidar com o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas, o direito das crianças carentes e outros grandes problemas que enfrentamos em nosso país. "A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos•".
A história da cidadania confunde-se em muito com a história das lutas pelos direitos humanos. A cidadania esteve e está em permanente construção; é um referencial de conquista da humanidade, através daqueles que sempre lutam por mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas, e não se conformam frente às dominações arrogantes, seja do próprio Estado ou de outras instituições ou pessoas que não desistem de privilégios, de opressão e de injustiças contra uma maioria desassistida e que não se consegue fazer ouvir, exatamente por que se lhe nega a cidadania plena cuja conquista, ainda que tardia, não será obstada. Ser cidadão é ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos civis, políticos e sociais. Mas este é um dos lados da moeda. Cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser cônscio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição. Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum.
Assim, é importante que, estejamos prontos para discutir e refletir sobre a necessidade que a ética e a cidadania têm na formação de uma sociedade sadia.
Uma adaptação de Osmir A. Cruz.
domingo, 22 de novembro de 2009
As novas e velhas Desculpas para o Dilema dos Aposentados
Olhando pela história brasileira, podemos dizer que durante muitos anos, a Previdência Social acumulou recursos originados da contribuição compulsória suada de empresários e empregados, principalmente, no período entre seu surgimento em 1923 e o final da década de 50, sob a égide dos poderosos Institutos de Aposentadorias e Pensões existentes à época, chamados de “IAP’s”. Estes institutos acumularam valores consideráveis, já que o maior volume de concessão de aposentadorias destinada à primeira geração de contribuintes iniciou-se nos anos sessentas.
O desvio inaugural de recursos da previdência social aconteceu no governo JK para financiar a construção de Brasília e que segundo cálculos de estudiosos, saiu da Previdência algo em torno de US$ 100 bilhões. Cabe lembrar também que grandes obras, símbolos nacionais, como a Hidrelétrica de Itaipu, Ponte Rio-Niterói, Usina Nuclear de Angra dos Reis, etc., também buscaram recursos no atual INSS.
Estes desvios fazem parte do conhecimento nacional. O dinheiro foi e todos os meses as autoridades anunciam rombos nos cofres da autarquia que hoje administra a Previdência, ou seja, o INSS, conhecido como sistema de Seguridade Social, onde o regime que se insere, é sempre superavitário.
O próprio governo federal já reconheceu sua dívida em estudo divulgado na gestão tucana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que revelou: somente a atualização financeira dos saldos positivos das contas previdenciárias nos anos 70 a 90, apropriados pelo governo, atinge a fábula de R$ 400 bilhões.
Outro dado importante provém de estudo da professora Eli Andrade, da Universidade Federal de Minas Gerais, que em sua tese de doutorado, calculou a capitalização dos superávits do Regime Geral de Previdência Social entre 1945 e 1997, e pasmem: são “apenas” mais de R$ 598 bilhões!
Como a história se repete, em inúmeros outros momentos, com desvios maiores ou menores, o dinheiro das aposentadorias seguiu outro rumo que não o constitucional e legítimo.
É sempre bom lembrar que a nossa Constituição consagra a moralidade como um dos princípios fundamentais da administração pública. Sua expressão normativa incide, especialmente, sobre a boa conduta dos agentes públicos e sobre a legitimidade dos atos administrativos, independentemente dos aspectos estritamente legais que no entender de especialistas, tem também seu alcance na concepção e valoração das normas sob o prisma do equilíbrio das relações entre o Estado e o cidadão.
Segundo especialistas, hoje, as fontes ou as receitas próprias da seguridade são suficientes para pagar todas as despesas com previdência, assistência e saúde e ainda sobram, anualmente, algo próximo de R$ 50 bilhões de reais, que são desviados para às despesas correntes do Governo (gastos do governo) ou para o superávit primário, (pagamento da dívida do país).
Além disso, problemas estruturais persistem como quem cuida da previdência dos servidores da União? Deveria ser o Ministério da Previdência Social, mas não é. Quem é então? Os ministérios da Fazenda e do Planejamento. A Fazenda através da Receita e do Tesouro, o Planejamento através do Orçamento e Recursos Humanos, que certamente é uma distorção histórica. Isso significa que os ministérios da Fazenda e do Planejamento, face o enfraquecimento do MPS, há algum tempo, mandam e desmandam na previdência dos servidores e dos trabalhadores. Patrocinaram duas reformas distanciadas de padrões universais, com o único propósito de prejudicar servidores e trabalhadores e atender bancos e seguradoras. Fazem e acontecem e não dão ciência ao MPS, sendo que a última investida para realização da 3ª reforma, tinha o objetivo central de determinar que o INSS só concedesse benefício de um salário mínimo e que os benefícios assistenciais fossem reduzidos a 50% do mínimo!
Segundo especialistas, foi a Fazenda que impôs o fator previdenciário e é ela que resiste ao seu fim, retardando, achatando o valor dos benefícios, prejudicando os 20 milhões que se aposentaram nos últimos anos e constituindo uma ameaça concreta à vida futura dos atuais 36 milhões de contribuintes da Previdência Social, “todos com a guilhotina no pescoço”.
Bem, utilizar o dinheiro da aposentadoria para financiar outros entes da federação talvez não seja de todo ruim, mas todo o dinheiro que saiu tem constitucionalmente o direito de retorno ao seu lugar de origem, para que possa proporcionar os benefícios de sua destinação legal e moral, que é, portanto, a aposentadoria de trabalhadores que contribuíram e muito, e muitos até, com uma cota de contribuição salgada, de vinte salários mínimos. O que fazer o aposentado de futuro então? Onde está a civilidade e a dignidade brasileira que não honra, sequer, com a valorização de quem contribuiu tanto?
Perdoem-me, mas uma nação decente se faz com atenção e cuidados especiais com as suas criancinhas e com seus idosos.
O desvio inaugural de recursos da previdência social aconteceu no governo JK para financiar a construção de Brasília e que segundo cálculos de estudiosos, saiu da Previdência algo em torno de US$ 100 bilhões. Cabe lembrar também que grandes obras, símbolos nacionais, como a Hidrelétrica de Itaipu, Ponte Rio-Niterói, Usina Nuclear de Angra dos Reis, etc., também buscaram recursos no atual INSS.
Estes desvios fazem parte do conhecimento nacional. O dinheiro foi e todos os meses as autoridades anunciam rombos nos cofres da autarquia que hoje administra a Previdência, ou seja, o INSS, conhecido como sistema de Seguridade Social, onde o regime que se insere, é sempre superavitário.
O próprio governo federal já reconheceu sua dívida em estudo divulgado na gestão tucana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que revelou: somente a atualização financeira dos saldos positivos das contas previdenciárias nos anos 70 a 90, apropriados pelo governo, atinge a fábula de R$ 400 bilhões.
Outro dado importante provém de estudo da professora Eli Andrade, da Universidade Federal de Minas Gerais, que em sua tese de doutorado, calculou a capitalização dos superávits do Regime Geral de Previdência Social entre 1945 e 1997, e pasmem: são “apenas” mais de R$ 598 bilhões!
Como a história se repete, em inúmeros outros momentos, com desvios maiores ou menores, o dinheiro das aposentadorias seguiu outro rumo que não o constitucional e legítimo.
É sempre bom lembrar que a nossa Constituição consagra a moralidade como um dos princípios fundamentais da administração pública. Sua expressão normativa incide, especialmente, sobre a boa conduta dos agentes públicos e sobre a legitimidade dos atos administrativos, independentemente dos aspectos estritamente legais que no entender de especialistas, tem também seu alcance na concepção e valoração das normas sob o prisma do equilíbrio das relações entre o Estado e o cidadão.
Segundo especialistas, hoje, as fontes ou as receitas próprias da seguridade são suficientes para pagar todas as despesas com previdência, assistência e saúde e ainda sobram, anualmente, algo próximo de R$ 50 bilhões de reais, que são desviados para às despesas correntes do Governo (gastos do governo) ou para o superávit primário, (pagamento da dívida do país).
Além disso, problemas estruturais persistem como quem cuida da previdência dos servidores da União? Deveria ser o Ministério da Previdência Social, mas não é. Quem é então? Os ministérios da Fazenda e do Planejamento. A Fazenda através da Receita e do Tesouro, o Planejamento através do Orçamento e Recursos Humanos, que certamente é uma distorção histórica. Isso significa que os ministérios da Fazenda e do Planejamento, face o enfraquecimento do MPS, há algum tempo, mandam e desmandam na previdência dos servidores e dos trabalhadores. Patrocinaram duas reformas distanciadas de padrões universais, com o único propósito de prejudicar servidores e trabalhadores e atender bancos e seguradoras. Fazem e acontecem e não dão ciência ao MPS, sendo que a última investida para realização da 3ª reforma, tinha o objetivo central de determinar que o INSS só concedesse benefício de um salário mínimo e que os benefícios assistenciais fossem reduzidos a 50% do mínimo!
Segundo especialistas, foi a Fazenda que impôs o fator previdenciário e é ela que resiste ao seu fim, retardando, achatando o valor dos benefícios, prejudicando os 20 milhões que se aposentaram nos últimos anos e constituindo uma ameaça concreta à vida futura dos atuais 36 milhões de contribuintes da Previdência Social, “todos com a guilhotina no pescoço”.
Bem, utilizar o dinheiro da aposentadoria para financiar outros entes da federação talvez não seja de todo ruim, mas todo o dinheiro que saiu tem constitucionalmente o direito de retorno ao seu lugar de origem, para que possa proporcionar os benefícios de sua destinação legal e moral, que é, portanto, a aposentadoria de trabalhadores que contribuíram e muito, e muitos até, com uma cota de contribuição salgada, de vinte salários mínimos. O que fazer o aposentado de futuro então? Onde está a civilidade e a dignidade brasileira que não honra, sequer, com a valorização de quem contribuiu tanto?
Perdoem-me, mas uma nação decente se faz com atenção e cuidados especiais com as suas criancinhas e com seus idosos.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O governo Lula
Apesar de o governo Lula ter alcançado um dos maiores índices de popularidade chegando à marca dos oitenta por cento de aceitação, a realidade econômica do país e os movimentos do governo não indicam o mesmo otimismo.
Assim, vejamos: os padrões atuais dos gastos do governo são exagerados e o aumento dos salários do funcionalismo público atropela o equilíbrio das contas públicas, ou seja, somente este ano, gastou-se cerca de 41 bilhões com o funcionalismo enquanto que o famoso e ineficiente PAC possui um volume financeiro de apenas 3,8 bilhões de reais, donde se conclui que a qualidade do gasto público governamental deixa a desejar, fazendo do estado um mamute, grande e inoperante.
A redução de IPI para o setor automotivo e de linha branca, durante a crise, deixou estados e municípios com tremenda dificuldade financeira, pois o governo federal, por dever constitucional, tem o dever de repassar 54% da arrecadação do IPI para estados e municípios. Como a maioria dos municípios brasileiros depende exclusivamente dos repasses estaduais e federais a diminuição da arrecadação federal e estadual arrochou os municípios. Faltou a devida prudência nos tempos de bonança.
Assim como boa parte das administrações municipais, a União inchou a máquina, simplesmente contratando e concedendo reajustes funcionais. Sem estatísticas consolidadas, estima-se que a maioria dos municípios tenha mantido um padrão semelhante de gastos e apresentam naturalmente, dificuldade para respeitar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Durante a crise financeira mundial, o governo chinês incrementou um pacote de medidas com recursos destinados a obras de infra-estrutura para os próximos dois anos, priorizando escolas, estradas e ferrovias, assim, os chineses estão não apenas atuando para melhorar a economia no curto prazo, mas pavimentando o futuro de seu país. Enquanto por aqui o governo federal inclina-se para o inchaço da máquina administrativa e aumento dos privilégios e da burocracia.
Some-se a isso a elevada taxa de juros brasileira e a pesada carga tributária que impedem o país de desenvolver uma economia mais competitiva. Aliás, o país precisa complementar as suas reformas que foram interrompidas na administração atual.
Em que pese toda a retórica de investimento no social, a realidade é que temos um imenso fosso a resolver nas áreas de segurança pública, saúde, moradia, educação, emprego, alimentação, estradas, previdência social, acrescido dos sem terra, dos sem futuro e dos sem vergonhas, lá para as bandas de Brasília. Além disso, é hora de investimento em infra-estrutura, inovação e produtos de elevada tecnologia, e nessas matérias estamos com nota baixa, ou seja, ainda bem atrás de nossos concorrentes diretos. Diante disso, será então necessário um aumento do percentual de apenas 1% em pesquisa e tecnologia, para pelo menos, 2,7% - o que fazem os asiáticos já há algum tempo. Contrastando-se a tudo isto, estamos em um país que lê pouco e pior do que isto estuda menos ainda.
Pelo menos, essa é a minha opinião.
Assim, vejamos: os padrões atuais dos gastos do governo são exagerados e o aumento dos salários do funcionalismo público atropela o equilíbrio das contas públicas, ou seja, somente este ano, gastou-se cerca de 41 bilhões com o funcionalismo enquanto que o famoso e ineficiente PAC possui um volume financeiro de apenas 3,8 bilhões de reais, donde se conclui que a qualidade do gasto público governamental deixa a desejar, fazendo do estado um mamute, grande e inoperante.
A redução de IPI para o setor automotivo e de linha branca, durante a crise, deixou estados e municípios com tremenda dificuldade financeira, pois o governo federal, por dever constitucional, tem o dever de repassar 54% da arrecadação do IPI para estados e municípios. Como a maioria dos municípios brasileiros depende exclusivamente dos repasses estaduais e federais a diminuição da arrecadação federal e estadual arrochou os municípios. Faltou a devida prudência nos tempos de bonança.
Assim como boa parte das administrações municipais, a União inchou a máquina, simplesmente contratando e concedendo reajustes funcionais. Sem estatísticas consolidadas, estima-se que a maioria dos municípios tenha mantido um padrão semelhante de gastos e apresentam naturalmente, dificuldade para respeitar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Durante a crise financeira mundial, o governo chinês incrementou um pacote de medidas com recursos destinados a obras de infra-estrutura para os próximos dois anos, priorizando escolas, estradas e ferrovias, assim, os chineses estão não apenas atuando para melhorar a economia no curto prazo, mas pavimentando o futuro de seu país. Enquanto por aqui o governo federal inclina-se para o inchaço da máquina administrativa e aumento dos privilégios e da burocracia.
Some-se a isso a elevada taxa de juros brasileira e a pesada carga tributária que impedem o país de desenvolver uma economia mais competitiva. Aliás, o país precisa complementar as suas reformas que foram interrompidas na administração atual.
Em que pese toda a retórica de investimento no social, a realidade é que temos um imenso fosso a resolver nas áreas de segurança pública, saúde, moradia, educação, emprego, alimentação, estradas, previdência social, acrescido dos sem terra, dos sem futuro e dos sem vergonhas, lá para as bandas de Brasília. Além disso, é hora de investimento em infra-estrutura, inovação e produtos de elevada tecnologia, e nessas matérias estamos com nota baixa, ou seja, ainda bem atrás de nossos concorrentes diretos. Diante disso, será então necessário um aumento do percentual de apenas 1% em pesquisa e tecnologia, para pelo menos, 2,7% - o que fazem os asiáticos já há algum tempo. Contrastando-se a tudo isto, estamos em um país que lê pouco e pior do que isto estuda menos ainda.
Pelo menos, essa é a minha opinião.
domingo, 25 de outubro de 2009
Panorama da Economia Mundial
Podemos considerar que nestes últimos dez anos a economia mundial mudou profundamente.
Essas mudanças começaram em 2001 quando a China entrou para a OMC (Organização Mundial do Comércio), o que fez alterar toda a ordem econômica global. Desta data em diante, a China passou a colocar um imenso volume de mão-de-obra disponível no mundo e somando-se a isso um enorme contingente humano com necessidade extrema de se alimentar. O resultado é que a demanda por commodities (mercadorias), não somente alimentação, assim como todos os metais, minerais, etc, que vão abastecer todo o pessoal chinês que sai do campo e se dirigem para as cidades. E esse êxodo rural forma um volume de necessidades que se destinarão à construção de casas, estradas, telecomunicações, etc., enfim, toda a infra-estrutura necessária à modernidade das cidades chinesas. Esse movimento fez aumentar a demanda por commodities (mercadorias) em todo o mundo. E isso beneficia os paises emergentes, em particular o Brasil com sua mega plataforma exportadora destes produtos. Além disso, a China inundou o mundo com produtos baratos. Neste contexto entra em cena também a Índia com seus serviços e daí serviços indianos e mercadorias baratas da china são encontrados em abundância em todas as partes do mundo.
O efeito desses movimentos ajudou a reduzir a inflação mundial, a partir de 2001 e juntamente com a queda da inflação cai também a taxa de juros no mundo. E o capital, algo em que o Brasil tinha dificuldade de conseguir e que na maioria das vezes era muito caro, ficou muito barato.
Portanto a taxa de juro caiu no mundo inteiro inclusive aqui no Brasil. O efeito desse movimento aqui para o Brasil, é que aquilo que a gente vende e sabe fazer bem ficou caro, e o que a gente precisa e tem que trazer de fora, através de importação, ficou mais barato.
Isso muda o Brasil completamente, colocando o país que era um dos retardatários do crescimento mundial, na liderança. Por exemplo, mesmo sem crescer quase nada, o Brasil esse ano deve ser o quinto ou sexto de melhor desempenho, e o coloca entre os trinta maiores países do mundo.
No próximo ano em que o PIB brasileiro deve crescer entre 5 e 6% , o país, provavelmente, vai ser o quarto país entre as trinta maiores economias de melhor desempenho no mundo.
Portanto, o mundo mudou e nos colocou em uma categoria melhor. Não porque, mais recentemente, tenhamos feito o nosso dever de casa ou as coisas acertadamente. Não. O mundo mudou a nosso favor e nos trouxe uma pecha da sorte.
Com a crise financeira internacional, os negócios murcharam no chamado primeiro mundo, e o que acontece agora é que os investidores internacionais estão procurando avidamente, contrabalançar suas perdas investindo nos países emergentes e, principalmente, aqui no Brasil. Não somente na bolsa de valores, mas também procurando todos aqueles novos projetos que virão com eventos como a copa do mundo, olimpíadas e também a exploração do pré-sal.
Essas mudanças começaram em 2001 quando a China entrou para a OMC (Organização Mundial do Comércio), o que fez alterar toda a ordem econômica global. Desta data em diante, a China passou a colocar um imenso volume de mão-de-obra disponível no mundo e somando-se a isso um enorme contingente humano com necessidade extrema de se alimentar. O resultado é que a demanda por commodities (mercadorias), não somente alimentação, assim como todos os metais, minerais, etc, que vão abastecer todo o pessoal chinês que sai do campo e se dirigem para as cidades. E esse êxodo rural forma um volume de necessidades que se destinarão à construção de casas, estradas, telecomunicações, etc., enfim, toda a infra-estrutura necessária à modernidade das cidades chinesas. Esse movimento fez aumentar a demanda por commodities (mercadorias) em todo o mundo. E isso beneficia os paises emergentes, em particular o Brasil com sua mega plataforma exportadora destes produtos. Além disso, a China inundou o mundo com produtos baratos. Neste contexto entra em cena também a Índia com seus serviços e daí serviços indianos e mercadorias baratas da china são encontrados em abundância em todas as partes do mundo.
O efeito desses movimentos ajudou a reduzir a inflação mundial, a partir de 2001 e juntamente com a queda da inflação cai também a taxa de juros no mundo. E o capital, algo em que o Brasil tinha dificuldade de conseguir e que na maioria das vezes era muito caro, ficou muito barato.
Portanto a taxa de juro caiu no mundo inteiro inclusive aqui no Brasil. O efeito desse movimento aqui para o Brasil, é que aquilo que a gente vende e sabe fazer bem ficou caro, e o que a gente precisa e tem que trazer de fora, através de importação, ficou mais barato.
Isso muda o Brasil completamente, colocando o país que era um dos retardatários do crescimento mundial, na liderança. Por exemplo, mesmo sem crescer quase nada, o Brasil esse ano deve ser o quinto ou sexto de melhor desempenho, e o coloca entre os trinta maiores países do mundo.
No próximo ano em que o PIB brasileiro deve crescer entre 5 e 6% , o país, provavelmente, vai ser o quarto país entre as trinta maiores economias de melhor desempenho no mundo.
Portanto, o mundo mudou e nos colocou em uma categoria melhor. Não porque, mais recentemente, tenhamos feito o nosso dever de casa ou as coisas acertadamente. Não. O mundo mudou a nosso favor e nos trouxe uma pecha da sorte.
Com a crise financeira internacional, os negócios murcharam no chamado primeiro mundo, e o que acontece agora é que os investidores internacionais estão procurando avidamente, contrabalançar suas perdas investindo nos países emergentes e, principalmente, aqui no Brasil. Não somente na bolsa de valores, mas também procurando todos aqueles novos projetos que virão com eventos como a copa do mundo, olimpíadas e também a exploração do pré-sal.
domingo, 18 de outubro de 2009
A Geração Pós-internet
Interessante, para as pessoas que nasceram no ano de 1995 a internet sempre existiu. Claro, pois foi exatamente em 1995, o ano de estréia de acesso comercial à internet aqui no Brasil. Isso aconteceu há um ano depois de a Netscape ter lançado seu navegador, que foi o software responsável pela popularização da World Wide Web.
Os internautas de hoje, fazem uso da internet antes de ir para a escola e depois de chegar da escola. Normalmente eles fazem pesquisas, ouvem músicas, conversam e jogam com seus colegas pelo MSN. Normalmente, fazem mais de uma atividade dessas ao mesmo tempo. Ou seja, ficam conectadas de duas a três horas por dia. A maioria deles, tem página no Orkut e passa mais tempo em frente ao computador que à televisão, a qual é assistida por volta de apenas uma hora por dia, normalmente antes de dormir, portanto, bem abaixo da média nacional, de quatro horas e cinqüenta e oito minutos por dia, segundo pesquisa do Ibope.
Ao redor do mundo alguns classificam o ano de 1982 como o primeiro ano dessa nova geração. Outros começam essa contagem a partir de 1985. Nos Estados Unidos, são chamados de geração M, de "multitarefa" ou de "mileniais". Contudo, fica evidente a mudança de comportamento trazida por esses jovens, quando comparados à geração anterior, com impactos profundos no mercado de tecnologia.
Lembrem-se: essa é a primeira geração que cresceu com internet e telefone celular. E um dos serviços que foi impactado pelo comportamento dessa geração é a telefonia fixa. Esses jovens acostumaram-se ao celular e às conversas via internet. Vêem o telefone fixo como um serviço desnecessário, pago pelos pais e disponível em casa. Para eles é natural usar o serviço via internet, sem precisar pagar por ele. Assim, o telefone fixo como é hoje, está com os dias contados, afirmam especialistas.
O número de telefones fixos no Brasil estacionou em 39 milhões desde 2002. Os celulares, por outro lado, fechou o mês de agosto de 2009, com 164,5 milhões de celulares e uma densidade de 85,9 celulares para cada 100 habitantes. Mesmo no celular, os jovens preferem as mensagens de texto ao serviço de voz.
No Brasil, a comunicação de dados, que inclui os torpedos, responde por 5% a 10% do faturamento das operadoras de celulares.
Existem outros jovens usuários do telefone celular que o utilizam principalmente para tirar fotos, assim como para mensagens e como despertador. Muitos, chegam a enviar três torpedos por dia. Outros não costumam fazer ligações, apenas falam ao celular quando os pais ou conhecidos ligam.
Os pequeninos de sete anos de idade ou mais, sentem mais falta da internet do que da TV, quando os serviços saem do ar.
A TV tradicional também vai desaparecer, acreditam os especialistas. Os “mileniais” não têm paciência para ficar muito tempo na frente da televisão. Eles preferem o computador, em que, além de assistirem a vídeos, podem fazer outras coisas ao mesmo tempo. Um exemplo claro disso é o sucesso do YouTube, pertencente ao Google. Todos os dias, internautas de todo o mundo mandam 65 mil vídeos pelo site e assistem a 100 milhões.
Consta-se que a geração multitarefa tem mais facilidade de resolver problemas coletivamente, via rede, enquanto a geração anterior, chamada geração X, era mais individualista. Essa geração já está se iniciando nas empresas e, portanto, será ela que estará à frente das empresas, o que deve trazer transformações em vários setores.
As crianças estão muito mais antenadas, e pela internet, acabam lendo e se inteirando mais do mundo adulto. É comum crianças e adolescentes se informarem de assuntos diversos pela internet e indagar aos pais sobre eles. A preocupação fica pela preferência do computador a sair, ou a brincar de futebol ou boneca. Mas essa é uma outra história, que cabe a nova psicologia resolver.
Os internautas de hoje, fazem uso da internet antes de ir para a escola e depois de chegar da escola. Normalmente eles fazem pesquisas, ouvem músicas, conversam e jogam com seus colegas pelo MSN. Normalmente, fazem mais de uma atividade dessas ao mesmo tempo. Ou seja, ficam conectadas de duas a três horas por dia. A maioria deles, tem página no Orkut e passa mais tempo em frente ao computador que à televisão, a qual é assistida por volta de apenas uma hora por dia, normalmente antes de dormir, portanto, bem abaixo da média nacional, de quatro horas e cinqüenta e oito minutos por dia, segundo pesquisa do Ibope.
Ao redor do mundo alguns classificam o ano de 1982 como o primeiro ano dessa nova geração. Outros começam essa contagem a partir de 1985. Nos Estados Unidos, são chamados de geração M, de "multitarefa" ou de "mileniais". Contudo, fica evidente a mudança de comportamento trazida por esses jovens, quando comparados à geração anterior, com impactos profundos no mercado de tecnologia.
Lembrem-se: essa é a primeira geração que cresceu com internet e telefone celular. E um dos serviços que foi impactado pelo comportamento dessa geração é a telefonia fixa. Esses jovens acostumaram-se ao celular e às conversas via internet. Vêem o telefone fixo como um serviço desnecessário, pago pelos pais e disponível em casa. Para eles é natural usar o serviço via internet, sem precisar pagar por ele. Assim, o telefone fixo como é hoje, está com os dias contados, afirmam especialistas.
O número de telefones fixos no Brasil estacionou em 39 milhões desde 2002. Os celulares, por outro lado, fechou o mês de agosto de 2009, com 164,5 milhões de celulares e uma densidade de 85,9 celulares para cada 100 habitantes. Mesmo no celular, os jovens preferem as mensagens de texto ao serviço de voz.
No Brasil, a comunicação de dados, que inclui os torpedos, responde por 5% a 10% do faturamento das operadoras de celulares.
Existem outros jovens usuários do telefone celular que o utilizam principalmente para tirar fotos, assim como para mensagens e como despertador. Muitos, chegam a enviar três torpedos por dia. Outros não costumam fazer ligações, apenas falam ao celular quando os pais ou conhecidos ligam.
Os pequeninos de sete anos de idade ou mais, sentem mais falta da internet do que da TV, quando os serviços saem do ar.
A TV tradicional também vai desaparecer, acreditam os especialistas. Os “mileniais” não têm paciência para ficar muito tempo na frente da televisão. Eles preferem o computador, em que, além de assistirem a vídeos, podem fazer outras coisas ao mesmo tempo. Um exemplo claro disso é o sucesso do YouTube, pertencente ao Google. Todos os dias, internautas de todo o mundo mandam 65 mil vídeos pelo site e assistem a 100 milhões.
Consta-se que a geração multitarefa tem mais facilidade de resolver problemas coletivamente, via rede, enquanto a geração anterior, chamada geração X, era mais individualista. Essa geração já está se iniciando nas empresas e, portanto, será ela que estará à frente das empresas, o que deve trazer transformações em vários setores.
As crianças estão muito mais antenadas, e pela internet, acabam lendo e se inteirando mais do mundo adulto. É comum crianças e adolescentes se informarem de assuntos diversos pela internet e indagar aos pais sobre eles. A preocupação fica pela preferência do computador a sair, ou a brincar de futebol ou boneca. Mas essa é uma outra história, que cabe a nova psicologia resolver.
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