segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Futebol e as Curiosidades das Copas

Na Copa do Uruguai, realizada em 1930, um jogador chamou a atenção de todos. O uruguaio Héctor Castro não possuía uma das mãos. Em função deste problema físico e de sua habilidade com a bola no pé, ganhou o apelido de "o divino manco".
Na Copa do Mundo de 1934, realizada na Itália, o jogador da seleção italiana Luigi Bertolini entrou em campo com faixas de pano enroladas na cabeça. O jogador fez isso para proteger a cabeça, pois as costuras das bolas da época eram grosseiras e costumam ferir a pele dos jogadores no momento do cabeceio.
Ainda na Copa de 1934, outro fato curioso. O jogador da seleção suiça Leopold Kielholz jogou usando óculos. Mesmo assim, foi capaz de marcar três gols.
Na Copa do Mundo de 1938, realizada na França, o jogador brasileiro Leônidas marcou um gol descalço. O fato curioso ocorreu no jogo entre Brasil e Polônia, vencida por nossa seleção por 6 a 5.
Na Copa do Mundo da Suíça (1954) um fato causou preocupação em todos que estamos assistindo ao jogo entre Uruguai e Hungria. Após fazer o gol de empate para sua seleção, o uruguaio Juan Eduardo Hohberg desmaiou em campo. Ele recebeu atendimento médico e se recuperou no hospital.
Na Copa do Mundo do Chile, realizada em 1962, na disputada partida entre Brasil e Inglaterra um cachorro invadiu o campo e proporcionou uma das cenas mais hilárias de todos os tempos da Copa. O habilidoso Garrincha foi pra cima do animal, porém tomou um drible. Já o jogador inglês Greaves, que não era tão habilidoso quanto o ponta brasileiro, teve sucesso e pegou o cão.
A Copa do Mundo de 1962 foi uma das mais violentas de todos os tempos. Nos cinco primeiros dias de jogos, cerca de 50 jogadores ficaram contundidos em função de jogadas violentas.
A Tunísia foi o primeiro país da África a vencer uma partida pela Copa do Mundo. Os tunisianos venceram os mexicanos por 3 a 1 na Copa do Mundo da Argentina (1978).
A maior goleada da história da Copa do Mundo ocorreu na Espanha em 1982. A Hungria venceu El Salvador pelo placar de 10 a 1.
Em 1982, na Copa da Espanha, o sheik do Kuait invadiu o campo e pediu a anulação do jogo em que a equipe de seu país perdeu para a França pelo placar de 4 a 1.
Na Copa do Mundo do México (1986), os brasileiros ficaram surpresos antes do jogo entre Brasil e Espanha. Em vez de tocar o Hino Nacional Brasileiro, tocou o Hino à Bandeira.
Na copa realizada nos Estados Unidos, em 1994, um fato muito curioso ocorreu no jogo entre Bulgária e México. O defensor mexicano Marcelino Bernal, ao tentar salvar uma bola, exagerou na força e acabou quebrando a trave.
Na Copa do Mundo do Japão / Coréia do Sul, realizada em 2002, ocorreu o gol mais rápido da história da competição. O jogador turco Hakan Sukur marcou aos 11 segundos um gol contra a seleção da Coréia do Sul.
Na base da Taça da Copa do Mundo de Futebol existe espaço para gravar o nome das seleções campeãs somente até o ano de 2038.
A primeira Copa do Mundo de Futebol a ter mascote foi a de 1966, na Inglaterra. Era um leãozinho chamado Willie.
Na Copa da Alemanha de 1974, a seleção da Holanda ganhou o apelido de "Laranja Mecânica", graças ao encantador futebol apresentado.
Na final da Copa do Mundo de 1990, na Itália, o árbitro esqueceu de olhar o tempo no relógio, e o primeiro tempo chegou aos 53 minutos.
Até a Copa do Mundo de 2006, já foram disputadas 708 partidas.
O jogador mais jovem a jogar uma partida de Copa do Mundo foi o irlandês Norman Whiteside. Ele disputou a Copa realizada na Espanha em 1982, com apenas 17 anos.
A maior média de gols em uma Copa foi a de 1954 (Suíça). Foram marcados, em média, 5,4 gols por partida.
A menor média de gols em uma Copa foi a de 1990, na Itália. Na ocasião, foram marcados, em média, 2,21 gols por partida.
A Copa do Mundo do México (1970) foi a primeira a ter as partidas transmitidas pela televisão.
Em todas as Copas do Mundo, até 2006, foram marcados 2063 gols.
A Copa do Mundo de 1930, no Uruguai, foi a única edição que não teve eliminatórias.
A edição da Copa que teve o maior número de gols foi a de 1998, na França. Nesta copa foram marcados 171 gols.
Os cartões, vermelho e amarelo, foram utilizados pela primeira vez em Copas do Mundo em 1970, no México.
A seleção da Suíça não tomou nenhum gol na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.
O goleiro que ficou o maior tempo sem tomar gols em uma Copa do Mundo foi o italiano Walter Zenga. Ele conseguiu ficar, na Copa de 1990, 517 minutos sem sofrer gols.
O camaronês Roger Milla foi o jogador mais velho a marcar um gol em Copas do Mundo. Aos 42 anos e 39 dias, Milla marcou o único gol da seleção de Camarões na derrota para a Rússia na Copa de 1994.
O jogador mais novo a marcar um gol em Copa do Mundo foi o brasileiro Pelé. Com apenas 17 anos e 239 dias, ele marcou um gol contra a seleção do País de Gales, em 1958.
O maior artilheiro de todos os tempos da história da Copa do Mundo é o brasileiro Ronaldo. Ele participou de 4 Copas do Mundo (de 1994 a 2006) e marcou 15 gols. Já o francês Just Fontaine é o maior artilheiro em uma única Copa. Na Copa do Mundo de 1954, realizada na França, Fontaine marcou 13 gols.
O técnico com maior número de jogos acumulados em copas foi o alemão Helmut Schön. Ele comandou a seleção da Alemanha em 25 jogos entre as copas de 1966 a 1978. Schön também é o recordista em número de vitórias em Copas do Mundo, com o total de 16.
A seleção com maior número de cartões vermelhos acumulados em copas do mundo é da Argentina. No total, são 10 cartões vermelhos. O Brasil vem em segundo lugar com 9 cartões vermelhos.
Brasil e Alemanha são os maiores finalistas de todos os tempos. As duas seleções chegaram 7 vezes em finais de Copas do Mundo.
Fonte: Sua Pesquisa.com

domingo, 13 de junho de 2010

O Futebol e os Investimentos

Nestes tempos de copa podemos fazer várias analogias do mercado financeiro com o futebol que todos gostamos.
Assim, podemos perguntar: o que a escalação da seleção brasileira tem haver com a escolha de ativos de uma carteira de investimentos? Pode parecer uma brincadeira, mas na realidade tem muita coisa em comum, como implicações práticas bem interessantes.
O técnico Dunga escolheu uma seleção basicamente baseado nos serviços prestados por seus jogadores, lá atrás, em preparações e competições que, aliás, foram toas ganhas. O que numa terminologia financeira, podemos chamar de rentabilidade passada dos jogadores que acabou influenciando na decisão do treinador na atual convocação do time. No futebol é assim: sempre se convoca os melhores jogadores da atualidade e quase sempre dá certo.
Financeiramente ao se vislumbrar uma carteira de investimentos, essa estratégia se torna um grande erro, numa hipótese de replicação desse processo, pois, na ótica financeira existe uma máxima que diz: o que rendeu bem no passado, não é garantia de rendimento agora ou no futuro!
Então qual é a melhor forma de escolher os ativos de uma carteira? Podemos dizer que existem várias formas de se fazer isso, mas a principal delas, sob essa perspectiva, é considerar o que está por vir, ou o que vem pela frente. Assim, não nos interessa se o CDI, (certificado de depósito interbancário) foi um grande negócio no Brasil quando os juros estavam em 26% ou 40% ao ano. Agora estamos em cenário diferente e isso é o que se deve considerar.
Há, portanto, várias formas de se analisar um investimento. Sem entrar em cada um especificamente, podemos dizer que a idéia é começar do micro, a partir daquele ativo (aplicação) específico e depois ir abrindo e partir para o cenário macroeconômico ou fazer o contrário, começar do cenário macro e ir para o micro, sempre olhando pra frente, nunca olhando o que aconteceu lá atrás.
Voltando para o futebol. Muitos analistas de futebol comentam hoje sobre como a nossa seleção ficaria em caso de haver algum problema com o Kaká? Outros perguntam se ficamos muito dependentes dele? Assim cabe a pergunta se isso tem haver com os investimentos?
De novo: tem tudo haver. Primeiro porque se um aplicador concentrar demais suas expectativas num determinado ativo, no caso um jogador, você pode correr riscos desnecessários. Se o Kaká se machucar por lá não existe um jogador com suas características. A mesma coisa acontece se um aplicador concentrar demais em um único investimento – aquela história de você colocar todos os ovos na mesma cesta. Se sua cesta quebrar você vai perder tudo aquilo. O ideal então é que o investidor sempre considere cenários alternativos. Ou seja, se o Kaká se machucar o que acontece com a minha seleção? É preciso estar sempre com uma postura crítica, cética mesmo, sobre sua escolha. Outra questão é: e se eu estiver errado em minha escolha ou com minhas perspectivas? E se algo der errado com o Kaká? Assim, tanto um treinador como um investidor deve ter uma postura científica, olhar para a sua carteira e perguntar: e se eu estiver errado em meus investimentos? Então é essa a questão, de ser cético em relação as suas apostas e diversificar os seus investimentos. Talvez tenha faltado essa percepção ao treinador Dunga, o que a imprensa cobrou muito e com certa razão.
Isso é o que chamamos financeiramente de hedge (proteção) de investimentos. Assim, como que o hedge pode nos ajudar a proteger nossa carteira de investimentos?
É o que estávamos dizendo sobre o ceticismo em relação as suas crenças. Às vezes se tem uma expectativa e uma expectativa não necessariamente pode se confirmar. Então o que se faz normalmente é travar o seu posicionamento futuro. Por exemplo: se você tem uma dívida em dólar – se o dólar subir muito a sua dívida vai explodir também. Então o que você faz? Você tem um artifício no mercado futuro de travar o dólar que você vai pagar lá na frente, fazendo uma operação contrária. Assim você estará se protegendo de uma variação cambial. Isso é somente um exemplo. Existem vários outros tipos de hedge que se pode fazer, o mais intuitivo é o de câmbio. Porém qualquer espécie de seguro, também não deixa de ser um hedge.
Assim o investidor está se protegendo de um cenário adverso de alta do dólar ou de um sinistro através de um seguro, como o de um automóvel, por exemplo. A idéia é essa, que você consiga minimizar seus riscos através de uma proteção. Isso é o hedge.
No futebol é preciso analisar o perfil do adversário. Como é que ele joga. Qual é o melhor jogador para se marcar para impedi-lo em sua progressão no jogo, etc.
Já no mercado financeiro, sem dúvida, existem investidores de diversos perfiz – alguns mais ávidos querendo ganhos no curtíssimo prazo, outros com horizontes mais longos de ganhos, etc.
Dentro deste contexto, a primeira coisa que um investidor deve saber, quando se dispõe a fazer um investimento, é saber o que ele está buscando. Se, se é um investidor de curtíssimo prazo, está mais sujeito ao fluxo de mercado e assim como a de sua sorte.
Caso queira fazer prevalecer sua inteligência de mercado, o quanto o investidor sabe mais, que os outros, o que você estudou. Então terá que expandir o seu horizonte. Terá que entender qual o seu perfil de investidor e a partir daí tomar suas decisões com mais propriedade.
É importante para investidores iniciantes e também para aqueles que já tenham conhecimento de mercado, enxergar e reconhecer as suas limitações. Se a pessoa é iniciante ela deve reconhecer que é iniciante e buscar educação financeira, através de especialistas ou por conta própria. Atualmente existem milhares de cursos sendo oferecidos – uns de qualidade – outros nem tanto. Pesquisar então quais são os melhores cursos é uma alternativa ou procure um bom analista.
Para quem já é um investidor mais veterano de mercado sugere-se que seja fiel às suas características. Por exemplo: se é bom em renda fixa não vai inventar de fazer um “day-trade”(combinação de operações de compra e de venda realizadas por um investidor com o mesmo título em um mesmo dia) em ações e vice-versa. Se a habilidade da pessoa é “day-trade” em ações, não tente fazer alguma outra coisa, pois pode se dar mal. Procure explorar suas potencialidades, assim suas chances serão maiores.
É importante então conhecer seu perfil de investidor, assumir riscos de acordo com ele e sempre diversificar a sua carteira de investimentos.
Boa sorte!

domingo, 30 de maio de 2010

Maracanã – Templo do Futebol

O maior estádio de futebol do Brasil é o Maracanã, um dos mais importantes símbolos nacionais. Ele foi construído especialmente para sediar a Copa do Mundo de 1950, sendo o maior estádio do mundo na época, com uma área de mais de 180 mil m² e 32m de altura, o que equivale a um prédio de seis andares.
O seu nome oficial é Estádio Jornalista Mário Filho, em homenagem ao jornalista esportivo de mesmo nome, que incentivou muito a sua construção por meio dos jornais da época. Já o nome popular Maracanã deriva do tupi-guarani e significa “semelhante ao chocalho”, pois, antes da construção, a região era habitada por papagaios maracanã-guaçu, que emitiam sons similares.
Em 1950, o Brasil sediou a quarta Copa do Mundo. Durante a década de 1940, as Copas de 1942 e 1946 foram canceladas por causa da Segunda Guerra Mundial. A Copa de 1950 só se realizou porque o país sede, no caso o Brasil, não havia sido atingido pela guerra e, por isso, teria infra-estrutura para sediar um campeonato mundial.
Nessa Copa, o Brasil era favorito absoluto a campeão, pois dos cinco jogos disputados antes da final, tinha vencido quatro e empatado um. No dia 16 de julho de 1950, no estádio do Maracanã, com mais de 174 mil espectadores, o Brasil participou da final contra o Uruguai. Contrariando todas as expectativas, o Brasil perdeu a final por 2 X 1, o que se tornou um fato marcante na história do futebol brasileiro.
Para reanimar a torcida e os jogadores brasileiros da derrota de 1950, o jornal carioca “Correio da Manhã” promoveu em 1953 um concurso para escolher o novo uniforme da seleção, que até então era uma camisa branca com colarinho azul.
O objetivo era despertar o sentimento nacionalista dos brasileiros, por isso o novo uniforme deveria ter as quatro cores da bandeira nacional.
O jornal recebeu 201 inscritos de todo o Brasil e o campeão foi um rapaz de 19 anos, desenhista de um jornal local de Pelotas. Aldyr Schlee desenhou uma camisa inteiramente amarela com colarinho e punhos verdes e um calção azul com listras brancas. Estava criado um dos maiores símbolos do futebol brasileiro, o uniforme canarinho.
Pelé foi um dos melhores jogadores de futebol, sendo conhecido mundialmente como Rei do Futebol. Nascido em 1940, Edson Arantes do Nascimento desde cedo se interessou pelo futebol. Ainda na infância, seus amigos o chamavam de “Bilé”, nome do goleiro de um time mineiro. Como alguns não conseguiam pronunciar esse nome, começaram a chamar Edsib de “Pelé”, nome que o consagrou na história do futebol.
A estréia de Pelé em Copas do Mundo foi em 1958, sendo um dos responsáveis pela conquista do primeiro campeonato mundial do Brasil. Nessa Copa, Pelé vestiu pela primeira vez a camisa 10. Como desde então seu desempenho foi sempre espetacular, começou a se associar o talento de Pelé à camisa 10, que passou a ser considerada digna só dos grandes craques.
Com a popularização do futebol no Brasil, uma brincadeira se tornou comum entre as crianças. A brincadeira simulava um jogo de futebol em uma mesa usando botões de roupa como substitutos dos jogadores.
Inicialmente, era apenas brincadeira infantil, no entanto, em 1930, se tornou um esporte também praticado pelos adultos com a publicação do primeiro livro de regras oficiais, escrito pelo carioca Geraldo Décourt. Ele regulamentou o jogo e a partir de então começou a organizar pequenos campeonatos locais. Por isso Décourt é considerado o criador do esporte.
O futebol de botão se popularizou e, em 2002, no Rio de Janeiro, foi realizado o primeiro Campeonato Mundial de Futebol de Mesa, com a participação de Argentina, Brasil, Chile e Espanha.
Por volta da década de 1940, os jogadores da Associação Cristã de Moços passaram a jogar futebol em quadras de basquete e voleibol, pois, na época, os campos de futebol eram escassos. Era o início de uma nova modalidade esportiva, o futebol de salão.
Apesar de ter se originado do futebol de campo, o futebol de salão possui algumas particularidades, como o tipo de bola, que nesse jogo é mais pesada, já que a bola do futebol de campo, por ser muito leve, dificultava as jogadas no piso liso da quadra.
Em 1952, foi feita a primeira regulamentação do jogo, que estabeleceu, entre outras regras, o número fixo de cinco jogadores e o tempo máximo de posse de bola, que passou a ser de quatro segundos.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Somos Feitos de Palavras

As estatísticas escolares comprovam. Nos vestibulares, o grande terror dos alunos é a prova de portugues. Por que? Por que será que português é uma das provas mais difíceis? Por que envolve interpretação de textos? Por que envolve perguntas sobre gramática? Por que envolve questões de literaturas brasileira e portuguesa? Ou será por que os candidatos a uma vaga na faculdade têm de, além de tudo isso, escrever uma redação? Onde será que está a falha, o erro? Sem dúvida nenhuma, seria necessário discutir o porquê do sucateamento escolar. Mas um dos porquês está vinculado ao gostar de ler. O aluno que não aprendeu a gostar de ler nas séries iniciais, ou mesmo na sétima ou oitava série, dificilmente consegue um bom ritmo no colegial.
Gostar de ler passa, evidentemente, pelo domínio da língua portuguesa. Dominar a nossa língua é importante, não apenas para se concorrer a uma vaga na faculdade, mas como ser humano que somos. Otávio Paz, poeta mexicano, prêmio Nobel de Literatura, tem razão quando escreve em um de seus poemas, que nós, os seres humanos, somos feitos de palavras. O ser humano não é feito só de músculos, de ossos, de cartilagens e sangue. Somos feitos também de palavras.
O ser só é humano à medida que domina os mecanismos da comunicação. É por isso que a leitura é fundamental para nós. Lendo mais, nos comunicamos melhor, expressando melhor nossas idéias, expressando melhor o que sentimos, vemos o que somos: seres humanos.
Para ficar claro, podemos comparar o ler com uma caixa d’água. Pode parecer estranho, mas como uma caixa d’água vazia não consegue fornecer água, assim também um ser humano que não lê, quando quer falar, só é capaz de expressar duas ou três pobres idéias. Fabiano, personagem do livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é assim. Ele mesmo, por não se comunicar direito, define-se como um bicho, como um animal. O ser humano que lê tem o poder de elaborar idéias e mais idéias. Como diria Paulo Freire, grande educador brasileiro, quem lê tem o poder de entender o que acontece à sua volta. Ler não é só passar os olhos sobre as palavras, mas saber decifrar as transformações do mundo.
E aqui é preciso entender que, para isso ocorrer, é necessário postar de leitura. Não, não me peçam receitas prontas, como se ler fosse o mesmo que fazer um delicioso bolo de chocolate. Não há receitas, mas os que têm o gosto pela leitura sabem o prazer que é abrimos um livro, mergulharmos de cabeça nas primeiras páginas, envolvendo-nos com os personagens, acompanhando as aventuras que vão se desenrolando umas após as outras. O livro tem o poder de possibilitar uma viagem sem que saiamos de nosso quarto, sem que abandonemos a nossa casa. Eu mesmo já vivi essa experiência. Escrevi Meninos sem pátria – uma história sobre exilados brasileiros, que se passa em Paris, sem nunca ter ido à capital francesa. Mas como é possível? Simples: lendo sobre a Cidade Luz, pude fazer com que meus personagens andassem por Paris com a intimidade de quem é parisiense.
Outro fator fundamental: discutir a realidade que nos cerca. Quem lê tem mais criticidade para reler o mundo, abordando todos os problemas humanos de maneira mais clara, mais objetiva, mais participativa. Quem lê, como já dissemos, tem mais intimidade com as palavras, expressando-se melhor, falando melhor. É preciso seguirmos o convite de Carlos Drumond de Andrade, o poeta-maior. Em uma de suas poesias, o poeta itabirano sugere que cheguemos mais perto e contemplemos as palavras, tornando-as íntimas. Se você é do time que segue o conselho de Drumond, parabéns! Se não é da turma da leitura, que tal ir até a biblioteca mais próxima, ou pedir a seu professor ou professora que indique um bom livro? Você verá que há, como diria o teatrólogo inglês Shakespeare, muito mais prazer entre um livro e outro do que possamos imaginar.

Fonte: Luiz Puntel.

domingo, 16 de maio de 2010

O Futebol em Tempos de Copa

O futebol é um dos esportes mais populares do mundo. A FIFA, órgão internacional que regulamenta o esporte, estima que, atualmente, mais de sessenta milhões de pessoas praticam futebol no mundo.
Esse esporte tem suas origens na Antiguidade, havendo indícios históricos de que os gregos praticavam um esporte em que uma bola feita com bexiga de boi era chutada em um campo aberto.
Durante a Idade Média, na Europa, existia um tipo de futebol muito violento, praticado apenas pelos homens e sem número fixo de jogadores ou qualquer regra, em que todos corriam para acertar a bola em uma espécie de gol formado por duas traves.
O futebol, tal qual conhecemos hoje, foi desenvolvido pelos ingleses no século XIX. Inicialmente, os times discordavam das regras do jogo, alguns defendiam, inclusive, o uso das mãos. Só em 1863, na cidade de Londres, foram oficializadas as regras do futebol, como por exemplo, o número fixo de onze jogadores para cada equipe e, principalmente, a regra de que só se pode tocar a bola com os pés e a cabeça.
Mesmo com essas regras, os jogadores não tinham posições definidas dentro de campo. Foi a partir de 1896 que se começou a definir as funções dos jogadores de acordo com suas posições, como a de zagueiro, que é o jogador que fica próximo à região do gol de seu time e é responsável pela defesa.
O futebol só chegou ao Brasil no final do século XIX, pelas mãos de Charles Miller. Nascido na cidade de São Paulo, em 1874, Charles Miller foi estudar na Inglaterra quando tinha apenas 9 anos. Lá, ele entrou em contato com o futebol, tornando-se jogador de destaque no Southampton Futebol Clube.
Em 1894, ao retornar ao Brasil, trouxe em sua bagagem duas bolas de futebol, dois jogos de camisa, bomba e agulha para encher as bolas. Logo que chegou, começou a formar pequenos times entre amigos. Os jogos eram, inicialmente, realizados em São Paulo, mas rapidamente se popularizaram, a ponto de o futebol já ser o esporte mais popular do Brasil em 1920.
Muitos ingleses vieram para o Brasil para trabalhar na construção de ferrovias no final do século XIX. Nas horas vagas, eles jogavam futebol, ajudando, assim, a implementar o hábito do jogo aqui. Tanto que a primeira partida no Brasil ocorreu em 1895 em São Paulo, entre a Companhia de Gás e a empresa ferroviária São Paulo Railway; os funcionários de ambas as empresas eram ingleses que moravam no Brasil.
Por ter sido praticado inicialmente pelos ingleses, o futebol foi, durante muito tempo, um esporte repleto de termos em inglês. A própria palavra futebol vem da palavra inglesa football, formada pela palavra pé (foot) e bola (ball). Durante a década de 1930, a imprensa brasileira tentou traduzir o termo football para “pébol e “bolapé”. No entanto eles não se incorporaram à língua, ficando válido o termo futebol.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Profissional Classe A

O mundo dos negócios tornou-se extremamente complexo, veloz, imprevisível e passou a exigir cada vez mais de seus colaboradores em todos os sentidos: saúde física, agilidade mental, intelecto refinado, equilíbrio emocional dentre outros. Nesse ambiente aqueles que não se destacarem, fatalmente serão marginalizados.

Desde a Antiguidade os homens passaram a classificar as pessoas por suas capacidades, assim como fez Sócrates, filósofo ateniense, que classificava os indivíduos por suas virtudes, beleza, inteligência e habilidades. No mundo corporativo não é diferente. Atualmente, as organizações exigem cada vez mais de seus funcionários e os classifica de acordo com o desempenho de cada um.

Um profissional, classe A, deve ser responsável, ter atitudes, não deixar a própria carreira depender de outros profissionais, estar sempre atento aos acontecimentos à sua volta e traçar o próprio destino. Antigamente eram as empresas que decidiam quais atividades seriam destinadas para cada tipo de profissional, e o mesmo apenas obedecia. Hoje, é o profissional que cria seu próprio destino, ele é responsável por si só.

Nesse mundo competitivo profissionalmente há que se proceder de acordo com algumas dicas de especialistas:

1 – Criar o seu próprio destino: ser um profissional de caráter, batalhador, responsável, acreditar em si mesmo e saber aonde e como chegar;

2 – Ser singular: buscar sempre um diferencial e expor suas idéias sem medo de enfrentar ou discordar de outros profissionais de cargos superiores;

3 – Nadar contra a correnteza: discordar da opinião dos outros e não desistir de suas próprias idéias. Confiar em si próprio, ter conhecimentos e saber o que diz;

4 – Não deixar para amanhã aquilo que pode ser feito hoje: ser determinado, administrar seu tempo e conseguir separar as tarefas que têm mais urgências das que não são tão importantes. Desta forma, o profissional consegue gerenciar melhor o seu tempo e realizar todas as pendências do dia;

5- Não permitir que o executivo viva em detrimento do homem: não sacrificar sua vida pessoal por causa da vida profissional, pois mais cedo ou mais tarde ela poderá acabar com sua saúde e família.

6 – Fazer avaliações periódicas de si mesmo nos âmbitos pessoal, familiar e profissional: o profissional, Classe A, deve perguntar-se diariamente sobre o que fez no dia e avaliar se aquilo foi o correto ou se poderia ter desempenhado melhor algum tipo de tarefa. Deve também, algumas vezes durante o ano, pedir um “feedback” ao chefe para saber como está sendo visto dentro da empresa. De maneira nenhuma se virar contra ele, caso faça críticas sobre o seu desempenho, pois só com as críticas o profissional
pode saber onde e como melhorar;

7 – Ser intolerante diante da complacência e da mediocridade: é importante procurar sempre o melhor para si, para sua família e carreira, nunca deve tolerar um trabalho inferior. Procurar ser sempre superior e se destacar em todas as tarefas que for desenvolver;

8 – Buscar e formar alianças estratégicas: ninguém sobrevive sozinho, por isso deve-se sempre construir e cultivar amizades positivas, pois é criando laços que muitas vezes o profissional consegue alcançar o sucesso no mercado de trabalho;

9 – Prestar atenção aos detalhes, mas manter-se atento ao global: ser uma pessoa bem informada atenta a todos os acontecimentos mundiais e às idéias de outras pessoas ao redor do mundo. É importante saber exatamente tudo o que acontece dentro do mercado de trabalho e quais os impactos que pode sofrer em sua carreira;

10 – Demandar a excelência em tudo o que empreender: ser seguro de suas opiniões. Procurar destacar-se entre os outros profissionais e ser uma pessoa que, independente de qualquer ocasião, está bem vestida e saber comunicar-se;

11 – Focalizar os pontos fortes das pessoas e não as suas vulnerabilidades: buscar sempre os pontos fortes dos outros profissionais e procurar aprender
com essas características;

12 – Ouvir mais do que falar: comunicar-se adequadamente e saber escutar o que lhe é dito; dessa forma, consegue pensar no que vais falar, pois deve saber que uma frase mal interpretada pode acabar com sua vida profissional;

13 – Trabalhar duro e disciplinadamente; ter vontade de aprender, ser ambicioso, focado, disciplinado, não esperar que as coisas simplesmente aconteçam. Ir atrás de seus objetivos, dessa maneira fica mais fácil conquistá-los;

14 – Se considerar “stewards” da companhia na qual trabalha: colocar-se no lugar do cliente e então atender a todos da maneira como gostaria de ser atendido.

Enfim: procure o seu próprio futuro, cuide de sua autoestima e encare desafios. Cuide de sua comunicação, cultive bons relacionamentos, seja automotivado. Aprenda a trabalhar sob pressão, adapte-se às mudanças e desenvolva a liderança. Tenha capacidade colaborativa, criatividade e inovação, além de conhecimento global.
Lembre-se que nas empresas de primeira linha a indicação é a maior fonte de recrutamento e que você é o dono de sua carreira.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Não Confunda

Cargo com função

Cargo é a posição que traz título honroso, vantagens, benesses, etc., mas também acarreta o peso de importantes deveres. A presidência da República é, sem dúvida, um cargo, que poucos ocupam com a competência desejada, sem falar na falta de austeridade, quando não de autoridade, que se vê na personalidade que a ocupa.
Função é a obrigação decorrente de cargo. Ser presidente da República é uma função que somente deveria ser exercida por quem realmente estivesse preparado para fazê-lo.
Um candidato a deputado aspira ao cargo para exercer a função em nome de seus representantes, que o elegem. Hoje, no Brasil, estão sobre isso querendo mudar todo o conceito: o candidato a deputado aspira ao cargo para exercer função que o povo jamais lhe outorgou: majorar deslavada e descaradamente os seus próprios vencimentos, por exemplo. O cargo deveria ser ocupado apenas por aqueles que pretendessem exercitar a função pública gratuitamente, por amor ao povo, por amor da Nação, por amor à Pátria. No mais, é tudo aquilo que está em Brasília. Triste!

Bobo com Tolo nem com Otário

Bobo é o indivíduo de muito curto entendimento e pouquíssima capacidade. É o que a maioria dos políticos brasileiros da atualidade pensa que nós, eleitores, somos.
Tolo é bobo ignorante e pretensioso. É o que o povo brasileiro pensa de muito candidato a cargo público.
Otário é o tolo que vive caindo no conto-do-vigário. Com sua permissão, caro leitor: somos todos nós, sempre crédulos antes de eleições, sempre frustrados depois delas.
Além do bobo, do tolo e do otário, existem ainda os parvos, adultos de espírito infantil: vivem fazendo travessuras , apesar de terem idade incompatível com as artes que fazem. A parvice é própria dos chamados “chatos” da vida. E como os há, caro leitor! Como os há!

Mestre com Professor

Mestre é o perito ou versado em arte ou ciência. Ainda: o oficial senhor de seu ofício, chefe de outros. Nem sempre ensina em escolas, já que o mestre pode ser autodidata ou sábio que acumulou experiência de vida.
Professor é o que ensina ou tenta ensinar arte, ciência ou habilidade. Trata-se de profissão hoje tão mal reconhecida, tão mal remunerada, que tende a desaparecer, seja em detrimento de seu significado, seja por força da irresponsabilidade das autoridades atuais. Até quando?

Educar com Ensinar nem com Instruir

Educar é promover o desenvolvimento das faculdades físicas, morais e intelectuais. É um dever do estado.
Ensinar é transmitir, por meio de lições, o que deve ser aprendido. É a tarefa de mestres e professores.
Instruir é preparar, por um bom ensino, para por em estado de agir, de servir à sociedade. É tarefa para a qual todos os mestres e professores deveriam estar preparados.

Encostas com Aclive nem com Declive

Encostas são partes inclinadas do monte ou morro; podem, em situação anormal, deslizar e provocar tragédias, principalmente quando se trata de morros urbanos.
Aclive é a inclinação da encosta, considerada de baixo a cima.
Declive é a inclinação da encosta, considerada de cima a baixo.
Existe ainda o sopé, parte onde o morro tem início, e a vertente, encosta por onde passa correntes de água.

Fonte:Prof. Luiz Antonio Sacconi.