Quando você vai às compras você tem o hábito de pechinchar? Pois é, saiba que embora não pareça, o brasileiro ainda não adquiriu totalmente o salutar hábito de pechinchar. Isso não aconteceu de fato, em nossa sociedade porque o brasileiro durante muito tempo conviveu com inflação elevada. Os mais novos não sabem, mas os preços dos produtos, aqui no Brasil, aumentavam todos os dias, o que era uma loucura!
Lembre-se que as lojas, nas não gostam de realizar descontos em compras a prazo, portanto, a pechincha fica para as compras à vista, quando o consumidor pede um brinde. Por exemplo, na compra de um carro o consumidor ganha um jogo de tapete ou a instalação de “insulfilm”, IPVA pago, o tanque de combustível cheio, um banco de couro ou até mesmo um desconto no preço do veículo.
Na cidade de São Paulo, onde mais se pechincha no país, as lojas acabam por incentivar a pechincha, principalmente, com propagandas do tipo: “não feche com outro sem fechar com a gente”. Repare que os juros em São Paulo são menores e que a competição empresarial é excessivamente maior que em outros estados e isso favorece o cliente, fazendo com que a barganha seja maior, evidenciando que competitividade é salutar para o consumidor.
Um desconto, principalmente, em produtos de maior volume de preço pode ajudar muito no orçamento do consumidor. Ou seja, uma redução de 10% no valor de uma geladeira, por exemplo, pode representar até 25% do salário de uma família de baixa renda.
Estudos mostram que a pesquisa de preços faz parte do processo de compras do paulistano. Assim, 77,5% dos entrevistados na cidade de São Paulo, afirmaram realizar pesquisas de valores em várias lojas antes de proceder à compra definitiva. O perfil das classes de consumidores que se utilizam de pesquisa de preços na cidade de São Paulo fica assim:
De 77,5% dos entrevistados afirmaram realizar pesquisas de valores antes de decidir comprar. As classes C e D lideram o hábito da pechincha, com 71,9 e 77,6% de adesão. Nas classes D e E, sobe para 81,6% o número de pessoas que realizam pesquisa em várias lojas. Entre os consumidores A e B, 66,3% costumam negociar descontos antes da compra.
Portanto, é bom chorar o preço na hora da compra, para não ter o desconforto de comprar o produto e ver um preço menor em outra loja.
Segundo os especialistas, o consumidor não precisa ter vergonha ao pedir desconto, pois, os produtos costumam sair de linha rapidamente e às vezes fica difícil para o comerciante vender o produto, onde caberia então a pechincha. Daí se um menor preço é bom para o consumidor, muitas vezes é bom também para o lojista.
Leve então, na ponta do lápis, o conselho do livro “Servidão Humana”, de Somerset Maugham, onde o professor aconselha seu discípulo a não pagar mais de um xelim pelo selim que se ganha.
domingo, 21 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Imposto de Renda - Oportunidade para Balanço Financeiro
É novamente tempo de acertar as contas com o “Leão”, o apelido do imposto de renda, que faz não apenas, referência à ganância do fisco em relação ao contribuinte, mas também, o de força e precisão no bote ao contribuinte mais malandro, e porque não dizer, do contribuinte sonegador, ou mesmo, do sonegador contumaz. Pois o animal Rei da Selva é símbolo do imposto, exatamente por estas preciosas características.
Desde primeiro de março a Receita Federal já vem recebendo a declaração do imposto de renda, que para muitos, é uma obrigação triste e chata, mas para aquele contribuinte mais comportado ou mesmo mais consciente é uma grande oportunidade de se fazer um grande balanço da vida financeira, tanto para pessoas físicas como para pessoas jurídicas.
Concentre então e perceba, que tudo o que a gente consegue medir tende a ser mais conhecido, mais elaborado, mais controlado, e por sua vez, melhorado. Administrar é medir. Por isso, aproveite e compare a sua situação patrimonial pessoal ou empresarial de 2008 com a sua situação patrimonial no final de 2009. Liste todos os bens e todas as suas dívidas. Calcule a diferença, conhecida como saldo e encontrará o valor real de sua riqueza líquida. Aproveite também para juntar toda a papelada que registra o movimento de sua vida financeira pessoal ou empresarial como extratos bancários, recibos de despesas dedutíveis, etc. Veja também os comprovantes de bens móveis e imóveis adquiridos ou vendidos no período e todos aqueles outros documentos necessários para realização de uma boa declaração.
Coletando tudo em seu computador, em poucos minutos, descobrirá o tamanho de sua riqueza. E melhor ainda, vai poder medir se você ou sua empresa tem enriquecido ou empobrecido. Se a notícia for ruim, isto é, se você ou sua empresa estiver entre aqueles que perderam nos últimos meses, prepare-se para fazer um perfeito diagnóstico e levar a sério uma receita de mudança. Lembre-se, este é um bom momento para monitorar melhor os seus gastos ou de sua empresa e se preparar para encarar um orçamento de verdade.
Talvez seja o momento exato para você se livrar dos gastos não necessários ou então para pensar numa mudança mais radical, por exemplo, arrumar uma atividade extra, ou mesmo mudar de profissão, isso, do lado pessoal.
Do lado empresarial é momento de trabalhar melhor os custos, fazer um bom planejamento tributário e procurar aumentar suas receitas através de seu volume de vendas.
O convite é para que você pessoa física ou você pessoa jurídica, possa fazer de sua declaração de imposto de renda, um momento, não somente de se ajustar as contas com o fisco, mas também, um momento de se organizar mais e mais e assim poder desfrutar no futuro, de muitos e muitos anos de bem com o fisco e, porque não dizer, de bem com você mesmo.
Desde primeiro de março a Receita Federal já vem recebendo a declaração do imposto de renda, que para muitos, é uma obrigação triste e chata, mas para aquele contribuinte mais comportado ou mesmo mais consciente é uma grande oportunidade de se fazer um grande balanço da vida financeira, tanto para pessoas físicas como para pessoas jurídicas.
Concentre então e perceba, que tudo o que a gente consegue medir tende a ser mais conhecido, mais elaborado, mais controlado, e por sua vez, melhorado. Administrar é medir. Por isso, aproveite e compare a sua situação patrimonial pessoal ou empresarial de 2008 com a sua situação patrimonial no final de 2009. Liste todos os bens e todas as suas dívidas. Calcule a diferença, conhecida como saldo e encontrará o valor real de sua riqueza líquida. Aproveite também para juntar toda a papelada que registra o movimento de sua vida financeira pessoal ou empresarial como extratos bancários, recibos de despesas dedutíveis, etc. Veja também os comprovantes de bens móveis e imóveis adquiridos ou vendidos no período e todos aqueles outros documentos necessários para realização de uma boa declaração.
Coletando tudo em seu computador, em poucos minutos, descobrirá o tamanho de sua riqueza. E melhor ainda, vai poder medir se você ou sua empresa tem enriquecido ou empobrecido. Se a notícia for ruim, isto é, se você ou sua empresa estiver entre aqueles que perderam nos últimos meses, prepare-se para fazer um perfeito diagnóstico e levar a sério uma receita de mudança. Lembre-se, este é um bom momento para monitorar melhor os seus gastos ou de sua empresa e se preparar para encarar um orçamento de verdade.
Talvez seja o momento exato para você se livrar dos gastos não necessários ou então para pensar numa mudança mais radical, por exemplo, arrumar uma atividade extra, ou mesmo mudar de profissão, isso, do lado pessoal.
Do lado empresarial é momento de trabalhar melhor os custos, fazer um bom planejamento tributário e procurar aumentar suas receitas através de seu volume de vendas.
O convite é para que você pessoa física ou você pessoa jurídica, possa fazer de sua declaração de imposto de renda, um momento, não somente de se ajustar as contas com o fisco, mas também, um momento de se organizar mais e mais e assim poder desfrutar no futuro, de muitos e muitos anos de bem com o fisco e, porque não dizer, de bem com você mesmo.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O Repique da Crise Financeira Mundial
A crise financeira mundial, que muitos chamam de pós-crise, ainda está latente, trazendo problemas a muitos países e agora vem batendo na Europa, mais notadamente na Grécia, Portugal e Espanha.
O que conta atualmente, após a primeira fase da crise é a possibilidade de desestruturação financeira das nações, ou seja, qual é o nível de endividamento dos países, ou como dizem os economistas, qual o déficit público, capaz de disparar a percepção de risco dos investidores globais?
Segundo especialistas, não há risco de que a crise na Grécia possa contagiar a zona do euro, pois, com o aval da união européia, mais precisamente de países como a França e Alemanha, voltaria a credibilidade na região, apaziguando assim, os investidores que recentemente fizeram o repique nas Bolsas de Valores de todo o mundo. Portanto, apesar das dúvidas, os países da zona do euro não enfrentam risco de serem contagiados pela crise de dívida e déficit que aflige Grécia, Portugal e Espanha. Assim, embora o estado das finanças públicas dos três países seja preocupante, realmente não há contágio em outros membros do bloco que se constitui de 16 países.
Os mercados financeiros da zona do euro estão agitados desde dezembro do ano passado, depois que as três agências principais de classificação de risco do mundo Fitch, Moody's e Standard and Poor's, que avaliam o valor do crédito de dívidas de governos e companhias, rebaixaram o rating da dívida soberana da Grécia, expressando dúvidas se as autoridades gregas seriam capazes de limitar os gastos públicos.
A pergunta é: será que a Grécia seria capaz de tomar medidas para melhorar a situação? As dúvidas persistem porque o país nunca seguiu de verdade as diretrizes da Europa, e nunca respeitou os pactos de estabilidade monetária e econômica da União Européia.
Diante das evidências de que a crise financeira ainda afeta Grécia, Portugal e Espanha, as medidas de estímulo econômico devem permanecer a postos. É crucial, que planos de estímulos, sejam buscados, pois as taxas de crescimento desses países, projetadas para 2010 continuam muito fracas.
Daí, Grécia, Portugal e Espanha, ficarem pressionados pelos mercados financeiros a reduzirem os seus déficits públicos.
O cenário se torna preocupante, quando se pergunta: qual país seria o primeiro da fila em uma possível nova rodada de dificuldades?
Especialistas, mais moderados, preferem esperar pela apresentação do Programa de Estabilização e Crescimento de ambos os países para tirar conclusões mais definitivas, embora as medidas tenham o calibre de “ousadas” para correção dos déficits.
A dificuldade fica por conta de cortar gastos públicos onde existe um elevado grau de desemprego. Na verdade, houve falta de disciplina fiscal, que em outras palavras, podemos dizer ocultou-se a irresponsabilidade através da chamada contabilidade criativa.
O que conta atualmente, após a primeira fase da crise é a possibilidade de desestruturação financeira das nações, ou seja, qual é o nível de endividamento dos países, ou como dizem os economistas, qual o déficit público, capaz de disparar a percepção de risco dos investidores globais?
Segundo especialistas, não há risco de que a crise na Grécia possa contagiar a zona do euro, pois, com o aval da união européia, mais precisamente de países como a França e Alemanha, voltaria a credibilidade na região, apaziguando assim, os investidores que recentemente fizeram o repique nas Bolsas de Valores de todo o mundo. Portanto, apesar das dúvidas, os países da zona do euro não enfrentam risco de serem contagiados pela crise de dívida e déficit que aflige Grécia, Portugal e Espanha. Assim, embora o estado das finanças públicas dos três países seja preocupante, realmente não há contágio em outros membros do bloco que se constitui de 16 países.
Os mercados financeiros da zona do euro estão agitados desde dezembro do ano passado, depois que as três agências principais de classificação de risco do mundo Fitch, Moody's e Standard and Poor's, que avaliam o valor do crédito de dívidas de governos e companhias, rebaixaram o rating da dívida soberana da Grécia, expressando dúvidas se as autoridades gregas seriam capazes de limitar os gastos públicos.
A pergunta é: será que a Grécia seria capaz de tomar medidas para melhorar a situação? As dúvidas persistem porque o país nunca seguiu de verdade as diretrizes da Europa, e nunca respeitou os pactos de estabilidade monetária e econômica da União Européia.
Diante das evidências de que a crise financeira ainda afeta Grécia, Portugal e Espanha, as medidas de estímulo econômico devem permanecer a postos. É crucial, que planos de estímulos, sejam buscados, pois as taxas de crescimento desses países, projetadas para 2010 continuam muito fracas.
Daí, Grécia, Portugal e Espanha, ficarem pressionados pelos mercados financeiros a reduzirem os seus déficits públicos.
O cenário se torna preocupante, quando se pergunta: qual país seria o primeiro da fila em uma possível nova rodada de dificuldades?
Especialistas, mais moderados, preferem esperar pela apresentação do Programa de Estabilização e Crescimento de ambos os países para tirar conclusões mais definitivas, embora as medidas tenham o calibre de “ousadas” para correção dos déficits.
A dificuldade fica por conta de cortar gastos públicos onde existe um elevado grau de desemprego. Na verdade, houve falta de disciplina fiscal, que em outras palavras, podemos dizer ocultou-se a irresponsabilidade através da chamada contabilidade criativa.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Por que a Política e os Políticos Brasileiros são ruins?
Quando olhamos para o passado do estado brasileiro e agora tentando olhar para o futuro, vemos que os discursos não correspondem a realidade e com esse populismo barato não vamos chegar a lugar algum. O discurso é outro. O caminho é outro. Portanto as soluções também são outras.
O baixo nível de escolaridade do brasileiro ainda é muito baixo e, portanto, deixa muito a desejar, e por isso mesmo, não o deixa encontrar e refletir a própria realidade.
Podemos dizer que em quinhentos anos, os EUA saltaram à frente da América Latina ao conjugar capitalismo e democracia e que nesse mundo pós-crise, começa a ficar cada vez mais claro que esse binômio se constrói mais na política do que no mercado. E tão pobre é a política brasileira para o pleno entendimento disto!
Enquanto nos Estados Unidos se deu o surgimento simultâneo da democracia e do capitalismo, a América Latina teve relação conflituosa com esses conceitos, nunca corretamente entendidos por seus líderes.
Para ilustrar o nosso presente vou buscar uma história do passado que mostra bem o que pretendo dizer:
Durante sua primeira e única visita aos Estados Unidos, entre abril e julho de 1876, o imperador Dom Pedro II registrou em seu diário um feito que lhe chamou a atenção: o trem que ligava Nova York a São Francisco completara o percurso “em 84 horas e 26 minutos”. Três dias e meio apenas.
No Brasil de 1876, a estrada de ferro mais movimentada, cuja extensão era uma fração da ferrovia americana, fazia a ligação entre as plantações de café e os portos do Rio de Janeiro e Santos, em muito mais tempo. Além disso, vinha a pergunta: por que os Estados Unidos, que então comemoravam o primeiro centenário de sua independência, já tinham trens rasgando o país do Atlântico ao Pacífico, enquanto no Brasil a maioria das viagens era mesmo feita em lombo de mula?
A questão que se apresentou ao imperador estava no seu nascedouro e, de lá para cá, ficou ainda mais pertinente e intrigante: por que os Estados Unidos, que largaram atrás de tantos países da América Latina, inclusive do Brasil, conseguiram tamanho sucesso, enquanto a maioria da população da América Latina só agora começa a experimentar a vida em padrões pouco acima da linha de pobreza?
Por que o “grande irmão do norte” se notabilizou por dois séculos de estabilidade política e social, enquanto os países ao sul das Américas tiveram sua história entrecortada por golpes de estado e experimentalismos econômicos, resultando em um nível de desigualdade obsceno que só rivaliza com o da África?
Pois bem, dentre tantos fatores explicativos da natureza do distanciamento entre as duas nações, podemos destacar, algumas, ou as mais impactantes, a saber: a primeira operação de comércio internacional – Brasil: 1502 – EUA: 1608; começo efetivo da colonização – Brasil: 1530 – EUA em 1607; declaração de independência – EUA: 1776 – Brasil: 1822; promulgação da constituição em vigor – EUA: 1787 – Brasil: 1988; instalação do regime democrático em vigor – EUA: 1789 – Brasil: 1985; instalação da mais alta corte de justiça – EUA: 1790 – Brasil: 1808; primeira proteção legal ao direito de propriedade – EUA: 1791 – Brasil: 1824; criação legal da atual unidade monetária – EUA: 1792 – Brasil: 1994; término do mandato do primeiro dirigente eleito – EUA: 1793 – Brasil: 1898; começo da disciplina fiscal dos estados – EUA: 1840 – Brasil: 2000; última ruptura do sistema político – EUA: 1861 – Brasil: 1964; abolição da escravatura – EUA: 1865 – Brasil: 1888; redução do analfabetismo a 20% - EUA: 1879 – Brasil: 1991; criação do Banco Central – EUA: 1913 – Brasil: 1964; última modificação nas regras da eleição presidencial – EUA: 1951 – Brasil: 1997; universalização do voto: EUA: 1965 – Brasil: 1988.
Bem, essa é uma pequena explicação do fosso entre Brasil e EUA e que nos mostra o quanto ainda precisamos aprender e caminhar para sermos chamados, dignamente, de um país justo, ou mesmo, de um país de primeiro mundo.
Pense nisso!
O baixo nível de escolaridade do brasileiro ainda é muito baixo e, portanto, deixa muito a desejar, e por isso mesmo, não o deixa encontrar e refletir a própria realidade.
Podemos dizer que em quinhentos anos, os EUA saltaram à frente da América Latina ao conjugar capitalismo e democracia e que nesse mundo pós-crise, começa a ficar cada vez mais claro que esse binômio se constrói mais na política do que no mercado. E tão pobre é a política brasileira para o pleno entendimento disto!
Enquanto nos Estados Unidos se deu o surgimento simultâneo da democracia e do capitalismo, a América Latina teve relação conflituosa com esses conceitos, nunca corretamente entendidos por seus líderes.
Para ilustrar o nosso presente vou buscar uma história do passado que mostra bem o que pretendo dizer:
Durante sua primeira e única visita aos Estados Unidos, entre abril e julho de 1876, o imperador Dom Pedro II registrou em seu diário um feito que lhe chamou a atenção: o trem que ligava Nova York a São Francisco completara o percurso “em 84 horas e 26 minutos”. Três dias e meio apenas.
No Brasil de 1876, a estrada de ferro mais movimentada, cuja extensão era uma fração da ferrovia americana, fazia a ligação entre as plantações de café e os portos do Rio de Janeiro e Santos, em muito mais tempo. Além disso, vinha a pergunta: por que os Estados Unidos, que então comemoravam o primeiro centenário de sua independência, já tinham trens rasgando o país do Atlântico ao Pacífico, enquanto no Brasil a maioria das viagens era mesmo feita em lombo de mula?
A questão que se apresentou ao imperador estava no seu nascedouro e, de lá para cá, ficou ainda mais pertinente e intrigante: por que os Estados Unidos, que largaram atrás de tantos países da América Latina, inclusive do Brasil, conseguiram tamanho sucesso, enquanto a maioria da população da América Latina só agora começa a experimentar a vida em padrões pouco acima da linha de pobreza?
Por que o “grande irmão do norte” se notabilizou por dois séculos de estabilidade política e social, enquanto os países ao sul das Américas tiveram sua história entrecortada por golpes de estado e experimentalismos econômicos, resultando em um nível de desigualdade obsceno que só rivaliza com o da África?
Pois bem, dentre tantos fatores explicativos da natureza do distanciamento entre as duas nações, podemos destacar, algumas, ou as mais impactantes, a saber: a primeira operação de comércio internacional – Brasil: 1502 – EUA: 1608; começo efetivo da colonização – Brasil: 1530 – EUA em 1607; declaração de independência – EUA: 1776 – Brasil: 1822; promulgação da constituição em vigor – EUA: 1787 – Brasil: 1988; instalação do regime democrático em vigor – EUA: 1789 – Brasil: 1985; instalação da mais alta corte de justiça – EUA: 1790 – Brasil: 1808; primeira proteção legal ao direito de propriedade – EUA: 1791 – Brasil: 1824; criação legal da atual unidade monetária – EUA: 1792 – Brasil: 1994; término do mandato do primeiro dirigente eleito – EUA: 1793 – Brasil: 1898; começo da disciplina fiscal dos estados – EUA: 1840 – Brasil: 2000; última ruptura do sistema político – EUA: 1861 – Brasil: 1964; abolição da escravatura – EUA: 1865 – Brasil: 1888; redução do analfabetismo a 20% - EUA: 1879 – Brasil: 1991; criação do Banco Central – EUA: 1913 – Brasil: 1964; última modificação nas regras da eleição presidencial – EUA: 1951 – Brasil: 1997; universalização do voto: EUA: 1965 – Brasil: 1988.
Bem, essa é uma pequena explicação do fosso entre Brasil e EUA e que nos mostra o quanto ainda precisamos aprender e caminhar para sermos chamados, dignamente, de um país justo, ou mesmo, de um país de primeiro mundo.
Pense nisso!
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Boas Maneiras trazem Bons Negócios
Pode parecer estranho nos dias de hoje, falar de boas maneiras, ou mesmo, em educação no sentido de cortesia.
Num mundo completamente às avessas, nem sempre estamos atentos às chamadas pequeninas coisas, ou seja, atentos a esses pequenos fatores, além disso, quase sempre pagamos caro por estes descuidos.
Pois bem. A gigante Toyota do Japão sugeriu em dado momento, a seus concessionários que fizessem um grande esforço de treinamento de seus funcionários em “boas maneiras e cortesia”. Como o leitor pode imaginar a reação foi contrária e imediata. E muitos funcionários chegaram mesmo a sentirem-se ofendidos quando lhes informaram que teriam que passar por um treinamento de “boas maneiras”.
No entanto, a empresa decidiu dar continuidade ao projeto e atualmente, tem colhido os frutos de um dos maiores sucessos de vendas e atendimento, segundo seus próprios funcionários que reconhecem o valor da iniciativa.
Boas maneiras e educação fazem bem a qualquer um de nós e são essenciais para o bom ambiente de trabalho. Não há eficiência e eficácia em um ambiente onde as pessoas tratam-se mal, falam alto, fazem censuras injuriosas uns aos outros, trabalham de cara-fechada e onde os clientes são tratados de qualquer maneira e até mesmo, rudemente.
Do ponto de vista interno da empresa, os resultados de um esforço para aumentar as “boas maneiras” são espetaculares. Ensinar as pessoas a dizer Com licença, Por favor, Obrigado e Desculpe-me, ajuda muito um ambiente de trabalho a tornar-se sadio e palatável. De mesma forma, uma empresa onde as pessoas são educadas a dizer “Seja Bem-vindo”, “É um prazer recebê-lo em nossa empresa”, demonstra e consegue fazer uma grande diferença na interpretação de seus clientes.
Podemos dizer que este é um tema que acaba sendo complexo, pois as pessoas em geral, o acham irrelevante, e às vezes o acham sem a mínima importância.
Porém, as maiores empresas do mundo estão hoje preocupadas com isso e obtendo grandes resultados positivos com essas aplicações em seu dia-a-dia.
Cabe a você empresário, observar como as pessoas se tratam na sua empresa. E é bem possível que o clima interno será, sem sombra de dúvida, o clima externo, ou seja, o modo como sua empresa trata os seus clientes.
Segundo especialistas, é raro ver um dirigente empresarial que trata seus funcionários com descortesia ter funcionários que tratam os clientes com cortesia. Um é parte intrínseca do outro.
Por isso, tente incorporar permanentemente bons modos e boas maneiras em sua empresa e veja os resultados. Eles serão surpreendentes!
Seja você mesmo, o principal exemplo, tratando a todos os funcionários e clientes com o maior respeito. Tudo isso, tenderá a mudar o clima interno de sua empresa, onde todos passarão a respeitar-se mutuamente e assim, todos tratarão os clientes com mais atenção e cortesia, fazendo-os retornar com alegria e satisfação à sua empresa.
Num mundo completamente às avessas, nem sempre estamos atentos às chamadas pequeninas coisas, ou seja, atentos a esses pequenos fatores, além disso, quase sempre pagamos caro por estes descuidos.
Pois bem. A gigante Toyota do Japão sugeriu em dado momento, a seus concessionários que fizessem um grande esforço de treinamento de seus funcionários em “boas maneiras e cortesia”. Como o leitor pode imaginar a reação foi contrária e imediata. E muitos funcionários chegaram mesmo a sentirem-se ofendidos quando lhes informaram que teriam que passar por um treinamento de “boas maneiras”.
No entanto, a empresa decidiu dar continuidade ao projeto e atualmente, tem colhido os frutos de um dos maiores sucessos de vendas e atendimento, segundo seus próprios funcionários que reconhecem o valor da iniciativa.
Boas maneiras e educação fazem bem a qualquer um de nós e são essenciais para o bom ambiente de trabalho. Não há eficiência e eficácia em um ambiente onde as pessoas tratam-se mal, falam alto, fazem censuras injuriosas uns aos outros, trabalham de cara-fechada e onde os clientes são tratados de qualquer maneira e até mesmo, rudemente.
Do ponto de vista interno da empresa, os resultados de um esforço para aumentar as “boas maneiras” são espetaculares. Ensinar as pessoas a dizer Com licença, Por favor, Obrigado e Desculpe-me, ajuda muito um ambiente de trabalho a tornar-se sadio e palatável. De mesma forma, uma empresa onde as pessoas são educadas a dizer “Seja Bem-vindo”, “É um prazer recebê-lo em nossa empresa”, demonstra e consegue fazer uma grande diferença na interpretação de seus clientes.
Podemos dizer que este é um tema que acaba sendo complexo, pois as pessoas em geral, o acham irrelevante, e às vezes o acham sem a mínima importância.
Porém, as maiores empresas do mundo estão hoje preocupadas com isso e obtendo grandes resultados positivos com essas aplicações em seu dia-a-dia.
Cabe a você empresário, observar como as pessoas se tratam na sua empresa. E é bem possível que o clima interno será, sem sombra de dúvida, o clima externo, ou seja, o modo como sua empresa trata os seus clientes.
Segundo especialistas, é raro ver um dirigente empresarial que trata seus funcionários com descortesia ter funcionários que tratam os clientes com cortesia. Um é parte intrínseca do outro.
Por isso, tente incorporar permanentemente bons modos e boas maneiras em sua empresa e veja os resultados. Eles serão surpreendentes!
Seja você mesmo, o principal exemplo, tratando a todos os funcionários e clientes com o maior respeito. Tudo isso, tenderá a mudar o clima interno de sua empresa, onde todos passarão a respeitar-se mutuamente e assim, todos tratarão os clientes com mais atenção e cortesia, fazendo-os retornar com alegria e satisfação à sua empresa.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
As Cidades e o Cidadão
O que é realmente uma Cidade? Em uma pequena pesquisa podemos compreender que Cidade é uma entidade em mutação, que não tem especificamente uma definição, pois seu conceito varia dentro de um contexto histórico e possui um fator de variabilidade que é o tempo, ou a ação do tempo.
Estudos mais recentes abordam-se as Cidades a partir de uma perspectiva mais complexa. Uma formação urbana ou um aglomerado humano. Para ser mais adequadamente chamada de "Cidade", deveria apresentar um certo conjunto de aspectos, entre os quais um determinado qualitativo populacional formado por indivíduos socialmente heterogêneos, uma localização permanente, uma considerável extensão espacial, um certo padrão de espacialidade e de organização da propriedade, a ocorrência de um certo padrão de convivência, a identificação de um modo de vida característico dos citadinos, a presença de ocupações não agrícolas, a presença de um quantitativo populacional considerável, cujo limiar é redefinido a cada época da história, a ocorrência de uma considerável densidade populacional, uma abertura externa, uma localidade de mercado, dentre outras características.
Pode ser também chamada de núcleo principal ou centro urbanístico de uma povoação, onde estão geralmente localizadas as casas comerciais mais importantes.
Pode se caracterizar também como uma comunidade ou zona residencial planejada nas quais, por norma legal, a área coberta de edifícios não pode ultrapassar determinada percentagem da área total, sendo a área restante reservada para parques e jardins, ou ainda, designar uma dada entidade político-administrativa urbanizada, etc.
Tudo isso, é o que dizem os compêndios. Mas podemos acrescentar algo assim: um local agradável, onde as pessoas devem desenvover a urbanidade, a compreensão, a ordem pública através de leis inteligentes que determinam as condições e os meios de ir e vir.
É preciso buscar e desenvolver o princípio de cidadania, onde cada cidadão é a parte mais importante desse complexo sistema chamado Cidade.
A convivência humana, necessita de um ordenamento que tenha como suporte uma legislação municipal que esteja adequada ao grau de desenvolvimento e a cultura de seu povo, onde as políticas públicas, devam contemplar todas as classes sociais, onde a segurança pública é de suma importância dentro deste conceito. Assim, a urbanização pública com ruas e avenidas adequadas num ambiente que deve trazer prazer, alegria e bem-estar. Fazer da educação, da polidêz o meio de convivência que transmite o grau de instrução, o conhecimento e cultura do local onde se habita e que se deseja receber bem todos os seus transeuntes, de dentro e de fora. Um local que contemple praças e avenidas atraentes, limpas, bonitas e bem cuidadas pela população e, principalmente, pelo poder público. Suas avenidas e ruas devem ser bem planejadas e bem identificadas, com placas indicativas das ruas, de acordo com o padrão cultural e de riqueza da cidade em quetão. Suas casas e comércio devem ter uma numeração cronológica adequada para que o cidadão tenha sua identificação instantânea, sem nenhum tipo de dificuldade.
Assim, deve ser também as identificações de trânsito com as devidas cinalizações em que motoristas, pedestres, motos, bicicletas e demais circundantes, não tenham nenhuma dúvida em seu deslocamento.
Atitudes simples de educação no trânsito, de placas indicativas, de calçadas adequadas para se caminhar, de limpeza urbana, revelam o grau cultural do ambiente onde se queira dar o nome de Cidade.
Cidades ricas e conscientes não devem permitir vadios pelas ruas em determinadas horas da noite, classificando numa legislação adequada, algo que impeça maus hábitos de vadiagem noturna e diurna. Seres humanos não deveriam ficar nem dormir pelas calçadas das ruas. Seria interessane construir um albergue que, acolham os pedintes durante a noite para que possam dormir, alimentar-se e fazer suas necessidades fisiológicas, dando vida e dignidade a esses cidadãos. Não deveriam existir garotos em sinais de trânsito, estes, por sua vez, deveriam ser encaminhados para uma escola pública, afinal, os recursos recolhido dos impostos pagos pela população seriam para este tipo de destinação, dentre outras.
Enfim, cabe ainda aos governantes de plantão, preocuparem-se com um mínimo de estrutura física de suas cidades, fazendo uma analogia com seu contigente populacional para especificar a quantidade necessária de escolas dos diversos níveis, postos de saúde, hospitais e segurança pública, para prestar um bom serviço a seus concidadãos.
Diria ainda, que se preocupassem com o desgaste físico de suas cidades, trabalhando uma adequada manutenção permanete do bem público, traduzindo assim em serviços prestados, em contrapartida aos elevados impostos que esfolam a população de um modo geral, para que no conjunto da obra, exista algo coerente com o nível de vida e educação da população, caracterizando assim, um ambiente onde, realmente, possamos chamar de Cidade.
Estudos mais recentes abordam-se as Cidades a partir de uma perspectiva mais complexa. Uma formação urbana ou um aglomerado humano. Para ser mais adequadamente chamada de "Cidade", deveria apresentar um certo conjunto de aspectos, entre os quais um determinado qualitativo populacional formado por indivíduos socialmente heterogêneos, uma localização permanente, uma considerável extensão espacial, um certo padrão de espacialidade e de organização da propriedade, a ocorrência de um certo padrão de convivência, a identificação de um modo de vida característico dos citadinos, a presença de ocupações não agrícolas, a presença de um quantitativo populacional considerável, cujo limiar é redefinido a cada época da história, a ocorrência de uma considerável densidade populacional, uma abertura externa, uma localidade de mercado, dentre outras características.
Pode ser também chamada de núcleo principal ou centro urbanístico de uma povoação, onde estão geralmente localizadas as casas comerciais mais importantes.
Pode se caracterizar também como uma comunidade ou zona residencial planejada nas quais, por norma legal, a área coberta de edifícios não pode ultrapassar determinada percentagem da área total, sendo a área restante reservada para parques e jardins, ou ainda, designar uma dada entidade político-administrativa urbanizada, etc.
Tudo isso, é o que dizem os compêndios. Mas podemos acrescentar algo assim: um local agradável, onde as pessoas devem desenvover a urbanidade, a compreensão, a ordem pública através de leis inteligentes que determinam as condições e os meios de ir e vir.
É preciso buscar e desenvolver o princípio de cidadania, onde cada cidadão é a parte mais importante desse complexo sistema chamado Cidade.
A convivência humana, necessita de um ordenamento que tenha como suporte uma legislação municipal que esteja adequada ao grau de desenvolvimento e a cultura de seu povo, onde as políticas públicas, devam contemplar todas as classes sociais, onde a segurança pública é de suma importância dentro deste conceito. Assim, a urbanização pública com ruas e avenidas adequadas num ambiente que deve trazer prazer, alegria e bem-estar. Fazer da educação, da polidêz o meio de convivência que transmite o grau de instrução, o conhecimento e cultura do local onde se habita e que se deseja receber bem todos os seus transeuntes, de dentro e de fora. Um local que contemple praças e avenidas atraentes, limpas, bonitas e bem cuidadas pela população e, principalmente, pelo poder público. Suas avenidas e ruas devem ser bem planejadas e bem identificadas, com placas indicativas das ruas, de acordo com o padrão cultural e de riqueza da cidade em quetão. Suas casas e comércio devem ter uma numeração cronológica adequada para que o cidadão tenha sua identificação instantânea, sem nenhum tipo de dificuldade.
Assim, deve ser também as identificações de trânsito com as devidas cinalizações em que motoristas, pedestres, motos, bicicletas e demais circundantes, não tenham nenhuma dúvida em seu deslocamento.
Atitudes simples de educação no trânsito, de placas indicativas, de calçadas adequadas para se caminhar, de limpeza urbana, revelam o grau cultural do ambiente onde se queira dar o nome de Cidade.
Cidades ricas e conscientes não devem permitir vadios pelas ruas em determinadas horas da noite, classificando numa legislação adequada, algo que impeça maus hábitos de vadiagem noturna e diurna. Seres humanos não deveriam ficar nem dormir pelas calçadas das ruas. Seria interessane construir um albergue que, acolham os pedintes durante a noite para que possam dormir, alimentar-se e fazer suas necessidades fisiológicas, dando vida e dignidade a esses cidadãos. Não deveriam existir garotos em sinais de trânsito, estes, por sua vez, deveriam ser encaminhados para uma escola pública, afinal, os recursos recolhido dos impostos pagos pela população seriam para este tipo de destinação, dentre outras.
Enfim, cabe ainda aos governantes de plantão, preocuparem-se com um mínimo de estrutura física de suas cidades, fazendo uma analogia com seu contigente populacional para especificar a quantidade necessária de escolas dos diversos níveis, postos de saúde, hospitais e segurança pública, para prestar um bom serviço a seus concidadãos.
Diria ainda, que se preocupassem com o desgaste físico de suas cidades, trabalhando uma adequada manutenção permanete do bem público, traduzindo assim em serviços prestados, em contrapartida aos elevados impostos que esfolam a população de um modo geral, para que no conjunto da obra, exista algo coerente com o nível de vida e educação da população, caracterizando assim, um ambiente onde, realmente, possamos chamar de Cidade.
sábado, 9 de janeiro de 2010
A Língua e o Ambiente
A língua é um fenômeno individual que, em virtude do seu processo de evolução, acaba transformando-se num fenômeno social e coletivo.
Uma pessoa que vivesse afastada da civilização não teria como desenvolver a sua faculdade de falar; a sua linguagem permaneceria rudimentar, não evoluiria, por inexistirem as condições de estímulo do ambiente.
Uma pessoa que vive num ambiente atrasado não tem facilidade de externar seu pensamento, sente enorme dificuldade para concatenar as idéias, e seu exíguo vocabulário é uma agravante no processo da comunicação.
A língua de um povo é o reflexo da sua cultura, do seu desenvolvimento, do grau de progresso que alcançou; ela evolui na medida exata da evolução do povo que a fala.
Nos ambientes cultos, os indivíduos se esforçam para aprimorar a sua língua, revestindo os pensamentos de maneira elegante; no meio inculto, de outro lado, a linguagem é questão de quinta importância, o léxico, por isso mesmo, é pobre, e as deturpações e os vícios são freqüentes. Os indivíduos não sentem necessidade de enriquecer o seu vocabulário, porque o horizonte de suas aspirações, bem como o das suas idéias, é bastante próximo, talvez um palmo adiante do nariz.
O ambiente é fator primordial para caracterizar a língua e a linguagem do falante. Dois irmãos criados em meios diferentes acabariam, inevitavelmente, falando de modo diferente.
Se o meio constitui fator importante na aquisição e desenvolvimento de uma linguagem mais apurada, de um vocabulário maior e mais preciso, destinemos o nosso tempo a leituras que realmente nos levem a evoluir, a alargar a fronteira de nossos horizontes.
Não sejamos como o lago, satisfeito dentro dos seus próprios limites, mas sim como o oceano, procuremos abrir-nos para a conquista do horizonte infinito.
Fonte: Prof. Luiz Antônio Sacconi.
Uma pessoa que vivesse afastada da civilização não teria como desenvolver a sua faculdade de falar; a sua linguagem permaneceria rudimentar, não evoluiria, por inexistirem as condições de estímulo do ambiente.
Uma pessoa que vive num ambiente atrasado não tem facilidade de externar seu pensamento, sente enorme dificuldade para concatenar as idéias, e seu exíguo vocabulário é uma agravante no processo da comunicação.
A língua de um povo é o reflexo da sua cultura, do seu desenvolvimento, do grau de progresso que alcançou; ela evolui na medida exata da evolução do povo que a fala.
Nos ambientes cultos, os indivíduos se esforçam para aprimorar a sua língua, revestindo os pensamentos de maneira elegante; no meio inculto, de outro lado, a linguagem é questão de quinta importância, o léxico, por isso mesmo, é pobre, e as deturpações e os vícios são freqüentes. Os indivíduos não sentem necessidade de enriquecer o seu vocabulário, porque o horizonte de suas aspirações, bem como o das suas idéias, é bastante próximo, talvez um palmo adiante do nariz.
O ambiente é fator primordial para caracterizar a língua e a linguagem do falante. Dois irmãos criados em meios diferentes acabariam, inevitavelmente, falando de modo diferente.
Se o meio constitui fator importante na aquisição e desenvolvimento de uma linguagem mais apurada, de um vocabulário maior e mais preciso, destinemos o nosso tempo a leituras que realmente nos levem a evoluir, a alargar a fronteira de nossos horizontes.
Não sejamos como o lago, satisfeito dentro dos seus próprios limites, mas sim como o oceano, procuremos abrir-nos para a conquista do horizonte infinito.
Fonte: Prof. Luiz Antônio Sacconi.
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