quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O mundo está mudando...

O mundo, literalmente, está mudando sem que o percebamos. Os computadores, nossos aliados de hoje, vêm silenciosamente introduzindo o que os especialistas chamam de “Quarta Revolução Industrial”. Assim, softwares (programas) vêm transformando as atividades tradicionais dos negócios, os quais serão notados mais visivelmente, nos próximos cinco a dez anos.
O UBER, uma empresa multinacional norte-americana de transporte privado urbano está fundamentada no que se chama de “tecnologia disruptiva”, ou seja, uma tecnologia inovadora em rede que se utiliza de um aplicativo conhecido como “E-hailing” (chamada eletrônica) que oferece um serviço semelhante ao do táxi tradicional, conhecida popularmente como serviços de "carona remunerada", portanto, um dos exemplos dessa mudança que nos acompanha. Notem que o UBER se constitui apenas de uma ferramenta de software que não é proprietária dos carros que atendem a sua clientela, porém, se transformou na maior companhia de táxis do mundo.
A AIRBNB, hoje uma empresa com sede em São Francisco na Califórnia teve seu início apenas em um site onde as pessoas alugavam quartos em suas casas, algo como um “CouchSurfing” (surfar no sofá alheio). Como o negócio cresceu, exponencialmente, o site começou a ser usado também para alugar apartamentos inteiros e se transformou em uma "imobiliária online", a qual mais cresceu nos últimos anos e se tornou a maior companhia hoteleira do mundo sem que seja proprietária das edificações as quais aluga.
Já a chamada Inteligência Artificial (a inteligência incorporada a computadores e softwares) vem viabilizando um melhor entendimento entre pessoas e negócios ao redor do mundo.
Nos Estados Unidos, advogados jovens já não conseguem empregos, pois, através da inteligência artificial do WATSON (supercomputador da IBM) já se pode conseguir aconselhamento jurídico/legal dentro de segundos, com 90% de exatidão se comparado com os 70% de exatidão quando feito por humanos.
Especialistas comentam que os Advogados é que se cuidem! Pois, existem expectativas de que haverá 90% menos advogados no futuro, onde somente os especialistas, sobreviverão. Além disso, o WATSON vem ajudando enfermeiras a diagnosticar câncer com quatro vezes mais exatidão do que as enfermeiras humanas. 
Já o FACEBOOK vem incorporando um software de reconhecimento de padrões o qual pode reconhecer faces melhor que os humanos, havendo fortes expectativas de que em 2030, os computadores se tornarão mais inteligentes que os humanos.
Os veículos autônomos são outra realidade! Os primeiros veículos dirigidos automaticamente já aparecem ao grande público. Estima-se que ao redor de 2020 a indústria automobilística começará a ser demolida, pois, as pessoas não desejarão mais possuir um automóvel.  Nossos filhos jamais necessitarão de uma carteira de habilitação ou serão donos de um carro no futuro.
Estes acontecimentos mudarão as cidades para sempre, pois elas necessitarão de 90 a 95% menos carros para uso. As cidades poderão então transformar suas áreas de estacionamento em parques recreativos ou em áreas de lazer.
A diminuição de perdas humanas no transito é outra marca dos novos tempos. Atualmente, cerca de um milhão e duzentas pessoas morrem a cada ano em acidentes decorrentes do trânsito automotivo em todo o mundo. Já as estatísticas demostram que hoje temos um acidente decorrente do trânsito a cada 100.000 km, porém, com a utilização dos veículos “autodirigidos” se projeta uma estatística de um acidente a cada 10.000.000 de km, o que salvará mais de um milhão de vidas por ano.
Desse modo muitas empresas automotivas desaparecerão. Diante disso, muitas companhias automobilísticas tradicionais vêm adotando uma estratégia evolucionária de construir carros melhores enquanto as companhias tecnológicas como Tesla, Apple e Google, vêm adotando uma estratégia revolucionária e construindo um computador sobre rodas.
Os reflexos já começam a aparecer. Volkswagen e Audi estão completamente aterrorizadas com a disposição da empresa TESLA MOTORS, uma marca de automóveis norte-americana que desenvolve e comercializa veículos elétricos de alto desempenho e que tem como tendência abocanhar novos mercados para seus produtos no mundo todo.
Pois, é! Tudo isso acontecendo e nós aqui dando milho aos pombos!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Atual Momento Brasileiro

O Brasil vem passando pelo seu pior ciclo na economia, na política e em seu processo ético, mergulhando-se numa crise econômica, política e moral sem precedentes.
Mas tudo isso não ocorreu por obra do acaso. Isso fora plantado, programado pelo “Lulopetismo”, o chamado projeto criminoso de poder que levou o país à lona como na imagem de um boxeador que vai às cordas e ao chão do ringue sem conseguir se levantar por 10 segundos, acompanhados pela contagem do juiz da luta. Assim, analogamente, o país vai a nocaute e a contagem para que se levante, é estimada em algo perto de 10 anos caso não ocorra nada de errado neste transcurso de tempo.
Infelizmente, esse é o quadro ao qual o país se encontra com uma dívida (déficit fiscal) de aproximadamente R$ 200 bilhões, com 13 milhões de desempregados e uma recessão profunda de 8,7%, acumulando dados de 2015, 2016 e 2017 (em projeção), acrescidos, naturalmente, dos rombos da Petrobras, do Setor Elétrico e dos Fundos de Pensão, para citar apenas alguns.
Em economia chamamos de recessão uma fase de contração no ciclo econômico que se desdobra em retração geral da atividade econômica por um período longo de tempo, onde identificamos queda no nível da produção (medida pelo Produto Interno Bruto), aumento do desemprego, queda na renda familiar, redução da taxa de lucro do empresariado, aumento do número de falências e concordatas, aumento de capacidade ociosa das empresas e queda do nível de investimento do país como um todo.
Voltando à realidade brasileira podemos dizer que depois de a Presidente Dilma Vana Rousseff afrontar a Lei de Responsabilidade Fiscal; determinar a tomada de recursos emprestados em bancos públicos algo vedado pela Constituição; e da emissão de decretos suplementares para complementação de verbas sem que haja recursos suficientes para isso, sem autorização e aprovação do Congresso Nacional, jogando o país no abismo, veio por meio de decisão ampla do Congresso Nacional o afastamento da ex-presidente. Porém, com sério agravante: o não cumprimento da Constituição brasileira em seu Artigo 52 – parágrafo único - onde se lê: “a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal confere a perda do cargo por meio de impeachment com inabilitação por oito anos do presidente da república para o exercício de funções públicas, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis”.
Neste contexto, bastou à desastrada decisão do Ministro Ricardo Lewandowiski de não apenar a presidente com a perda de direitos políticos com inelegibilidade por 8 anos, burlando assim a Constituição brasileira em rede nacional de rádio e TV para que os comunistas de plantão se assanhassem pelas ruas em tortuosas manifestações aplicando o banditismo de sempre, com brados delinquentes (contrário à lei e a moral) como “fora ao presidente recém-empossado” e a berros alucinados de golpe, coisa que não existira dado ao amplo direito de defesa à presidente para que ela e seu advogado de defesa pudesse convencer os congressistas do contrário.
Todavia a cantilena fascista (simpatizante de governos autocráticos e centralizados na figura de um ditador) tem continuidade pelas ruas, levando mentiras deslavadas, exibindo ignorância, reproduzindo a chamada guerrilha verborrágica urbana que encontra eco nos meios de comunicação e nas redes sociais que têm como objetivo principal distorcer a verdade repetindo alucinadamente o lengalenga do golpe com a ideia de que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” ideia, aliás, concebida por “Jozeph Goebbels” (ministro da Propaganda de Adolf Hitler) num claro interesse de deslegitimar o legítimo governo recentemente empossado.
Nessa toada utilizam-se de cooptação de pessoas nas ruas, nas escolas, nas universidades pregando o autoritarismo, não aceitando a ideia do contraditório, não levando em conta a variabilidade do pensamento humano e não encarando, portanto, uma discussão séria e civilizada sobre os acontecimentos. Ou seja, discutir verdadeiramente e seriamente tudo que se passa no país não pode. Daí, a tática de distorcer a realidade, distorcer a ideia de organização do estado, de distorcer a ideia de organização da produção e do “modus operandi” do meio empresarial, etc.
Assim é preciso entender que o pensamento comunista permeia nas sociedades desde a Grécia Antiga, onde o filósofo Platão buscava arquitetar uma forma de governo ideal onde a propriedade privada e as famílias seriam extintas. E com o fim da família e da propriedade reforçaria um ideal de comunidade que colocaria em segundo plano os interesses individuais e familiares onde a união sexual deveria ter caráter temporário e a criação dos filhos seria de responsabilidade do Estado. Lembram-se da chamada Lei da palmada?
Mais adiante no período de ascensão da burguesia mercantil, outros pensadores também se preocuparam em criticar os valores de seu tempo em favor de uma sociedade ideal e no século XVI, o filósofo britânico Thomas Morus redigiu a obra “Utopia”, lançando novas bases onde o comunismo seria vivido por meio de mecanismos que subordinassem a individualidade em prol do coletivismo, matando assim a criatividade individual. 
Dessa maneira, o socialismo lançou uma ousada proposta de transformação ao buscar na luta de classes e no materialismo histórico, meios racionais de mudança. Segundo o pensamento marxista, as desigualdades seriam suprimidas no momento em que as classes subordinadas tomassem o controle do Estado. Daí a cantilena do patrão versus empregados, por exemplo.
Assim, um governo guiado pelo interesse dos trabalhadores, ao longo do tempo, reforçaria práticas e costumes em favor do comunismo. De acordo com o pensamento socialista, a real instituição do comunismo somente aconteceria no momento em que o Estado (compreendido como uma instituição de controle) fosse extinto em favor de uma sociedade na qual as riquezas fossem igualitariamente divididas a todos aqueles que contribuíssem com sua força de trabalho.
Será que iremos utilizar o “supra-sumo do lixo” do marxismo produzido no século 19 como estrada para argumentos fundamentados na ignorância, no discurso fácil, na desqualificação fascista e na desonestidade intelectual como projeto de nação?
Assim, a gritaria somente ocorre pelo fato de estarmos nos livrando de um projeto criminoso de poder que, dentre outras mazelas, estabeleceu o Capitalismo de Estado através do financiamento público a empresas privadas, buscando que essas empresas se tornassem campeãs nacionais em sua área de atuação, ignorando a livre concorrência e o direito de escolha do consumidor, investindo no processo de acumulação de capital entre os burocratas que passariam a usufruir de diversos privilégios, formando assim uma burguesia estatal com forte intervenção do Estado na economia.
Desse modo, o Brasil vem marchando o caminho da incerteza na fronteira entre o projeto nacional de nação versus dominação comunista que vai ganhando contornos trágicos ao destino da nação.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O Fantástico Padre Landell

O Brasil é mesmo um país que permeia adversidades. Muitas vezes sublime no conhecimento e decepcionante no reconhecimento. E por este comportamento inocente e iletrado ignora seu próprio destino de grandeza e se atrasa no bonde da história.
Com o Padre Landell, não foi diferente. Os brasileiros embreados na ignorância cotidiana e pela influência nefasta dessa esquerda circense, tresloucada e transvestida de democracia, descolada do tempo e da história contribui imensamente para o apagão geral da sensatez brasileira. Ao invés de cultuar o aprendizado, o conhecimento, o trabalho promovem, simplesmente, a quebradeira, a desordem e a corrupção desenfreada no país.
Assim, desviados do pensamento moderno promovem a bandalheira, o descumprimento das Leis, o desconhecimento e a falta de diálogo que nos distancia da civilidade e dos interesses legítimos de nosso povo para atender ideários cavernosos (que vem das cavernas), com discursos doentios e febris que apenas semeiam discórdias, deselegância e quebra-quebra, desorganizando o estado de direito do país, fonte de tranquilidade e progresso de uma nação. E desse modo fantasioso dizimamos nossa cultura, nosso conhecimento, nossas expertises e o nosso jeito sagrado de ser.
Nesta toada inventores de ponta como o Padre Landell se tornam ilustres desconhecidos da população brasileira seja do contingente estudantil, seja da população adulta, seja dos jovens e dos mirins.
É necessário, portanto, que a sociedade brasileira conheça a instigante história do Padre Landell que apesar de ser padre foi um visionário da comunicação brasileira nos idos de 1890 e por isso um dos maiores descobridores de todos os tempos.
Mas, afinal quem é ou quem foi Roberto Landell de Moura, o Padre Landell, esse desconhecido?
Roberto Landell de Moura é um Porto-Alegrense, nascido em 1861 e falecido em 1928, foi um padre católico, cientista e inventor brasileiro, com raros conhecimentos, que estudou, pesquisou e desenvolveu inventos que dão suporte a produtos de alta tecnologia que fazem parte da atualidade mundial.
Padre Landell teve sólida formação cultural e científica, e formou-se sacerdote em Roma. Voltando ao Brasil, passou a desenvolver sua carreira eclesiástica, sendo indicado por diversas paróquias nos estados do Rio Grande do Sul e São Paulo.
Embora fosse um devotado ao sacerdócio, antes de se radicar definitivamente no Rio Grande do Sul suas passagens pelas paróquias foram tipicamente breves, e mais de uma vez pediu exoneração voluntária. Sabe-se que sua devoção à ciência e suas ideias avançadas para seu tempo causaram algumas vezes o espanto e a revolta dos católicos, e isso pode ter sido um fator importante na sua incapacidade de desenvolver um trabalho pastoral estável, ao mesmo tempo em que seus experimentos ocupavam muito de sua energia e atenção.
Somente na fase final de sua vida religiosa, já tendo deixado a ciência em segundo plano, sua carreira na Igreja se consolidou, sendo designado sucessivamente vigário-geral da Arquidiocese de Porto Alegre, Cônego e penitenciário do Cabido Metropolitano, Monsenhor e Arcebispo, responsável também pela Paróquia do Menino Deus e, finalmente, pela Paróquia do Rosário, em cuja igreja se encontra hoje seus despojos mortais.
Landell de Moura, no entanto, é mais conhecido pelo seu pioneirismo na ciência da telecomunicação, tendo desenvolvido uma série de pesquisas e experimentos que o colocam como um dos primeiros a conseguir a transmissão de som e sinais telegráficos sem fio por meio de ondas eletromagnéticas, o que daria origem ao telefone e ao rádio, senão o primeiro de todos, o que ainda é motivo de polêmicas. Vários testemunhos afirmam que ele vinha realizando testes bem sucedidos em ambas as modalidades de transmissão desde 1893 ou 1894.
Seu primeiro registro inconteste, documentado publicamente, é de 3 de junho de 1900, testando com sucesso aparelhos que transmitiram sem fio sons e sinais telegráficos. No Brasil, restritamente, é considerado o pioneiro em nível mundial. Em outros países sua realização permanece largamente ignorada embora fontes estrangeiras estejam aceitando a sua primazia.
Deixou projetos que apontam seu pioneirismo na transmissão de imagens sem fio, sendo considerado nacionalmente um precursor da televisão e das fibras ópticas.
Demonstrou paralelamente algum interesse pela homeopatia, pela psicologia e pelo espiritismo, abordados pelo viés da ciência.
Teve muitas dificuldades técnicas e financeiras para desenvolver suas pesquisas, trabalhou a maior parte do tempo sozinho e encontrou muita resistência e incredulidade por parte de autoridades e da população, o que impediu que seu reconhecimento em vida tivesse acontecido.
Roberto Landell de Moura é considerado um dos vários "pais" do rádio, no caso, o pai brasileiro do Rádio. Foi pioneiro na transmissão da voz humana sem fio (radio-emissão e telefonia por rádio) em dezembro de 1900, antes mesmo que outros inventores, como o canadense “Reginald Fessenden”, enquanto que Marconi se notabilizou por transmitir sinais de telegrafia por rádio, o qual somente transmitiu a voz humana em 1914.
Roberto Landell estudou com os Jesuítas de São Leopoldo (RS) a partir de 1879 antes de seguir para a Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Em companhia do irmão Guilherme, seguiu para Roma, matriculando-se em 1878, no Colégio Pio Americano e na Universidade Gregoriana onde estudou Teologia, Física e Química e se tornou sacerdote católico em 1886. Em Roma, iniciou os estudos de física e eletricidade. No Brasil, como autodidata continuou seus estudos, e realizou as suas primeiras experiências públicas na cidade de São Paulo, no final do século XIX. Um fato interessante é que por algum tempo substituiu o coadjutor do capelão do Paço Imperial, no Rio de Janeiro, e manteve longos diálogos científicos com D. Pedro II.
Nos Estados Unidos em 1904, o padre Landell registrou o transmissor de ondas, o telefone sem fio e o telégrafo sem fio. Além disso, inventou a válvula de três eletrodos, uma peça fundamental para o desenvolvimento da radiodifusão. De volta ao Brasil no ano seguinte, no Rio de Janeiro, o inventor solicitou ao Presidente Rodrigues Alves dois barcos para poder demonstrar o seu invento; ocasião em que foi tachado de "maluco e espírita" e teve seus equipamentos destruídos pela segunda vez.
Foi pioneiro na transmissão da voz, utilizando equipamentos de rádio de sua própria construção, patenteados no Brasil em 1901, e, posteriormente, nos Estados Unidos em 1904. E por utilizar a luz como meio de transporte de informação, Landell é considerado um dos precursores da fibra óptica.
Visto por uma população ignorante como herege, impostor, feiticeiro perigoso, louco, bruxo e padre renegado por seus experimentos envolvendo transmissões de rádio em São Paulo; pagou com sofrimento, isolamento e indiferença por sua posição de vanguardismo científico absoluto, chegando a dizer que, no futuro, haveria comunicação interplanetária.
Assim, falar de Padre Landell é falar do descaso científico e da falta de incentivo em Ciência e Tecnologia e em Pesquisa e Desenvolvimento no país.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

E depois do Impeachment?

De acordo com especialistas, o período de interinidade de Michel Temer trouxe certa melhora em relação às expectativas dos agentes econômicos (indivíduos, instituições e conjunto de instituições) e certo ar de tranquilidade à sociedade, ainda que alguns economistas alertem para não se deixar levar pelo excesso de otimismo, pois enquanto não se votar as medidas necessárias ao país e se comece a escrever novos rumos à nação, haverá sempre o risco de permanência ou de aprofundamento da crise.
Porém, com tantas dificuldades pela peculiaridade de ser um governo provisório, interino ele se inicia revertendo expectativas ruins fazendo com que o país deixasse de piorar colocando algum tipo de rumo para 2016 como queda do PIB de 3,2% - quando a previsão era de menos 4%; inflação próxima de 7,5% - contra uma inflação de 10,67% em 2015.
Já após o impeachment de Dilma Rousseff, o desafio do Governo definitivo de Michel Temer será o de equilibrar as contas públicas, retomar a confiança de empresários e de investidores e o de realizar as reformas estruturantes e institucionais exigidas ao estado brasileiro.
Não obstante a esses primeiros passos, lembremos que o governo Temer recebe definitivamente a mais pesada herança maldita da história macroeconômica do Brasil, quiçá da maioria dos países mundo afora, proporcionando um imenso entrave a ser transposto.
Por outro lado, tendo o novo governo um monumental desafio à frente, ao menos isso possa lhe conferir uma oportunidade única de poder contar com apoio parlamentar para realizar as profundas reformas institucionais que reponha o país novamente nos trilhos do crescimento, o que naturalmente somente ocorrerá no médio e longo prazo o que nos confere um longo caminho complexo e difícil a ser percorrido.
Mas, por qual razão o novo governo encontrará um cenário difícil e desafiador pela frente? Porque suas perspectivas econômicas de curto prazo para início de mandato são ruins em função do elevado grau de desorganização do ambiente político e econômico, deixados pelo governo que cai.
Assim, o maior desafio do novo governo será o de realizar um ajuste fiscal que permita evitar uma trajetória explosiva da dívida pública e resgatar a credibilidade do país. Para isto existem duas grandes oportunidades: uma delas é realizar um ambicioso programa de concessões em infraestrutura e uma negociação rápida de acordos internacionais, principalmente, com a União Europeia para que a economia possa se deslanchar.
Para tanto será indispensável buscar um melhor desempenho dos graus de liberdade na gestão orçamentária com o cumprimento da DRU (Desvinculação da Receita da União) que atualmente permite o uso livre de recursos federais da ordem de 20% das receitas em impostos, necessitando de uma desvinculação um pouco maior nestes tempos de crise para que o governo aloque mais adequadamente os recursos arrecadados da nação. Daí a solicitação ao Congresso Nacional de uma desvinculação de 30% da DRU, portanto acima dos 20% atuais.
Em seguida será necessário, uma discussão amadurecida e transparente com a sociedade brasileira para uma possível Reforma da Previdência Social com uma resolução para o longo prazo, pois se torna imprescindível convencer os agentes econômicos de uma mudança mais oblíqua na atual dinâmica do gasto público do país, algo que deva merecer continuidade dos próximos governantes a partir de 2018.
Por outro lado, Temer terá um campo enorme para avançar além das reformas constitucionais através de um vigoroso plano de privatizações da infraestrutura e logística nacional buscando recursos externos para o desenvolvimento pleno dessa área. Além disso, terá que realizar uma melhor caracterização das regras de conteúdo nacional e do marco regulatório do Pré-Sal, retornando ao regime de concessões para facilitar a entrada de recursos externos dado à precariedade de recursos governamentais e privados para os investimentos necessários à nossa infraestrutura.
Outro passo importante será o de buscar uma reformulação financeira para a crise de tesouraria de estados e municípios o que trará efeitos sobre a situação fiscal do governo central o qual deverá ainda estabelecer uma adequada atuação no câmbio, trabalhando um câmbio de equilíbrio evitando assim elevada valorização do real o que exigirá políticas complementares para fomentar as exportações, um dos poucos vetores de crescimento do qual o governo dispõe.
A despeito dos enormes desafios nos campos político e econômico que serão enfrentados, a expectativa é a de que o restabelecimento da governabilidade e o consequente encaminhamento de pontos chaves da agenda econômica resultarão em recuperação gradual da economia a partir do próximo ano.  
Dessa forma toda a engrenagem funcionará para a economia. Se ela der sinais positivos, todo o resto ficará mais simples. O  diálogo com o Congresso será fluido enquanto a chamada reforma política deverá se encaminhar a partir de consultas e diálogo com a sociedade civil.
Se Temer resolver o problema fiscal, viabilizar uma retomada do crescimento, não se opuser a Lava Jato (mesmo que isso o leve a ser implacável com eventuais aliados) e mantiver a palavra de não buscar a reeleição, ele passa de presidente que finalizou um mandato para um potencial estadista e com uma reforma política ou da Previdência ele sairia maior do que entrou.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Dinheiro traz felicidades para você?

Pesquisa realizada pelo escritório de estatísticas nacionais do Reino Unido, o “Office for Nacional Statistics” (ONS), com dados de 2011 e 2012, porém, divulgada recentemente revela que ter dinheiro investido em ações ou em investimentos traz mais felicidade para as pessoas do que possuir vários bens como imóveis ou carros na garagem. E ainda, que as pessoas preferem gastar mais o dinheiro ganho com viagens do que em adquirir coisas materiais.
Este estudo realizado no Reino Unido mostra também que o dinheiro não somente aumenta a felicidade como também reduz a ansiedade das pessoas, indicando ainda que quanto maior é a riqueza da pessoa, maior é o nível de satisfação com a vida e com a felicidade pessoal.
Já outro estudo realizado pela “Cornell University” (Universidade de Cornell), em Nova York e divulgado pela “FastCo”, traz algo parecido, mostrando que é as pessoas preferem gastar o dinheiro ganho com viagens para adquirir novas experiências de vida do que comprando ou adquirindo coisas materiais.
Falando estritamente sobre dinheiro precisamos compreender que, em realidade, não existem fórmulas mágicas para o enriquecimento das pessoas, porém, é possível criar caminhos que conduzam a uma vida próspera e feliz.
Dizia Machado de Assis: “O dinheiro não traz felicidade – para quem não sabe o que fazer com ele”. Aí está uma das sutilezas do dinheiro. Precisamos entender que a felicidade não está no dinheiro em si, mas sim no que ele pode fazer por nós. Desse modo, é preciso buscar uma relação mais saudável com ele o dinheiro.
Vivemos em um período marcado por denúncias de corrupção no qual a questão central está intimamente ligada a má utilização ou malversação (apropriação de fundos no exercício de um cargo) de recursos públicos. Isso nos trás a falsa sensação ou a certeza de que tudo é culpa do dinheiro; que o dinheiro é sujo; que o dinheiro é ruim; e assim por diante.
Por outro lado, ser bem-sucedido financeiramente não é um pecado mortal a ninguém, não é mesmo?
Segundo especialistas, é possível transformar o dinheiro em ferramenta de felicidade. Assim, nunca deixe de aprender! A internet democratizou o aprendizado e hoje vivemos em um mundo cheio de oportunidades e nunca foi tão fácil aprender, não somente, sobre finanças como também sobre tudo o que as pessoas tiverem interesse em conhecer e saber. Desse modo, aprenda o que puder e como puder! Busque, erre e experimente! Aprenda com os erros dos outros! Aprenda com a sua família! Aprenda!
Torne saudável sua relação com o consumo e com o crédito. Estamos passando por um momento delicado na economia brasileira. E nestes tempos de recessão, a tendência é de encarecimento do crédito que se torna algo caro.
Indispensável, porém, será a adoção de uma postura mais conservadora e franca com o dinheiro, apostando definitivamente no “consumo consciente” e no pagamento de compras genuinamente à vista.
É hora de diminuir a busca por empréstimos. Com tanta dívida e financiamento de tudo, não é possível! O caminho deve ser outro, mais focado em prioridades. Defina melhor os objetivos e passe a economizar e a poupar para conquistar um futuro melhor.
Nunca deixe de investir e poupar para o futuro. Por mais que seja um discurso repetitivo, não deixe de segui-lo. Vejam que os economistas falam muito sobre isso, mas em realidade, não se pratica nada disto. Por outro lado, o que isso traz a nós mesmos e ao país é uma realidade triste. Notem que o tempo passa muito rapidamente e vai haver um momento em que as pessoas chegarão à aposentadoria.
Dificuldades é a tônica de grande parte dos aposentados do país e grande parte deles sobrevive com o amparo ou financeiro de familiares e amigos, pois as aposentadorias e pensões não garantem nem mesmo a compra dos remédios. Pense nisso!
A expectativa de vida do brasileiro vem crescendo muito, mas para que o brasileiro desfrute com mais qualidade de vida deste tempo adicional de vida é fundamental que comece a se preparar o bolso o quanto antes; se possível comece desde o primeiro emprego, para aqueles que estão iniciando no mundo do trabalho. E para os demais, o quanto antes, pois depender dos governantes nunca foi uma boa opção aqui no Brasil.
Não esperemos mais para garantir o nosso futuro! Comece a se planejar! Considere como será sua realidade futura; identifique seus desejos, vontades e necessidades lá na frente! Aprenda que quanto maior for o tempo até lá, mais oportunidades e menores quantidades de dinheiro serão necessárias para construir o futuro ideal.
Para isso, três palavrinhas são mágicas: invista, invista e invista! De outro modo, ou você prepara seu próprio futuro ou terá que depender de outras pessoas para vivê-lo com alguma dignidade. Não pague para ver, isso pode se revelar muito caro!
Algumas coisas somos nós mesmos que as fazemos. Procure não depender totalmente dos outros, pois eles podem não atender suas expectativas de momento e de futuro.
Anote tudo, corte gastos, pague suas dívidas e comece a poupar e a investir. Aos poucos você notará uma mudança incrível em suas finanças e, por conseguinte, em sua própria vida!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Os Impostos nos Estados Unidos da América

Falar de impostos é sempre uma tarefa árdua tanto para quem escreve quanto para quem lê. No entanto, é um assunto necessário à cidadania, no sentido em que possamos fazer um comparativo entre as realidades tributárias do Brasil e a do chamado primeiro mundo. Vamos lá! Vou tentar ser didático.
Nos Estados Unidos o leão é o IRS (Internal Revenue Service/Serviço de Arrecadação Interna), equivalente a nossa Receita Federal que faz parte do “Department of Treasury” (Departamento do Tesouro). Portanto, é para esse órgão que os cidadãos americanos têm que prestar contas anuais, o qual caça os sonegadores e os colocam invariavelmente na cadeia, quando a sonegação ocorre.
Os impostos para o IRS são o “Federal Income Tax” (Imposto Federal sobre a Renda), o “Income Tax” (Imposto Estadual sobre a Renda - existente em alguns estados), o “Sales Tax” (Imposto sobre Vendas) e o “Property Tax” (Imposto sobre Propriedade).
O “Federal Income Tax”, equivalente ao nosso Imposto de Renda, possui uma alíquota única para todos os americanos. É o imposto pelo qual o cidadão americano é taxado de acordo com o montante de grana que recebe de salários ou investimentos durante o ano. Já o “Income Tax”, equivale também ao nosso Imposto de Renda, porém de natureza estadual, existe apenas em alguns estados.
Nos EUA o “Federal Income Tax” (Imposto sobre a Renda) é taxado anualmente, enquanto que por aqui os valores são taxados e recolhidos mensalmente, provocando uma espécie de financiamento do contribuinte ao ente público, o qual não possui a sensatez em corrigir adequadamente os valores durante o período do recolhimento do imposto e o período do procedimento da declaração do Imposto de Renda, chamado também de Ajuste Anual do Imposto, o qual o cidadão brasileiro processa a entrega de sua declaração do IR ao leão. Digo isso porque o dinheiro emprestado tem juntamente com o tempo do empréstimo a contrapartida em juros. Não estou incluindo aqui a inflação do período.
Considerando um cidadão americano que ganhe nos EUA US$ 60 mil, ele pagaria de “Income Tax” US$4.230 de imposto com uma alíquota de 7,05% sobre o seu salário anual.  Isso significa que em um dos estados com o “Income Tax” (Imposto sobre a Renda) mais elevado dos EUA, quem ganha US$ 60 mil por ano teria que trabalhar pouco menos de um mês para pagar esse tipo de imposto.
No Brasil um contribuinte que ganhe R$ 60 mil de salário por ano, equivalente a R$ 5 mil por mês (não considerando o 13º para equalizar a comparação, pois nos EUA não existe essa remuneração), somente de IR o contribuinte teria uma alíquota de 27,5%, porém, para os contribuintes que recebem acima de R$ 4.463,81. Notem que aqui no Brasil essas alíquotas são marginais, ou seja, apenas a parcela da renda acima desse limite é tributada pela alíquota máxima, não a renda toda como normalmente se entende. Isso ocorre pelo fato de a renda ser tributada por faixa de renda e de alíquotas. Assim, quem ganha R$ 60 mil no Brasil paga de IR o equivalente a R$ 4.633,40, correspondente a 27 dias de trabalho, portanto, com uma alíquota de 7,72%.
Quanto ao Imposto sobre a Renda não temos o que lamentar. Este imposto não é o principal tributo em termos de arrecadação no Brasil. Aqui a tributação é forte no consumo, ao contrário do que ocorre no exterior, onde o lucro e o patrimônio é que são mais taxados.
Já o “Sales Tax”, equivalente ao nosso ICMS, não conta com um tipo de alíquota para cada estado como aqui, tendo um modelo de tributação fácil de ser entendida pelo cidadão contribuinte. É o imposto que os americanos pagam na aquisição de produtos ou serviços. Assim, quando um americano compra um produto vem no “Receipt” (Nota Fiscal), a informação do valor do imposto pago com a alíquota fixa de 6% praticamente em todo o país, diferentemente do Brasil, onde cada produto tem uma porcentagem diferente de taxação e quase sempre muito elevada. O “Sales Tax” possui um limite máximo em cada estado tendo apenas uma pequena variação de condado para condado, o que eles chamam de “Local Sales Tax” (Imposto de Venda Local) ou simplesmente “Local Tax” (Imposto Local), embora existam estados onde não haja cobrança deste tributo.
Assim, enquanto nos EUA o consumo é taxado, majoritariamente, em 6%, no Brasil a tributação se equivale a 23,24%, onerando assim a população mais pobre.
Como exemplo, vamos pegar o estado do “Tennessee” nos EUA, onde o “Sales Tax” (Imposto sobre Vendas) é mais elevado. Em uma dúzia de ovos paga-se 9,45% de “Sales Tax”, em uma barra de chocolate paga-se 9,45% de “Sales Tax”, em um carro paga-se 9,45% de “Sales Tax”, enquanto, aqui no Brasil, temos para uma dúzia de ovos: 20,59% de imposto; para uma barra de chocolate: 38,60% de imposto e para um carro (um Celta 1.0 da GM): 37,55% de imposto.
Fazendo uso de uma lógica simples, podemos dizer que o “Income Tax” (Imposto sobre a Renda) penaliza o contribuinte por ganhar dinheiro e o “Sales Tax” (Imposto sobre Vendas), penaliza o contribuinte por gastar a sua renda, o seu dinheiro.
Assim, ter responsabilidade financeira é a chave. Por isso, para uma pessoa que gasta menos do que ganha, o ideal seria viver em um estado o qual não possua o “Income tax” (Imposto sobre a Renda) ou que tenha uma taxa deste imposto bastante baixa.
O “Property Tax” (Imposto sobre a Propriedade) é cobrado por cidades, condados ou áreas distritais designadas. Vale para todo tipo de propriedade, residencial, comercial e industrial. Assim, como o “Sales Tax”, o estado possui uma porcentagem máxima que pode ser cobrada, mas o valor pode variar de condado para condado, entre cidades ou áreas específicas. Desse modo existe por lá, um avaliador que determina o valor de mercado do imóvel e aplica uma porcentagem de imposto que será cobrada anualmente em relação ao imóvel avaliado.
Quando compilamos nossa carga tributária total aqui no Brasil, entregamos três meses e meio de salário para o nosso governo, porém, quando consideramos a contribuição ao INSS o cidadão brasileiro entrega 5 meses de trabalho no ano ao governo.
Como nos EUA existem estados que não cobram o “Income Tax” (Imposto sobre a Renda), e outros que não cobram o “Sales Tax” (Imposto sobre Vendas), isso oferece uma possibilidade imensa de você se planejar e escolher onde morar, pagando assim menos impostos.
Supondo que você consiga o “Green Card”, status de residente permanente nos Estados Unidos, pagando US$ 500 mil dólares para entrar no país como investidor ou abrindo uma filial de empresa, ou mesmo, por vínculo de cidadania você será um cidadão legal na terra do Tio Sam, daí vai ter direito a todos os benefícios que o país oferece de acordo com a cultura americana, porém, vai se tornar um contribuinte americano, um pagador de impostos, o que não é tão ruim por lá, comparativamente conosco. Porém, vai estar sujeito às leis americanas que focam claramente em direitos e deveres. Portanto, não haja por lá como um socialista barato que só deseja seus direitos e foge de seus deveres. Isso, simplesmente, não funciona por lá.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

As Olimpíadas

As Olimpíadas constituem um dos maiores eventos de massa do mundo e a sua origem remonta à Antiga Grécia, quando eram praticados jogos esportivos na cidade de Olímpia.
Com o declínio da civilização grega, as competições esportivas tornaram-se esparsas nas civilizações subsequentes. A proposta de resgatar a prática das olimpíadas e o seu sentido principal, a celebração da paz entre as nações por meio do esporte, só aconteceu no fim do século XIX, por intermédio de uma personagem histórica singular, o Barão de Coubertin.
Coubertin era membro da aristocracia francesa e pretendia instituir um Comitê Internacional de Jogos Esportivos, órgão que realizaria eventos competitivos periodicamente no continente europeu.
No contexto da época do Barão se vivia uma intensa competitividade industrial e política das potências imperialistas do século XIX, o que culminou na Primeira Guerra Mundial em 1914, o que veio a ser uma das razões para a criação de um Comitê Internacional de Jogos Esportivos; e isso se deu pela vontade justamente de produzir uma atmosfera amistosa entre as nações europeias.
Assim a proposta do Barão de Coubertin foi apresentada na União das Sociedades Francesas de Esportes Atléticos (USFSA) em 1892. Nessa proposta, estava a pretensão de criar um Comitê Olímpico Internacional inspirado nos antigos jogos realizados na cidade de Olímpia. Todavia, a criação efetiva do comitê ocorreu apenas dois anos depois, em 23 de junho de 1894, sendo que esse comitê teve como secretário-geral Coubertin e, como presidente, o grego Demetrius Vikelas.
Por intermédio de Vikelas, os primeiros jogos olímpicos foram realizados em Atenas, na Grécia, entre os dias 06 e 15 de 1896. Apesar das muitas interrupções em virtude das consequências geradas por guerras, os jogos olímpicos acabaram consolidando-se ao longo do século XX, gerando uma especialização de esportistas nunca antes vista o que tornou as Olimpíadas um dos mais expressivos eventos de massa do mundo.
Atualmente o maior evento esportivo do mundo transformou-se também no maior espetáculo televisivo dos nossos tempos. A espetacularização do esporte impulsionada pela TV traz sempre a discussão se a mídia é positiva para manter vivos os ideais olímpicos.
No passado os corredores na realidade eram pessoas ricas, portanto, da elite da época. Houve momentos também em que os atletas participantes das Olímpiadas eram apenas amadores, hoje não.
Por outro lado, existiam aqueles que assistiam aos jogos onde se traduz o esporte também como entretenimento.
O esporte é considerado um fenômeno cultural muito vasto e das várias dimensões que o esporte possui uma delas é a de entretenimento.
Como bom entretenimento o esporte vai cada vez mais em direção à qualidade do atleta buscando ou desenvolvendo atletas cada vez mais rápidos, hábeis, fortes e competitivos que se traduzem hoje nos atletas de alto rendimento ou de elevada performance, e para que isso seja possível, o atleta precisa de muito treinamento para seu desenvolvimento.
Como tudo isso veio num crescendo a profissionalização do esporte proporcionou a entrada de todos nas competições, ou seja, a entrada dos melhores, independentemente de classe social.
Para que isso tudo seja possível alguém precisa financiar o espetáculo e quem põe dinheiro nas Olímpiadas hoje é a TV, é a mídia e os estados patrocinadores que infelizmente cobra a conta da sociedade através de impostos ou deixando de atender parte das necessidades coletivas da população em questão, hoje no caso no Brasil, a população brasileira.
Já para quem pratica o esporte, para o atleta em si, ele normalmente fica focado nos treinamentos e numa série de valores como capacidade e qualidade para atender às diversas modalidades de competições seja eles talentos natos ou não, ou talentos desenvolvidos através da persistência, da disciplina, da ética que evita o “dopping”, etc.
Já para quem assiste ao espetáculo, o que conta é a história tanto dos jogos quanto dos atletas, é o estilo do atleta que revela o contexto da sociedade em que vive e também a história de superação do atleta onde entra o lado emocional, onde se encaixa a mídia com a espetacularização dos jogos.
Falando um pouco das estatísticas iniciais da competição podemos dizer que os gastos com as Olimpíadas no Brasil já somam mais de R$ 36 bilhões. Por outro lado, somente em direitos de transmissão o Comitê Olímpico Internacional já arrecadou mais de R$ 10 bilhões. E as principais emissoras de TV do Brasil compraram os direitos de transmissão com centenas de milhões de dólares.
As emissoras estão investindo alto na cobertura dos jogos. A “NBCUniversal” que transmite em TV aberta, paga e internet para os EUA conta com 3.000 profissionais ocupando um edifício inteiro no Rio de Janeiro. O grupo Globo tem 2.000 funcionários envolvidos na cobertura Olímpica e o canal fechado Esporte TV conta com 16 canais transmitindo as Olímpiadas.
A internet também traz a sua transmissão deixando o público mais solto em relação aos horários televisivos.
O maior evento esportivo do mundo os jogos olímpicos serão disputados aqui no Rio de Janeiro este ano onde será a primeira vez em que a América do Sul sedia os jogos.
As olimpíadas de 2016 contarão com mais de 10.000 atletas, 42 modalidades esportivas, 204 países e bilhões de espectadores em todo o mundo. Estima-se que somente pela televisão cerca de 4 bilhões de pessoas acompanharão os jogos.
A primeira vez em que as Olimpíadas foram transmitidas pela TV aconteceu em 1936 em Berlim, na Alemanha.
Depois de uma interrupção de 12 anos por causa da Segunda Guerra Mundial as Olimpíadas aconteceram em 1948 na cidade de Londres, sendo as primeiras a serem transmitidas ao vivo em TV aberta.
Já os jogos Olímpicos de Tóquio em 1974 foram os primeiros transmitidos via satélite pela televisão e de lá para cá, as Olimpíadas se tornaram além de um espetáculo esportivo um grande espetáculo comercial e financeiro.
Voltando ao Barão de Coubertin, dizia ele que o importante era competir, porém hoje, além de competir podemos dizer que é o mais importante é faturar.