quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A Economia Mundial e os Efeitos no Brasil

A economia brasileira vem balançando há tempos. Nada foi feito para direcionar o país dentro de um contexto favorável em que o mundo passou desde os idos de 2003.
Agora, a situação que já não era boa ficou ainda pior com a recuperação da economia americana.
O Brasil ainda é muito dependente da poupança internacional, o que pode não parecer ao cidadão comum. Assim, os recursos que aportavam por aqui já não o fazem mais com tanta abundância e agora retorna à sua fonte mais segura, os Estados Unidos, a maior economia do planeta.
As dificuldades brasileiras começaram no ano passado já nas primeiras expectativas de os americanos reduzirem por lá os estímulos fiscais, fazendo a nossa moeda o Real a ter um resfriado e se enfraquecer diante do Dólar em 14,36%.
Porém, agora é prá valer. O Banco Central Americano o FED reduziu os estímulos fiscais da economia americana em US$ 10 bilhões em janeiro e repetiu a dose agora em fevereiro baixando mais US$ 10 bilhões, assim, os estímulos totais para a economia americana ficaram em US$ 65 bilhões, o que traz a expectativa se, realmente, o FED vai tomar esta medida a cada mês, sugando a abundância de dólares ao redor do mundo, fazendo com que a moeda dólar fique mais valorizada mundo a fora.
Em outras palavras o FED gastará US$ 65 bilhões ante US$ 85 bilhões mensalmente para comprar títulos do governo americano emitidos desde a crise do “Sub-prime” em 2007/2008. Assim governos e investidores acompanham a saída de capitais das economias emergentes, Brasil, no meio.
A justificativa para as medidas americanas vem da melhora nas taxas de desemprego, inflação baixa do país e melhora na economia em geral.
A previsão é de que com ganhos maiores para os investidores nos EUA atraia capital estrangeiro estacionado hoje nas economias emergentes.
O Brasil faz parte dos cinco grandes emergentes rotulados de Cinco Frágeis, juntamente com Turquia, Índia, África do Sul e Indonésia, ou seja, dos países em que os economistas consideram em situação mais desvantajosa para enfrentar um novo impacto externo, após sobreviverem à crise de 2007/2008.
Os principais dilemas que afligem os emergentes, Brasil no meio, são o que os investidores estrangeiros terão em mente ao reavaliar os seus portfólios de investimentos a partir de dessa retirada gradual dos estímulos monetários nos Estados Unidos.
Em uma primeira rodada os investidores irão retirar dinheiro de todos os países emergentes. Em uma segunda rodada, vão começar a diferenciar entre as economias emergentes que estariam em melhores condições e com mais credibilidade, dizem especialistas.
O recente descontentamento nos mercados, causado pela redução do programa de estímulo monetário pelos Estados Unidos, deixou claro a necessidade de governos de economias emergentes levarem a sério a urgência de reformas internas.
Com a redução dos estímulos monetários, o fluxo de liquidez fácil para o mercado mundial, que de algum tempo atrás propeliu queda recorde nas taxas de juros brasileiras (hoje elas retornaram a dois dígitos), afetará países devedores como o Brasil dentre outros.
Os problemas dos mercados em 2013 expuseram os desequilíbrios que estão se acumulando na economia brasileira, porém, não levou Brasília a resolvê-los. Os problemas variam de um crescente déficit no orçamento do governo a tentativas oficiais de conter a inflação por meio de contenção de aumentos em produtos e serviços administrados pelo próprio governo como os combustíveis.
Agora será necessário permitir que os preços se corrijam, o que provavelmente, conduzirá a uma queda no câmbio, alta na inflação e das taxas de juros.
Um segundo problema é que o Brasil está a caminho de um novo rebaixamento em sua classificação de crédito, além de enfrentar prováveis protestos políticos durante a Copa do Mundo.
Outra dificuldade é que muitas corporações brasileiras emitiram papéis denominados em dólar, portanto, fazendo dívida em dólar e o governo brasileiro vem perdendo ‘superávits’ em conta-corrente (comércio internacional) gerando ‘déficits’ por conta dos baixos preços das ‘commodities’ brasileiras no mercado internacional, dificultados ainda pela necessidade crescente de financiamento externo.
Quando se olha para os números de longo prazo do Brasil, é assustador. Ou seja, durante a bonança por que passou o mundo, o Brasil foi um dos países que mais negligenciou a sua infra-estrutura na América Latina, e onde o investimento relativo ao PIB avançou menos.
Pois é, são temas relativos à educação, infra-estrutura, investimentos, etc. E sob estes aspectos o Brasil não teve, infelizmente, um bom desempenho.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O Dia Nacional do Aposentado

No último dia 24 de janeiro aconteceu sem muita vibração pelos brasileiros, especialmente, pela classe política detentora do poder desde 2003, o Dia Nacional do Aposentado.
A data do dia do aposentado foi escolhida porque nesse mesmo dia, em 1923, ocorreu a assinatura da Lei Eloy Chaves, criando, na época, a caixa de aposentadorias e pensões para os empregados de todas as empresas privadas das estradas de ferro existente no país. Assim, este episódio se tornou o marco histórico da Previdência Social, que até então atendia apenas os funcionários do governo federal. E é por isso, que no Dia do Aposentado também se comemora o Dia da Previdência Social.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constam que no Brasil o número de idosos acima de 60 anos supera o de crianças de menos de 5 anos de idade em 17,9%. Nas Regiões Sul e Sudeste esse percentual ficou em 47%. Já nas demais regiões, o grupo etário desses idosos ainda é menor do que o de crianças.
Segundo cálculos do IBGE, há um aumento médio de 144 dias na expectativa de vida para trabalhadores que hoje têm entre 40 e 80 anos. Esse resultado indica uma perda média de 1,67% no valor da aposentadoria por tempo de trabalho em relação ao benefício solicitado até novembro de 2013.
Envelhecer faz parte do jogo da vida, mas o grande mérito da vida é viver e conviver com dignidade todas as suas fases e ter bons motivos para comemorar cada acontecimento, com alegria com energia e equilíbrio.
Embora esquecidos, seria muito justo homenagear quem durante muito tempo lutou por si e pelos seus, produzindo e consumindo, participando ativamente da vida econômica e social do país.
O Dia do aposentado é também dia de histórias sempre contadas para lembrar que a vida é reciclada a cada dia. É dia de falar dos amigos. Dos companheiros de todas as batalhas, dos cúmplices de todos os sonhos, de quem ficou pelo caminho, de quem deixamos pela estrada, de quem nos ligamos pelo cimento da união.
Aposentado é aquele que merece olhar sossegado tudo o que ajudou a construir ao longo da vida – filhos, netos, casas, praças, parques, avenidas, igrejas, empresas, bancos, estradas, bares, até satélites.
Seria justo uma comemoração verdadeira a esses gigantes porque ainda há força e alegria. Força para provar que ainda há muita vida, força para lutar pela garantia das conquistas, e alegria para compartilhar com as novas gerações a experiência e a memória dos anos vividos.
Assim, seria dia de homenagear a todos que se permitem sair para pescar, caminhar, visitar amigos e parentes, viajar, ou mesmo ficar sentados em uma cadeira de balanço observando o mundo a seu redor.
Infelizmente os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) não tiveram o que celebrar em 2014. O reajuste de 5,56% concedido recentemente pelo governo está aquém das expectativas daqueles que trabalharam durante toda a sua vida, não cobrindo a inflação e nem mesmo as perdas do poder de compra da classe.
Deste modo o Senado e a Câmara dos Deputados têm a obrigação de discutir e votar um projeto que ponha fim as dificuldades com que passa esta classe tão importante da sociedade e apresentar alternativas que possam assegurar uma reposição justa e verdadeira para todos os beneficiários do sistema previdenciário, pois, os aposentados têm sido sistematicamente desrespeitados e tratados com descaso pelas autoridades vigentes.
O país conta com 30 milhões de aposentados sendo 72% deles com ganho de apenas um salário mínimo de R$724,00. Os reajustes não acompanham a inflação para aqueles que ganham acima do salário mínimo e nos últimos 18 anos, já se contabiliza 76% de perdas nos salários e benefícios.
Existe um projeto de lei, PL 4434 que prevê a recuperação dessas perdas salariais que, lamentavelmente, ainda não entrou em pauta, pois dados de especialistas consideram perdas relacionadas a 10 anos de trabalho duro.
Pesquisa divulgada em janeiro realizada pela consultoria global “Natixis Global Asset Management” mostra o ranking de como os países trata os seus aposentados.
Longe de alcançar as primeiras posições entre os 150 países estudados, o Brasil ficou em 40º lugar. A pesquisa considerou indicadores de saúde, finanças, qualidade de vida e bem estar material.
Assim, o país que concede as melhores práticas para os aposentados é a Noruega, seguida de Suíça e Luxemburgo.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O mês de Janeiro e a concentração de despesas

O mês de janeiro aqui no Brasil é sempre marcado pela concentração de alguns gastos extras como impostos (IPTU e IPVA) e despesas com materiais escolares. Daí, cuidar-se com uma boa administração financeira é fundamental.
Quanto aos materiais escolares o que se percebe nessa época é que, livrarias e papelarias ficam abarrotadas de pessoas em busca desses materiais e em cidades maiores isso ocorre, muitas vezes, com pouco tempo e espaço para observar, pesquisar materiais e lojas para a tomada de decisões coerentes com o orçamento familiar.
Lembre-se sempre que fazer uma pesquisa de preços é essencial. Atualmente, com toda a tecnologia à disposição é possível pesquisar os materiais escolares pelos sites das livrarias e papelarias, bem como enviar uma lista do material de seus filhos por e-mail e solicitar um orçamento (algumas lojas fazem isso).
Uma boa opção para conter gastos são as compras coletivas do material em papelarias que vendam no atacado. Em muitas cidades, há empresas que operam tanto no varejo quanto no atacado. Os consumidores podem se organizar e combinar com parentes, amigos, vizinhos e até mesmo com os pais dos colegas dos filhos que estudam na mesma escola e de preferência no mesmo ano escolar.
Como as listas de materiais serão as mesmas, os materiais comuns podem ser comprados por um preço unitário menor coletivamente.
Outra questão importante é o reaproveitamento do material utilizado no ano anterior, desde que haja condições, claro, bem como utilizar-se de trocas e até mesmo de doações de livros. Também vale pesquisar preços em sebos que vendam livros usados em boas condições.
E para as crianças menores, é muito importante a conscientização para evitar o desperdício do material – muitos quebram os lápis, estragam as canetas, rasgam as folhas de cadernos, despejam cola em excesso – para que os pais não tenham que repor parte desses itens ao longo do ano.
É possível economizar na compra do material escolar. Mas, além disso, é possível ainda se programar melhor para 2015.
Vale à pena, por exemplo, antecipar a matrícula escolar e as compras do material para dezembro de 2014. Geralmente as escolas dão desconto para quem antecipa o pagamento, pois elas precisam de caixa para pagar 13º salário e férias de professores. As papelarias e livrarias também estão mais vazias (boa parte das pessoas estão em compras natalinas) e os preços podem ser menores do que após a virada do ano.
Veja também quanto pagou de matrícula e quanto gastou de material escolar, divida por 12 e aplique mensalmente esse valor, mesmo que seja numa caderneta de poupança. Ah, e nada de guardar em cofrinho, pois não rende juros!
Uma questão muito importante a ser observada pelos consumidores é se há muita semelhança entre os preços, sobretudo de livros. Isso pode ocorrer se as editoras tabelarem os seus preços e combinarem com as livrarias, de modo a evitar a concorrência. O ato de combinar preços caracteriza o que chamamos de “cartel”.
O Ministério da Justiça define esta modalidade de combinação assim: "um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para fixação de preços ou quotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação por meio de ação coordenada entre concorrentes com a intenção de eliminar a concorrência, com o consequente aumento de preços e redução de bem-estar para o consumidor é ilícito administrativo, é crime, punível com pena de 2 a 5 anos de reclusão ou multa, nos termos da Lei nº. 8.137/90."
Caso isso seja percebido pelos consumidores, os mesmos podem solicitar uma investigação ao próprio Ministério da Justiça. Utilize o site do Ministério para informações detalhadas.
Boas compras!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A Caminho do Santuário

A caminho do Santuário do Bonfim na Rua Graciliano Ramos no bairro Cidade Nobre encontramos várias pedras no caminho de quem deseja chegar ao Templo para orar.
A caminho do Santuário existem várias calçadas. Existem várias calçadas ruins a caminho do Santuário. E como as calçadas são ruins, não somente a caminho do Santuário, mas na cidade toda!
A caminho do Santuário existe um sinal de trânsito. Existe um sinal de trânsito a caminho do Santuário que cruza a Rua Graciliano Ramos com a Avenida Simon Bolívar. A sinalização de trânsito é muito bem-vinda como disciplinadora do trânsito, porém, esta sinalização, específica, tem um tempo muito pequeno destinado aos pedestres que se seguem em direção ao Santuário. Assim, pessoas idosas têm uma dificuldade imensa em atravessar o local tendo que correr sem as devidas condições para isso, ou mesmo tendo que atravessar a avenida com o sinal vermelho, o que certamente é ainda pior.
A caminho do Santuário tem um Clube. Tem um Clube a caminho do Santuário que se chama “Ipanimas” que tem uma calçada ruim e mal feita. Além da calçada os diretores do Clube insistiram em plantar árvores na calçada e lamentavelmente ficou ruim. Plantar árvores nos arredores do Clube ou em qualquer outro lugar é sempre uma boa prática, mas estas árvores, especificamente, foram plantadas sem o devido cuidado e com um agravante, por debaixo da fiação elétrica. Em realidade, a cidade inteira está com esse problema, árvores são plantadas debaixo da fiação elétrica e isto me parece não ser uma atividade sensata. As árvores irão crescer e certamente irão atingir a fiação elétrica. Logo em seguida virá o serviço da CEMIG e fará uma poda para aliviar os problemas causados na fiação elétrica, porém, a CEMIG pratica uma poda ruim, mal feita e deselegante. Não seria mais prático ter como norma nas prefeituras o plantio de árvores apenas do lado da rua onde não existem as fiações elétricas? Mas, não fiquemos somente nisto, além do plantio de árvore de forma inadequada pelo “Clube Ipaminas”, o corte da calçada para fazer o vão de plantio das árvores invade quase a metade da calçada dificultando a passagem das pessoas a caminho do Santuário.
A caminho do Santuário existe um órgão público da prefeitura. Existe um órgão público da prefeitura a caminho do Santuário que se chama SUPLAN. Mas, como é feia e mal organizada a SUPLAN! E esse descaso e falta de organização impacta visualmente mal aos olhos dos usurários do Santuário, principalmente, aos olhos dos visitantes do Templo. Não seria o caso e o momento de fazer um muro em todo o entorno da SUPLAN melhorando o visual da área entre escola Polivalente e o Santuário do Senhor do Bonfim?
Nos arredores do Santuário existe o seu entorno. Existem o entorno nos arredores do Santuário que se olhados detidamente verificaremos que são realmente ruins.
Assim, a caminho do Santuário tem um Colégio. Tem um colégio a caminho do Santuário que se chama Colégio Polivalente onde existe uma área imensa toda vazia que faz parte do entorno do Santuário. Não seria interessante construir um jardim nesta área facilitando e melhorando o visual para o Santuário e também para a escola que certamente agradeceria a atuação da administração pública, deixando a região mais bonita e acolhedora para todos?
A caminho do Santuário existem as ruas da cidade. Existem as ruas da cidade a caminho do Santuário. Mas, não são ruas quaisquer são ruas mal sinalizadas, mas onde foram parar as placas das esquinas das ruas para indicar às pessoas em quais ruas elas estão ou em qual direção atingir para se chegar à rua pretendida? A caminho do Santuário faltam placas sinalizadoras das ruas. Faltam placas sinalizadoras das ruas na cidade toda!
As ruas da cidade parecem tobogã. Parece “tobogã para automóveis” as ruas da cidade com tantos remendos de operações “tapa buracos” os quais não se chega a resultado algum. Parece-me que a cidade está pedindo um asfaltamento decente em toda a sua extensão.
A caminho do Santuário existem várias pedras no caminho. Existem várias pedras a caminho do Santuário, assim como na cidade toda!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Finlândia, um grande exemplo a ser seguido!

A Finlândia não tem muitos recursos naturais, portanto, não tem ouro nem outros recursos importantes provenientes da natureza. Seu recurso mais valioso é o próprio povo, frase dita e cantada em seu próprio hino nacional.
Assim, eles investem maciçamente em seu povo. Lá, toda pessoa tem de receber formação, ou seja, educação, para ir tão longe quanto a sua capacidade permitir. Uma diretriz seguida à risca.
Segundo o seu modo de ser, não é suficiente que uma sociedade possua algumas pessoas muito capacitadas. Toda a sociedade tem de ter a possibilidade de formação durante toda a sua vida.
Não basta que uma criança pobre receba alguma formação quando pequena. Ela tem de poder estudar o quanto quiser. E a Finlândia tem sido um dos países mais competitivos nas estatísticas internacionais com apenas 5 milhões de habitantes. Imagine o que fariam com 190 milhões?
Se o Brasil busca inspiração para enfrentar dois de seus principais problemas (educação e corrupção), dificilmente poderia deixar de visitar um lugar mais apropriado como a Finlândia.
A presidente finlandesa, Tarja Halonen, adianta algumas dicas: “investimento maciço em educação (6% do PIB na Finlândia, sem contar valores em pesquisa); transparência no governo; e fidelidade partidária”.
É muito importante ter a coragem de alocar os recursos principais para a educação básica, ressalta ela.
Um povo educado elegerá dirigentes honestos e competentes. Estes escolherão os melhores assessores.
Um povo educado não tolera corrupção. Um povo educado sabe muito bem diferenciar um discurso sério e uma falação demagógica.
Um povo ignorante desperdiça seus recursos e se empobrece a cada dia. Um povo ignorante vive de se iludir. Um povo educado prospera mesmo em condições adversas!
A Finlândia possui uma economia de mercado altamente industrializada, com produção “per capita” (por pessoa) maior que a do Reino Unido, França, Alemanha e Itália. O padrão de vida finlandês é elevadíssimo. O setor chave de sua economia é a indústria, principalmente, madeireira, metalurgia, engenharia, telecomunicações (destaque para a Nokia) e produtos eletrônicos diversos.
O comércio externo é importante, representando cerca de 1/3 do PIB filandês. Com exceção de madeira e de alguns minerais, a Finlândia depende de importações de matérias primas, energia, e alguns componentes de bens manufaturados. Mas resiste e se destaca com aplicação de seu diferencial humano.
A Finlândia é uma república parlamentar com um governo central baseado em Helsinque e os governos locais baseados em 348 municípios. A Finlândia faz parte da União Européia desde o seu início, portanto, faz parte da Zona do Euro. O país foi classificado como o segundo mais "estável" do mundo, depois da Dinamarca, em uma pesquisa baseada em indicadores sociais, econômicos, políticos e militares.
A Finlândia teve um atraso relativo no seu processo de industrialização, permanecendo como um país essencialmente agrário até os anos de 1950. Posteriormente, o desenvolvimento econômico foi rápido e o país atingiu um dos melhores níveis de renda e qualidade de vida do mundo já na década de 1970. Entre 1970 e 1990, a Finlândia construiu um Estado de bem-estar social.
A Finlândia é um país desenvolvido, de primeiro mundo, muito bem colocado nas mais diversas comparações socioeconômicas internacionais, cuja população usufrui de um altíssimo nível de desenvolvimento humano, refletido pelo país possuir alguns dos melhores índices de qualidade de vida, educação pública, transparência política, segurança pública, expectativa de vida, bem estar social, liberdade econômica, prosperidade, acesso à saúde pública, paz, democracia e liberdade de imprensa, se destacando assim dentre os principais países do mundo.  As cidades do país também estão entre as "mais habitáveis" do mundo, figurando entre as mais limpas, as mais seguras e as mais organizadas do mundo. Em 2009, o país foi classificado na 1ª posição do “Índice de Prosperidade Legatum”, o qual identifica desempenho econômico e qualidade de vida.
Bom ano novo a todos!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O Tamanho do Estado Brasileiro na Economia

O que, exatamente, faz o governo num país de economia complexa como o Brasil? O governo brasileiro regula a atividade econômica. O Estado é dono de muitas empresas. É sócio de empresas que não controla totalmente. E ainda é dono de bancos mastodônticos e de companhias gigantescas, que detêm participações em uma fauna de empresas de todas as espécies. Para não falar no controle que exerce sobre os fundos de pensão das estatais, os maiores investidores do mercado. De diferentes formas, o governo interfere na gestão de algumas das maiores empresas privadas nacionais, em setores tão distantes quanto metalurgia, criação de animais para abate ou telefonia. A teia de interesses estatais nos negócios é tão complexa, tem tantas facetas e envolve tantos conflitos de interesse que o próprio governo não consegue avaliá-la de modo preciso. Nem o Ministério do Planejamento, a que está ligado o Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais, nem a Secretaria do Tesouro Nacional, que controla o caixa federal, sabem quantas empresas no país têm participação estatal. E não há, em nenhuma repartição de Brasília, um diagnóstico completo da atuação e da influência do governo sobre nossa economia.
O governo é um dinossauro insaciável. Nunca tivemos um capitalismo de estado tão evidente, ressaltam especialistas.
A revista ÉPOCA com o apoio da empresa de informações financeiras Economática dedicou-se a desfazer o nevoeiro que encobre essa questão. Mergulharam em relatórios ministeriais, balanços e planilhas de dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), das estatais, da Bolsa de Valores e das empresas privadas sob influência do governo. Coletaram-se participações do governo federal através de um critério conservador para estimar o tamanho do Estado, por omitir as estatais em poder de Estados e municípios. Mesmo assim, o levantamento inédito, cujos resultados são apresentados estão disponíveis de modo interativo em “epoca.com.br” e revela um quadro preocupante. No futebol da economia brasileira, o governo não é apenas juiz, bandeirinha, técnico, zagueiro e artilheiro ao mesmo tempo. Ele também corta o gramado do estádio, costura as redes e – se quiser – pode até mexer no tamanho das traves.
De acordo com o levantamento, existem hoje no país pelo menos 675 empresas de todos os setores com algum tipo de participação ou influência do governo federal. São participações diretas ou indiretas do Tesouro, dos bancos e das empresas estatais ou dos fundos de pensão (entidades híbridas, inegavelmente na órbita do governo).
Levando em conta apenas as 628 empresas, não financeiras, o faturamento soma R$ 1,06 trilhão, algo como 30% do nosso Produto Interno Bruto (PIB) ou 2,5 vezes as vendas dos 50 maiores grupos privados nacionais. Nas 247 empresas não financeiras controladas pelo governo, as vendas somam R$ 468,5 bilhões, ou 13% do PIB. E o valor de mercado das 99 empresas cujas ações são negociadas na BM&FBovespa totaliza R$ 1,7 trilhão, ou 71% do valor de mercado das empresas na Bolsa. A interferência do Estado na economia via estatais, BNDES e fundos de pensão é tão intensa que, durante a pesquisa, ÉPOCA teve de atualizar os dados de muitas companhias que receberam recentemente dinheiro do governo, como o frigorífico JBS ou a Cipher, especializada em sistema de segurança de informação.
No Brasil, a visão do Estado-empresário nunca teve dificuldades para angariar fãs. A partir do governo Lula, houve uma mudança no entendimento do papel que o Estado deve ter no capitalismo brasileiro. O Partido dos Trabalhadores renegou a privatização, começou a gastar demais e a interferir na gestão de empresas privadas. Começou a aparecer essa face do PT, de que o governo deve ser o agente mais importante de uma economia como a nossa. Os brasileiros amam o Estado e quer mais Estado, dizem os especialistas. Infelizmente a idéia de que o governo resolverá todos os problemas está entranhada na cultura nacional, o que não corresponde necessariamente à verdade.
Em seus oito anos de governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou sete novas estatais: o Banco Popular do Brasil (BPB), que nem existe mais, a Hemobrás (para fabricação de hemoderivados), a Empresa Brasileira de Comunicações (EBC), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Pré-Sal Petróleo, a Ceitec (para fabricar chips e microcondutores) e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, designada pela impronunciável sigla EBSERH, cujo objetivo seria prestar serviços gratuitos e apoiar o ensino e a pesquisa nos hospitais universitários federais (esta última não vingou, pois a medida provisória que a criava caducou). Além de criar as novas empresas, Lula investiu quase R$ 100 bilhões nas estatais já existentes e concedeu a elas empréstimos do Tesouro de quase R$ 200 bilhões, principalmente ao BNDES. Houve ainda o renascimento de estatais como a Telebrás, a holding de telefonia cujas subsidiárias foram privatizadas em 1998, e os investimentos bilionários feitos por BNDES, estatais e fundos de pensão na compra de participações em grandes grupos privados.
No governo da presidente Dilma Rousseff, o avanço do Estado sobre o mundo dos negócios continua em ritmo acelerado. Num leilão realizado em 2011, o Banco do Brasil (BB) ganhou o direito de explorar o Banco Postal, a rede de serviços bancários dos Correios, a partir de 2012. Com um lance de R$ 2,3 bilhões, o BB superou a oferta do Bradesco, que operava o Banco Postal desde 2002.
Ainda em 2011, o BNDES anunciou a conversão de uma dívida de R$ 3,5 bilhões do JBS, o maior frigorífico de carne bovina do mundo, em ações e ampliou sua fatia no capital da empresa de 17% para 31%. Quase ao mesmo tempo, o governo patrocinou a troca de comando da empresa Vale, a segunda maior mineradora global, por discordar de sua política de investimento. Embora afastado da Vale desde a privatização, em 1997, o governo usou sua força nos fundos de pensão que detêm o controle da empresa, para impor uma diretoria simpática a seus planos.
O Congresso Nacional aprovou um projeto do governo em 2011 que criou mais uma estatal, a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav), para gerenciar o projeto do trem-bala entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro que teria financiamento de R$ 20 bilhões a juros camaradas do BNDES (20% acima do gasto previsto para o programa Bolsa Família).
Embora a decisão de privatizar os aeroportos, como aconteceu, seja importante, ela não significa que Dilma tenha subitamente aderido à causa da privatização, palavra demonizada por ela mesma durante a campanha eleitoral. A medida reflete apenas o reconhecimento tardio de que o governo não tem dinheiro para modernizar os aeroportos e prepará-los para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Só que o país precisa investir pesado em infra-estrutura nos próximos anos – e não apenas para a Copa e a Olimpíada. Os gargalos de nossa economia oneram toda a produção e reduzem a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. Além dos aeroportos, é preciso modernizar e ampliar portos, estradas, ferrovias, a geração e distribuição de energia e os sistemas de água e esgoto. De acordo com cálculos do BNDES, as obras exigirão R$ 1 trilhão até 2014. E o governo não tem os recursos necessários para bancá-las. Apesar de sermos um país que optou por ter um Estado grande, temos um Estado que investe muito pouco, comentam especialistas. Também falta poupança interna para financiar todos os investimentos necessários. Sem o capital estrangeiro, portanto, é impossível formatar o Brasil.
Afinal, “Não é o tamanho do Estado que importa, é o que o governo faz”, diz o economista americano Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia de 2001. 

domingo, 15 de dezembro de 2013

A diferença entre iPhone, iPod e iPad

Vivemos na era digital. Desta forma, a nossa dependência aos aparelhos tecnológicos é cada vez maior. Desde as crianças até os idosos todos estão de alguma maneira se adaptando à nova realidade. Assim, feliz ou infelizmente, as pessoas simplesmente já não se imaginam sem seus “smartphones”, “tablets” e “notebooks”.
As funções desses aparelhos são bem variadas e nos ajudam em nosso dia a dia, tornando nossos afazeres mais práticos, produtivos e divertidos.
Nesta área tecnológica, uma empresa tem tido enorme destaque desde que foi fundada: a Apple. Todo o mundo adora os seus aparelhos! Mas, com a velocidade de lançamento dos produtos eletrônicos e informatizados, tanto a Apple como as suas concorrentes, acabam por confundir os consumidores, que se perguntam, afoitos: qual a diferença entre tudo isso?
Pois bem! Vamos brevemente tentar passar a diferença entre iPhone, iPad e iPod! 
O iPhone é o aparelho celular mais famoso do mundo. Conhecido como “smartphone” foi lançado pela Apple em 2007 e revolucionou o mercado de telefonia móvel, pois apresentou, gradativamente, funcionalidades novas para um aparelho, como tela sensível ao toque, aplicativos (e uma loja para comprá-los), como loja de músicas, câmera fotográfica aprimorada, conexão à internet via 3G/4G e outras funções de deixar qualquer um de queixo caído, sendo o iPhone mais atual o iPhone 5.
Bem! Entre tantas funcionalidades, o iPhone também faz ligações telefônicas! Na realidade o iPhone é um dispositivo que tem em suas entranhas a interatividade e a interconectividade.
Atualmente não basta que os aparelhos tirem foto ou reproduzam música. É necessário que ele se torne um “microportal” para a vida on-line. Hoje navegamos na internet, consultamos o saldo do banco, lemos nossos e-mails, recebemos SMS, tiramos fotografias e as compartilhamos, blogamos, etc. Tudo da comodidade de nossos celulares.
O iPhone agregou ao aparelho de mão popular as funções que antes eram reservadas a aparelhos de uso corporativo, como interfaces pouco amigáveis e uso complicado. Ele ofereceu ao público em geral a capacidade de: navegar na internet e abrir páginas exatamente como um computador o faz (limitado por páginas em Flash); fazer e receber chamadas telefônicas; enviar e receber Mensagens Instantâneas SMS, MMS; enviar e receber e-mails; sincronizar e compartilhar informações (agendas, contatos, anotações); usar um GPS integrado (assistido em alguns modelos); tirar fotos; filmar (em alguns modelos); ouvir músicas, audiobooks, podcasts; assistir videocasts e vídeos; comprar e/ou instalar aplicativos que acrescentam mais recursos e aplicações ao aparelho (provindo de origem única, a AppStore).
O iPod surgiu para consolidar o mercado de músicas em mp3, tanto é que sua primeira versão deixava apenas que os usuários colocassem músicas no dispositivo. Hoje, o iPod é bem parecido – em todos os sentidos – com o iPhone, começando pelo visual. Ao colocarmos um aparelho ao lado do outro, percebemos algumas pequenas diferenças.
E, no que diz respeito às suas funções, o iPod faz praticamente as mesmas coisas: tem câmera (com resolução menor), suporte à loja de música, livros e aplicativos. Já o iPod não tem suporte, porém, as ligações telefônicas e a conexão à internet são feitas somente via Wi-Fi.
O iPod Touch é basicamente um MP3 player com vídeo e algo mais. Tendo um antepassado em comum com o iPhone, é similar em sua interface e operação. Basicamente é um iPhone sem o Phone. Ele não tem celular, GPS e em alguns modelos iniciais – câmera fotográfica.
Agora o iPad. Quando o iPad foi lançado, ele recebeu o “apelido” de iPhone gigante, por ser idêntico ao iPhone, mas com uma tela maior (enquanto o iPhone tem telas de 3,5 ou 4 polegadas, o iPad tem telas de 9,5 e 7,9 polegadas).
O interessante do iPad é como ele melhora a produtividade que já era muito boa no iPhone e por deixar atividades que podem ser feitas em um notebook ainda mais práticas. No iPad, você pode ver fotos de maneira mais fluída, pode montar apresentações e editar documentos de maneira fácil e rápida (o tamanho da tela é o fator que mais ajuda nessas atividades), ler livros em tamanho real e os jogos são mais divertidos na tela grande.
Outra dúvida bem recorrente é se o iPad é um tablet. Fiquem tranquilos, o iPad é sim um tablet! Assim como o iPhone é um celular e o iPod é como se fosse um iPhone sem a função de realizar chamadas. 
A recepção inicial do iPad não foi o sucesso absoluto esperado — mas com o tempo o aparelho caiu no gosto popular pelas exatas mesmas razões que o iPhone o fez: interface simples.
Se você é um daqueles que tem algum desses 3 dispositivos, tenho certeza de que você sente um grande amor por todos eles. Então, não deixe de cuidar bem dos seus “filhotes” e previna-se para tê-los sempre com a bateria carregada.