sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O mês de Janeiro e a concentração de despesas

O mês de janeiro aqui no Brasil é sempre marcado pela concentração de alguns gastos extras como impostos (IPTU e IPVA) e despesas com materiais escolares. Daí, cuidar-se com uma boa administração financeira é fundamental.
Quanto aos materiais escolares o que se percebe nessa época é que, livrarias e papelarias ficam abarrotadas de pessoas em busca desses materiais e em cidades maiores isso ocorre, muitas vezes, com pouco tempo e espaço para observar, pesquisar materiais e lojas para a tomada de decisões coerentes com o orçamento familiar.
Lembre-se sempre que fazer uma pesquisa de preços é essencial. Atualmente, com toda a tecnologia à disposição é possível pesquisar os materiais escolares pelos sites das livrarias e papelarias, bem como enviar uma lista do material de seus filhos por e-mail e solicitar um orçamento (algumas lojas fazem isso).
Uma boa opção para conter gastos são as compras coletivas do material em papelarias que vendam no atacado. Em muitas cidades, há empresas que operam tanto no varejo quanto no atacado. Os consumidores podem se organizar e combinar com parentes, amigos, vizinhos e até mesmo com os pais dos colegas dos filhos que estudam na mesma escola e de preferência no mesmo ano escolar.
Como as listas de materiais serão as mesmas, os materiais comuns podem ser comprados por um preço unitário menor coletivamente.
Outra questão importante é o reaproveitamento do material utilizado no ano anterior, desde que haja condições, claro, bem como utilizar-se de trocas e até mesmo de doações de livros. Também vale pesquisar preços em sebos que vendam livros usados em boas condições.
E para as crianças menores, é muito importante a conscientização para evitar o desperdício do material – muitos quebram os lápis, estragam as canetas, rasgam as folhas de cadernos, despejam cola em excesso – para que os pais não tenham que repor parte desses itens ao longo do ano.
É possível economizar na compra do material escolar. Mas, além disso, é possível ainda se programar melhor para 2015.
Vale à pena, por exemplo, antecipar a matrícula escolar e as compras do material para dezembro de 2014. Geralmente as escolas dão desconto para quem antecipa o pagamento, pois elas precisam de caixa para pagar 13º salário e férias de professores. As papelarias e livrarias também estão mais vazias (boa parte das pessoas estão em compras natalinas) e os preços podem ser menores do que após a virada do ano.
Veja também quanto pagou de matrícula e quanto gastou de material escolar, divida por 12 e aplique mensalmente esse valor, mesmo que seja numa caderneta de poupança. Ah, e nada de guardar em cofrinho, pois não rende juros!
Uma questão muito importante a ser observada pelos consumidores é se há muita semelhança entre os preços, sobretudo de livros. Isso pode ocorrer se as editoras tabelarem os seus preços e combinarem com as livrarias, de modo a evitar a concorrência. O ato de combinar preços caracteriza o que chamamos de “cartel”.
O Ministério da Justiça define esta modalidade de combinação assim: "um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para fixação de preços ou quotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação por meio de ação coordenada entre concorrentes com a intenção de eliminar a concorrência, com o consequente aumento de preços e redução de bem-estar para o consumidor é ilícito administrativo, é crime, punível com pena de 2 a 5 anos de reclusão ou multa, nos termos da Lei nº. 8.137/90."
Caso isso seja percebido pelos consumidores, os mesmos podem solicitar uma investigação ao próprio Ministério da Justiça. Utilize o site do Ministério para informações detalhadas.
Boas compras!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A Caminho do Santuário

A caminho do Santuário do Bonfim na Rua Graciliano Ramos no bairro Cidade Nobre encontramos várias pedras no caminho de quem deseja chegar ao Templo para orar.
A caminho do Santuário existem várias calçadas. Existem várias calçadas ruins a caminho do Santuário. E como as calçadas são ruins, não somente a caminho do Santuário, mas na cidade toda!
A caminho do Santuário existe um sinal de trânsito. Existe um sinal de trânsito a caminho do Santuário que cruza a Rua Graciliano Ramos com a Avenida Simon Bolívar. A sinalização de trânsito é muito bem-vinda como disciplinadora do trânsito, porém, esta sinalização, específica, tem um tempo muito pequeno destinado aos pedestres que se seguem em direção ao Santuário. Assim, pessoas idosas têm uma dificuldade imensa em atravessar o local tendo que correr sem as devidas condições para isso, ou mesmo tendo que atravessar a avenida com o sinal vermelho, o que certamente é ainda pior.
A caminho do Santuário tem um Clube. Tem um Clube a caminho do Santuário que se chama “Ipanimas” que tem uma calçada ruim e mal feita. Além da calçada os diretores do Clube insistiram em plantar árvores na calçada e lamentavelmente ficou ruim. Plantar árvores nos arredores do Clube ou em qualquer outro lugar é sempre uma boa prática, mas estas árvores, especificamente, foram plantadas sem o devido cuidado e com um agravante, por debaixo da fiação elétrica. Em realidade, a cidade inteira está com esse problema, árvores são plantadas debaixo da fiação elétrica e isto me parece não ser uma atividade sensata. As árvores irão crescer e certamente irão atingir a fiação elétrica. Logo em seguida virá o serviço da CEMIG e fará uma poda para aliviar os problemas causados na fiação elétrica, porém, a CEMIG pratica uma poda ruim, mal feita e deselegante. Não seria mais prático ter como norma nas prefeituras o plantio de árvores apenas do lado da rua onde não existem as fiações elétricas? Mas, não fiquemos somente nisto, além do plantio de árvore de forma inadequada pelo “Clube Ipaminas”, o corte da calçada para fazer o vão de plantio das árvores invade quase a metade da calçada dificultando a passagem das pessoas a caminho do Santuário.
A caminho do Santuário existe um órgão público da prefeitura. Existe um órgão público da prefeitura a caminho do Santuário que se chama SUPLAN. Mas, como é feia e mal organizada a SUPLAN! E esse descaso e falta de organização impacta visualmente mal aos olhos dos usurários do Santuário, principalmente, aos olhos dos visitantes do Templo. Não seria o caso e o momento de fazer um muro em todo o entorno da SUPLAN melhorando o visual da área entre escola Polivalente e o Santuário do Senhor do Bonfim?
Nos arredores do Santuário existe o seu entorno. Existem o entorno nos arredores do Santuário que se olhados detidamente verificaremos que são realmente ruins.
Assim, a caminho do Santuário tem um Colégio. Tem um colégio a caminho do Santuário que se chama Colégio Polivalente onde existe uma área imensa toda vazia que faz parte do entorno do Santuário. Não seria interessante construir um jardim nesta área facilitando e melhorando o visual para o Santuário e também para a escola que certamente agradeceria a atuação da administração pública, deixando a região mais bonita e acolhedora para todos?
A caminho do Santuário existem as ruas da cidade. Existem as ruas da cidade a caminho do Santuário. Mas, não são ruas quaisquer são ruas mal sinalizadas, mas onde foram parar as placas das esquinas das ruas para indicar às pessoas em quais ruas elas estão ou em qual direção atingir para se chegar à rua pretendida? A caminho do Santuário faltam placas sinalizadoras das ruas. Faltam placas sinalizadoras das ruas na cidade toda!
As ruas da cidade parecem tobogã. Parece “tobogã para automóveis” as ruas da cidade com tantos remendos de operações “tapa buracos” os quais não se chega a resultado algum. Parece-me que a cidade está pedindo um asfaltamento decente em toda a sua extensão.
A caminho do Santuário existem várias pedras no caminho. Existem várias pedras a caminho do Santuário, assim como na cidade toda!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Finlândia, um grande exemplo a ser seguido!

A Finlândia não tem muitos recursos naturais, portanto, não tem ouro nem outros recursos importantes provenientes da natureza. Seu recurso mais valioso é o próprio povo, frase dita e cantada em seu próprio hino nacional.
Assim, eles investem maciçamente em seu povo. Lá, toda pessoa tem de receber formação, ou seja, educação, para ir tão longe quanto a sua capacidade permitir. Uma diretriz seguida à risca.
Segundo o seu modo de ser, não é suficiente que uma sociedade possua algumas pessoas muito capacitadas. Toda a sociedade tem de ter a possibilidade de formação durante toda a sua vida.
Não basta que uma criança pobre receba alguma formação quando pequena. Ela tem de poder estudar o quanto quiser. E a Finlândia tem sido um dos países mais competitivos nas estatísticas internacionais com apenas 5 milhões de habitantes. Imagine o que fariam com 190 milhões?
Se o Brasil busca inspiração para enfrentar dois de seus principais problemas (educação e corrupção), dificilmente poderia deixar de visitar um lugar mais apropriado como a Finlândia.
A presidente finlandesa, Tarja Halonen, adianta algumas dicas: “investimento maciço em educação (6% do PIB na Finlândia, sem contar valores em pesquisa); transparência no governo; e fidelidade partidária”.
É muito importante ter a coragem de alocar os recursos principais para a educação básica, ressalta ela.
Um povo educado elegerá dirigentes honestos e competentes. Estes escolherão os melhores assessores.
Um povo educado não tolera corrupção. Um povo educado sabe muito bem diferenciar um discurso sério e uma falação demagógica.
Um povo ignorante desperdiça seus recursos e se empobrece a cada dia. Um povo ignorante vive de se iludir. Um povo educado prospera mesmo em condições adversas!
A Finlândia possui uma economia de mercado altamente industrializada, com produção “per capita” (por pessoa) maior que a do Reino Unido, França, Alemanha e Itália. O padrão de vida finlandês é elevadíssimo. O setor chave de sua economia é a indústria, principalmente, madeireira, metalurgia, engenharia, telecomunicações (destaque para a Nokia) e produtos eletrônicos diversos.
O comércio externo é importante, representando cerca de 1/3 do PIB filandês. Com exceção de madeira e de alguns minerais, a Finlândia depende de importações de matérias primas, energia, e alguns componentes de bens manufaturados. Mas resiste e se destaca com aplicação de seu diferencial humano.
A Finlândia é uma república parlamentar com um governo central baseado em Helsinque e os governos locais baseados em 348 municípios. A Finlândia faz parte da União Européia desde o seu início, portanto, faz parte da Zona do Euro. O país foi classificado como o segundo mais "estável" do mundo, depois da Dinamarca, em uma pesquisa baseada em indicadores sociais, econômicos, políticos e militares.
A Finlândia teve um atraso relativo no seu processo de industrialização, permanecendo como um país essencialmente agrário até os anos de 1950. Posteriormente, o desenvolvimento econômico foi rápido e o país atingiu um dos melhores níveis de renda e qualidade de vida do mundo já na década de 1970. Entre 1970 e 1990, a Finlândia construiu um Estado de bem-estar social.
A Finlândia é um país desenvolvido, de primeiro mundo, muito bem colocado nas mais diversas comparações socioeconômicas internacionais, cuja população usufrui de um altíssimo nível de desenvolvimento humano, refletido pelo país possuir alguns dos melhores índices de qualidade de vida, educação pública, transparência política, segurança pública, expectativa de vida, bem estar social, liberdade econômica, prosperidade, acesso à saúde pública, paz, democracia e liberdade de imprensa, se destacando assim dentre os principais países do mundo.  As cidades do país também estão entre as "mais habitáveis" do mundo, figurando entre as mais limpas, as mais seguras e as mais organizadas do mundo. Em 2009, o país foi classificado na 1ª posição do “Índice de Prosperidade Legatum”, o qual identifica desempenho econômico e qualidade de vida.
Bom ano novo a todos!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O Tamanho do Estado Brasileiro na Economia

O que, exatamente, faz o governo num país de economia complexa como o Brasil? O governo brasileiro regula a atividade econômica. O Estado é dono de muitas empresas. É sócio de empresas que não controla totalmente. E ainda é dono de bancos mastodônticos e de companhias gigantescas, que detêm participações em uma fauna de empresas de todas as espécies. Para não falar no controle que exerce sobre os fundos de pensão das estatais, os maiores investidores do mercado. De diferentes formas, o governo interfere na gestão de algumas das maiores empresas privadas nacionais, em setores tão distantes quanto metalurgia, criação de animais para abate ou telefonia. A teia de interesses estatais nos negócios é tão complexa, tem tantas facetas e envolve tantos conflitos de interesse que o próprio governo não consegue avaliá-la de modo preciso. Nem o Ministério do Planejamento, a que está ligado o Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais, nem a Secretaria do Tesouro Nacional, que controla o caixa federal, sabem quantas empresas no país têm participação estatal. E não há, em nenhuma repartição de Brasília, um diagnóstico completo da atuação e da influência do governo sobre nossa economia.
O governo é um dinossauro insaciável. Nunca tivemos um capitalismo de estado tão evidente, ressaltam especialistas.
A revista ÉPOCA com o apoio da empresa de informações financeiras Economática dedicou-se a desfazer o nevoeiro que encobre essa questão. Mergulharam em relatórios ministeriais, balanços e planilhas de dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), das estatais, da Bolsa de Valores e das empresas privadas sob influência do governo. Coletaram-se participações do governo federal através de um critério conservador para estimar o tamanho do Estado, por omitir as estatais em poder de Estados e municípios. Mesmo assim, o levantamento inédito, cujos resultados são apresentados estão disponíveis de modo interativo em “epoca.com.br” e revela um quadro preocupante. No futebol da economia brasileira, o governo não é apenas juiz, bandeirinha, técnico, zagueiro e artilheiro ao mesmo tempo. Ele também corta o gramado do estádio, costura as redes e – se quiser – pode até mexer no tamanho das traves.
De acordo com o levantamento, existem hoje no país pelo menos 675 empresas de todos os setores com algum tipo de participação ou influência do governo federal. São participações diretas ou indiretas do Tesouro, dos bancos e das empresas estatais ou dos fundos de pensão (entidades híbridas, inegavelmente na órbita do governo).
Levando em conta apenas as 628 empresas, não financeiras, o faturamento soma R$ 1,06 trilhão, algo como 30% do nosso Produto Interno Bruto (PIB) ou 2,5 vezes as vendas dos 50 maiores grupos privados nacionais. Nas 247 empresas não financeiras controladas pelo governo, as vendas somam R$ 468,5 bilhões, ou 13% do PIB. E o valor de mercado das 99 empresas cujas ações são negociadas na BM&FBovespa totaliza R$ 1,7 trilhão, ou 71% do valor de mercado das empresas na Bolsa. A interferência do Estado na economia via estatais, BNDES e fundos de pensão é tão intensa que, durante a pesquisa, ÉPOCA teve de atualizar os dados de muitas companhias que receberam recentemente dinheiro do governo, como o frigorífico JBS ou a Cipher, especializada em sistema de segurança de informação.
No Brasil, a visão do Estado-empresário nunca teve dificuldades para angariar fãs. A partir do governo Lula, houve uma mudança no entendimento do papel que o Estado deve ter no capitalismo brasileiro. O Partido dos Trabalhadores renegou a privatização, começou a gastar demais e a interferir na gestão de empresas privadas. Começou a aparecer essa face do PT, de que o governo deve ser o agente mais importante de uma economia como a nossa. Os brasileiros amam o Estado e quer mais Estado, dizem os especialistas. Infelizmente a idéia de que o governo resolverá todos os problemas está entranhada na cultura nacional, o que não corresponde necessariamente à verdade.
Em seus oito anos de governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou sete novas estatais: o Banco Popular do Brasil (BPB), que nem existe mais, a Hemobrás (para fabricação de hemoderivados), a Empresa Brasileira de Comunicações (EBC), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Pré-Sal Petróleo, a Ceitec (para fabricar chips e microcondutores) e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, designada pela impronunciável sigla EBSERH, cujo objetivo seria prestar serviços gratuitos e apoiar o ensino e a pesquisa nos hospitais universitários federais (esta última não vingou, pois a medida provisória que a criava caducou). Além de criar as novas empresas, Lula investiu quase R$ 100 bilhões nas estatais já existentes e concedeu a elas empréstimos do Tesouro de quase R$ 200 bilhões, principalmente ao BNDES. Houve ainda o renascimento de estatais como a Telebrás, a holding de telefonia cujas subsidiárias foram privatizadas em 1998, e os investimentos bilionários feitos por BNDES, estatais e fundos de pensão na compra de participações em grandes grupos privados.
No governo da presidente Dilma Rousseff, o avanço do Estado sobre o mundo dos negócios continua em ritmo acelerado. Num leilão realizado em 2011, o Banco do Brasil (BB) ganhou o direito de explorar o Banco Postal, a rede de serviços bancários dos Correios, a partir de 2012. Com um lance de R$ 2,3 bilhões, o BB superou a oferta do Bradesco, que operava o Banco Postal desde 2002.
Ainda em 2011, o BNDES anunciou a conversão de uma dívida de R$ 3,5 bilhões do JBS, o maior frigorífico de carne bovina do mundo, em ações e ampliou sua fatia no capital da empresa de 17% para 31%. Quase ao mesmo tempo, o governo patrocinou a troca de comando da empresa Vale, a segunda maior mineradora global, por discordar de sua política de investimento. Embora afastado da Vale desde a privatização, em 1997, o governo usou sua força nos fundos de pensão que detêm o controle da empresa, para impor uma diretoria simpática a seus planos.
O Congresso Nacional aprovou um projeto do governo em 2011 que criou mais uma estatal, a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav), para gerenciar o projeto do trem-bala entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro que teria financiamento de R$ 20 bilhões a juros camaradas do BNDES (20% acima do gasto previsto para o programa Bolsa Família).
Embora a decisão de privatizar os aeroportos, como aconteceu, seja importante, ela não significa que Dilma tenha subitamente aderido à causa da privatização, palavra demonizada por ela mesma durante a campanha eleitoral. A medida reflete apenas o reconhecimento tardio de que o governo não tem dinheiro para modernizar os aeroportos e prepará-los para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Só que o país precisa investir pesado em infra-estrutura nos próximos anos – e não apenas para a Copa e a Olimpíada. Os gargalos de nossa economia oneram toda a produção e reduzem a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. Além dos aeroportos, é preciso modernizar e ampliar portos, estradas, ferrovias, a geração e distribuição de energia e os sistemas de água e esgoto. De acordo com cálculos do BNDES, as obras exigirão R$ 1 trilhão até 2014. E o governo não tem os recursos necessários para bancá-las. Apesar de sermos um país que optou por ter um Estado grande, temos um Estado que investe muito pouco, comentam especialistas. Também falta poupança interna para financiar todos os investimentos necessários. Sem o capital estrangeiro, portanto, é impossível formatar o Brasil.
Afinal, “Não é o tamanho do Estado que importa, é o que o governo faz”, diz o economista americano Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia de 2001. 

domingo, 15 de dezembro de 2013

A diferença entre iPhone, iPod e iPad

Vivemos na era digital. Desta forma, a nossa dependência aos aparelhos tecnológicos é cada vez maior. Desde as crianças até os idosos todos estão de alguma maneira se adaptando à nova realidade. Assim, feliz ou infelizmente, as pessoas simplesmente já não se imaginam sem seus “smartphones”, “tablets” e “notebooks”.
As funções desses aparelhos são bem variadas e nos ajudam em nosso dia a dia, tornando nossos afazeres mais práticos, produtivos e divertidos.
Nesta área tecnológica, uma empresa tem tido enorme destaque desde que foi fundada: a Apple. Todo o mundo adora os seus aparelhos! Mas, com a velocidade de lançamento dos produtos eletrônicos e informatizados, tanto a Apple como as suas concorrentes, acabam por confundir os consumidores, que se perguntam, afoitos: qual a diferença entre tudo isso?
Pois bem! Vamos brevemente tentar passar a diferença entre iPhone, iPad e iPod! 
O iPhone é o aparelho celular mais famoso do mundo. Conhecido como “smartphone” foi lançado pela Apple em 2007 e revolucionou o mercado de telefonia móvel, pois apresentou, gradativamente, funcionalidades novas para um aparelho, como tela sensível ao toque, aplicativos (e uma loja para comprá-los), como loja de músicas, câmera fotográfica aprimorada, conexão à internet via 3G/4G e outras funções de deixar qualquer um de queixo caído, sendo o iPhone mais atual o iPhone 5.
Bem! Entre tantas funcionalidades, o iPhone também faz ligações telefônicas! Na realidade o iPhone é um dispositivo que tem em suas entranhas a interatividade e a interconectividade.
Atualmente não basta que os aparelhos tirem foto ou reproduzam música. É necessário que ele se torne um “microportal” para a vida on-line. Hoje navegamos na internet, consultamos o saldo do banco, lemos nossos e-mails, recebemos SMS, tiramos fotografias e as compartilhamos, blogamos, etc. Tudo da comodidade de nossos celulares.
O iPhone agregou ao aparelho de mão popular as funções que antes eram reservadas a aparelhos de uso corporativo, como interfaces pouco amigáveis e uso complicado. Ele ofereceu ao público em geral a capacidade de: navegar na internet e abrir páginas exatamente como um computador o faz (limitado por páginas em Flash); fazer e receber chamadas telefônicas; enviar e receber Mensagens Instantâneas SMS, MMS; enviar e receber e-mails; sincronizar e compartilhar informações (agendas, contatos, anotações); usar um GPS integrado (assistido em alguns modelos); tirar fotos; filmar (em alguns modelos); ouvir músicas, audiobooks, podcasts; assistir videocasts e vídeos; comprar e/ou instalar aplicativos que acrescentam mais recursos e aplicações ao aparelho (provindo de origem única, a AppStore).
O iPod surgiu para consolidar o mercado de músicas em mp3, tanto é que sua primeira versão deixava apenas que os usuários colocassem músicas no dispositivo. Hoje, o iPod é bem parecido – em todos os sentidos – com o iPhone, começando pelo visual. Ao colocarmos um aparelho ao lado do outro, percebemos algumas pequenas diferenças.
E, no que diz respeito às suas funções, o iPod faz praticamente as mesmas coisas: tem câmera (com resolução menor), suporte à loja de música, livros e aplicativos. Já o iPod não tem suporte, porém, as ligações telefônicas e a conexão à internet são feitas somente via Wi-Fi.
O iPod Touch é basicamente um MP3 player com vídeo e algo mais. Tendo um antepassado em comum com o iPhone, é similar em sua interface e operação. Basicamente é um iPhone sem o Phone. Ele não tem celular, GPS e em alguns modelos iniciais – câmera fotográfica.
Agora o iPad. Quando o iPad foi lançado, ele recebeu o “apelido” de iPhone gigante, por ser idêntico ao iPhone, mas com uma tela maior (enquanto o iPhone tem telas de 3,5 ou 4 polegadas, o iPad tem telas de 9,5 e 7,9 polegadas).
O interessante do iPad é como ele melhora a produtividade que já era muito boa no iPhone e por deixar atividades que podem ser feitas em um notebook ainda mais práticas. No iPad, você pode ver fotos de maneira mais fluída, pode montar apresentações e editar documentos de maneira fácil e rápida (o tamanho da tela é o fator que mais ajuda nessas atividades), ler livros em tamanho real e os jogos são mais divertidos na tela grande.
Outra dúvida bem recorrente é se o iPad é um tablet. Fiquem tranquilos, o iPad é sim um tablet! Assim como o iPhone é um celular e o iPod é como se fosse um iPhone sem a função de realizar chamadas. 
A recepção inicial do iPad não foi o sucesso absoluto esperado — mas com o tempo o aparelho caiu no gosto popular pelas exatas mesmas razões que o iPhone o fez: interface simples.
Se você é um daqueles que tem algum desses 3 dispositivos, tenho certeza de que você sente um grande amor por todos eles. Então, não deixe de cuidar bem dos seus “filhotes” e previna-se para tê-los sempre com a bateria carregada. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Cidades Inteligentes

O século 21 será marcado pela necessidade de mudanças de paradigmas em todos os sentidos.
O mundo em certos aspectos melhorou e incorporou mais pessoas nas cidades o que gera a conveniência de pensar as cidades do presente para atendimentos aos cidadãos de hoje e do futuro independentemente de sua idade como crianças, jovens, os mais maduros e, principalmente, as pessoas especiais que tenham algum tipo de dificuldade de mobilidade urbana.
As cidades inteligentes não são aquelas que apenas transformam o ambiente para favorecer aos seus cidadãos, mas aquela que também gera informações à sua população e, principalmente, contempla meios modernos de gerenciamento em tempo real.
Uma cidade para ser inteligente precisa contemplar os aspectos de planejamento e gerenciamento do homem e de sua infra-estrutura. Assim, é preciso levar em conta as características de segurança pública, programas sociais, assistência médica, educação, transporte, energia e água, meio ambiente, prédios mais inteligentes, planejamento urbano, o governo e seus órgãos administrativos.
O que faz uma cidade? Na realidade a cidade é um aglomerado significativo de pessoas a serem atendidas através de certas operações de ir e vir mediante uma infra-estrutura que reflita a realidade daquele conglomerado no tempo. Nesse sentido é bom lembrarmos que as realidades mudam com o passar do tempo.
Uma cidade é um sistema de interconecção de sistemas. Onde ocorre uma dinâmica para atender as realidades do comércio, da produção, da educação, da saúde, do lazer e do bem estar das pessoas.
Uma boa cidade deve desenvolver um trabalho dinâmico pensando no progresso como sua palavra de ordem.
As cidades mais inteligentes orientam o crescimento econômico sustentável e a prosperidade para seus cidadãos. Seus líderes devem promover e constituir ferramentas inteligentes para analisar dados que promovam melhores decisões ou decisões mais assertivas, antecipando problemas e resolvendo-os de forma proativa, coordenando recursos para sanear efetivamente os problemas.
Quando a demanda da sociedade cresce pode acontecer que o orçamento fique mais apertado, daí a busca de soluções inteligentes que orientem a cidade como um todo.
Uma cidade realmente inteligente deve coletar e analisar os dados e informações geradas a cada segundo, dia após dia, e utilizar-se deles como ferramenta para coordenar e compartilhar dados em uma única visualização criando assim uma visão geral da cidade para os tomadores de decisões e ofertar serviços adequados aos cidadãos.   
Uma cidade em realidade é o lugar onde a gente vive, estuda, trabalha e procura ser feliz. Nesse sentido cabe ressaltar os serviços de planejamento e gerenciamento das cidades onde a análise de dados abrangentes devem ser acompanhados e geridos, eficientemente, para que possam ajudar as cidades a permanecerem com vitalidade permanente levando adiante maneiras de descobrir seu potencial total enquanto operações eficazes do dia a dia são mantidas.
Os serviços de infra-estrutura como rodovias, trânsito em massa e utilitários são fundamentais para tornar uma cidade desejável e habitável, e a chave para mantê-los viáveis é a preparação para um sistema de mudanças constantes levando aos cidadãos serviços fundamentais como água energia, transporte, etc., atendendo aos quesitos ambientais.
A segurança pública deve ter um trabalho eminentemente preventivo, atento tanto a ligações de trânsito como a brechas na segurança, criando agencias de segurança pública para reunir dados de diferentes fontes levando-os em tempo real aos tomadores de decisões e de gerenciamento emergencial e primeiros responsáveis no intuito de descobrir tendências antes de se tornarem problemas sistemáticos ou eventos criminosos.
O gerenciamento de energia e água deve ser mais inteligente criando uma visão geral dos sistemas. Na água, especificamente, buscar a eliminação do desperdício através de departamentos, silos e sistemas agregativos integrando e visualizando dados chave como o consumo, a qualidade, o fluxo e a pressão da água.
No que se refere ao meio ambiente as cidades devem ser sustentáveis buscando objetivos que otimizem operações que minimizem impactos ambientais visando a melhoria de resultados sociais.
O transporte deve ser olhado tanto dentro como no entorno das cidades onde pessoas e mercadorias estão sempre em movimentação. Assim, sistemas de transporte inteligentes melhoram a capacidade, aprimoram as experiências de viagem e tornam o transporte de qualquer coisa mais seguro, eficiente e confiável.
No aspecto humano as cidades mais inteligentes usam registros sistemáticos que suportam as necessidades de cada cidadão através de programas socias, assistência médica e educação eficiente.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Perdas da poupança em planos econômicos

Uma batalha que teve início há pelo menos 20 anos nos tribunais de todo o país pode estar próxima do fim. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, no próximo dia 27, os processos que pedem a correção da poupança nos planos econômicos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2.
As ações foram movidas por quem tinha conta na poupança aberta entre os anos de 1987 e 1991. Na época, os bancos fizeram mudanças na correção das cadernetas, passando a aplicar índices novos, determinados nos planos econômicos.
Os ministros precisam decidir se os índices aplicados foram corretos ou não. Caso sejam considerados incorretos, o Banco Central estima que as perdas dos poupadores, somadas, cheguem a R$ 105 bilhões. Esse seria o valor que teria de ser desembolsado pelos bancos para ressarcir os clientes.
Os índices de correção reivindicados nos processos variam de acordo com a época. No caso das contas que estavam abertas em junho de 1987 (época do Plano Bresser) e cujo aniversário era entre 1º e 15 daquele mês, por exemplo, o índice de correção aplicado foi de 18,02%. Os processos pedem uma correção maior, de 26,06%.
Os processos estão suspensos desde 2010 por decisão do próprio Supremo. O julgamento chegou a ser marcado para abril do ano passado, mas foi adiado pelo ministro Gilmar Mendes, relator do processo.
O número de processos movidos para reaver as perdas dos planos econômicos é incerto. Quando o STF fez a suspensão, a maior parte dos processos estava na fase de "conhecimento". Nessa etapa, o direito ao ressarcimento ainda era discutido.
Uma pequena parte dos processos estava na fase de "execução", o que significa que o direito ao ressarcimento já estava conquistado e os valores das perdas tinham sido devidamente calculados e estavam para ser pagos. Esses processos não foram suspensos e não serão afetados por uma nova decisão diferente.
Advogados especializados em direito bancário dizem que, apesar de o STF ter decidido a favor dos poupadores antes da suspensão, isso não garante que a posição será a mesma agora.
Os novos ministros não vão, necessariamente, manter o entendimento dos anteriores. Mas, caso decidam de forma diferente, isso pode colocar o país num grande risco jurídico.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não tem se pronunciado sobre o assunto. No passado, os bancos questionavam a correção das poupanças com o argumento de que as instituições apenas cumpriram a legislação e poderiam quebrar caso fossem obrigadas a fazer o ressarcimento.
Na realidade, não cabe ao STF julgar a parte econômica ou os valores que serão pagos, mas apenas se o pagamento deve ser feito ou não.
No entanto, a definição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a correção das cadernetas de poupança nos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991) pode ficar para o ano que vem.
Os ministros da corte apostam em dois cenários: um deles é o simples adiamento do julgamento, marcado para a próxima quarta-feira, e o outro é a apresentação de um pedido de vista durante a análise do processo.
O governo tem feito forte pressão para influenciar o STF no julgamento.
Na última sexta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, estiveram no tribunal e se reuniram com o presidente, Joaquim Barbosa.
Eles mostraram estudos sobre os impactos de uma eventual decisão do STF estabelecendo que a poupança não fora corrigida corretamente durante a implementação dos planos econômicos, e que os poupadores devem ser ressarcidos.
A estimativa do BC é que isso acarretaria uma perda de R$ 150 bilhões para os bancos, e também pode gerar uma retração de R$ 1 trilhão no
crédito do país.
O cenário descrito aos integrantes do STF pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e por outros ministros do governo é catastrófico para o setor financeiro: redução drástica na concessão de crédito, quebra de bancos e a possibilidade de que sobre para o contribuinte cobrir o rombo que será criado na Caixa Econômica Federal. Pelos cálculos do BC, um terço do impacto da decisão acabaria sendo pago pela Caixa, banco com forte atuação na poupança.
O quadro preocupa ainda mais o governo porque a medida seria implementada em 2014, quando Dilma Rousseff tenta a reeleição. Ou seja, evitar a vitória dos poupadores é algo extremamente impopular num ano eleitoral, o que pode ser fatal à presidente.