quinta-feira, 3 de julho de 2014

O esporte e a política

Uma dupla inglesa de escritores sendo um deles colunista de esportes do jornal Financial Times, e outro um economista especializado em esporte, escreveu um livro com o título “Soccereconomics” que é muito curioso. Os autores partem de uma tese que surpreende nestes tempos de copa. Eles perguntam: é dever de um estadista propor que seu povo fique feliz por um mês que seja? E eles surpreendentemente comentam que sim. É dever de um estadista fazer seu povo feliz por um mês que seja. E a copa do mundo é uma oportunidade para você fazer uma festa e deixar seu povo feliz e orgulhoso por um mês.
Na lógica dos escritores para que isto ocorra, a primeira coisa que o estadista tem o dever de fazer é perguntar para o seu povo se ele quer fazer esta festa e comentar com ele que a festa custará, digamos, R$ 30 bilhões. Nós temos esse dinheiro, porém, teremos que deixar de fazer alguns investimentos, mas, será uma festa! Vocês querem? Queremos! Vamos fazê-la, dividindo responsabilidades com a população. Não, não queremos fazê-la! Então não se faz a festa, como ocorreu em Saint Moritz e Davos (Suiça), em Munique (Alemanha) e em Estocolmo (Suécia) que acaba de dizer, em referendo popular, que não querem receber as Olimpíadas de Inverno do COI de 2022, dentro de um processo civilizado e democrático de consulta ao povo.
O que mais os escritores dizem nesse livro? Dizem que uma copa do mundo assim como nenhum outro mega evento dá lucro aos países que o recebem. Mas, uma copa do mundo é uma oportunidade magnífica que um país tem de fazer um anúncio, um comercial de si mesmo durante um mês. Correndo apenas um risco, o de fazer um mau anúncio. Assim, até o início da copa fizemos apenas um mau anúncio de nós mesmos. Vejam o que a imprensa internacional publicou sobre o Brasil antes de a bola (a Brazuca) rolar, muito embora algumas dessas publicações sejam levianas ou preconceituosas. Mas, a maioria dos comentários estava correta e, como sabemos, não foi nada legal.
Na realidade, o Brasil teve uma crise de megalomania ao fazer uma copa em 12 cidades ao invés de fazê-la em 8 cidades como era a exigência da Fifa.
Os Estados Unidos fizeram uma copa em 1994 construindo apenas um estádio novo, adaptando os estádios de beisebol e de futebol americano para o evento. A França fez uma copa em 1998 e construiu apenas o estádio De France nos arredores de Paris. Em Marseille, os dois jogos da seleção brasileira em 1998 simplesmente ocorreram no mesmo estádio em que o escrete canarinho havia jogado o Mundial de 1938, portanto, 60 anos atrás.
Por que o Brasil, a rigor, precisou fazer 12 novos estádios? Não é somente um absurdo fazer um estádio em Cuiabá que sequer futebol profissional há. É um absurdo fazer um estádio em Manaus onde também não tem futebol profissional. É um absurdo fazer um estádio para 70.000 pessoas em Brasília. É um absurdo fazer um estádio em São Paulo quando se tem o Morumbi em plenas condições de uso. Alguém até poderia dizer: mas o Morumbi não é o estádio ideal. Correto. Não é o estádio ideal. Mas o Brasil tem que fazer idealmente, hospitais, escolas, transportes, educação, infra-estrutura e muito mais para o seu povo! Mas fazer um estádio apenas para um evento de um mês para cinco ou seis jogos seria o natural para um país que ainda precisa se construir. 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O esporte e a política

Uma dupla inglesa de escritores sendo um deles colunista de esportes do jornal Financial Times, e outro um economista especializado em esporte, escreveu um livro com o título “Soccereconomics” que é muito curioso. Os autores partem de uma tese que surpreende nestes tempos de copa. Eles perguntam: é dever de um estadista propor que seu povo fique feliz por um mês que seja? E eles surpreendentemente comentam que sim. É dever de um estadista fazer seu povo feliz por um mês que seja. E a copa do mundo é uma oportunidade para você fazer uma festa e deixar seu povo feliz e orgulhoso por um mês.
Na lógica dos escritores para que isto ocorra, a primeira coisa que o estadista tem o dever de fazer é perguntar para o seu povo se ele quer fazer esta festa e comentar com ele que a festa custará, digamos, R$ 30 bilhões. Nós temos esse dinheiro, porém, teremos que deixar de fazer alguns investimentos, mas, será uma festa! Vocês querem? Queremos! Vamos fazê-la, dividindo responsabilidades com a população. Não, não queremos fazê-la! Então não se faz a festa, como ocorreu em Saint Moritz e Davos (Suiça), em Munique (Alemanha) e em Estocolmo (Suécia) que acaba de dizer, em referendo popular, que não querem receber as Olimpíadas de Inverno do COI de 2022, dentro de um processo civilizado e democrático de consulta ao povo.
O que mais os escritores dizem nesse livro? Dizem que uma copa do mundo assim como nenhum outro mega evento dá lucro aos países que o recebem. Mas, uma copa do mundo é uma oportunidade magnífica que um país tem de fazer um anúncio, um comercial de si mesmo durante um mês. Correndo apenas um risco, o de fazer um mau anúncio. Assim, até o início da copa fizemos apenas um mau anúncio de nós mesmos. Vejam o que a imprensa internacional publicou sobre o Brasil antes de a bola (a Brazuca) rolar, muito embora algumas dessas publicações sejam levianas ou preconceituosas. Mas, a maioria dos comentários estava correta e, como sabemos, não foi nada legal.
Na realidade, o Brasil teve uma crise de megalomania ao fazer uma copa em 12 cidades ao invés de fazê-la em 8 cidades como era a exigência da Fifa.
Os Estados Unidos fizeram uma copa em 1994 construindo apenas um estádio novo, adaptando os estádios de beisebol e de futebol americano para o evento. A França fez uma copa em 1998 e construiu apenas o estádio De France nos arredores de Paris. Em Marseille, os dois jogos da seleção brasileira em 1998 simplesmente ocorreram no mesmo estádio em que o escrete canarinho havia jogado o Mundial de 1938, portanto, 60 anos atrás.
Por que o Brasil, a rigor, precisou fazer 12 novos estádios? Não é somente um absurdo fazer um estádio em Cuiabá que sequer futebol profissional há. É um absurdo fazer um estádio em Manaus onde também não tem futebol profissional. É um absurdo fazer um estádio para 70.000 pessoas em Brasília. É um absurdo fazer um estádio em São Paulo quando se tem o Morumbi em plenas condições de uso. Alguém até poderia dizer: mas o Morumbi não é o estádio ideal. Correto. Não é o estádio ideal. Mas o Brasil tem que fazer idealmente, hospitais, escolas, transportes, educação, infra-estrutura e muito mais para o seu povo! Mas fazer um estádio apenas para um evento de um mês para cinco ou seis jogos seria o natural para um país que ainda precisa se construir. 

domingo, 8 de junho de 2014

O outro lado da Economia

Nestes quase quatro anos de governo federal já se emitiu pela batuta do atual ministro da fazenda brasileiro o Sr. Guido Mantega, perto de 25 pacotes econômicos com a finalidade exclusiva de melhorar o quadro caótico que a Presidente Dilma encontrou a economia, deixada pelo eterno Presidente Lula, quando formalmente “presidiu” o país. 
Porém, curiosamente o Ministro da Economia do presidente Lula é o mesmo da Presidente Dilma, Guido Mantega. A diferença está em que Lula encontrou uma economia saneada, uma doutrina econômica sadia, herdada de seu antecessor. Uma pujante economia internacional, uma efervescência interna onde havia um presidente sério no Banco Central que sabia exercer a sua autoridade. 
Muito se falou da saída do referido ministro por aqui e até mesmo no exterior. Mas, de que vale trocar o ministro se todos sabem que a condução desta barafunda econômica que introduziu o caos no país e na economia é da atual Presidente. O Ministro Mantega, se mantém como simples porta-voz desta hoste. Parece não ter competência para mais do que isto.
Lembremos que é exatamente nos momentos de crise, que surge a oportunidade de se mostrar criatividade e competência, com visão global e os pés na realidade. O que está errado então? Perguntamos todos: tudo. É simples entender, pois, sempre foi parte da visão caolha do Petismo conter a indústria apenas ao mercado interno onde na ótica do partido, se a indústria exportar traria desabastecimento ao mercado interno, e o pior, com a visão de que as empresas se tornariam mais uma força de oposição ao governo. Nada mais equivocado e simplista para o mundo globalizado de hoje!
Nossa agricultura tem sido contida pela falta de estrutura logística. Ou seja, é possível se produzir no Brasil de forma extremamente competitiva, porém com as estradas mal cuidadas e os portos sucateados fazem com que a produção ou não chegue ao seu destino, ou chegue atrasada com um custo elevadíssimo retirando a competitividade do produto nacional.
O PT chegou ao poder com as contas públicas bem estruturadas e tão logo passou a processar o endividamento interno de forma irresponsável e inconseqüente. Daí, passou dos limites e hoje já não há mais espaço para mais irresponsabilidades neste campo. Por outro lado a arrecadação trilhonária de impostos que faz com que o brasileiro trabalhe cinco meses do ano apenas para pagar seus impostos está sendo consumida pela corrupção e pela incompetência das autoridades reinantes. 
As escolas públicas estão um caos, as universidades federais cada vez mais politizadas e menos atenta a pesquisa e ao ensino propriamente, a saúde vive uma calamidade, a segurança um desastre. Chegamos ao cúmulo do absurdo onde a bolsa para “assassino encarcerado” é maior do que os proventos do trabalhador aposentado e do salário de um trabalhador qualificado. Não temos dinheiro para a saúde, para pagar nossos médicos, mas o governo doa $25 milhões para hospital em Gaza, $957 milhões para construir o Porto de Mariel em Cuba; perde $40 milhões em investimento da Petrobrás para a Bolívia de Evo Morales; e se utiliza de 97% do dinheiro público com gastos superfaturados na construção dos estádios para a Copa das Copas...
O trabalhador brasileiro diariamente pena ao tomar um ônibus para ir ao trabalho quando milhões vivem no boteco sem fazer nada graças às distorções do programa bolsa família. Se é que o podemos chamar de programa! Assim, o PT criou uma inversão acentuada nos valores da sociedade brasileira onde são prestigiados os menores assassinos, os preguiçosos de toda ordem, os corruptos, os incompetentes, violentando com isso os direitos de trabalhadores e de cidadãos honestos. Especialistas dizem que dez anos de "emprego" no governo central vale mais pontos do que a qualificação profissional de um cidadão.
Por esta razão e tantas mais que os investidores internacionais se afastam cada vez mais do Brasil fazendo o país perder investimentos externos de qualidade, inteligências e novos empreendimentos saudáveis à economia. O empresariado externo foge da insegurança física e da desbaratada política econômica brasileira. Sabem que o barco está fazendo água e que é preciso encontrar um porto seguro onde possam tranquilamente ancorar seus investimentos.
Desta forma, na 'Nova Ordem Petista', não é preciso trabalhar, estudar e ter uma vida honesta, basta procriar ao máximo e exigir ao extremo. Porém, isto apenas leva ao caos. Assim, nossa economia não aguentará e se explodirá batendo em uma tremenda recessão, pois a distribuição da renda (gerada por poucos) se esgotará, pois, sem a contrapartida produtiva de quem apenas recebe sem trabalhar levará incondicionalmente o Estado à bancarrota. 

domingo, 1 de junho de 2014

Competitividade Mundial

O Brasil vinha ganhando importância no cenário internacional, porém, mais pelo produto de crises internacionais do que propriamente pelo nosso desempenho competitivo frente ao resto do mundo. Assim, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para disputar os mercados globais de igual para igual com os demais países. 
No ranking de Competitividade Mundial divulgado pelo “International Institute for Management Development” (IMD), em parceria com a Fundação Dom Cabral, o Brasil perdeu espaço competitivo, pelo quarto ano consecutivo, no cenário internacional, reflexo da piora de eficiência da economia nacional.
O País caiu três posições no Índice de Competitividade Mundial 2014 (World Competitiveness Yearbook), ficando em 54.º no ranking geral composto por 60 países, à frente apenas da Eslovênia, Bulgária, Grécia, Argentina, Croácia e Venezuela e entre 2010 e 2013, o país saiu da 38.ª posição no ranking para o 51.º lugar. Incrível não?
A produtividade brasileira caiu e o custo de vida aumentou e postos de trabalho foram abertos apenas em setores da economia com mão de obra menos qualificada. Assim, a geração de empregos em setores que criam menor valor para a economia, como a construção civil, foi o principal fator que rebaixou a produtividade do país. 
Há reservas também ao modelo de desenvolvimento adotado pelo Brasil pintando um cenário mais pessimista para os negócios. O crescimento está ancorado no crédito concedido ao consumo, principalmente à nova classe média. Porém, o nível de endividamento das famílias brasileiras já está elevado o que pode se tornar perigoso no longo prazo. Soma-se a isso o câmbio mais valorizado que vem minando o poder de competitividade das exportações brasileiras.
As principais deficiências em competitividade apresentadas pela economia brasileira apontadas pelo ranking são velhas conhecidas dos brasileiros: infra-estrutura básica insuficiente (55ª posição), educação de baixa qualidade (56ª) e baixa eficiência do governo (55ª). De todos os 60 países analisados pelo estudo, o Brasil é o que apresenta a maior diferença entre a competitividade do setor público e o setor privado. 
O Brasil está mal posicionado quando o assunto é regulamentação. Há excesso de burocracia. É difícil abrir e fechar uma empresa por aqui e a legislação é predatória e policialesca afirmam especialistas.
Da parte do governo, há ainda desperdício de gasto público. Diminuir esses gastos seria, inclusive, uma maneira de conseguir baixar os juros, o que ajudaria a economia como um todo.
Apesar de conhecidos, a resolução para esses problemas de décadas não vem progredindo e o Brasil não tem avançado. Existem problemas institucionais que são resolvidos em outras partes do mundo, mesmo na América Latina, mas, por aqui, não evoluem. Temos visto, na realidade, pioras institucionais com uma administração pública cara e ineficiente. 
A competitividade da economia brasileira está sendo afetada pelo aumento significativo dos preços e baixa participação do país no comércio internacional. A infra-estrutura defasada, que inclui estradas, portos, aeroportos e energia, continua sendo um ponto crítico. E o custo da energia deverá trazer mais impactos negativos ao Brasil, que deverá perder posições no ranking em 2015. O País está em 51.º em custo de energia, com custo médio de US$ 0,18 por quilowatt, enquanto a média dos outros países fica em US$ 0,12.
Outro fator que pesa contra o país é a ineficiência empresarial. A baixa produtividade é alarmante. Nesse item, o Brasil fica em 59.º, à frente somente da Venezuela. O Brasil gera emprego, mas de menor valor agregado, com mão de obra pouco qualificada, fruto de deficiência educacional, não gerando riquezas na mesma proporção.
O país vem de um longo processo de desindustrialização. Alguns setores mais intensivos em mão de obra perderam espaço. O mundo ideal seria exportar produtos agrícolas e também produtos industrializados. A alta carga tributária e os elevados custos de produção nos empurra para forte risco de contração do PIB industrial.
Entre os Brics, que incluem também Rússia, China, Índia e África do Sul, o país também está na lanterna. No ano passado, o Brasil estava à frente da África do Sul. Na comparação com os países da América Latina, o Brasil é o que apresenta maiores oscilações negativas.
No topo da lista dos países competitivos, estão os EUA, Suíça, Cingapura e Hong Kong. O alto desempenho em tecnologia e infra-estrutura, aliado à geração de emprego, refletem a força da economia dos países melhores colocados no ranking.
É duro lembrar que o Brasil optou por realizar a copa...

domingo, 25 de maio de 2014

A Força da Marca

Melhor do que inventar um produto que todo mundo use é fabricar um produto que todos usem, o joguem fora e voltem a comprá-lo novamente. O sonho de qualquer empreendedor é ver sua marca virar sinônimo do que fabrica. Poucos, ou melhor, pouquíssimos conseguem em suas melhores noites de sono imaginar que isso possa, de fato, acontecer. Pois não é que “King Camp Gillette” aos 40 anos de idade, viu de sua inquietude por buscar novas soluções para o cotidiano das pessoas se materializar em algo que todos conhecem pelo nome Gillette? Ou você pede ao vendedor “lâminas de barbear” quando vai ao mercado? Muito provável que não.
Essa história de sucesso começou em 1895, quando o norte americano de “Winsconsin” de sobrenome “Gillette” desenvolveu um aparelho de barbear. Sua intenção era criar algo descartável, que ao ser consumido prestando sua utilidade, fosse jogado fora e voltasse a ser objeto compra novamente. Algo que fosse mais prático que a tradicional navalha, instrumento que lhe serviu de inspiração ao nobre inventor.
Cabe explicar: um dia, enquanto afiava uma navalha comum, teve “Gillette” teve a idéia de substituí a navalha por uma fina lâmina de aço com duas extremidades, colocada entre duas chapas e presa no lugar por um cabo em forma de “T”.
“Gillette” enfim, descobriu onde queria chegar. Criou um sistema de barbear durável e que fazia uso de lâminas descartáveis.
No ano de 1901 em Boston (Massachussets),“Gillette” se associou ao engenheiro mecânico William Nickerson e juntos montaram a “Gillette Safety Razor Company” para iniciar a fabricação em larga escala do revolucionário aparelho de barbear. O primeiro lote foi comercializado em 1903. Foram vendidos 51 aparelhos de barbear e 168 lâminas. No ano seguinte, em 1904, o êxito se confirmou. A venda subiu para 90 mil aparelhos e cerca de 12 milhões de lâminas.
Um marco dentro da evolução da empresa foi a estratégia utilizada para quebrar um paradigma da época e distanciar os homens das barbearias e incentivar que a barba fosse feita em casa. Assim, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Gillette enviou aparelhos de barbear aos soldados norte-americanos que estavam em combate, que, com isso, aprenderam a fazer a sua própria barba.
Outra importante ação de marketing aconteceu em 1939 quando a marca passou a figurar em eventos esportivos, o que não deixou de fazer até hoje, o que trouxe simpatia junto ao grande público consumidor.
O exemplo de “King Camp Gillette” ensina a persistir, a apostar na inovação constante, na criatividade, na autoconfiança como forças motrizes da empresa que busca a perenidade. Há muito tempo, a marca “Gillette” se tornou sinônimo de aparelho e lâmina de barbear.
Atualmente os aparelhos de barbear da “Gillette” contemplam um formato mais arrojado com três ou quatro lâminas deslizantes acompanhando a modernidade dos produtos se utilizando das facilidades tecnológicas dos nossos tempos, além de atuar também com produtos complementares na linha de barbeamento.

Fonte: Revista Brasileira de Administração. Ano XXIII. Nº93. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Sua gestão é ultrapassada?

Um líder com um estilo de gestão ultrapassada pode prejudicar muito os resultados de uma empresa. Pode desmotivar a equipe e até mesmo perder seus funcionários, assim como causar tantos outros danos empresariais. Porém, antes que a situação chegue ao extremo, alguns sinais de que o líder não está no caminho certo podem ser identificados.
Assim, ter aversão a novas tecnologias talvez seja um sinal óbvio de que o estilo de gestão de uma pessoa pode estar rumando ao fracasso. Atualmente, não dá para ignorar as transformações que o uso de dados e das redes sociais, por exemplo, provocaram na forma de gerenciar empresas e pessoas. Desse modo, se um líder se coloca contra algum novo processo tecnológico, ou fica receoso ou com medo, o sinal já está vermelho. Cuidado! A geração de hoje chamada de "geração Y” simplesmente não suportaria trabalhar com um líder que não tenha habilidade digital.
Não buscar novos conhecimentos é outro ponto claro de que um chefe está ficando para trás. Ou seja, não buscar desenvolvimento, não estudar ou não fazer novos cursos é característica de quem é ou está acomodado  ou, pior, o que se acha o senhor sabe tudo. Um líder nunca estará ultrapassado se estiver constantemente insatisfeito, afirmam especialistas.
Não se preocupar com sustentabilidade é outro sinal gritante. Somente não vivendo neste planeta para não perceber as questões ambientais vigentes. O gestor que só olha para o benefício imediato de suas ações, sem se preocupar com o quanto a decisão que ele toma afeta a natureza ou o ambiente em que ele vive, seja no âmbito social, político ou econômico, está completamente ultrapassado!
Não gostar de dar e, muito menos, de receber “feedback” é outro daqueles sinais que preocupam as novas gerações, pois quem não gosta de receber “feedback” normalmente tem medo de mudanças. O líder que não quer saber o que os outros pensam é porque se sente confortável como está. Não aceita que precisa evoluir em seus comportamentos. Assim, o medo de receber um retorno negativo, muitas vezes, faz com que os chefes não queiram dar “feedbacks” aos seus subordinados.
No passado, o líder falava e os outros não podiam ter reação. Hoje, a noção de autoridade mudou. Ao dar um “feedback”, é preciso estar preparado também para ouvir a outra ponta do processo, explicam os especialistas.
Ficar sempre na defensiva. Ah! Esse é outro sinal, e por que não dizer, outro problema! Normalmente acontece assim: a pessoa ao ser apresentada a algum tipo de problema tem sempre uma justificativa -  e não uma solução -  na ponta da língua. Assim, é o chefe que, em uma reunião, se limita a apresentar o que ele já fez - como quem diz - isso não é comigo – ao contrário de falar o que ele pode fazer para ajudar no caso proposto.
Estar preso à hierarquia é outra situação difícil. É aquele chefe que acha que o seu subordinado deve cumprir uma tarefa só porque ele está mandando e, ao mesmo tempo, o subordinado só faz o que os superiores pedem. Ou seja, ele se prende ao poder coercitivo da hierarquia, o que não é positivo empresarialmente. A liderança, hoje, precisa estar mais próxima das pessoas. Ao invés de tomar decisão de cima para baixo, como no passado, o gestor precisa buscar trabalhar em equipe, gostar de “brainstorms” (chuvas de idéias), de trocar informações, etc.
Outro ponto interessante é não ter uma visão "multicultural", isso é prejudicial. Veja que isto não significa morar em outros países, mas estar disposto a conhecer culturas diferentes e ampliar os conhecimentos. Isto não é também ir para Nova York ou Miami fazer compras. Trata-se de conhecer, por exemplo, o deserto do “Atacama” e entender como aquele povo vive naquelas condições, ou seja, abrir a cabeça para outras realidades.  É preciso que o líder tenha habilidade de atuar globalmente, de entender como outras culturas trabalham. Atualmente, a geografia não é mais um empecilho ao conhecimento. Não é preciso se deslocar para se conhecer novos lugares e povos. Com apenas um clique, você pode vencer as fronteiras do mapa mundi.
Não se interessar por nada além dos negócios, como literatura ou música, também não é saudável. Essas multiplicidades de informações e conhecimentos é que compõem o modelo mental de um líder que agrega, trazendo assim, uma visão ampla das questões, sejam elas artísticas, econômicas, ou culturais, dentre outras. 
Achar que os funcionários estão "descomprometidos" também não é legal. Aquele líder que sempre acha que a sua equipe está descomprometida, deve ficar atento. O problema, na verdade, pode estar com ele. As pessoas sempre estão comprometidas com alguma coisa. Talvez o líder não esteja conseguindo detectar qual é o comprometimento que exista ali.
Segundo especialistas, pode acontecer de o gestor sustentar o imaginário de um modelo de funcionário que não exista mais: aquele que busca, principalmente, segurança no emprego. Hoje, mais do que nunca, as pessoas querem ser reconhecidas e ter potencial de crescimento, querendo ainda se autodesenvolver e expressar as suas opiniões. 
Não ouvir a equipe causa arrepios. O tempo do "manda quem pode, obedece quem tem juízo" já passou. Hoje, o contexto maior é de subjetividade, inovação, criação, empreendedorismo. As pessoas querem expor-se, se colocar. Porém o gestor às vezes pensa somente nos resultados e se esquece que são as pessoas que geram os resultados para todo e qualquer empreendimento.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Inflação Persistente

Em economia consideramos inflação a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Porém, popularmente a inflação caracteriza-se por refletir o aumento geral dos preços. Já o oposto de inflação, chamamos de deflação a qual se caracteriza pela queda no nível de preços.
Assim, a teoria econômica considera os índices de preços dentro da estabilidade em uma faixa de variação dos preços que vai de 2 a 4,5% ao ano. Coisa que há décadas não acontece no Brasil, o qual tende ao estouro do teto da meta de inflação de 6,5% agora em maio. Ou seja, o índice ultrapassará o altíssimo teto da meta de 6,5%, o que será péssimo para os brasileiros.
Outra distinção é quando analisamos os efeitos internos e externos da inflação. Externamente, a inflação se traduz mais por uma desvalorização da moeda local frente a outras moedas, e internamente ela se exprime mais pelo aumento do volume de dinheiro em circulação e pelo o aumento dos preços.
Um exemplo clássico de inflação foi o aumento de preços no Império Romano, causado pela desvalorização dos “denários” (moeda da época) que, antes confeccionados em ouro puro, passaram a ser fabricados com todo tipo de impurezas. O imperador Diocleciano, ao invés de perceber essa causa, já que a ciência econômica ainda não existia, culpou a avareza dos mercadores pela alta dos preços, promulgando no ano 301 o “Edito Máximo”, que punia com a morte qualquer um que praticasse preços acima dos fixados.
Aqui no Brasil, a medição da inflação é feita através de uma cesta de consumo média da população. Geralmente é realizada uma Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) para determinar a cesta de consumo média dessas famílias. Ou seja, é realizada uma média ponderada das cestas de produtos consumidos por estas mesmas famílias e o índice calcula o gasto com o mesmo consumo em dois períodos diferentes, fazendo com que não ocorra substituição no consumo.
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do IBGE é que determina as metas de inflação governamental. O IPCA apura a variação de preços nos bens consumidos por famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, em nove regiões metropolitanas (Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo), no Distrito Federal e no município de Goiânia.
A inflação é responsável por diversas distorções na economia de qualquer país.
Assim, na Distribuição de Renda da população os assalariados não têm a mesma capacidade de repassar os aumentos de seus custos, como fazem empresários e governos, ficando seus orçamentos cada vez mais reduzidos até a chegada do próximo reajuste salarial.  
Na Balança de Pagamentos (contabilidade governamental) a inflação interna do país, maior que a inflação externa (mundial), causa encarecimento do produto nacional com relação ao importado o que provoca aumento nas importações e redução nas exportações.
Na Formação de Expectativas diante da imprevisibilidade da economia, o empresariado reduz seus investimentos.
No Mercado de Capitais, causa migração de aplicações monetárias para aplicações em bens como terra, imóveis e títulos governamentais atrelados a inflação.
A inflação causa ainda, a chamada Ilusão Monetária, que seria a interpretação errônea da relação de reajuste do salário nominal (valor em moeda)  com o salário real (poder de compra) gerando por sua vez a percepção equivocada de maior renda, traduzindo em decisões fora da realidade do poder de compra das pessoas, que se julgando às vezes mais ricas, demandam mais bens e serviços equivocadamente.
Os bancos centrais sérios costumam definir a estabilidade de preços como um objetivo primordial de suas políticas, com uma inflação perceptível, mas baixa, como ideal.
Por outro lado, o teto do sistema de metas de inflação brasileiro é um dos mais altos do mundo. Entre 38 países pesquisados pelo site “Central Bank News”, especializado em política monetária, somente três nações (Jamaica, Nigéria e Uganda) têm um sistema que permite que a inflação fique acima de 6,5% – que é o "teto" do sistema vigente no Brasil.
Para 2014 e 2015, a meta central na qual teoricamente o BC estaria mirando ao fixar os juros básicos da economia é de 4,5%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
No Brasil, apesar de haver uma meta central de 4,5%, a banda é amplamente utilizada. Em 2011, 2012 e 2013, respectivamente, o IPCA somou 6,5% (no teto e limite da banda), 5,84% e 5,91%. Mesmo com a inflação próxima de 6% em 2013, mais perto do teto de 6,5% do que do objetivo central de 4,5%, a presidente Dilma Rousseff ironicamente comemorou a "inflação dentro na meta".
Os sistemas de metas de inflação não são exatamente iguais em todos os países. Grande parte das nações indica apenas a meta central na qual a autoridade monetária do país está mirando ao fixar os juros básicos.
Dos 38 países pesquisados, 20 trabalham com uma "faixa" de acerto para que a meta seja considerada cumprida. Em nenhum deles, porém, a banda de acerto da meta de inflação é tão ampla quanto no Brasil, que é de quatro pontos, ou seja, entre 2,5% e 6,5%. Com isso, há uma "folga maior" para que a meta seja considerada cumprida pelo Banco Central brasileiro, por meio da fixação  dos juros básicos da economia - atualmente em 11% ao ano.
Do ponto de vista do consumidor, a atual escalada de preços, já afeta o orçamento familiar o que exige adaptações por parte desse mesmo consumidor. Assim, colocar os gastos no papel e calcular a inflação doméstica pode ajudar ao consumidor final a não perder o controle de seu orçamento familiar.