quarta-feira, 31 de julho de 2013

Jornada Mundial da Juventude: como tudo começou.

As JMJ têm sua origem em grandes encontros com os jovens celebrados pelo Papa João Paulo II em Roma. O Encontro Internacional da Juventude, por ocasião do Ano Santo da Redenção aconteceu em 1984, na Praça São Pedro, no Vaticano. Foi lá que o Papa entregou aos jovens a Cruz que se tornaria um dos principais símbolos da JMJ, conhecida como a Cruz da Jornada.
No ano de 1985, foi oficializado o Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas. Em março deste ano houve outro encontro internacional de jovens no Vaticano, e no mesmo ano, o Papa anunciou a instituição da Jornada Mundial da Juventude.
O evento é celebrado a cada dois ou três anos, numa cidade escolhida para celebrar a grande jornada em que participam pessoas do mundo inteiro. Nos anos intermédios, as Jornadas são vividas localmente, no Domingo de Ramos, por algumas dioceses ao redor do mundo. Para cada Jornada, o Papa sugere um tema. Durante as JMJ, acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows. Tudo isso em diversas línguas.
Merece destaque a mensagem do Papa João Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude em 25 de julho de 2002, no Canadá:
"Jovens agora mais que nunca é urgente que sejais os ‘sentinelas da manhã’, os vigias que anunciam a luz da alvorada e a nova primavera do Evangelho, da que já são vistas os brotos. A humanidade necessita imperiosamente o testemunho de jovens livres e valentes, que se atrevam a caminhar contra a corrente e a proclamar com força e entusiasmo a própria Fé em Deus, Senhor e Salvador." 
As JMJ aconteceram em Buenos Aires (Argentina – 1987) - com a participação de 1 milhão de jovens; em Santiago de Compostela (Espanha – 1989) com 600 mil jovens; em Czestochowa (Polônia – 1991) com 1,5 milhão de jovens; em Denver (Estados Unidos – 1993) com 500 mil jovens; em Manila (Filipinas – 1995) com 4 milhões de jovens; em Paris (França -1997) com 1 milhão de jovens; em Roma (Itália – 2000) com 2 milhões de jovens, em Toronto (Canadá – 2002) com 800 mil jovens; em Colônia (Alemanha – 2005) com 1 milhão de jovens; em Sidney (Austrália – 2008) com 500 mil jovens; em Madri (Espanha – 2011) com 2 milhões de jovens, no Rio de Janeiro (Brasil - 2013) com mais de 3 milhões de jovens católicos e não católicos.
Em 2013, a Igreja Católica brasileira viverá um ano voltado à Juventude. O lema escolhido para a JMJ aqui no Rio de Janeiro foi “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mateus 28,19), anunciado em agosto do ano passado e que ganhou força com o anúncio da campanha da Fraternidade, pela CNBB, voltado para a juventude com o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Isaias 6,8).
Com mais de três milhões de jovens, dos cinco continentes, aconteceu no Rio de Janeiro o encontro do Papa Francisco com os jovens e marcou uma bela convivência de fé e troca de experiências religiosas e culturais entre os jovens que estamparam em seus rostos a face de Cristo através de seu comportamento exemplar durante o encontro, reeditando o cenáculo (encontro de Cristo) com os apóstolos, onde todos oravam em suas línguas nativas e entoavam suas preces em comunhão ao Espírito Santo de Deus.
O carisma do Papa Francisco trouxe brilhantismo ao evento, com palavras que traduziam aos jovens a necessidade de se viver uma vida mais simples apesar da modernidade tecnológica de hoje, contraposta, a um mundo meio que perdido em busca de valores vazios. Nas entrelinhas das palavras de Sua Santidade, percebe-se não estar fora de moda ser simples, falar e praticar a dignidade, se preocupar com a educação, saúde, segurança e, principalmente, com a desenfreada corrupção exposta no comportamento dos políticos mundo a fora. E ainda mais! Que os católicos deveriam vencer essa etapa triste participando contundentemente da política e se preciso for, indo às ruas, pela igreja e pelo sofrimento do povo, principalmente, dos mais necessitados e que a sua vinda aqui era eclesial com o intuito de encontrar com a juventude de todo o mundo e trazer Deus a eles, traduzida em sua fala inicial: “Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo!“

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O dólar e os preços

Com o dólar em alta, cerca de 10%, a inflação brasileira fica sob pressão. Assim, a indústria deve promover uma onda de reajustes de preços, o que ampliará a pressão inflacionária até o fim do ano. No entanto, os repasses não devem chegar integralmente ao consumidor, que resiste em pagar mais e ameaça substituir produtos ou desistir da compra.
Há pressões de custos em vários segmentos da indústria, como computadores, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, autopeças e veículos automotivos, dentre outros.
Mais de 30% da economia brasileira faz uso de bens importados como peças e insumos. Assim, eletrodomésticos da linha branca e televisores irão ficar mais caros. A grande pressão no custo de insumos como aço e componentes geram pressão e as empresas acabam por não ter outra saída a não ser repassar os custos para os preços atingindo os consumidores.
O aumento do aço, insumo que está presente em vários produtos classificados de bens duráveis, depende de acertos entre compradores e fornecedores deste insumo, com os fornecedores pretendendo reajustes entre 10% e 25%, o que seria um alívio para as siderúrgicas.
No setor de eletrônicos, os reajustes já começaram. No início do mês, fabricantes elevaram em 3% o preço dos produtos para o varejo, pois as indústrias vinham absorvendo as recentes altas do dólar desde o início do ano. Em maio, porém, quando a moeda atingiu R$ 2,25 não foi mais possível segurar os reajustes.
Espera-se que os aumentos não irão além do necessário diante do atual cenário de perdas de mercado com repasses abusivos de custo para os preços. De um lado, o varejo está pressionado para vender mais barato, pois o consumo não cresce tanto. De outro lado, a indústria não possui condições técnicas de absorção dos custos em alta.
Segundo especialistas componentes de microcomputadores, como memória e HD, dobraram de preço neste ano.
Estima-se que 70% dos itens de PCs, celulares e tablets sejam importados. O primeiro semestre fraco e a perspectiva de reajustes já fazem a indústria de eletroeletrônicos fazer uso de demissão de pessoal, com perdas de 2.170 vagas somente em maio, queda de 1,17% ante o mês anterior.
Fica fora de aumentos de preço o setor de brinquedos, onde a alta do dólar terá impacto marginal e chega a ser comemorada pelos fabricantes nacionais, que vêm o produto importado chegar mais caro no Brasil facilitando a concorrência, pois a indústria nacional de brinquedos trabalha somente com 3% de peças importadas.

Boas compras!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Compreendendo o Crédito Sustentável

O conceito de sustentabilidade tem como característica a preocupação com o meio ambiente, com o financeiro e com o social. Portando, é um conceito novo que tende a se expandir e se aprofundar com o passar do tempo nas sociedades modernas, podendo-se dizer que veio para ficar.
Daqui para diante, essa será uma exigência das sociedades atuais, assim como das novas gerações, que trarão em si a preocupação e a necessidade de preservação em sua totalidade, buscando maior equilíbrio no uso dos recursos sejam eles vindos da natureza ou criados pelo homem. Incluindo-se aí o processo de educação e de transformação cultural que implicará em todos os processos de crédito e cobrança, de financiamentos, de compras, e de consumo. 
O brasileiro ainda não está verdadeiramente acostumado a este conceito. Mas logo, logo o entenderá e o incorporará em seu dia a dia, já que não é tão novo assim nos países desenvolvidos, embora por aqui as empresas já o tenham disseminado no trato com as modalidades de créditos e nos processos de gestão empresariais. Assim, pouco a pouco, todos incorporarão os conhecimentos sobre o que é, ou não, sustentável.
Quando se trata de crédito, por exemplo, o seu banco de relacionamento possui vários tipos de produtos para os vários tipos de públicos. Então, quando se vai buscar qualquer modalidade de crédito pessoal, vale a pergunta: o que é crédito sustentável para uma pessoa física?
Na realidade, é o mesmo conceito que se usa no mercado de crédito responsável ou de crédito consciente. É a idéia de que o cliente está sendo atendido pelo produto certo, nas condições de pagamento que lhe são acessíveis.
É a preocupação da instituição financeira de se combinar aquilo que o cliente deseja com um produto mais adequado a ele, cliente. Desta forma contempla-se um atendimento de crédito adequado com a necessidade do cliente, procurando atendê-lo dentro de sua capacidade de pagamento relacionando a sua necessidade de crédito com a sua capacidade de pagamento ou de endividamento.
Muitas instituições bancárias costumam chamar isto de crédito sustentável, de crédito responsável, de crédito consciente, que significam literalmente a mesma coisa. Este processo traz em si a possibilidade de que um cliente possa ter a possibilidade de tomar crédito continuadamente, sem que isso se transforme em uma enorme dificuldade, traduzido em inadimplência ou em um grande pesadelo, o que é também, por outro lado, uma preocupação do próprio banco ou instituição financeira.
Assim, quando pensamos, por exemplo, no financiamento de uma obra de infra-estrutura de grande porte, um aeroporto, uma hidrelétrica ou mesmo uma siderurgia, questionamos se os mesmos atendem à sustentabilidade proposta. Ou seja, simplesmente questionamos se há efetividade no projeto ou empreendimento em questão. Identificando se o projeto se mantém sustentavelmente, ou seja, se possui o equilíbrio necessário no que diz respeito às questões econômicas, financeiras, sociais e ambientais. Ou simplesmente se o projeto atende a estas condicionantes.
Conhecer a idéia de sustentabilidade é um belo princípio de educação financeira e de orientação para o cidadão.
Assim, um simples crédito que qualquer indivíduo possa tomar em uma instituição financeira, ele simplesmente deve estar de acordo com a necessidade do cliente. Ou seja, de acordo com a capacidade do cliente de efetivar o pagamento do empréstimo e rigorosamente dentro do perfil financeiro dele, cliente. É a busca do equilíbrio da vida financeira de cada cidadão e as instituições têm inúmeras propostas de mercado para isso.

Bons negócios!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Como as manifestações do povo brasileiro impactam em governos e empresas

O Brasil passa por um momento singular de protestos contra o status quo – estado atual das coisas no país, o qual as pessoas se perguntam como tudo isto começou, quais serão os seus desdobramentos e como isto tudo se acabará.
Na realidade é uma resposta sempre difícil de ser dada. Uns buscam momentos parecidos na história da humanidade, outras buscam respostas na história recente e as respostas são diversas.
Acontece que o país está diante de um momento novo e com a representatividade política caindo aos pedaços pela desfaçatez e a cara de pau dos políticos plantonistas.
Antes do movimento das ruas já existia uma insatisfação exacerbada que podia ser verificada nas rodas de amigos, dentro dos ônibus, etc., e o boca a boca já ecoava pelas reformas do país via povo. Agora com a ajuda da internet, o “twitter” e o “facebook” associado às palavras de ordem das ruas ninguém segura mais o processo de mudanças que virão sem piedade, oriundo das ruas.
O certo é que depois desses movimentos, a sociedade brasileira não será mais a mesma. Se já havia um crescente aumento da exigência e da crítica em todos os setores, após estes protestos em massa, os cidadãos serão mais críticos e muito mais exigentes, pois a sede de justiça e por mudanças é grande e as administrações públicas, acostumadas a olhar para si mesmas tem dificuldades em entender o clamor da sociedade que realmente acordou.
Mas como isso atinge o ambiente de negócios? A maior parte das empresas ainda não começou a considerar o impacto desses movimentos como uma nova variável em seu plano estratégico. Algumas até consideram o movimento como passageiro, ansiando pela volta à normalidade das relações de troca e consumo como tem sido há tempos. O Varejo e os Serviços são mais atentos à segurança, o setor industrial removerá algumas políticas de RH, mas em geral, o impacto dos movimentos ainda não foi visto como tendência, que pode rever as relações empresa – cliente, repensar compostos de marketing e ser refletido no ambiente de inovação.
Os movimentos populares, especialmente os pacíficos, contam com 80% de aprovação dos brasileiros, inclusive da imprensa que também demorou muito para perceber a força do movimento e do momento de mudanças requerido. É moda, engajar-se e protestar, caminhar pelas ruas, exigir melhores condições de praticamente tudo. Essa aceitação tácita dos movimentos faz com que a sociedade incorpore também os pleitos de melhoria de serviços, que em muitos casos são decorrentes da atividade empresarial, contra a qual também há muitos protestos. E é aí que as figuras do cidadão e do consumidor começam a convergir.
Se de um lado, os protestos se iniciaram contra os diferentes níveis de Governo em suas funções essenciais de provedores de serviços públicos, de outro, uma grande parte desses serviços é prestada por empresas, muitas delas privadas, que em nome do Poder Público e em nome do próprio empreendedorismo, ocupam espaços e exercem o papel de prestadores de serviços dos quais, os protestos também têm sido direcionados.
Os serviços públicos, os quais, a iniciativa privada atua, ou que a sociedade entenda que são obrigações do Governo, é oferecido por empresas que atuam sob concessão, regulamentação ou fiscalização dos governos, e que, em nome do lucro eventualmente auferido, essas empresas acabam por ser entendidas como culpadas por alguma insatisfação do cidadão/consumidor. Sob a alcunha de “Poder Econômico” o próprio Governo, convenientemente, atribui às empresas, as falhas que em uma análise mais detida, são resultantes de um círculo vicioso que envolve processos não transparentes e pouco seguros de planejamento, contratação e entrega desses serviços ao empresariado.
Melhor seria se as empresas tivessem liberdade de prestar serviços de maneira adequada, por meio de regulação clara e pública, de existência de concorrência e da fiscalização por órgãos de terceira parte, politicamente isentos e que os Governos exercessem seu papel regulador e fiscalizador, atuando sempre que necessário, de modo transparente e aberto.
As empresas precisam se voltar às análises estratégicas e procurar entender que o consumidor mudou mais uma vez, tornou-se mais exigente, mais atento a detalhes e que acredita agora que sua insatisfação trará consequências ao mercado.

Este é um grande momento para que partidos políticos, governos e empresas se apropriem de um processo de inovações, responsabilidades e honestidade ao qual procurem se especializar em entender e, principalmente, atender este novo cidadão/consumidor de serviços públicos e privados com um atendendo cada vez melhor, ou seja, de alta qualidade.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Vox populi, vox dei

Os jovens brasileiros saíram do “Facebook” e vieram às ruas simplesmente para dizerem basta! Estamos com o “saco cheio” com este estado de coisas que vem acontecendo em nosso país!
Assim, a panela de pressão se abriu, o gigante acordou! E sobrou para todos, principalmente, para a classe política, se é que se pode chamar isto de classe de alguma coisa, senão de uma classe de balcão de negócios com o dinheiro do povo.
Abaixo o puxão de orelhas das ruas, retirados dos cartazes exibidos nas passeatas legitimamente democráticas.
Dilma chama a educação de Neymar e investe nela! Odeio bala de borracha joga Tic Tac!  Não é por vinte centavos é por direitos! Queremos cura para a fome! Fora Dilma! O povo é o dono do Brasil! O Gigante acordou! Ou para a roubalheira ou paramos o Brasil! A educação merece respeito, não salário de fome! Da copa abro mão para investir em educação!
Se estádios são construídos em tempo recorde, por que a duplicação da BR 381 demora tanto? #oBrasilacordou.
Educação padrão FIFA. Em 10 anos a passagem aumentou 60% e o salário aumentou 20%, e aí Dilma? Haddad, Alckmin e Dilma, eu não ando de “busão” pelo mesmo motivo que vocês não usam o SUS (ciclista em SP). Não ando de ônibus, mas quero respeito! Corrupção se cura com educação! CUIDADO! País em manutenção! Hei, fardado, você também é explorado! Vem pra Rua Brasil, mostre a sua cara!
Brasil um país de roubos! Queremos escolas e hospitais padrão FIFA! R$ 0,10 não me compra! R$ 33 bilhões na Copa e R$ 0,50 para estudar na rede pública.
Foram os disparos em São Paulo que acordou o povo em todo o Brasil! Plano de cultura já! Antes puta que submissa! Afasta de mim este “cala-se”! Sexo é amor, sacanagem é o que fazem com o povo! Terrorismo derruba prédios, nós derrubamos máscaras!
Na Arábia Saudita os ladrões são amputados, no Brasil são os deputados! Gleise Roitman a vilã da vida real! Errar é humano, permanecer no erro é infeliciano! Ministro Joaquim Barbosa o Brasil precisa de pessoas como você! Desculpe o transtorno, estamos mudando o país! Césio 137 nós vitimas pedimos socorro está faltando medicamento! Não contavam com nossa astúcia! O gigante acordou! – Isso é uma rebelião? – Não políticos brasileiros, é uma revolução! Mais saúde e educação! Se você não está lutando por uma solução então você é parte do problema! Agora é a nossa vez gerações dos anos 80 e 90 mostrando a nossa cara! Tem tanta coisa errada que nem cabe no cartaz! Não gosto de bala de borracha, manda um “halls”! Estão querendo a cura gay e a cura da corrupção? Não estou deitada em berço esplêndido! Nosso sangue Sr. Pelé é o que escorre nas filas do SUS! Pela redução da tarifa, passe livre já! Fora PEC 37! (atendida pelo Congresso acuado).  
Paz sem voz não é paz, é medo! Eu amo Recife, mas não sou correspondida! Preciso de um OUTDOOR urgente, é tanta bronca que um cartaz é pouco! Muda Brasil Pátriamada! # Vem pra rua! # Corrupção não! # O gigante acordou!
Filho, vim escrever as páginas do seu livro de história! Vamos formatar o Brasil! Remoções forçadas, “maraca” privatizado! Copa das Manifestações! “We don’t need World Cup”. Estamos todos juntos por um Brasil sem corrupção! Paz por favor!
Mudamos o mundo com a mudança da mente! Ideais são à prova de bala!!! Jogaram mentos na geração coca-cola! Somos jovens não temos tempo a perder! Professor eu desejo a você um salário de um deputado e o prestígio de um jogador de futebol. Militares fiquem na caserna! Eles que lesam a pátria e eu é que sou marginal! Voto facultativo! Queremos R$ 30 bilhões na saúde e na educação!. A vida sempre em primeiro lugar! Bem vindos à Santa Maria onde a vida de jovens não tem valor nenhum!
Vou cobrar com juros todo esse amor reprimido, esse grito contido! Apoiamos as manifestações por um Brasil melhor! Não mais deveres sem direitos! A Globo não me representa! Famintos por mudanças, não vamos tolerar mais! O povo acordou, o povo decidiu, ou para a roubalheira ou vamos parar o Brasil! Povo que não tem virtudes acaba por ser escravo! Primavera Brasileira! Quando seu filho adoecer leve-o a um estádio! Vândalo, você não nos representa! Já vi uma crise econômica mundial, uma revolução, uma ditadura, uma guerra mundial, um golpe militar e um impeachement! ... vale a pena lutar! (Sra. Espedita – 84 anos). Meus avós venceram a ditadura, meus pais conquistaram as diretas já, agora vamos vencer a corrupção! Quero ver se a bola ou a trave vai ensinar o seu filho amanhã!!! Entre outras mil és tu Brasil, a mais roubada! Dilma me chama de copa e investe em mim! (estudante). O Brasil é nosso! Ordem e Progresso, fachinha no congresso! Verás que um filho teu não foge a luta, vem pra rua! Viva brava gente brasileira! Começou com R$ 0,20 agora vamos buscar os bilhões roubados do povo brasileiro pela corrupção! Catraca livre já! Não é só os R$ 0,20 centavos, mais saúde, mais educação e melhores salários!    

Bem vindo Brasil às Ruas que te pertencem!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Pânico em Ipatinga?

Recentemente a revista Exame publicou uma matéria com o título “Pânico em Ipatinga”, a matéria foi interessante, mas merece alguns reparos.
Eu não diria que a cidade está em pânico, nem que as coisas estão difíceis especificamente por causa das dificuldades que o setor do aço passa no Brasil e em boa parte do mundo por um momento de retração do consumo de aço por motivos diversos.
A queda do IPTU da cidade pode ter, dentre outras causas, o reflexo da paralisia do mercado imobiliário na cidade, fruto de um Plano Diretor mal concebido e mal divulgado para a população. O IPTU somente cai se o ente público decretar queda da alíquota do imposto, se toda a população, por exemplo, se mudar da cidade ou se um ente importante que paga muito esse imposto deixar de paga-lo por algum motivo específico.
O que tem sufocado a arrecadação das prefeituras em todo o país é o fundo de participação dos municípios que depende do IPI (imposto de produtos industrializados), imposto que vem equivocadamente e sistematicamente sendo subtraído em forma de isenção, principalmente para a indústria automobilística, o que faz reduzir significativamente o repasse do Fundo de Participação aos Municípios.
A Usiminas nasceu na gestão de Juscelino Kubscheck de Oliveira e a região escolhida para a sua implantação, hoje conhecida como Ipatinga, teve a preferência do projeto através de um estudo de viabilidade econômica por parte do estado brasileiro à época.
Os projetos de grande porte como o do aço em nossa região, são viabilizados economicamente e seguem um padrão de instalação que opera a implantação do empreendimento próximo à matéria prima (minério de ferro), que é o nosso caso, próximo do mercado consumidor, ou ainda, pode se adotar um modelo intermediário de localização que fica entre o centro consumidor e a localização de matéria prima.
Coube então, de acordo com os japoneses, cuja característica de instalação de seus projetos a proximidade da matéria prima ocorrer aqui em Ipatinga.
O projeto Usiminas colocou no decorrer do tempo a cidade de Ipatinga como uma das principais cidades do estado de Minas Gerais a qual ainda continua tendo este status. Isto ainda não mudou.
Seguindo as práticas de instalação da companhia dentro do aspecto econômico, era preciso fixar as pessoas que iriam trabalhar no empreendimento aqui em nossa região. Lembremos que nos idos dos anos sessentas a nossa região era completamente tribal. Portanto uma região inóspita.  Assim o estado brasileiro da época utilizou-se de técnicas de incentivo para a fixação de pessoal para tocar, não somente a obra de instalação da empresa, como também tocar o empreendimento. Vieram então os bairros da Usiminas, que foram construídos e habitados de acordo com o grau de importância dos funcionários da empresa, e que teve como principal mote, a aculturação da cidade, diminuindo os conflitos de escolaridade, digamos assim, entre os novos habitantes, e que por sua vez, atendeu ao modelo japonês de hierarquização do espaço.
Lembremos também, que por absoluta falta de atuação do poder público da época, incapaz de compreender a envergadura do investimento que se estava iniciando na cidade, a empresa através do estado brasileiro, teve que tomar a iniciativa do projeto como um todo e se desdobrou para colocar um mínimo de estrutura física na cidade, daí as escolas, o aeroporto, hospitais, criação de cooperativas de crédito e de consumo, operadoras de saúde, zoológico e os clubes nos bairros como meio de facilitar a vida por aqui, e dar um mínimo de dignidade aos funcionários que se dispusessem a vir para a empresa, assim como, para uma população flutuante que permeava a cidade, advindas de outros estados para atender as constantes expansões pela qual a siderúrgica passava para atender a crescente demanda por aço no país. Portanto, era uma prática que iria terminar com o tempo. O que ocorreu. Lentamente a empresa foi retirando os benefícios, a partir do momento que a cidade passava a oferecer melhores condições de vida à população.
O projeto Usiminas em conjunto com os japoneses teve conotações internacionais. Este projeto foi o primeiro empreendimento japonês de grande porte fora do Japão e tinha como objetivo principal mostrar ao mundo que os japoneses detinham essa tecnologia, portanto, tinham capacidade de produção dos chamados bens de capital para empresas de grande porte.
A dívida atual da empresa é realmente elevada. Representa cinco vezes a sua geração de caixa, o que é, naturalmente, desconfortável para qualquer empreendimento.
Com um quadro de pressão nos custos, dificuldades com a concorrência do aço Chinês, baixa produtividade, associada à queda dos níveis de investimentos da empresa, o caminho de demissões e de reavaliação de ativos da empresa para possível alienação (venda) são inevitáveis nestas circunstâncias. Ninguém defende demissões, longe disto, porém é o quadro que se impõe no momento.
Dentro deste contexto lamentável por que passa a Usiminas hoje, e por tabela a cidade de Ipatinga, cabe lembrar que mais do que nunca a cidade e a região depende do poder público constituído, que ainda hoje continua ausente, e vem se mostrando incapaz de mudar o quadro vigente.
Neste contexto a junção de Usiminas, CSN e Gerdau, caminho natural para se combater a entrada feroz da China em nosso mercado, bateu de frente com a ideologia do governo federal de não entender o processo de privatizações ou de junções de empresas como um meio eficaz de se combater o dragão chinês.
É preciso perceber que o baixo grau de representatividade política de nossa região tem feito mais do mesmo, ou seja, apenas reproduzir por aqui tudo o que acontece no planalto central.
Seguindo um processo natural da região, temos a propensão de crescimento do setor metal mecânico com vistas ao atendimento do setor de petróleo e gás que vem se mobilizando e firmando parcerias internacionais para se alavancar na região. Desta forma, os empresários locais vem se mobilizando e se desenvolvendo quase que por conta própria, se lançaram num processo vitorioso de incrementar esse nicho de mercado para a indústria do vale do aço que certamente trará melhores dias para a toda a região.

Finalizando eu diria que Ipatinga não está em crise. O que está em crise por aqui e no Brasil é a falência do setor público brasileiro.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Os Desafios do Empreendedorismo

Empreender, não é algo fácil. Aqueles que buscam o caminho de seu próprio negócio devem ter paixão e estar ciente de que os riscos são muitos, mas o retorno de um modo geral, sempre vale à pena.
Especialistas aconselham a quem procura abrir o seu próprio negócio a ter um bom plano de negócios. Antes de qualquer passo que se pretenda dar é importante ter um estudo muito bem detalhado do mercado ao qual se queira atuar.  Descobrir um nicho de mercado livre é super importante.
Através de uma pesquisa bem embasada de informações de mercado dentre outras informações, é possível ser mais assertivo e correr menos riscos com o investimento. Quanto melhor a preparação, melhor os resultados.
Outro passo importante é a gestão. Conhecer os custos do produto ao qual se vai trabalhar é primordial.
Procure ver os números como os seus melhores aliados na hora de avaliar e viabilizar um investimento e veja também, como isso poderá afetar o seu negócio no longo prazo.
Empreendedores de sucesso preconizam que é preciso muita coragem para tal empreitada, além de buscar objetivos claros e suficientes para transformar a sua idéia em uma empresa de sucesso e, claro, ganhar dinheiro. Pense ainda, que não há limites para o sonho de se melhorar no decorrer do percurso, de se aperfeiçoar ao máximo, de se conquistar uma bela experiência e buscar a confiança e o carinho dos consumidores no futuro.
Lembre-se, empreender é correr riscos e que o ideal seria sempre ter em mãos todas as informações possíveis, mas isso às vezes pode não ser possível. Assim, mesmo não tendo todas as respostas do mundo empresarial nas mãos no tempo certo, será preciso ter coragem de sair do plano à prática e isso se chama, literalmente, correr riscos.
Será necessário ter muito claro em sua mente aonde se quer chegar com a sua empresa. Deste modo, o empreendedor que deseja crescer não pode ver o seu negócio apenas, como ganha pão, mas trabalhar sempre com metas e objetivos claros para crescer e se desenvolver infinitamente.
Outros acreditam que empreender é como se fosse um verdadeiro ginasta que precisa se contorcer para passar pelos obstáculos. Mas, esses momentos são os que fazem as pessoas se amadurecerem e se transformarem em lideres. A sugestão é a de que não se deve nunca pensar em encurtar o caminho da prosperidade. Ela vem com a experiência e a maturidade e não são construídas de uma hora para outra. É preciso ter capacidade de transpor as adversidades, sacudir a poeira e dar a volta por cima, sempre que for necessário.
É preciso acreditar no negócio, naquilo que você está se empenhando e se propondo a fazer, além de se dedicar completamente a ele.
Durante a administração do negócio, certamente o empreendedor vai se deparar com inúmeros desafios e situações de pressão com as demandas características do seu empreendimento. Lembre-se que você irá lidar com um universo de acontecimentos muito grandes, com fornecedores, clientes, funcionários e agentes externos que podem dificultar ou favorecer a situação de momento ou de futuro do negócio. A persistência é uma virtude extremamente importante e é o pilar de sustentação do empreendedor.
Além disso, um empreendedor deve ter práticas arrojadas e criativas, que transcendam limites e ampliem horizontes, possibilitando a exploração de novas idéias, em um compromisso com seu consumidor, colaboradores e fornecedores. É necessário ter perseverança, acreditar em seu trabalho e ter o risco como pressuposto. É preciso ser feliz no seu dia a dia. Acordar com vontade de trabalhar e gostar muito do que se faz.
É imprescindível a preocupação com a qualidade do produto ou serviço prestado pela empresa e com o bom relacionamento com os clientes. Manter um relacionamento duradouro com os consumidores, respeitando suas diferenças, entendendo suas expectativas e antecipando os seus desejos são premissas constantes na evolução da empresa. Lembrando sempre que por meio deles, consumidores, será o caminho onde o empresário alcançará o seu sucesso definitivo.

Bons negócios!