domingo, 11 de julho de 2010

A Conta Salgada do Lanche de Viagem

São muitos os motivos e os apelos para uma viagem. Conhecer um lugar diferente, ir à praia ou mesmo, visitar a família. Porém, um imprevisto indigesto pode aparecer no meio do caminho e estragar o passeio antes mesmo da tão sonhada chegada. Ou seja, aquele que nos pega desprevenidos e para o qual não planejamos. Os elevados custos de alimentação que acontecem nas paradas rodoviárias de uma viagem de ônibus ou de carros particulares. Portanto, esse preço apimentado pode comprometer o orçamento de quem deseja aproveitar uma viagem de final de semana ou mesmo em férias.
Assim, muitos estabelecimentos tiram proveito de seu isolamento em pontos diversos nas rodovias brasileiras e abusam dos preços, não somente pela falta de concorrência, mas principalmente, pela falta de fiscalização rotineira, cobrando preços bem acima da média das cidades. Somando-se a isso, os custos com frete, o aumento dos preços na alta temporada, e claro, tudo isso reflete diretamente no bolso do consumidor.
Para não cair nessa armadilha, fora de propósito, muitos consumidores depois de verificar a quanto vai todo esse abuso, aproveita para levar água e alimentação mais apropriada e mais saudável, comprada previamente em um bom supermercado em sua própria cidade, fazendo assim, um consumo digno, sem gastar muito, longe da esperteza dos comerciantes de plantão. Entretanto, para quem viaja com freqüência, acaba ficando a mercê desse desgostoso gasto que fatalmente impactará no orçamento. Se tivermos viajando em família ou em grupo esse gasto pode superar, em muito, as mais otimistas expectativas.
Olhando com cuidado, podemos observar que adicionar a esses gastos com alimentação as passagens de ônibus, diríamos que uma opção por uma viagem aérea poderia até ficar mais em conta, e ainda, com facilidade maior nos pagamentos. Para viagens aéreas, o melhor é planejar e comprar as passagens com antecedência e aproveitar as promoções de preços.
O cuidado com o risco de endividamento é sempre uma variável a ser observada. Pois, uma viagem é sempre agradável, porém ficar com aquela prestação durante um período muito longo na conta-corrente ou no cartão de crédito não é nada agradável.
Calcule sempre em uma viagem, os custos com transporte, alimentação e hospedagem, além de adicionar a esse total, um adicional de 10 a 20% para os imprevistos, para evitar surpresas.
Enfim, cada consumidor sabe quando está sendo levado a gastar além do previsto, naquela hora mágica, a hora de pagar a conta. Tenha então como referência, que nestes tempos de estabilidade financeira, onde os preços tendem a oscilar menos, que um gasto com lanches em até 10% do preço da passagem, estaria, digamos no limite de tolerância.
Pesquisas mostram que o impacto do preço dos lanchinhos de viagem no orçamento do consumidor tem ficado entre 18,1 e 26,2%.
Portanto, planeje sempre a sua viagem!

domingo, 4 de julho de 2010

O Pulo do Canguru

A Austrália começou como o Brasil, uma colônia de degredados, e se transformou numa vitrine de riqueza e modernidade, com uma qualidade de vida de causar inveja a outros inquilinos do mundo desenvolvido. Enquanto boa parte do planeta, das montanhas dos Bálcãs aos guetos de Los Angeles, se dilacera em conflitos étnicos de arrepiar os cabelos, a Austrália se orgulha de ser um modelo de integração racial, capaz de absorver sem traumas milhões de imigrantes, oferecendo-lhes as oportunidades que outras terras prometidas, como o Brasil ou a Argentina, negaram.
Na Austrália, a educação e a saúde são de primeiríssima para todos, juntamente com hábitos que certamente o situam como um dos melhores lugares do mundo para se viver.
No passado, o país acolheu grande contingente de estrangeiros e sua etnia constitui-se de italianos, gregos, latino-americanos, vietnamintas, malaios, tailandeses, indianos, chineses, filipinos e coreanos.
A diversidade cultural é grande e um exemplo típico do mosaico racial australiano pode se encontrado numa sala de aula na pré-escola do subúrbio de “Dee Why”, em Sydney, onde a maioria das crianças, com idade de 3 a 5 anos, é filha de imigrantes vindos de países distantes entre si como as Ilhas Fiji e a Holanda. Assim, a supervisora pedagógica é brasileira; sua assistente, grega. Há ainda a professora venezuelana que inicia as crianças no idioma espanhol como uma terceira opção de língua, além do inglês oficial e da língua falada pelos pais em casa.
Com uma população próxima a 22 milhões de pessoas e um território do tamanho do Brasil podemos dizer que o imigrante, qualquer que seja ele, em dois anos, tem o direito à cidadania. Ao desembarcar no país, o imigrante encontra um curso em horário integral de língua inglesa. A segunda etapa do programa o prepara para o mercado de trabalho. São ensinamentos práticos: redigir um currículo, identificar ofertas de emprego dentro de sua especialidade, relação de telefones úteis, dicas para alugar ou comprar casa própria.
Crianças em idade escolar freqüentam um curso especial de aproximadamente um ano, destinado a familiarizá-las com a terminologia do currículo nacional. A educação é gratuita e rigorosamente obrigatória para todos, entre 5 e 15 anos de idade. A mão generosa do Estado também garante ajuda financeira aos mais pobres que queiram prosseguir nos estudos. O auxílio-desemprego pode chegar a mil dólares australianos (cerca de mil e cem reais) mensais para um casal de dois filhos.
Além da aposentadoria aos 65 anos os idosos têm direito a um pacote de benefícios que inclui alimentação fornecida diariamente em casa e visitas médias em domicílio.
Assim, caro leitor, com excesso de arrecadação e baixa prestação de serviços, o que dizer mais sobre o precário atendimento governamental à sociedade brasileira?

sábado, 26 de junho de 2010

As Mulheres Mais Ricas do Mundo

A revista americana Forbes trouxe a relação das mulheres mais ricas do mundo. Notem que elas vêm chegando de mansinho.

1º lugar: Christy Walton
De 54 anos – dona do Wal-Mart (varejista) – com US$ 20 bilhões.
Christy Walton é a nora do fundador da Wal-Mart, Sam Walton. Com a morte de seu marido John T. Walton em junho de 2005, ela herdou sua fortuna de US$ 15,7bilhões.

2º lugar: Alice Walto
De 59 anos – dona do Wal-Mart (varejista) – com US$ 19,5 bilhões.
Seu pai e seu Tio Sam James iniciaram com uma rede de lojas em Bentonville, Arkansas, em 1962. Hoje, o Wal-Mart é a maior varejista do mundo: controla mais de 7.900 lojas, tem 2 milhões de funcionários e tem faturamento de US $ 400 bilhões.
Alice é formada a partir da Universidade Trinity e vive num rancho localizado na cidade de Mineral Wells. Seu hobby são cavalos. Alice Walton decidiu não se envolver nos negócios da família desde a morte de seu pai em 1992, mas por um tempo foi corretora da E. F. Hutton. Nas Eleições presidenciais americanas de 2004, Alice dôou 2,6 milhões de dólares para o grupo de direita política Progress for America.

3º lugar: Liliane Bettencourt
De 88 anos – dona da L’Oréal (cosméticos) – com US$ 15 bilhões.
Liliane Bettencourt é a segunda pessoa mais rica da França e uma das pessoas mais ricas do mundo. Bettencourt é a única filha de Eugène Schueller, o fundador do grupo de cosméticos L’Oréal, uma das maiores empresas do ramo de beleza e cosméticos. Em 1927, já aos cinco anos de idade ela perde sua mãe.
No ano de 1950, ela casou-se com o político francês André Bettencourt, e passou a viver em Neuilly-sur-Seine, França. Juntos tiveram uma filha, Françoise, que é casada com Jean-Pierre Meyers (neto de um rabino que morreu no Auschwitz), ela também faz
Parte do quadro de diretores da L’Oréal.

4º lugar: Susanne Klatten
De 48 anos – dona da BMW (automotivo) – com US$ 12 bilhões.
Nascida em Bad Homburg é uma empresária alemã, filha de Herbert Quandt e Johanna Quandt. Herdou após a morte de seu pai 50,1% de participação na Altana, empresa da qual integra o Conselho de Administração e ajudou a transformar em uma corporação de classe mundial listada no “Top 30″ da DAX. Herdou também 12,5% da BMW, empresa da qual integra o Conselho de Administração desde 1997 junto com seu irmão
Stefan Quandt.
Casou-se com Jan Klatten em 1990, tem três filhos e vive reclusa em Munique, o que é compreensível, tendo em vista que em 1978 escapou por pouco de um seqüestro.

5º lugar: Birgit Rusing
De 54 anos – dona da Tetra Laval (embalagens) – com US$ 11 bilhões.
Viúva sueca que, juntamente com os três filhos é proprietária da empresa de embalagens Tetra Laval, o que contribui para um legado de 25 mil milhões de reais, deixado pelo marido, Gad Rausing, falecido no ano de 2000. Depois da tentativa de seqüestro de um dos seus filhos em 1989, a família adotou um estilo de vida bem mais
discreto do que levava até então.
6º lugar: Jacqueline Mars
De 69 anos – dona de Ind. Alimentícias – com US$ 9,5 bilhões.
É proprietária de uma fabrica de chocolate e possui a maior empresa de confeitaria do mundo. Se tornou famosa na linha Candy bar que inclui Milky Way, Snickers, 3 Musketeers, M&M’s, DoveBars, Uncle Ben’s rice e ainda a linha de comida animal Pedigree e Whiskas.

7º lugar: Anne Cox Chambers
De 90 anos – dona da Cox Enterprises (cabo) – com US$ 9 bilhões.
É natural de Atlanta, controla a Cox Communications de sua propriedade que é atualmente a terceira maior empresa de cabo nos E.U.A. Simpatizante e financiadora do Partido Democrata, Chambers foi embaixadora dos Estados Unidos em Bruxelas durante o governo de Jimmy Carter.

8º lugar: Abigail Johnson
De 47 anos – dona da Fidelity Investments (renda fixa) – com US$ 8,5 bilhões.
Dirige empresas que regem a sociedade de investimento de fundos de renda fixa e de alocação de ativos. Atualmente supervisiona 161 fundos com mais de US $ 650 bilhões de dólares de ativos.

9º lugar: Savitri Jindal
De 58 anos – dona de Indústria do Aço – com US$ 6 bilhões.
É a executiva do conglomerado de aço e energia OP do grupo Jindal da Índia. É a mulher mais rica de seu país.

10º lugar: Charlene de Carvalho
De 54 anos – dona da Heineken (cervejaria) – com US$ 5,5 bilhões.
É a proprietária da terceira maior cervejeira do mundo, a Heineken e possui mais de 170 marcas premium em mais de 65 países. É filha de Freddy Heineken e Lucille Cummins, família originária do Kentucky, onde se dedicavam à destilação de whiskey bourbon. Charlene Heineken estudou Direito na Universidade de Leiden. Mais tarde casou com Michel de Carvalho, um corretor na bolsa, graduado pela Universidade de Harvard, e antigo ator cinematográfico.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Futebol e as Curiosidades das Copas

Na Copa do Uruguai, realizada em 1930, um jogador chamou a atenção de todos. O uruguaio Héctor Castro não possuía uma das mãos. Em função deste problema físico e de sua habilidade com a bola no pé, ganhou o apelido de "o divino manco".
Na Copa do Mundo de 1934, realizada na Itália, o jogador da seleção italiana Luigi Bertolini entrou em campo com faixas de pano enroladas na cabeça. O jogador fez isso para proteger a cabeça, pois as costuras das bolas da época eram grosseiras e costumam ferir a pele dos jogadores no momento do cabeceio.
Ainda na Copa de 1934, outro fato curioso. O jogador da seleção suiça Leopold Kielholz jogou usando óculos. Mesmo assim, foi capaz de marcar três gols.
Na Copa do Mundo de 1938, realizada na França, o jogador brasileiro Leônidas marcou um gol descalço. O fato curioso ocorreu no jogo entre Brasil e Polônia, vencida por nossa seleção por 6 a 5.
Na Copa do Mundo da Suíça (1954) um fato causou preocupação em todos que estamos assistindo ao jogo entre Uruguai e Hungria. Após fazer o gol de empate para sua seleção, o uruguaio Juan Eduardo Hohberg desmaiou em campo. Ele recebeu atendimento médico e se recuperou no hospital.
Na Copa do Mundo do Chile, realizada em 1962, na disputada partida entre Brasil e Inglaterra um cachorro invadiu o campo e proporcionou uma das cenas mais hilárias de todos os tempos da Copa. O habilidoso Garrincha foi pra cima do animal, porém tomou um drible. Já o jogador inglês Greaves, que não era tão habilidoso quanto o ponta brasileiro, teve sucesso e pegou o cão.
A Copa do Mundo de 1962 foi uma das mais violentas de todos os tempos. Nos cinco primeiros dias de jogos, cerca de 50 jogadores ficaram contundidos em função de jogadas violentas.
A Tunísia foi o primeiro país da África a vencer uma partida pela Copa do Mundo. Os tunisianos venceram os mexicanos por 3 a 1 na Copa do Mundo da Argentina (1978).
A maior goleada da história da Copa do Mundo ocorreu na Espanha em 1982. A Hungria venceu El Salvador pelo placar de 10 a 1.
Em 1982, na Copa da Espanha, o sheik do Kuait invadiu o campo e pediu a anulação do jogo em que a equipe de seu país perdeu para a França pelo placar de 4 a 1.
Na Copa do Mundo do México (1986), os brasileiros ficaram surpresos antes do jogo entre Brasil e Espanha. Em vez de tocar o Hino Nacional Brasileiro, tocou o Hino à Bandeira.
Na copa realizada nos Estados Unidos, em 1994, um fato muito curioso ocorreu no jogo entre Bulgária e México. O defensor mexicano Marcelino Bernal, ao tentar salvar uma bola, exagerou na força e acabou quebrando a trave.
Na Copa do Mundo do Japão / Coréia do Sul, realizada em 2002, ocorreu o gol mais rápido da história da competição. O jogador turco Hakan Sukur marcou aos 11 segundos um gol contra a seleção da Coréia do Sul.
Na base da Taça da Copa do Mundo de Futebol existe espaço para gravar o nome das seleções campeãs somente até o ano de 2038.
A primeira Copa do Mundo de Futebol a ter mascote foi a de 1966, na Inglaterra. Era um leãozinho chamado Willie.
Na Copa da Alemanha de 1974, a seleção da Holanda ganhou o apelido de "Laranja Mecânica", graças ao encantador futebol apresentado.
Na final da Copa do Mundo de 1990, na Itália, o árbitro esqueceu de olhar o tempo no relógio, e o primeiro tempo chegou aos 53 minutos.
Até a Copa do Mundo de 2006, já foram disputadas 708 partidas.
O jogador mais jovem a jogar uma partida de Copa do Mundo foi o irlandês Norman Whiteside. Ele disputou a Copa realizada na Espanha em 1982, com apenas 17 anos.
A maior média de gols em uma Copa foi a de 1954 (Suíça). Foram marcados, em média, 5,4 gols por partida.
A menor média de gols em uma Copa foi a de 1990, na Itália. Na ocasião, foram marcados, em média, 2,21 gols por partida.
A Copa do Mundo do México (1970) foi a primeira a ter as partidas transmitidas pela televisão.
Em todas as Copas do Mundo, até 2006, foram marcados 2063 gols.
A Copa do Mundo de 1930, no Uruguai, foi a única edição que não teve eliminatórias.
A edição da Copa que teve o maior número de gols foi a de 1998, na França. Nesta copa foram marcados 171 gols.
Os cartões, vermelho e amarelo, foram utilizados pela primeira vez em Copas do Mundo em 1970, no México.
A seleção da Suíça não tomou nenhum gol na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.
O goleiro que ficou o maior tempo sem tomar gols em uma Copa do Mundo foi o italiano Walter Zenga. Ele conseguiu ficar, na Copa de 1990, 517 minutos sem sofrer gols.
O camaronês Roger Milla foi o jogador mais velho a marcar um gol em Copas do Mundo. Aos 42 anos e 39 dias, Milla marcou o único gol da seleção de Camarões na derrota para a Rússia na Copa de 1994.
O jogador mais novo a marcar um gol em Copa do Mundo foi o brasileiro Pelé. Com apenas 17 anos e 239 dias, ele marcou um gol contra a seleção do País de Gales, em 1958.
O maior artilheiro de todos os tempos da história da Copa do Mundo é o brasileiro Ronaldo. Ele participou de 4 Copas do Mundo (de 1994 a 2006) e marcou 15 gols. Já o francês Just Fontaine é o maior artilheiro em uma única Copa. Na Copa do Mundo de 1954, realizada na França, Fontaine marcou 13 gols.
O técnico com maior número de jogos acumulados em copas foi o alemão Helmut Schön. Ele comandou a seleção da Alemanha em 25 jogos entre as copas de 1966 a 1978. Schön também é o recordista em número de vitórias em Copas do Mundo, com o total de 16.
A seleção com maior número de cartões vermelhos acumulados em copas do mundo é da Argentina. No total, são 10 cartões vermelhos. O Brasil vem em segundo lugar com 9 cartões vermelhos.
Brasil e Alemanha são os maiores finalistas de todos os tempos. As duas seleções chegaram 7 vezes em finais de Copas do Mundo.
Fonte: Sua Pesquisa.com

domingo, 13 de junho de 2010

O Futebol e os Investimentos

Nestes tempos de copa podemos fazer várias analogias do mercado financeiro com o futebol que todos gostamos.
Assim, podemos perguntar: o que a escalação da seleção brasileira tem haver com a escolha de ativos de uma carteira de investimentos? Pode parecer uma brincadeira, mas na realidade tem muita coisa em comum, como implicações práticas bem interessantes.
O técnico Dunga escolheu uma seleção basicamente baseado nos serviços prestados por seus jogadores, lá atrás, em preparações e competições que, aliás, foram toas ganhas. O que numa terminologia financeira, podemos chamar de rentabilidade passada dos jogadores que acabou influenciando na decisão do treinador na atual convocação do time. No futebol é assim: sempre se convoca os melhores jogadores da atualidade e quase sempre dá certo.
Financeiramente ao se vislumbrar uma carteira de investimentos, essa estratégia se torna um grande erro, numa hipótese de replicação desse processo, pois, na ótica financeira existe uma máxima que diz: o que rendeu bem no passado, não é garantia de rendimento agora ou no futuro!
Então qual é a melhor forma de escolher os ativos de uma carteira? Podemos dizer que existem várias formas de se fazer isso, mas a principal delas, sob essa perspectiva, é considerar o que está por vir, ou o que vem pela frente. Assim, não nos interessa se o CDI, (certificado de depósito interbancário) foi um grande negócio no Brasil quando os juros estavam em 26% ou 40% ao ano. Agora estamos em cenário diferente e isso é o que se deve considerar.
Há, portanto, várias formas de se analisar um investimento. Sem entrar em cada um especificamente, podemos dizer que a idéia é começar do micro, a partir daquele ativo (aplicação) específico e depois ir abrindo e partir para o cenário macroeconômico ou fazer o contrário, começar do cenário macro e ir para o micro, sempre olhando pra frente, nunca olhando o que aconteceu lá atrás.
Voltando para o futebol. Muitos analistas de futebol comentam hoje sobre como a nossa seleção ficaria em caso de haver algum problema com o Kaká? Outros perguntam se ficamos muito dependentes dele? Assim cabe a pergunta se isso tem haver com os investimentos?
De novo: tem tudo haver. Primeiro porque se um aplicador concentrar demais suas expectativas num determinado ativo, no caso um jogador, você pode correr riscos desnecessários. Se o Kaká se machucar por lá não existe um jogador com suas características. A mesma coisa acontece se um aplicador concentrar demais em um único investimento – aquela história de você colocar todos os ovos na mesma cesta. Se sua cesta quebrar você vai perder tudo aquilo. O ideal então é que o investidor sempre considere cenários alternativos. Ou seja, se o Kaká se machucar o que acontece com a minha seleção? É preciso estar sempre com uma postura crítica, cética mesmo, sobre sua escolha. Outra questão é: e se eu estiver errado em minha escolha ou com minhas perspectivas? E se algo der errado com o Kaká? Assim, tanto um treinador como um investidor deve ter uma postura científica, olhar para a sua carteira e perguntar: e se eu estiver errado em meus investimentos? Então é essa a questão, de ser cético em relação as suas apostas e diversificar os seus investimentos. Talvez tenha faltado essa percepção ao treinador Dunga, o que a imprensa cobrou muito e com certa razão.
Isso é o que chamamos financeiramente de hedge (proteção) de investimentos. Assim, como que o hedge pode nos ajudar a proteger nossa carteira de investimentos?
É o que estávamos dizendo sobre o ceticismo em relação as suas crenças. Às vezes se tem uma expectativa e uma expectativa não necessariamente pode se confirmar. Então o que se faz normalmente é travar o seu posicionamento futuro. Por exemplo: se você tem uma dívida em dólar – se o dólar subir muito a sua dívida vai explodir também. Então o que você faz? Você tem um artifício no mercado futuro de travar o dólar que você vai pagar lá na frente, fazendo uma operação contrária. Assim você estará se protegendo de uma variação cambial. Isso é somente um exemplo. Existem vários outros tipos de hedge que se pode fazer, o mais intuitivo é o de câmbio. Porém qualquer espécie de seguro, também não deixa de ser um hedge.
Assim o investidor está se protegendo de um cenário adverso de alta do dólar ou de um sinistro através de um seguro, como o de um automóvel, por exemplo. A idéia é essa, que você consiga minimizar seus riscos através de uma proteção. Isso é o hedge.
No futebol é preciso analisar o perfil do adversário. Como é que ele joga. Qual é o melhor jogador para se marcar para impedi-lo em sua progressão no jogo, etc.
Já no mercado financeiro, sem dúvida, existem investidores de diversos perfiz – alguns mais ávidos querendo ganhos no curtíssimo prazo, outros com horizontes mais longos de ganhos, etc.
Dentro deste contexto, a primeira coisa que um investidor deve saber, quando se dispõe a fazer um investimento, é saber o que ele está buscando. Se, se é um investidor de curtíssimo prazo, está mais sujeito ao fluxo de mercado e assim como a de sua sorte.
Caso queira fazer prevalecer sua inteligência de mercado, o quanto o investidor sabe mais, que os outros, o que você estudou. Então terá que expandir o seu horizonte. Terá que entender qual o seu perfil de investidor e a partir daí tomar suas decisões com mais propriedade.
É importante para investidores iniciantes e também para aqueles que já tenham conhecimento de mercado, enxergar e reconhecer as suas limitações. Se a pessoa é iniciante ela deve reconhecer que é iniciante e buscar educação financeira, através de especialistas ou por conta própria. Atualmente existem milhares de cursos sendo oferecidos – uns de qualidade – outros nem tanto. Pesquisar então quais são os melhores cursos é uma alternativa ou procure um bom analista.
Para quem já é um investidor mais veterano de mercado sugere-se que seja fiel às suas características. Por exemplo: se é bom em renda fixa não vai inventar de fazer um “day-trade”(combinação de operações de compra e de venda realizadas por um investidor com o mesmo título em um mesmo dia) em ações e vice-versa. Se a habilidade da pessoa é “day-trade” em ações, não tente fazer alguma outra coisa, pois pode se dar mal. Procure explorar suas potencialidades, assim suas chances serão maiores.
É importante então conhecer seu perfil de investidor, assumir riscos de acordo com ele e sempre diversificar a sua carteira de investimentos.
Boa sorte!

domingo, 30 de maio de 2010

Maracanã – Templo do Futebol

O maior estádio de futebol do Brasil é o Maracanã, um dos mais importantes símbolos nacionais. Ele foi construído especialmente para sediar a Copa do Mundo de 1950, sendo o maior estádio do mundo na época, com uma área de mais de 180 mil m² e 32m de altura, o que equivale a um prédio de seis andares.
O seu nome oficial é Estádio Jornalista Mário Filho, em homenagem ao jornalista esportivo de mesmo nome, que incentivou muito a sua construção por meio dos jornais da época. Já o nome popular Maracanã deriva do tupi-guarani e significa “semelhante ao chocalho”, pois, antes da construção, a região era habitada por papagaios maracanã-guaçu, que emitiam sons similares.
Em 1950, o Brasil sediou a quarta Copa do Mundo. Durante a década de 1940, as Copas de 1942 e 1946 foram canceladas por causa da Segunda Guerra Mundial. A Copa de 1950 só se realizou porque o país sede, no caso o Brasil, não havia sido atingido pela guerra e, por isso, teria infra-estrutura para sediar um campeonato mundial.
Nessa Copa, o Brasil era favorito absoluto a campeão, pois dos cinco jogos disputados antes da final, tinha vencido quatro e empatado um. No dia 16 de julho de 1950, no estádio do Maracanã, com mais de 174 mil espectadores, o Brasil participou da final contra o Uruguai. Contrariando todas as expectativas, o Brasil perdeu a final por 2 X 1, o que se tornou um fato marcante na história do futebol brasileiro.
Para reanimar a torcida e os jogadores brasileiros da derrota de 1950, o jornal carioca “Correio da Manhã” promoveu em 1953 um concurso para escolher o novo uniforme da seleção, que até então era uma camisa branca com colarinho azul.
O objetivo era despertar o sentimento nacionalista dos brasileiros, por isso o novo uniforme deveria ter as quatro cores da bandeira nacional.
O jornal recebeu 201 inscritos de todo o Brasil e o campeão foi um rapaz de 19 anos, desenhista de um jornal local de Pelotas. Aldyr Schlee desenhou uma camisa inteiramente amarela com colarinho e punhos verdes e um calção azul com listras brancas. Estava criado um dos maiores símbolos do futebol brasileiro, o uniforme canarinho.
Pelé foi um dos melhores jogadores de futebol, sendo conhecido mundialmente como Rei do Futebol. Nascido em 1940, Edson Arantes do Nascimento desde cedo se interessou pelo futebol. Ainda na infância, seus amigos o chamavam de “Bilé”, nome do goleiro de um time mineiro. Como alguns não conseguiam pronunciar esse nome, começaram a chamar Edsib de “Pelé”, nome que o consagrou na história do futebol.
A estréia de Pelé em Copas do Mundo foi em 1958, sendo um dos responsáveis pela conquista do primeiro campeonato mundial do Brasil. Nessa Copa, Pelé vestiu pela primeira vez a camisa 10. Como desde então seu desempenho foi sempre espetacular, começou a se associar o talento de Pelé à camisa 10, que passou a ser considerada digna só dos grandes craques.
Com a popularização do futebol no Brasil, uma brincadeira se tornou comum entre as crianças. A brincadeira simulava um jogo de futebol em uma mesa usando botões de roupa como substitutos dos jogadores.
Inicialmente, era apenas brincadeira infantil, no entanto, em 1930, se tornou um esporte também praticado pelos adultos com a publicação do primeiro livro de regras oficiais, escrito pelo carioca Geraldo Décourt. Ele regulamentou o jogo e a partir de então começou a organizar pequenos campeonatos locais. Por isso Décourt é considerado o criador do esporte.
O futebol de botão se popularizou e, em 2002, no Rio de Janeiro, foi realizado o primeiro Campeonato Mundial de Futebol de Mesa, com a participação de Argentina, Brasil, Chile e Espanha.
Por volta da década de 1940, os jogadores da Associação Cristã de Moços passaram a jogar futebol em quadras de basquete e voleibol, pois, na época, os campos de futebol eram escassos. Era o início de uma nova modalidade esportiva, o futebol de salão.
Apesar de ter se originado do futebol de campo, o futebol de salão possui algumas particularidades, como o tipo de bola, que nesse jogo é mais pesada, já que a bola do futebol de campo, por ser muito leve, dificultava as jogadas no piso liso da quadra.
Em 1952, foi feita a primeira regulamentação do jogo, que estabeleceu, entre outras regras, o número fixo de cinco jogadores e o tempo máximo de posse de bola, que passou a ser de quatro segundos.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Somos Feitos de Palavras

As estatísticas escolares comprovam. Nos vestibulares, o grande terror dos alunos é a prova de portugues. Por que? Por que será que português é uma das provas mais difíceis? Por que envolve interpretação de textos? Por que envolve perguntas sobre gramática? Por que envolve questões de literaturas brasileira e portuguesa? Ou será por que os candidatos a uma vaga na faculdade têm de, além de tudo isso, escrever uma redação? Onde será que está a falha, o erro? Sem dúvida nenhuma, seria necessário discutir o porquê do sucateamento escolar. Mas um dos porquês está vinculado ao gostar de ler. O aluno que não aprendeu a gostar de ler nas séries iniciais, ou mesmo na sétima ou oitava série, dificilmente consegue um bom ritmo no colegial.
Gostar de ler passa, evidentemente, pelo domínio da língua portuguesa. Dominar a nossa língua é importante, não apenas para se concorrer a uma vaga na faculdade, mas como ser humano que somos. Otávio Paz, poeta mexicano, prêmio Nobel de Literatura, tem razão quando escreve em um de seus poemas, que nós, os seres humanos, somos feitos de palavras. O ser humano não é feito só de músculos, de ossos, de cartilagens e sangue. Somos feitos também de palavras.
O ser só é humano à medida que domina os mecanismos da comunicação. É por isso que a leitura é fundamental para nós. Lendo mais, nos comunicamos melhor, expressando melhor nossas idéias, expressando melhor o que sentimos, vemos o que somos: seres humanos.
Para ficar claro, podemos comparar o ler com uma caixa d’água. Pode parecer estranho, mas como uma caixa d’água vazia não consegue fornecer água, assim também um ser humano que não lê, quando quer falar, só é capaz de expressar duas ou três pobres idéias. Fabiano, personagem do livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é assim. Ele mesmo, por não se comunicar direito, define-se como um bicho, como um animal. O ser humano que lê tem o poder de elaborar idéias e mais idéias. Como diria Paulo Freire, grande educador brasileiro, quem lê tem o poder de entender o que acontece à sua volta. Ler não é só passar os olhos sobre as palavras, mas saber decifrar as transformações do mundo.
E aqui é preciso entender que, para isso ocorrer, é necessário postar de leitura. Não, não me peçam receitas prontas, como se ler fosse o mesmo que fazer um delicioso bolo de chocolate. Não há receitas, mas os que têm o gosto pela leitura sabem o prazer que é abrimos um livro, mergulharmos de cabeça nas primeiras páginas, envolvendo-nos com os personagens, acompanhando as aventuras que vão se desenrolando umas após as outras. O livro tem o poder de possibilitar uma viagem sem que saiamos de nosso quarto, sem que abandonemos a nossa casa. Eu mesmo já vivi essa experiência. Escrevi Meninos sem pátria – uma história sobre exilados brasileiros, que se passa em Paris, sem nunca ter ido à capital francesa. Mas como é possível? Simples: lendo sobre a Cidade Luz, pude fazer com que meus personagens andassem por Paris com a intimidade de quem é parisiense.
Outro fator fundamental: discutir a realidade que nos cerca. Quem lê tem mais criticidade para reler o mundo, abordando todos os problemas humanos de maneira mais clara, mais objetiva, mais participativa. Quem lê, como já dissemos, tem mais intimidade com as palavras, expressando-se melhor, falando melhor. É preciso seguirmos o convite de Carlos Drumond de Andrade, o poeta-maior. Em uma de suas poesias, o poeta itabirano sugere que cheguemos mais perto e contemplemos as palavras, tornando-as íntimas. Se você é do time que segue o conselho de Drumond, parabéns! Se não é da turma da leitura, que tal ir até a biblioteca mais próxima, ou pedir a seu professor ou professora que indique um bom livro? Você verá que há, como diria o teatrólogo inglês Shakespeare, muito mais prazer entre um livro e outro do que possamos imaginar.

Fonte: Luiz Puntel.