quinta-feira, 2 de abril de 2015

Brava gente brasileira

Dia 15 de março de 2015 ficará para sempre na história do povo brasileiro.
Numa demonstração cívica e democrática milhares de pessoas no Brasil inteiro marcharam contra todo o atual estado de coisas que estão acontecendo na política e na economia brasileira.
A indignação tomou conta do povo brasileiro que está de “saco cheio” e não agüenta mais tantos desmandos, tanta desfaçatez e tanta corrupção.
Nada mais justo que as pessoas honestas que trabalham e carregam este país nas costas todos os dias virem às Ruas e pedir um basta a esse governo que está na contra mão do que desejam os brasileiros. Mas, o que querem os brasileiros? Os brasileiros não querem muito querem apenas o fim de um “governo” que já nasceu natimorto diante de tanta incompetência, inverdades, corrupção desvairada e que traz em seu bojo um plano de poder insensato com a intenção de implantar um sistema político que foi varrido da face da terra que é o “comunismo”, e que aqui na América Latina vem disfarçado com o nome de “Bolivarianismo” presente insanamente na Venezuela.
As mentiras é outra marca presente nestes doze anos do Partido dos Trabalhadores no poder. Partido esse que traz consigo um viés ditatorial e popularesco, baseado no que temos de pior no ceio da sociedade brasileira que é o sindicalismo de estado que é a incompetência e o parasitismo do sindicalismo no poder apenas com a intenção de servir-se do próprio estado.
A sociedade brasileira não precisa disto, ela tem competência suficiente para se desligar-se deste traste que não nos levou e não nos levará a lugar algum.
Assim, um partido que nem sequer assinou a atual Constituição Brasileira (por ser antidemocrático em suas origens) traz agora nos momentos de cansaço do povo abrasileiro com tudo o que vem acontecendo, um mantra em defesa da Democracia que, contraditoriamente, em seu dia a dia só fez enterrá-la.
Por outro lado o povo ordeiro fora de suas casas e das redes sociais deu a lição aos apátridas trazendo vida e alegria às ruas brasileiras, numa demonstração de amor ao seu país, e deixando o seu recado que está ligada aos acontecimentos e aos personagens destes acontecimentos nefastos à nação e que não aceitará mais tantos desmandos, que tem na corrupção a sua marca maior.
E nesse ínterim o impeachment ou renúncia da atual presidente é uma condição “sine qua non” para que o Brasil siga adiante.
Cabe pensar sim em uma reforma política séria onde deva entrar em pauta o sistema Parlamentarista onde permanece o presidente e cai o primeiro ministro e todo o seu gabinete em caso de crises como a que estamos presenciando por aqui.
Saldemos, porém, a brava gente brasileira que estiveram às ruas no país inteiro! E que as ruas seja o caminho para quantas vezes for necessário dizer basta aos lamentáveis políticos de plantão. Amém!

domingo, 15 de março de 2015

Momento Político Brasileiro

O país tem sido atualmente, refém da mentira e da dissimulação política. Sem qualquer escrúpulo, os cidadãos são abertamente ludibriados, fazendo da nossa frágil democracia uma luta rasteira em favor de um projeto hegemônico de poder. Não se respeita a ética; não há moral; não há lei. Nesse ambiente vergonhoso o crime passa a ser politicamente aceitável, o que transforma larápios em heróis de uma causa corrupta.
Assim, procurando uma espécie de absolvição, setores da sociedade gostam de dizer, com ares de superioridade, que os políticos não os representam, como se o Brasil não fosse uno e indivisível.
É preciso abandonar o comodismo inerte e a indiferença estanque e verificar que é preciso participar do que ocorre no país, começando pela sua cidade, pelo seu condomínio, pois, enquanto perdurar a inação dos bons, o governo dos maus será uma continuidade permanente.
Objetivamente, estamos vivendo uma espécie de “totalitarismo eleitoral”: um sistema de usurpação da soberania popular, de comercialização dos partidos políticos, de financiamento criminoso de campanhas políticas com ostensiva oficialização da mentira, onde o voto é transformado em instrumento de consagração de corruptos, corruptores e estadistas de bordel.
Temos um mecanismo de falseamento doloso da democracia, de aberta “deslegitimação” das urnas e flagrante manipulação da vontade eleitoral.
Os partidos políticos se transformaram em fúteis empresas eleitorais, e ao invés de políticos, passaram a produzir apenas rasos mercadores do poder.
O Brasil está à venda; basta conhecer as pessoas certas e pagar a comissão de intermediação. Os outrora ferozes críticos da privatização aceitam hoje qualquer negócio e nos contratos bilionários, é só cobrar por dentro e receber por fora.
A mídia, frequentemente chamada de golpista tentará estragar a festa. Porém muitas delas são dependentes dos contratos de publicidade de empresas estatais, convertendo-se em auxiliares midiáticos dos partidos sem caráter.
O burocratismo, como modelo de administração marcado por excessiva burocracia, como se viu na antiga União Soviética, tornou-se por aqui, instituição permanente.
Desta forma, o Brasil ostenta a pouco lisonjeira condição de ser o único país em que cada ente federativo tem cadastro fiscal próprio. Assim, o contribuinte se obriga à inscrição nos cadastros da União, dos Estados e dos municípios, reproduzindo basicamente as mesmas informações. O que provoca pura perda de tempo e de dinheiro.
Sem que exista justificação plausível, o brasileiro é identificado por vários números de inscrição (carteira de identidade, carteira de motorista, título eleitoral, título de reservista, CPF, SUS, PIS/Pasep, e vai por aí afora. Nesta toada, as certidões negativas têm merecido destaque. O curioso é que, com referência ao passado, as certidões têm validade para o futuro (seis meses).
Assim, a sociedade brasileira está vivendo um momento de decepção e indignação ante as denuncias envolvendo os partidos políticos, deputados federais e mesmo membros do poder executivo ante as denúncias que se sucedem como um vendaval sem fim.
A reação da sociedade é de indignação, o que por outro lado, é preciso lembrar sempre, que vivemos em sociedade e, por conseguinte, todos os nossos atos são políticos, quer por ação, quer por omissão.
Como bem salientou Bertold Brecht (1898 – 1956): o pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não houve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio, depende das decisões políticas. O analfabeto político é tão ignorante que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe que de sua ignorância, nascem prostitutas, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, corrupto e explorador das pessoas, das empresas nacionais e mesmo das empresas multinacionais. 

terça-feira, 3 de março de 2015

A bolha do carbono

O mundo pode estar caminhando para uma grande crise econômica na medida em que os mercados de ações inflam uma bolha de investimento em combustíveis fósseis da ordem de trilhões de dólares, de acordo com pesquisas mundiais.
Segundo “Nicholas Stern”, professor da London School of Economics, o risco é grande de fato, pois a última crise financeira mostrou o que acontece quando os riscos se acumulam e se tornam despercebidos.
Assim, a chamada "bolha do carbono" é o resultado de um excesso de valorização das reservas de petróleo, carvão e gás nas mãos de empresas de combustíveis fósseis. De acordo com um relatório publicado recentemente, pelo menos dois terços dessas reservas terá que permanecer sob o solo se o mundo quiser alcançar as metas existentes, acordadas internacionalmente, para evitar o limiar de mudanças climáticas catastróficas no planeta. Se os acordos se mantiverem, essas reservas, de fato, não poderão ser queimadas e serão inúteis - levando a perdas financeiras maciças. Entretanto, os mercados de ações estão apostando na inação dos países em relação às mudanças climáticas.
O duro relatório foi realizado por “Nicholas Stern e o centro Carbon Tracker” e suas advertências são apoiadas por organizações como HSBC, Citi Bank, Standard and Poors, Agência Internacional de Energia e Banco da Inglaterra, os quais reconheceram, em que à medida que as nações combatam o aquecimento global pode haver um colapso do valor dos ativos de petróleo, gás e carvão trazendo um potencial de risco sistêmico para as economias mundiais, com o sistema financeiro de Londres, particularmente, sob risco cruzado devido às suas enormes posições em carvão.
Longe de reduzir os esforços para desenvolver combustíveis fósseis, segundo “Stern”, as 200 maiores empresas gastaram 674 bilhões de dólares em 2012 para encontrar e explorar ainda mais novos recursos fósseis, um montante equivalente a 1% do PIB global, que pode acabar como ativos “encalhados" ou sem valor.
O primeiro relatório de “Stern”, de 2006, sobre o impacto econômico das mudanças climáticas - encomendado pelo então ministro das finanças britânico, Gordon Brown - concluiu que o gasto de 1% do PIB em combustíveis fósseis pagaria os processos de transição para uma economia limpa e sustentável.
Os governos do mundo concordaram em limitar o aumento da temperatura global a 2 graus Celsius, além do qual os impactos climáticos podem se tornar graves e imprevisíveis. Mas “Stern” comenta que os investidores claramente não acreditam que ações para frear as mudanças climáticas serão tomadas. "Eles não podem acreditar nisso e ao mesmo tempo acreditar que os mercados estão, agora, valorizados demais".
Outra fonte importante da bolha de carbono é a visão centrada no curto prazo dos mercados financeiros que somente acreditam na regulação ambiental quando puderem vê-la em prática.
Analogamente analistas dizem que você deve ficar no trem até pouco antes dele cair do penhasco. Por outro lado, cada pessoa pensa que é inteligente o suficiente para escapar a tempo, mas nem todos poderão passar pela porta ao mesmo tempo. Essa é a causa de bolhas e colapsos.
Assim, a ameaça de uma perda de valor contábil do setor de carbono tem características inconfundíveis e imensuráveis.
O relatório calcula ainda, que as reservas mundiais de combustíveis fósseis equivalem a 2,86 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, mas que apenas 31% poderiam ser queimadas para manter uma chance de 80% do aumento da temperatura terrestre não exceder 2 graus Celsius. Para essa chance ficar em 50%, apenas 38% das reservas de combustível fóssil pode ser queimadas.
Com precaução as agências de risco já expressaram suas preocupações e a “Standard and Poor” concluiu que o risco poderia levar ao rebaixamento dos “ratings de crédito” de empresas de petróleo de todo o mundo em poucos anos.

Fonte: The Guardian.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Tempestade Perfeita

Como se não bastasse os erros de gerenciamento do Brasil nos últimos 12 anos, agora é o cenário internacional que também preocupa.
A queda abrupta dos preços do petróleo está abalando o mundo. Os principais países a sofrer as conseqüências imediatas são Rússia e Venezuela, que estão numa situação extremamente delicada devido à dependência de comercialização desta commodity (petróleo), o que por aqui, tende a inviabilizar o pré-sal, desenvolvido a um preço de US$ 90 o barril contra um preço atual de US$ 46.
Embora as economias emergentes estejam muito diferentes hoje do que estavam na crise do petróleo de 1998, quando estavam bem mais endividadas, esses países sofrerão o impacto em suas economias. O Brasil, embora ainda com um nível de reservas internacionais maiores do que no passado e com nosso câmbio flutuante, rasteja em cima da má gestão pública do decadente populismo petista. Este é o grande entrave.
Estamos todos preocupados com o cenário brasileiro para 2015 e 2016: economistas, empresários, investidores e, como não poderia deixar de ser, o público em geral, que descobre envergonhado que, em realidade, não se está e nunca se esteve no país das maravilhas vendido e propalado pelo populismo barato.
Temos um cenário de tempestade perfeita pela frente. De um lado, uma economia com crescimento nulo, inflação alta, uma situação fiscal difícil com déficit estratosférico. Por outro, uma realidade desagradável, gastou-se o que tínhamos e o que não tínhamos em nome da Copa das Copas e das eleições e de brinde acrescente-se todo o escândalo de corrupção que afeta as atividades econômicas e políticas, diminuindo os investimentos no país.
Assim, a queda no preço do petróleo internacional força a Petrobrás a repensar o seu negócio, com decisões empresariais importantes que exigirá da empresa uma tomada de decisões estratégicas, difíceis de serem pensadas em momento de tanta turbulência em meio às denúncias de corrupção.  Fica a pergunta: será que a companhia está em condições, neste momento, de tomar tais decisões? Baseando-se na demonstração do balanço do terceiro trimestre do ano passado o qual a Petrobrás não incluiu o rombo de US$ 88 bilhões da corrupção e da desativação de investimentos mal planejados, verificamos que não!
A empresa parece querer jogar para debaixo do tapete a roubalheira, que não será engolida por aqui e nem mesmo pelos investidores internacionais que muito provavelmente jogarão o preço da estatal no chão para adquiri-la em lotes vultosos de ações, numa privatização às avessas do maior patrimônio do país. De sobra, teremos que acompanhar o que os Estados Unidos farão com os seus juros básicos, provavelmente aumentarão em virtude do melhor desempenho da economia do Tio Sam, o que atrairá para lá investimentos do mundo inteiro secando as fontes de dólar barato para os emergentes, tornando a captação de recursos ainda mais cara.
A Petrobrás, por sua vez, enfrenta dois desafios ao mesmo tempo. De um lado, as denúncias de corrupção e os impactos que elas podem ter, inclusive na SEC (Securities and Exchange Comission) dos Estados Unidos. Por outro, o preço do principal produto, o petróleo, caiu pela metade e isso requer decisões estratégicas na empresa.
Por aqui pode haver uma retração brusca do nível de atividade da economia o que atingiria a arrecadação pública com impacto crescente nas contas governamentais já tão combalidas com os episódios sabidos.
Assim, sem crescimento e sem arrecadação fica muito difícil bancar os superávits desejados. Então, se tivermos uma retração forte do PIB (Produto Interno Bruto), a situação fiscal deve se contrair e piorar ainda mais a situação que já não é das melhores.
Por outro lado, o Brasil apresenta um déficit de R$ 1 trilhão no setor de infra-estrutura, os quais grandes fundos soberanos e de investidores de longo prazo internacionais indicam interesse em investir. A preocupação dos investidores internacionais é, em até que ponto um cenário de tempestade perfeita pode inibir o potencial desse investidor de longo prazo em 2015, respingando em 2016?
O capital estrangeiro de curto prazo, arisco ao risco, já bateu azas. Já o capital de longo prazo tende a esperar os resultados da busca de credibilidade da economia brasileira combalida na gestão Guido Mantega, o que refletiu nas atividades do mercado de capitais brasileiro em 2014, que contabilizou o pior ano, desde os últimos dez anos, superando até os anos da crise de 2008/2009.
Assim uma tempestade perfeita fica por conta da soma de dificuldades internas - economia estagnada, inflação alta, situação fiscal difícil e denúncias de corrupção - com incertezas externas vindas da queda do preço do petróleo e da expectativa de alta dos juros nos Estados Unidos.
Quem viver, verá!

O Vale do Aço está ficando ilhado!

Em viagem via automóvel no trajeto Ipatinga/São Paulo, nesta última semana, apenas me certifiquei do que todos já sabemos! O estado das estradas paulistas é excelente, exemplares, eu diria, enquanto a BR 381, de responsabilidade do Governo Federal, entre Ipatinga a Belo Horizonte é, simplesmente, uma lástima.
Apesar das frustrações anteriores, a fantasia da “duplicação da BR-381” na pré-campanha eleitoral ainda cabalou votos para a reeleição de um governo desastroso.
O estado da rodovia, se é que podemos chamá-la assim, é tão ruim, tão lastimável que me dei conta de que, quando funcionário da Usiminas, nos anos setentas, podíamos viajar nos fins de semana para as nossas cidades de origem pela Rio-Bahia, sem maiores transtornos. A mencionada rodovia, construída por Juscelino Kubstchek de Oliveira nos anos cinquentas, já abrigava um fluxo intenso de caminhões pesados e que transportavam a produção brasileira proveniente do Sul e, Sudeste para o Norte do país.
A dificuldade da época era o trecho de Ipatinga até a rodovia no município e Caratinga, que há muito merece também uma duplicação, dada a importância de nossa região. No entanto, estranhamente, ninguém comenta sobre isto, principalmente os “dispensáveis” políticos de plantão que, infelizmente, apenas enxergam o próprio umbigo.
Já a “Rio-Bahia” com mais de 25 anos de uso à época, era super conservada com toda a sinalização pertinente a uma estrada que poderíamos chamar de decente.
Mas, o que é sinalização pertinente perguntaria o usuário da BR-381?
Simples, basta reler os manuais de sinalização rodoviária, aqueles que a gente estudou para tirar a Carteira de Habilitação, e para os mais jovens, o “google” tem todas as informações. Ou seja, uma estrada com sinalização pertinente é aquela que contém todas as faixas no centro da estrada, onde se vê aquelas faixas picotadas onde se permite ultrapassagens. As faixas duplas, onde se deve estar atento e não fazer ultrapassagens perigosas como se faz hoje os “espertinhos do volante” para não dizer outra coisa. As faixas brancas nas laterais da pista são o direcionador do limite de trafego para o motorista. E ainda existiam os chamados “olhos de gato e os percevejos” que sinalizam para um trafego noturno seguro e facilitavam o tráfico nos dias chuvosos. Deparávamos ainda, nos pontos chaves da rodovia, com os guardas rodoviários monitorando a rodovia. E posso lhes dizer com tranqüilidade, numa extensão de quase 500 quilômetros, raramente se via acidentes envolvendo transeuntes.
É bem verdade que na “Rio-Bahia” não existia acostamento o que para hoje é inaceitável, porém pouco a pouco, isto foi sendo equacionado, não com muita demora como nos dias de hoje. Daí se poderia trafegar na rodovia a qualquer horário do dia ou da noite, com chuva ou sem chuva, bastava o piloto programar a sua viagem e seguir a diante.
A qualidade da “Rio-Bahia” acontecia em toda a sua extensão de, aproximadamente, 4.380 quilômetros, contra um trecho traiçoeiro de apenas 220 quilômetros entre Ipatinga a Belo Horizonte. Como diria um apresentador chato da “Rede Globo” aos domingos, “é brincadeira”, não?
Já na BR-381, o motorista precisa descobrir onde está a pista o tempo todo, pois, simplesmente, não existem faixas adequadas de orientação de tráfego. Quando chove, a pista, inesperadamente, desaparece de seu foco de visão pela falta de sinalização pertinente.
Saliências e asfalto danificado encontram-se em abundancia. Curvas aos montes. Quando acaba uma começa a próxima. Os acostamentos! ah! os acostamentos! Esses, o motorista não os pode utilizar, principalmente, no trafego noturno, pois não se sabe, com segurança, onde eles começam e onde eles terminam produzindo uma tremenda insegurança tanto para os caminhoneiros quanto para os motoristas de veículos particulares que desejam trafegar mais moderadamente ou com mais segurança de uso da estrada. O acostamento, que tem por finalidade principal a parada emergencial, é também utilizado, com reservas para facilitar as ultrapassagens de trafego dos “espertinhos do volante” que não respeitam as limitações e a precariedade da estrada, principalmente, no trafico noturno e no tráfego noturno em dias chuvosos.
Passei por essa triste experiência na última semana e ao chegar num local decente para uma parada completa, aquela que atende plenamente aos anseios de higiene para ambos os sexos, senti a indignação de quem se depara com os altos preços praticados pelas casas de atendimento.
Como ficamos mais de cinco horas na pista, pessoas com destino de viagem mais longas estavam perdidas e assustadas com os gastos elevados com os combustíveis que cresceram assustadoramente e ainda como iriam passar a noite, já que não estava previsto todo esse tempo de viagem, muitos com cães e gatos de estimação à procura de um abrigo que pudesse acolher, razoavelmente, humanos e felinos sem estourar o cartão de crédito. Incrível não?
Interessante é que, ao retornar a Ipatinga percebi o mesmo desleixo com o asfalto, em boa parte pelo “inovador” piso colocado pelo Dnit no lugar do antigo que estava em boas condições na BR 458, mas foi trocado em ano eleitoral por razões bastante conhecidas... Assim, não é de estranhar que o Vale do Aço está ficando ilhado e muitas pessoas estão evitando vir por aqui, pois os riscos e as dificuldades não compensam!
Escoar a produção da região é outro “calo” preocupante, com custos elevados e todas as dificuldades de tráfego.
No entanto, o mais incrível, é identificar como muitos brasileiros estão erroneamente se acostumando com todo esse estado de penúria produzido pelo desgoverno central do país. Apesar da insatisfação pela obrigatoriedade de trabalhar para pagar os impostos ao seu sócio majoritário, chamado “governo central” assiste passivamente a vaca indo para o brejo.  

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Investimento em momentos de crise

É comum no imaginário brasileiro a idéia de que investidores bem-sucedidos são aqueles que fazem uma aplicação inicial e a mantém por um longo período de tempo.
Ainda que haja certa verdade por trás de tal crença, ela conta apenas uma parte da história de sucesso de alguns investidores.
Na realidade, patrimônios significativos oriundos de aplicações financeiras têm duas origens: a manutenção da aplicação original e o efeito da rentabilidade, principalmente, dos juros compostos (juros sobre juros), aliado a aplicações periódicas feitas com disciplina.
O efeito da capitalização (juros sobre juros) dos rendimentos, via de regra é subestimado pela grande maioria dos investidores. Se tais ganhos são reinvestidos e sobre eles também incide a rentabilidade observada pela carteira no período seguinte, à medida que o tempo passa a contribuição desse componente para a evolução do patrimônio do investidor ganha importância crescente. No entanto, temos uma tendência natural a subestimar esse impacto, uma vez que esse processo segue a lógica de uma função exponencial, por trás da qual há uma dinâmica de crescimento a taxas crescentes e de difícil visualização para a maioria dos investidores.
Para termos uma idéia melhor do impacto dos rendimentos compostos, imagine uma aplicação “A” de R$ 10 mil com retorno de 10% ao ano e outra “B” do mesmo valor, mas com retorno anual de apenas 9%. A diferença de rendimentos entre as duas aplicações é de R$ 100,00 no primeiro ano e de R$ 219,00 no segundo ano, portanto, mais que o dobro em apenas dois anos.
Imagine então o impacto desse efeito para investimentos que são mantidos por 5, 10, 20 ou mais anos. Esse fenômeno será tão mais relevante quanto maiores forem os juros e o horizonte de tempo ao longo do qual for mantido o investimento.
Assim, pequenas diferenças de valores hoje, no curto prazo, podem resultar em grandes variações no patrimônio do investidor no longo prazo.
O investidor consciente deve estar atento ao fato de que a capitalização composta desempenha um papel mais importante do que nossa intuição sugere. Isso implica que, quando se trata de formar patrimônio por meio de investimentos financeiros – seja qual for o destino de tais recursos, como a aquisição de um imóvel, comprar um veículo novo ou preparar a aposentadoria -, o melhor é começar o mais cedo possível.
Como diria “Abraham Lincoln” com toda a sua sabedoria: “não criarás a prosperidade se desestimulares a poupança. Não fortalecerás os fracos se enfraqueceres os fortes. Não ajudarás o assalariado se arruinares aqueles que o pagam. Não estimularás a fraternidade humana se alimentares o ódio de classes. Não ajudarás os pobres se eliminares os ricos. Não poderás criar estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado. Não evitarás dificuldades se gastares mais do que ganhas. Não fortalecerás a dignidade e o ânimo se subtraíres ao homem a iniciativa e a liberdade. Não poderás ajudar os homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios”.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Ano Novo, País Velho

Os momentos de chegada do Menino Deus e de início de um Novo Ano, a cada giro de 365 dias, nos convida à renovação, mas, não a uma renovação fugaz, que se desfaça à primeira semana do ano que se inicia, mas, a uma renovação mais profunda que nos leve a estar melhores conosco mesmo, melhores em nossas atitudes, em nossos afazeres, em nossos relacionamentos, em nossos conhecimentos. E muito melhores ainda em nossa visão de mundo para proporcionar-nos a busca de nossas pretensões, não somente, em nosso plano individual de vida, mas, num aspecto mais amplo orientado para as decisões do que seja realizado de melhor localmente em nossas cidades, em nosso estado, em nosso país, e em nosso planeta como um todo.
Somente com uma visão mais ampliada de vida e de mundo é que, realmente, iremos contribuir para que tudo se encaminhe para uma perspectiva de trabalho, aprendizado e honorabilidade, no sentido de ultrapassarmos nossas dificuldades momentâneas, assim como aquelas que se vislumbram mais adiante, no médio e no longo prazo.
Assim, nada mais velho e deselegante, que furar uma fila de banco; que um motorista de taxi avance um quarteirão para levar uns trocados a mais de seu cliente; que um condutor ultrapasse o sinal vermelho.
Nada mais deselegante que furtar um “bom dia” a alguém. Nada mais velho que o aluno desleixar o professor que o ensina em sala de aula. Nada mais velho que o descaso com a educação, a saúde e a segurança pública. Nada mais esdrúxulo que a elevada carga tributária em cima dos brasileiros. Nada mais indecente e ridículo que a desfaçatez e a roubalheira dos políticos brasileiros de plantão.
Nesta mesma toada: nada mais velho e sem lógica, que a existência de 39 ministérios em Brasília. Nada mais velho que o discurso de posse da “Presidenta”, que insiste em falar de realizações e legados que não existem, de dizer coisas que não se realizam, de falar de um futuro que não se atinge. Não com esse modelo populista já ultrapassado e desacreditado e, por isso mesmo, sem rumo.
Nada mais velho do que se ouvir um discurso de intolerância à inflação quando a inflação há quatro meses se encontra, persistentemente, acima do teto da meta de 6,5% ao ano. Nada mais velho em ouvir da Presidente que existe um combate sem tréguas à corrupção quando a corrupção está na raiz de seu governo e de seu próprio partido - que o diga a inércia nas decisões anticorrupção que sequer procurou fazer-se o mínimo, o qual seria a dispensa imediata de toda a diretoria da Petrobrás no mais tenro sinal de desvios de conduta ética.
Nada mais velho e enfadonho do que ouvir da Presidente que não vai se mexer em direitos trabalhistas quando na virada do ano o governo central alterou direitos do Seguro Desemprego, do PIS e da Pensão das Viúvas abandonadas.
Como se prometer melhorias em logística e transporte depois de 12 anos no poder onde não se conseguiu melhorar sequer as estradas brasileiras. Assim, quem assiste e escuta o discurso verifica que é um discurso contra o seu próprio governo onde não se conseguiu avançar em quase nada! Como acreditar num discurso que faz referência aos predadores internos da Petrobrás, como questiona a “Presidenta”, sendo que as pessoas que jogaram a Petrobrás no chão foram indicadas por ela mesma e pelos partidos de sua base aliada?
Já a educação que foi negligenciada nos últimos 12 anos de mandado Petista aparece agora em seu discurso presidencial com o lema “Brasil Pátria Educadora” um slogan que já fora dito em mesma ocasião em 2010 e que trouxe como Ministro da Educação o Sr. Cid Gomes (que não queria ser ministro), e que em realidade não tem nenhuma intimidade com a pasta, nenhuma idéia do que seja educação em seu sentido lato, assim como, nenhum projeto e nenhum planejamento que dê sustentação ao seu chamado como solucionador dos problemas educacionais.
A Presidente comentou ainda que os olhos do mundo estarão voltados para as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro e convocou para o Ministério dos Transportes a figura do Sr. George Hilton, uma pessoa que não conhece da área e há pouco foi pega com malas de dinheiro em aeroporto brasileiro.
Por outro lado, a Presidente irá lançar o PAC 3, mesmo antes de finalizar os PACs um e dois que se encontra  com obras inconclusas e com outras sem sequer terem sido iniciadas. E mais adiante a Presidente fala em Reforma Política, mas qual reforma política? Aquela a qual beneficiará apenas o seu próprio partido político?
Laconicamente aparece no discurso da “Presidenta” uma menção Stalinista conhecida como “alma coletiva” (contrário ao privado, reprovação moral, etc.), que, certamente não foi dirigida aos brasileiros, talvez tenha sido direcionada aos presidentes/companheiros socialistas da América Latina.
Apesar de todas essas questões tendo a ficar com uma pesquisa de uma radio carioca que perguntou na virada do ano às suas ouvintes: o que vocês gostariam de pedir a “Presidenta Reeleita” para 2015? E a resposta foi surpreendente: que ela parasse de mentir!