quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Os sessentões estão chegando....

Segundo o IBGE, aproximadamente 18 milhões de trabalhadores têm mais de 55 anos e uma boa parte procura se recolocar quando se aposenta ou enfrenta o desemprego. Essas pessoas pertencem a uma geração que se compromete,  tem disciplina e ética,  aprenderam a obter resultados pelo esforço e se tornaram trabalhadores dedicados e disciplinados. São pessoas que gostam de se sentirem ocupadas e são extremamente fiéis às empresas.  Esses atributos são valores intrínsecos que essa geração possui, sendo muito valorizados hoje dia e, mesmo assim, os profissionais mais grisalhos encontram dificuldades para se recolocar num mercado em constante mutação.
A vida e a carreira são feitas de ciclos, que podem se renovar por muitos anos ao longo da maturidade. Isso só depende de planejamento.  Se a pessoa vai manter-se na mesma área em que estava trabalhando, ela provavelmente vai ter que fazer um curso de reciclagem, para ver se não tem alguma nova tecnologia em sua área específica e assim por diante. Agora, se a pessoa quer mudar totalmente de área, ela realmente vai ter que fazer um curso para aprender aquilo com o que ela vai trabalhar.
É muito importante saber se quer voltar ao mercado de trabalho como funcionário ou se pretende abrir um negócio. Ser empregado é muito diferente de ser patrão. Um empregado tem uma cabeça de recebimentos a cada 30 dias.
Um empreendedor, às vezes, pode passar meses sem receber pró labore. Quem procura emprego nessa faixa etária deve valorizar o que tem de melhor: a maturidade e a experiência. O que se espera de uma pessoa com mais idade é o seu domínio emocional, conseguir manter-se calmo em situações onde pessoas mais novas talvez perdessem um pouco o domínio das emoções. Se você se sente melhor como empregado, as funções de atendimento ao público trazem muitas oportunidades. Supermercados, livrarias e companhias aéreas são alguns dos setores que contratam funcionários de mais idade.
O auge profissional começa aos 60, diz o bilionário Carlos Slim.
Se depender da opinião do segundo homem mais rico do mundo, os funcionários na faixa dos 60 anos terão ainda uma longa jornada pela frente e não apenas a porta da aposentadoria.
Falando à rede americana CNBC, o magnata mexicano Carlos Slim, 73 anos, considerou que os sessentões têm muito mais vantagens numa economia agora regida pelo conhecimento e pela informação, e não mais pela capacidade física. “É bobagem se aposentar nessa idade desempenhando um trabalho intelectual, pois a pessoa está justamente em seu apogeu”, afirmou Slim. Ele comentava as saídas para solucionar a crise econômica européia, entre elas a elevação da idade mínima para se aposentar, já que a maior expectativa de vida cria problemas para a previdência.
Slim lançou outra idéia para superar a crise: dividir a semana de trabalho. Em vez de 35 horas distribuídas em cinco dias de trabalho, as pessoas poderiam trabalhar 11 horas diárias durante três dias, revezando-se com outras que trabalhariam nos dias restantes. Para Slim, essa divisão aumentaria a produtividade e as oportunidades de emprego. Essa idéia não parece prática, mas a tese de Slim sobre idade certa para se aposentar, pelo menos, ganhou um reforço com uma pesquisa da “Brookings Institution” baseada em dados do governo americano – segundo ela, quem ainda trabalha na época da aposentadoria ou depois dela ganha 20% a mais por hora do que colegas mais jovens.
Caso o intuito for voltar a ser assalariado, é preciso cadastrar seu nome nos bancos de talentos das empresas; comentar em sua rede de relacionamentos que está em busca de oportunidades e se inteirar com novidades tecnológicas, como o “Facebook”, dentre outras.
No início, aceite salário menor ou vaga temporária. Mostre que tem diferencial, oferecendo muito além do seu contrato de trabalho, que as oportunidades aparecem.
Bem vindos os sessentões!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Montes Claros tem crescimento acima da média do país

A cidade de Montes Claros, a princesinha do norte de Minas, tem boa logística, é cortada por duas linhas da Ferrovia Centro-Atlântica onde toda produção da região é escoada por via férrea ao Nordeste e ao Sul, com destino a Salvador e Belo Horizonte.
Passados 155 anos de sua fundação, Montes Claros vive uma fase de desenvolvimento cuja intensidade nunca experimentara.
Situada a 417 km ao norte de Belo Horizonte a cidade atraiu nos últimos dois anos 1.071% mais investimentos do que nos oito anos anteriores, segundo o número de negócios contabilizados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do governo de Minas.
Com população estimada em 317 mil habitantes a cidade tem 20 instituições de ensino superior, sendo duas universidades e dezoito faculdades privadas com cerca de trinta mil alunos matriculados, o que ajuda a qualificar a mão de obra local favorecendo a implantação de empreendimentos.
Possui 6 hospitais sendo 2 de grande porte, com 224 unidades de saúde sendo 83 públicas. A cidade conta com 104 mil domicílios, com 97.670 casas e 5.795 apartamentos e promoveu 110,4 mil empregos entre 2009 e 2012.
Os investimentos de R$ 820 milhões aconteceram entre 2011 e 2012, o que representou quase 12 vezes os R$ 70 milhões contabilizados ao município no período de 2003 a 2010.
No último biênio a prefeitura negociou diretamente cerca de R$ 120 milhões, volume que será incrementado com mais R$ 260 milhões que devem vir dos negócios do novo Shopping Center e do hotel pertencente ao grupo Coteminas, ainda em construção.
Em abril do ano que vem, será inaugurada a fábrica da Alpargatas para produzir sandálias Havaianas e, pouco depois, uma unidade de máquinas e tratores da CNH (Grupo Fiat), que contará também com a ampliação de uma unidade de biodiesel pela Petrobrás.
Esses números positivos devem crescer ainda mais com a nova frente de mineração de ferro que se abre na região, inserida na área da SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), o que garantirá incentivo e facilidades de financiamento a empresas, que se transformam em desenvolvimento regional onde os benefícios fiscais concedidos na área têm peso importante na decisão das empresas de instalar seus negócios, induzindo forte crescimento à região, principalmente, no setor de serviços.
Nos últimos dois anos, chegaram a Montes Claros, seis novas concessionárias automobilísticas, entre elas as de veículos importados, além de uma loja da grife francesa Lacoste e unidades do Burger King, Bob's e McDonald's, rede que voltou à cidade uma década após fechar sua loja por falta de demanda.
Além do Montes Claros Shopping Center, que abriga as lanchonetes e passou por expansão, um shopping menor, o Ibituruna, foi aberto há três anos, voltado a um público com maior poder de compra é sucesso na cidade.
As coisas têm ficado mais fáceis para os Montes-Clarences. De 2009 para cá, o movimento no aeroporto local saltou de 2 para 12 vôos diários e o PIB per capita na cidade é de R$ 10,5 mil segundo o último censo do IBGE, de 2009.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Os Números da Economia

Economistas de instituições financeiras mantiveram a perspectiva de que a taxa básica de juros, Selic, encerrará este ano a 9,5% mas elevaram a projeção de 2014 para 9,75%, ante a uma taxa projetada de 9,5%, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, depois de o BC ter elevado o juro básico novamente em 0,50 pontos percentuais na semana passada.
Em relação à inflação, os economistas elevaram a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013 para 5,83%, ante a uma projeção de 5,8%.
A projeção de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia subiu, este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,20% para 2,32%. Já a projeção para 2014 caiu de 2,40% para 2,30%.
Na última sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - destacou que a economia brasileira cresceu 1,5% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior. Assim, nos primeiros três meses do ano, o PIB cresceu 0,6% em relação ao trimestre passado.
A estimativa das instituições financeiras para a expansão da produção industrial foi mantida em 2,11%, para este ano, e ajustada de 2,90% para 3%, para 2014.
A projeção das instituições financeiras relacionada à dívida do governo central, chamada de líquida do setor público em relação ao PIB foi mantida em 35%, este ano, e ajustada de 34,70% para 34,85%, para o próximo ano.
A previsão das instituições financeiras para o saldo negativo em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o resto do mundo) foi mantida em US$ 77 bilhões este ano e passou de US$ 78,55 bilhões para US$ 78,90 bilhões, para 2014.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões tanto para 2013 quanto para o próximo ano.
Já a projeção para a cotação do dólar subiu de R$ 2,32 para R$ 2,36, ao final deste ano, e de R$ 2,38 para R$ 2,40, no fim de 2014.

Muitos números que possivelmente nortearão os planejamentos de instituições públicas e privadas para o final de 2013 e para todo o ano de 2014.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

As dez 'tendências globais' dos próximos cinco anos

A empresa de pesquisas Euromonitor International, trouxe um relatório sobre as ‘Dez Macro Tendências para os Próximos Cinco Anos’, com o objetivo de analisar o futuro dos mercados consumidores.
O Futuro Incerto das Pessoas. As dívidas fora de controle, a austeridade na zona do euro e distúrbios globais causando o maior nível de incerteza política e econômica dos últimos anos terão efeitos nos consumidores que, em tempos incertos irão exercitar a cautela ao tomar decisões de consumo.
As Classes Médias Emergentes. Essas classes aumentarão significamente nos países ditos emergentes com efeitos-chave no crescimento econômico desses países formando uma base de consumidores cada vez mais exigentes e sofisticados.
Os Jovens Desiludidos. A crise em países desenvolvidos teve como desfecho os altos índices de desemprego entre os jovens, e essa tendência deve ser mantida. Entre os casos mais graves estão a Espanha e a Grécia, onde a taxa de desocupação de pessoas com menos de 25 anos supera os 50%. Faltam perspectivas decentes para os jovens que enfrentam altos índices de desemprego, elevados custos universitários, elevado custo de vida e inacessibilidade a moradias. Junte-se a isso a incumbência de ajudar os mais idosos no futuro.
A Divisão entre Ricos e Pobres. Segundo o relatório a desigualdade de renda aumentou na maioria dos países entre 2006 e 2011 forçada pelo envelhecimento da população, pelo crescimento do desemprego e das medidas de austeridade em países desenvolvidos, além da persistente divisão entre áreas rurais e urbanas nos países em desenvolvimento. Essas disparidades podem minar os benefícios da recente onda de crescimento em alguns países. Os aumentos desproporcionais de salários, avanços tecnológicos e urbanização também podem favorecer a desigualdade, além dos distúrbios sociais existentes.
O Desafio Climático. Os padrões climáticos estão cada vez mais erráticos e o aumento dos níveis dos mares serão as maiores ameaças às populações nos próximos cinco anos e depois. Mas os prejuízos causados pelo clima vão muito além, secas e enchentes continuarão a provocar devastação em plantações, afetando os preços dos alimentos nos próximos anos.
Um Mundo em Processo de Envelhecimento. A tendência global é de taxas menores de nascimento e maior expectativa de vida, o que resulta em uma população mais velha.
O Brasil se encaixa nessa tendência: a taxa de fecundidade foi de 1,86/filho por mulher em 2010, segundo o IBGE. A população brasileira deve se estagnar a partir de 2030. As consequências socioeconômicas de casos como o brasileiro são diversas.
Populações em processo de envelhecimento vão impactar as perspectivas futuras de crescimento econômico, por conta da redução da mão de obra, de taxas mais baixas de poupança e investimento ao mesmo tempo, gastos públicos relacionados à idade (caso da saúde) devem aumentar significativamente.
A Transição Urbana. O êxodo do campo à cidade é fortemente impulsionado pelo anseio por mais poder econômico. A transição global para a vida urbana está moldando os mercados consumidores e a demanda em todo o mundo. Em âmbito global, mais da metade da população já vive em áreas urbanas. A urbanização é uma tendência de longo prazo, mas seu ritmo cresceu perceptivelmente nos últimos anos e o crescimento das cidades alcançou níveis sem precedentes em mercados emergentes, aponta o levantamento.
As Pessoas em Movimento. Para a consultoria, o mundo fica "menor" à medida que mais pessoas têm acesso à opção de viajar, estudar e trabalhar fora de seus países de origem. A continuidade da migração tem impacto significativo nas economias, nos mercados e no consumo e a maior diversidade étnica oferece boas oportunidades aos mercados.
O Mundo mais Conectado. Previsão da consultoria tecnológica IDC aponta que, a partir de 2015, usuários acessarão mais a internet por dispositivos móveis - tablets e smartphones - do que por computadores. Quase um terço dos consumidores globais “online” terão acesso à web através de seus celulares e as mídias sociais como “Facebook e Twitter” estão mudando a forma como as pessoas se interagem. Uma estratégia bem-sucedida em mídias sociais será uma prioridade para as empresas no mundo inteiro.
A China Global. Os movimentos da China serão cada vez mais decisivos para todos, pois ela está mudando o foco de seus investimentos estrangeiros, de inicialmente concentrados em países em desenvolvimento e ricos em recursos naturais, para agora começarem a se voltar à América do Norte e à Europa.

Diversas marcas chinesas entrarão na arena global e tentarão desafiar marcas globais estabelecidas. Especialistas crêem que os investimentos externos de empresas chinesas tenham um crescimento expressivo na próxima década.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O Ensino e as Mídias Sociais

Existem muitas críticas às redes sociais, sobretudo de como elas ocupam o tempo útil das pessoas, porém, o fato é que, tanto no Brasil quanto no mundo, os jovens têm dedicado sua atenção e seu entusiasmo para interagir com outras pessoas no âmbito das redes e isso abre possibilidades educacionais importantes, especialmente porque atenção e entusiasmo são elementos que andam faltando nas salas de aula.
Por outro lado, o professor e um planejamento pedagógico inteligente não podem ser desprezados, o que nem sempre acontece.
É preciso lembrar que o conhecimento hoje não circula apenas do professor para o aluno, mas acontece também de aluno para aluno e até de aluno para o professor. É preciso reconhecer isso e estimular os alunos, de forma inteligente, a serem também produtores de conhecimento.
O maior desafio da educação é justamente este: fazer com que a responsabilidade do ensino e do aprendizado possa ser compartilhado entre alunos, professores e outros atores sociais não envolvidos originalmente no processo educacional.
É fato também que nem todos os docentes vêm com bons olhos o uso da tecnologia das redes sociais, como ferramenta educacional. Esse é outro desafio. Hoje o uso da tecnologia é visto como concorrente da escola. O tempo da escola é lento, o da tecnologia é rápido. A velocidade da tecnologia é imediata, da escola é mediata. Assim, isso, e outros fatores geram tensões entre professores, alunos e instituições. Porém, este conflito traz uma boa oportunidade para reflexões interessantes. O que pode ser considerado um bom momento para repensar a educação a partir das mudanças de mídia que estão disponíveis e na qual o mundo todo vem repensando.  
Especialistas comentam que a escola ainda é excessivamente organizada em torno do “texto”, o que está correto. No entanto, nossa vida é cada vez mais “multmídia”. Assim, a escola precisa se tornar um local que tenha a “multimídia” como foco, ensinando habilidades que devam ir muito além do “texto”.
Na realidade o professor precisa vivenciar o universo tecnológico em que os alunos estão inseridos. Esse é um problema de hoje o qual possui um componente geracional, pois, as próximas gerações de professores já irão naturalmente assimilar os usos da tecnologia, mesmo que haja uma demora para a existência de um planejamento específico para isso.
As entidades escolares não devem subestimar a capacidade dos alunos de lidar com a tecnologia. Vejam, até bem pouco tempo era comum laboratórios de informática ficar trancados, porque os equipamentos eram caros e os alunos não deveriam utilizá-los sem supervisão.
Daí, expor os alunos à tecnologia seja aos celulares, computadores e tablets, dentre outras, é um passo importante, assim como a assimilação das novas mídias sociais para a educação, bem como ensinar aos alunos a não tomarem a tecnologia como “dado”, isto é, saber que a própria tecnologia pode ser modificada e re-apropriada para outros propósitos que vão além do que é esperado dela.
Vivemos em um mundo onde temos informação demais. Desta forma, o professor e as instituições de ensino precisam atuar como “curadores/tutores” desses novos conhecimentos e dessas novas formas de aprendizado. É preciso assimilar as novas tecnologias, aprendendo seu potencial e experimentar os seus limites, na busca da aprendizagem que é o elemento essencial.
Por outro lado, é preciso ter uma gestão eficiente para o uso pedagógico das redes sociais no sentido de preservar a ética e os valores das instituições de ensino o que começa com a garantia de acesso total e ilimitado às redes. Assim, políticas educacionais que restringem os usos das redes sociais já saem perdendo e é um fator adicional de desestímulo com relação à educação.
A questão da ética é um excelente exemplo, ou seja, não se vê forma mais interessante de desenvolver um aprendizado sobre ética do que discutindo temas presentes no dia a dia das mídias sociais. É um aprendizado que se desloca da teoria, do plano dos livros, para uma vivência prática.
A escola tem muito a aprender com a forma de como a comunicação acontece nas mídias sociais. O desafio é trazer a vivência expandida que a exposição às redes sociais traz para o contexto educacional, ampliando os horizontes da educação.
Assim como o artista tem que ir aonde o povo está, o ensino precisa ir aonde as pessoas estão.


Fonte: Prof. Ronaldo Lemos.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Salada à brasileira

O sobe e desce da inflação, as alterações para baixar os juros, que acabou por subir ao invés de descer. Os anúncios do governo para baixar os custos com energia elétrica na conta do consumidor, que não aconteceu o que ao contrário frustrou as pretensões governamentais.
Os congressistas se dando férias não previstas pela constituição nacional e ironicamente voltando ao “trabalho” exatamente no último dia do mês, para não perderem os salários super onerosos ao bolso dos brasileiros.
O orçamento impositivo proposto pelo congresso com o intuito, apenas, de receber as indecentes verbas indenizatórias para custear campanhas eleitorais com o dinheiro do povo.
O “Mensalão” a mais desonesta compra subterrânea de decisões do Congresso Nacional Brasileiro pelo governo federal. O julgamento e a condenação dos quarenta ladrões, e curiosamente, ninguém vai para a cadeia.
Partidos e políticos inescrupulosos que começam a demonizar tudo e tentam fazer com que tudo, absolutamente tudo, que aconteça na vida pública brasileira seja colocada na mesma trincheira do lamaçal de corrupção.
O desrespeito à frágil democracia brasileira com uma postura conhecida como “nazifacismo” para lançar lama em tudo, inclusive onde não existe. A busca desenfreada por um vale tudo que vai desde o mais banal até a incoerência de fazer julgamentos antecipados, antes mesmo, de um pronunciamento formal da justiça do país, embora, seja verdade, que a justiça brasileira, infelizmente, anda a passos de tartaruga, enquanto na vida real as coisas acontecem na velocidade digital, o que naturalmente, proporciona a pessoas mal intencionadas promover toda esta confusão na tentativa, simplesmente, de levar ao cidadão comum e menos informado, à idéia de que é tudo é assim mesmo!
O brasileiro, na realidade, é um povo trabalhador e em sua maioria preza pela honestidade e honradez. O Brasil, não é uma nação corrupta! Portanto, não possui um povo essencialmente corrupto como tantos querem colocar como verdade. Por favor, não vamos confundir as coisas de maneira tão simploriamente assim.
Temos sim, uma população carente de quase tudo, principalmente de escolaridade, e muitos marqueteiros que atendem aos políticos se aproveitam desta triste realidade para deturpar fatos e realidades, para confundir e distorcer o que realmente acontece e o que realmente se passa no Brasil, promovendo ainda mais o desconhecimento e trazendo mais confusão ao cidadão comum.
Examinemos o que parece um simples slogan de governo: “País rico é país sem pobreza”.
Não é um slogan qualquer, diga-se, de passagem. É um slogan que tem traços “socialistas” quando se refere à pobreza e ao mesmo tempo fala de riqueza, símbolo do capitalismo. Para que? Apenas para confundir. Lembremos que o socialismo já não existe mais em nenhuma parte importante do mundo. Existem apenas resquícios desse sistema em Cuba, que certamente não é nenhum exemplo para nação alguma neste planeta.
Será que o Brasil está realmente longe da pobreza quando o governo central festeja a distribuição de R$70,00 mensais para os mais pobres? Será que com isso cessa o compromisso governamental de fazer do Brasil um país mais justo e melhor para todos? Ou será apenas enganação?
Tudo isto parece induzir os cidadãos mais pobres, assim como aqueles desavisados, que a miséria tenha acabado no país. Será que não temos uma plêiade de misérias a ser erradicada em nosso país?
Não será miserável aquele cidadão que se dirige a um posto de saúde pública sem infra-estrutura alguma e recebe uma senha para atendimento somente para daqui a seis meses?
Não será um miserável aquele que ganha um salário mínimo de R$678,00? Não serão miseráveis os trabalhadores aposentados que contribuíram com vinte salários mínimos para a caixinha do INSS e agora recebem uma contribuição menor que seis salários mínimos?
Não será miserável aquele que não recebe educação de qualidade e estuda em uma sala de aula caindo aos pedaços, abrigado em ambientes medíocres, escuros, desconfortáveis e sem alimentação adequada?
Não serão miseráveis os professores que lamentavelmente recebem um salário desumano?
Não serão miseráveis aqueles que são atendidos no chão dos corredores dos hospitais públicos? 
Não será miserável um povo que tem sua base empresarial desconstruída voltando a comercializar produtos de uma economia agrícola dos tempos coloniais para atender ao comércio internacional?
Não seria miserável um povo que observa em cada produto simplório a descrição “made in China”?
Não será miserável também um povo que tenha que desligar o rádio às sete horas da noite para não ouvir a enganação de “A Hora do Brasil”? Não será miserável um povo que tenha que ouvir em todas as rádios, assistir em todas as TVs, ler em todos os jornais e em todas as mídias os comerciais governamentais de conteúdo duvidoso, com gastos de mais de R$ 1,780 (um bilhão, setecentos e oitenta milhões) da propaganda governista com dinheiro dos impostos escorchantes sugados do suor do dia a dia do povo brasileiro?
Não seria miserável um povo que paga R$11.545,00 (onze mil, quinhentos e quarenta e cinco reais) por minuto de trabalho a seus parlamentares?
Não será miserável o povo que paga R$ 33 milhões anuais aos seus senadores?
Não será miserável o povo que paga R$ 6.600.000 (seis milhões e seiscentos mil) anuais aos seus deputados?
Analogamente, e considerando valores médios, o gasto com deputados e senadores brasileiros, é de R$ 10,2 (dez milhões e duzentos mil reais) anuais; na Itália esse gasto é de R$ 3,9 (três milhões e novecentos mil); em França o gasto é de R$ 2,8 (dois milhões e oitocentos mil); na Espanha o gasto é de R$ 850 (oitocentos mil); e na vizinha Argentina o gasto é de R$ 1,300 (um milhão e trezentos mil).
Registre-se ainda: em Brasília cada deputado distrital custa ao contribuinte R$10 milhões anuais. Vereadores no Rio e em São Paulo custam cada um R$ 5 milhões anuais.
Não será miserável também, um povo que não sabe “onde está o Amarildo”, assim como tantos “Amarildos” Brasil afora?

Não será miserável um povo que tem um governo que não entende as vozes das Ruas? Ah! As vozes das Ruas! 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O que é Dinheiro?

Ao contrário da crença popular, não é o dinheiro que move o mundo; é a economia nacional e internacional que se movimenta e funciona de acordo com o comércio de bens e serviços. Mas é bem verdade que, sem dinheiro, o comércio seria uma tarefa muito difícil.
Imagine embarcar mangas para a França e esperar ser pago com um contêiner de queijos. Ou ter uma super safra de mangas em um ano e tentar estocá-las para exportar mais tarde. E, afinal, quantas mangas valem um pedaço de queijo?
Essas questões podem ser resolvidas com a ajuda de algo que representa valor. Vamos chamá-lo de dinheiro. Um real, um iene, um dólar ou uma libra esterlina, o nome não importa. Esses pedaços de metal e papel atuam de três maneiras para facilitar o comércio: servem como meio de troca, permitindo que as mangas sejam vendidas em troca de dinheiro e não de queijo; permitem que o valor seja guardado de um ano para outro – ao contrário das mangas, pois as moedas não apodrecem; e servem como unidade de cálculo, informando-nos quanto valem as mangas de um modo universalmente compreendido.
O dinheiro primitivo – as conchas e as contas de um colar – desempenhava a mesma função das cédulas, dos cartões de crédito e das transferências eletrônicas de hoje. O dinheiro torna o comércio mais fácil. Quando um produto é vendido por dinheiro, este pode ser usado para comprar outros produtos, servindo como meio de troca. Neste caso, o dinheiro atua como intermediário em todas as transações de bens e serviços que compõem a economia nacional e mundial.
Em sua função de armazenar valor, o dinheiro evita que um produtor rural fique com o celeiro cheio de produtos apodrecendo. Depois de trocar seu produto por dinheiro, ele pode sentar-se e esperar a melhor ocasião para adquirir outros bens e serviços. Durante esse tempo, o dinheiro pode ser colocado sob um colchão ou aplicado para render juros. Isso permite que o dinheiro guardado acompanhe a inflação – ou até mesmo supere a própria inflação.
Utilizando como unidade de cálculo, o dinheiro possibilita que bens e serviços sejam avaliados como uma medida comum. O dinheiro não somente nos diz quantas mangas equivalem a um pedaço de queijo, mas quantas laranjas são necessárias para comprar uma passagem aérea ou quantos hambúrgueres pagam um corte de cabelo. O dinheiro permite que todos os bens e serviços sejam expressos em uma unidade padronizada, tornando assim o comércio nacional e mundial muito mais simples.
Boas transações!