domingo, 1 de janeiro de 2012

Investimentos no Ano Novo


Para incrementar seus investimentos em 2012, você precisa estar bem informado. E para estar bem informado o investidor precisa farejar os dados econômicos do dia a dia. Ou seja, precisa tatear as informações locais e internacionais e decifrar as suas tendências e a influência na sua empresa, se for empresário; e nas suas aplicações financeiras diárias, se investidor.
Para o setor doméstico o investidor deve se inteirar da inflação através do IPCA, pois é ela que dá a tônica da política monetária do Banco Central, portanto, dos rumos da econômica na esfera governamental.
Será necessário verificar cuidadosamente a atividade econômica através do PIB que é o Indicador da Produção Industrial – informação muito acompanhada pelos mercados.
Indicadores de Emprego, Renda, Crédito – dá o sinal do que está acontecendo com as economias, aqui e lá fora. Por isso, condiciona, não somente, as Aplicações de Renda Fixa e Juros, mas também as Aplicações em Bolsa de Valores.
O investidor deve acompanhar estes indicadores e verificar a consistência deles em relação aos desenhos das políticas adotadas pelos governos, de forma geral, o que determinará em grande medida o desenho da taxa de juros e obviamente das aplicações dentro deste cenário. Daí se percebe que a atividade econômica da o sinal verde, amarelo e vermelho para as aplicações na Bolsa de Valores e demais aplicações.
Acompanhe sempre as projeções dos analistas de mercado e os relatórios do Banco Central semanalmente. Ao analisar as informações divulgadas verifique se estão ou não em linha com as projeções desse mesmo mercado, pois elas acarretam mudanças nos preços dos ativos no futuro.
Associar a estratégia da sua carteira com o que está sendo desenvolvido através dos indicadores é uma boa idéia. Avaliar o cenário macro, o cenário setorial e depois o cenário das empresas de per si, será necessário. Esse desenho de composição de informações será sempre um quebra cabeças onde o investidor deverá ficar atento, pois são peças importantes em termos de informação.
Os indicadores mais importantes são: o PIB, a Produção Industrial, taxas de Emprego/desemprego, Vendas no Comércio, Indicadores de Crédito, Inadimplência dos consumidores e Produção Automotiva, são indicadores que tradicionalmente exercem grande influência no mercado.
Atualmente, mais que no passado, indicadores fiscais mexem menos com o mercado doméstico porque o cenário fiscal brasileiro já está relativamente dado. O Resultado do Tesouro Nacional (receita governamental através de impostos), por exemplo, é um indicador que não mexe muito com o mercado. No passado quando o Brasil tinha problemas de contas públicas como é o caso hoje dos países europeus, principalmente, no final da década de 90 e inicio da década passada, esses indicadores mexiam muito com o mercado. Ou seja, quando a gente tinha um regime de câmbio fixo, ou um regime de bandas cambiais entre os anos de 95 e 98, indicadores de balança comercial e balança de pagamento mexiam muito com o mercado doméstico. Hoje tende a influenciar os mercados europeus e americanos. Tudo sempre vai depender das circunstâncias. Fique de olho e excelentes aplicações!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Todos somos iguais


O jangadeiro Anselmo, de Fortaleza, olhava para o mar, sentado num casco velho de barco, enquanto a seus pés os netos brincavam, revolvendo-se na areia branca da praia.
- Vovô, perguntou um deles ao velho, em que está pensando?
- Em que já fui assim como vocês são: pequeno, alegre, e que passava as tardes rolando nesta linda areia, enquanto meu avô olhava para o mar. Somente eu não lhe perguntava: - Em que está pensando, vovô?, porque ele era um homem calado e não me dava confiança ...
Os dois meninos tinham saltado para os joelhos do velho e ameigavam-lhe as faces com as mãozinhas gordas.
- Nosso vovô é o melhor do mundo! – exclamou um deles.
O jangadeiro sorriu e continuou:
- Meu avô também era um santo: muito melhor do que eu.
- Isso é impossível!
- Era um cearense de lei, aferrado aos nossos costumes, ousado, forte, simples e amigo da pobreza. Uma vez vi-o tirar o casaco do corpo – e era o único que ele tinha – para dar a um mendigo que vivia a tremer de febre. Dava tudo; como era pescador, atirava-se às vezes por essas ondas bravas, só para ajudar os outros pescadores mais infelizes. Depois, se lhe queriam agradecer, voltava as costas e lá se ia embora.
Não voltava da pescaria que não trouxesse uma porção de peixes para qualquer viúva necessitada ou para qualquer criança sem pai. Da sua rede muita gente comia sem gastar vintém.
Entretanto era um homem calado. Isso não quer dizer nada na gente velha, que é quase sempre triste. Por isso mesmo é que as crianças devem ser meigas e risonhas para nós. Vocês, meus velhacos, parecem ensinados! Quem vos diz que me passeis assim com tanta doçura as mãos pela cara? É a mamãe?
As crianças entreolharam-se admiradas; depois o mais velho disse:
- Mamãe diz muitas vezes: - Vocês respeitem sempre os velhos, não se riam de quem tiver os cabelos brancos. Mas nunca nos recomendou que o abraçássemos.
- Então, por que fazem vocês isso?
- Não sei ...
- Eu sei! – respondeu o mais pequeno, muito ufano.
- É porque dá gosto à gente.
O jangadeiro limpou furtivamente uma lágrima e beijou as duas crianças. Os netos continuaram:
- Vovô já foi mesmo do nosso tamanho?!
- Fui.
- E teve pai?
- E mãe; e gostei de fazer travessuras, como vocês. Eu trazia sempre os bolsos cheios de conchas, por mais que minha mãe dissesse que elas rasgavam as calças. E trepava às árvores, e enterrava-me na areia movediça, e era um diabrete, como vocês. Bom tempo!
Os meninos sorriram e apalparam as algibeiras recheadas de búzios.
- Então, toda gente é igual?
- Como essas ondas. Vocês, que aí estão, pequenos e lépidos, hão de ser, como eu também já fui, moços aventurosos e alegres, até que chegue um dia em que sejam o que eu sou agora – velho e cansado. E é por isso mesmo, meus amores, porque nós todos somos iguais, estando sujeitos às mesmas leis da natureza, que nos devemos respeitar e auxiliar uns aos outros.

Fonte: Júlia Lopes de Almeida. “Histórias da nossa terra”.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Ato de Redigir


Falar, todas as pessoas sabem; basta não ser mudo; redigir, todavia, poucos podem dizer que sabem, porque não basta apenas vontade, é preciso ser capaz, é necessário prática. Prática e talento.
Quem não sabe expressar-se, comunicar suas idéias por escrito, não pode considerar-se inteiramente alfabetizado, escolarizado. Pode o indivíduo formar-se em engenheiro, advogado, professor, médico, economista, jornalista (!), etc. Vai sempre, ao longo da vida, revelar inaptidão, incapacidade de expressão e, sem dúvida, será notado por isso. Entre colegas provavelmente será alvo de chacotas, será ridicularizado, quando não desprezado.
O ato de redigir exige mais que simples palavras; exige concatenação de idéias, algum vocabulário, estilo, ordem, correção, etc. Exige cultura.
Sente muita dificuldade em escrever, em discorrer sobre qualquer assunto, aquele que não tem o hábito da leitura. Tal dificuldade vai desde a ortografia até a escolha dos termos adequados. A pouca familiaridade com o vocabulário da língua levará inevitavelmente a equívocos, e o pequeno universo vocabular, que limita o pensamento, não permite redigir com arte, não possibilita desenvolver um trabalho a ponto de despertar interesse de quem lê.
A leitura frequente traz maior facilidade de expressão e comunicação do próprio pensamento. Quem não lê no mínimo uma hora por dia – livros, jornais, revistas – não pode estar sendo muito interessante, até mesmo para os amigos.
A paráfrase de notícias de jornal é ótimo exercício para os que desejam iniciar ou aprimorar o ato de redigir. Após a leitura de uma notícia, tecem-se opiniões sobre o assunto. A freqüência de tal prática, ao cabo de algum tempo, costuma trazer resultados surpreendentes.
Não há profissional sério que não sinta necessidade de utilizar a norma culta; não há profissional respeitado que não tenha suficientes razões para conhecê-la.
Tente, caro leitor! Não custa ser interessante. Até para os amigos...

Fonte: Prof. Luiz Antonio Sacconi. 

sábado, 3 de dezembro de 2011

Os PIIGS e a Crise Européia


Os países europeus gastaram demais nos últimos anos e chegou a hora de pagar a conta. Daí a varredura dos primeiros ministros Europa afora.
Islândia e Irlanda, países seriamente envolvidos com a crise financeira foram os primeiros a terem seus governos substituídos em meio à turbulência na economia. Em seguida a crise varreu o ex- primeiro ministro trabalhista britânico Gordon Brown, substituído por David Cameron do partido conservador.
O mesmo cenário se repetiu em Portugal onde o socialista José Sócrates deu lugar a Pedro Passos Coelho eleito com uma coalizão de centro direita.
Acordos entre os principais partidos levaram a ascensão do economista Lucas Papademus, ex-vice presidente do Banco Central Europeu a tarefa de reconstruir a economia da Grécia através de acordo para implantação do pacote de austeridade imposto pela União Européia, abrindo caminho para um novo empréstimo de € 130 bilhões. Sem esse recurso a Grécia iria à falência arrastando todo o sistema internacional a uma catástrofe financeira.
Na Itália sai Berlusconi e entra Mário Conti na esteira de melhorar as condições da dívida “Made in Italy”. Na Espanha a última eleição destituiu José Luis Zapatero e elegeu com maioria Mariano Rajoy do conservador Partido Popular. No mesmo sentido Nicolas Sarkozi e Ângela Merkel trabalham suas dificuldades.
A curiosidade, por conta dos elevados gastos dos países europeus endividados que superam o PIB da Alemanha é apelido de PIGS (em inglês: porcos), das letras iniciais na língua inglesa para Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha (Spain) em razão, claro, da situação nada fácil destas economias.
A Itália lidera o clube dos endividados com € 1.900 (um trilhão e novecentos bilhões), ou seja, 120% de seu PIB (soma de bens e serviços produzidos pelo país), com taxa de desemprego de 8,5%. A segunda maior dívida é da Espanha com € 733 (setecentos e trinta e três bilhões), comprometendo 67% do PIB, com taxa de desemprego de 20% (40% de jovens). Segue a Grécia com € 365 (trezentos e sessenta e cinco bilhões), chegando a 165% do PIB, com 18 % de taxa de desemprego. Portugal com € 181 (cento e oitenta e um bilhões), representando 106% do PIB, com desemprego de 12,5% e a Irlanda com € 155 (cento e cinqüenta e cinco bilhões), 109% do PIB, e desemprego de 15%.
Os problemas da Grécia começaram em 2002 com a entrada do país para a União Européia. Para facilitar a sua entrada no bloco as autoridades gregas manipularam os índices e apresentaram um quadro muito mais favorável da economia do país com o que existia na realidade. Na condição de sócios de novos ricos do continente a Grécia passou a tomar empréstimos gigantescos nos bancos europeus. Logo a dívida do país alcançou índices não proporcionais à economia grega. A situação se agravou a partir de 2004 com os investimentos necessários para as Olimpíadas de Atenas. Pouco tempo depois o país entrou em recessão a exemplo dos demais parceiros do bloco. Na tentativa de reaquecer a economia o governo aumentou o salário do funcionalismo e inchou a máquina estatal, distribuiu benefícios e reduziu impostos. Com o aumento do risco os bancos aumentaram os juros e a dívida grega explodiu. Quando a crise estourou no ano passado, o governo anunciou um pacote de austeridade reduzindo salários e pensões, aumentando impostos. Porém, a situação já era grave. Bancos da Alemanha e da França já estavam carregados de títulos podres do tesouro grego e corriam sérios riscos de falência.
Na intenção de minorar a situação a União Européia aprovou dois pacotes de empréstimos para a Grécia no valor total de € 200 bilhões, onde os bancos tiveram de aceitar uma redução de 50% do valor da dívida.
Diante do quadro econômico na Europa a França anunciou o mais radical corte nas despesas desde o fim da segunda guerra, levando a população, a apertar o cinto para geração de uma economia de mais de € 100 (cem bilhões) através de aumento de impostos, mudanças na idade para aposentadoria, passando de 62 anos para 65 anos, redução dos gastos públicos, congelamento de salários dos ministros e do próprio presidente francês.
Os efeitos desses pacotes normalmente trazem o baixo crescimento econômico para os anos seguintes, rebaixamento da nota da dívida pública dos países envolvidos na crise pelas agencias medidoras, e, o calculo de dez anos como tempo necessário para recuperação da Europa.
A china, porém, acompanha com atenção redobrada a crise européia, pois boa parte de suas reservas monetárias está em Euros e a cada ano o comércio dos chineses com os europeus, da ordem de meio trilhão de dólares em mercadorias, tendem a diminuir.
Por enquanto a economia chinesa não mostra sinais de contaminação e segue crescendo em média 10% ao ano, principalmente, na esteira de uma política cambial que tem o Yuãn (moeda chenesa), desvalorizada artificialmente, tornando os produtos “Made in China” mais baratos que de seus concorrentes, gerando grande desequilíbrio na economia mundial.
Enquanto os líderes buscam uma solução para a crise os efeitos da desaceleração da economia na Europa já começam a afetar a balança comercial brasileira. O ritmo de crescimento das exportações brasileiras para a zona do euro neste ano é de 27%, porém, caiu pela metade nos últimos meses.
Dados do FMI dão conta que os impactos da crise do euro vão elevar a posição do Brasil no ranking das maiores economias do mundo, podendo o Brasil chegar a ocupar a sexta posição possivelmente no próximo ano deixando o Reino Unido para trás. A notícia parece boa, desde que também façamos o nosso dever de casa.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PERSONALIDADES DAS MINAS GERAIS – Literatura e Históricos


Abgar Renault (Sonetos Antigos, A Lápide sob a Lua, Sofotulafai e A outra face da lua); Adélia Prado (O Coração Disparado, O Homem da Mão Seca e outras obras na poesia e em prosa); Affonso Romano de Sant’Anna (A grande Fala do Índio Guarani, O Canibalismo Amoroso, Agosto 1991: Estávamos em Moscou entre outros); Afonso Arinos de Melo Franco (Pelo Sertão, Lendas e Tradições Brasileiras, entre outros); Afonso Arinos de Melo Franco Sobrinho (O Índio Brasileiro e a Revolução Francesa, História das Idéias Políticas no Brasil, entre outros); Alvarenga Peixoto (A Dona Bárbara Heliodora – poesia, A Maria Ifigênia – poesia, Canto Genetlíaco - poesia, Estela e Nize – poesia, Eu Não Lastimo o Próximo Perigo – poesia, Eu Vi a Linda Jônia – poesia, Sonho Poético – poesia); Autran Dourado (Tempo de Amar -1952 – Prêmio Cidade de Belo Horizonte, A Barca dos Homens - 1961 – Prêmio Fernando Chinaglia, Uma Vida em Segredo -1964, Ópera dos Mortos - 1967 - listado na Coleção de Obras Representativas da UNESCO, O Risco do  Bordado - 1970 – Prêmio Pen-Club do Brasil, Os Sinos da Agonia 1974 – Prêmio Paula Brito, Novelário de Donga Novaes -1976, Armas & corações -1978, As imaginações pecaminosas - 1981 – Prêmio Goethe de Literatura e Prêmio Jabuti categoria Contos/Crônicas/Novelas, A Serviço Del-Rei - 1984, Lucas Procópio - 1985, Um cavalheiro de antigamente -1992, Opera dos Fantoches -1994, Confissões de Narciso (1997), Monte da alegria - 2003); Carlos Drummond de Andrade (Itabira é só um retrato na parede, mas como dói); Cláudio Manoel da Costa (Culto Métrico, 1749, Munúsculo Métrico,1751, picédio, 1753, Obras (sonetos, epicédios, romances, éclogas, epístolas, liras), 1768, O Parnaso Obsequioso, 1768, Vila Rica, 1773, Poesias Manuscritas, 1779); Darcy Ribeiro (romances como Maíra, Migo e de diversas obras voltadas à Educação, Antropologia e Etnologia); Fernando Gabeira (O Que É Isso, Companheiro?); Fernando Morais (A Ilha, Olga, Chatô, o Rei do Brasil, entre outros); Fernando Sabino (O Encontro Marcado, O Grande Mentecapto, diversos livros de contos e crônicas); Frei Beto (Hotel Brasil e Entre todos os Homens, Batismo de Sangue, entre outros); Guimaraes  Rosa (Grande Sertão: Veredas, Sagarana); Luiz Ruffato (Eles eram muitos cavalos, As máscaras singulares, os sobreviventes, dentre outros); Mário Palmério (Vila dos Confins e Chapadão do Bugre); Mário Prata (Sem Lenço, sem Documento, Estúpido Cupido entre outros); Maxs Portes (coleções infantis como: Natureza, Itororó, surpresa e outros); Murilo Mendes (autor de importantes obras do Modernismo Brasileiro); Murilo Rubião (O Pirotécnico Zacarias e O Ex-Mágico); Paulo Mendes Campos (Livro de poesias, A palavra Escrita e as traduções de poesia e prosa inglesa e francesa e obras de Júlio Verne, Oscar Wilde, John Ruskin, Shakespeare e Neruda); Pedro Nava (Baú de Ossos, Chão de Ferro, Beira-mar, entre outros); Roberto Drummond (Hilda Furacão, O Cheiro de Deus, Hitler manda lembranças, dentre outros); Rubem Fonseca (Agosto, Bufo & Spalanzani, entre outros); Ruy Castro (Chega de Saudade, O Anjo Pornográfico, Estrela Solitária, além de outras importantes biografias e adaptações de obras estrangeiras); Stella Libânio (Fogão de Lenha, Quentes e Frios, Minas de Fogo e Fogão e Cozinha Popular); Ziraldo (humorista e criador de o Menino Maluquinho); Zuenir Ventura (escreveu 1968: o Ano que Não Terminou) – na literatura.

Ana Jacinta de São José (Dona Beja); Antonio Francisco Lisboa (Aleijadinho); Chica da Silva; Felipe dos Santos; Tiradentes; Tomás Antonio Gonzaga – históricos. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Economia Criativa


Como viventes, desde o nosso nascimento até os dias atuais presenciamos nossa evolução física e os estágios da cronologia das idades em que percorremos e ultrapassamos e, por certo, somos sabedores de que o mundo é uma escola da evolução. Daí o intrigante jargão: as mudanças são permanentes! Em nós e ao nosso redor.
Às vezes, não percebemos, mas a vida nos indica o caminho da evolução constante. Estamos em contato com o novo a cada segundo, a cada momento, a cada instante.
Conscientemente deveríamos perceber e acompanhar todas essas mudanças não somente no plano físico, mas também no intelectual, no espiritual, no moral, no ético. Enfim, em todos os aspectos de nossas vidas.
Do lado da economia não é diferente. Fatores competitivos intrínsecos, como o baixo custo de mão-de-obra ou avanços específicos na tecnologia da informação, somente podem ser superados pela inteligência de novos modelos de negócios, de novos processos, de novas tecnologias e de outros decorrentes da criatividade, imaginação e inovações constantes. Este é o caminho a ser trilhado tanto por países desenvolvidos, quanto por países em desenvolvimento.
Daí, novos conceitos vieram. Dentre eles a Economia Criativa, hoje requisito fundamental para sair do lugar comum da competição predatória para participação de mercado em produtos e serviços existentes.
Considerando o fato de que cada organização ou país desenvolve diferentes amplitudes para o tema, podemos dizer que a visão moderna é a de que “Economia Criativa” deve obrigatoriamente incluir todos os produtos e serviços relacionados ao conhecimento e à capacidade intelectual, não se limitando, apenas, às chamadas “Indústrias Criativas” ou “Indústrias Culturais”, focando a criatividade, a imaginação e a inovação, englobando também processos, modelos de negócios e modelos de gestão, portanto, não se restringindo aos conceitos originais de Direitos Autorais, Patentes, Marcas Comerciais e Design, por exemplo.
Muitos já adotam a Economia criativa como estratégia de desenvolvimento para países em desenvolvimento. Portanto, essa ferramenta trabalha uma produção que valoriza a singularidade, o simbólico e aquilo que é intangível: a criatividade, que são os pilares da economia criativa. Como esse é um conceito que vem sendo discutido, aceitá-lo como um processo em elaboração que envolve contextos culturais, econômicos e sociais diferentes, é o que se espera.
Segundo o autor inglês John Howkins no livro “The Creative Economy”, publicado em 2001, Economia Criativa são atividades nas quais resultam em indivíduos exercitando a sua imaginação e explorando seu valor econômico e que pode ser definida como processos que envolvam criação, produção e distribuição de produtos e serviços, usando o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos.
O conceito de Economia Criativa discutido atualmente nasceu na Austrália no início da década de 90 e ganhou impulso quando o governo inglês no fim da mesma década promoveu de forma estruturada um plano de desenvolvimento estratégico para 13 setores da chamada Economia Criativa.
Os 13 setores na conceituação Inglesa são:
1. Propaganda; 2. Arquitetura; 3. Artes e Antiguidades; 4. Artesanato; 5. Design; 6. Moda; 7. Cinema e Vídeo; 8. Música; 9. Artes Cênicas (Performing Arts – inclui dança, circo, etc); 10. Editoração (Revistas, Livros, Jornais, Web); 11. Softwares de lazer; 12. Rádio; 13. TV.
Notem que há setores com essência eminentemente cultural e setores que se desenvolvem como negócios e indústrias e que, portanto, entrelaçam entre si.
A produção cultural vira negócio, renda e emprego. Transforma-se também no insumo de diversas indústrias bem estabelecidas no mundo, como por exemplo, a do Cinema e a da Moda.
Além de gerar empregos qualificados e renda, os setores criativos, tem a capacidade de irradiar benefícios para outros setores da economia.
Apesar das diferenças metodológicas de medição estatística e das discussões conceituais, cresce a cada dia o reconhecimento de que a criatividade e os setores criativos venham a ter um papel fundamental no desenvolvimento da competitividade econômica de um país.
Estima-se que cerca de 10% do PIB e 8% do emprego nos Estados Unidos estejam ligados às atividades da Economia Criativa e seu conjunto de setores já formam a terceira maior Indústria do mundo, atrás apenas da Indústria do Petróleo e da Indústria de Armamentos.
Calcula-se que no Brasil, a chamada Economia Criativa fature 380 bilhões de reais por ano ou o equivalente a 16,4% do PIB em áreas como arquitetura, cinema, moda, design, cultura popular, turismo e artesanato, embora estando longe de aproveitar todo o potencial criativo de seus cidadãos.

domingo, 23 de outubro de 2011

JOGOS PANAMERICANOS

Os Jogos Pan-americanos são uma versão continental dos Jogos Olímpicos, incluindo esportes do Programa Olímpico e outros não disputados em Olimpíadas.
Realizados de quatro em quatro anos, sempre um ano antes dos Jogos Olímpicos, tiveram sua primeira edição em 1951, em Buenos Aires, capital da Argentina. Porém sua origem remete a 1932, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Inspirados pela realização, seis anos antes, dos primeiros Jogos Centro-americanos, daí, representantes de países latino-americanos no Comitê Olímpico Internacional (COI) propuseram a criação de uma competição que reunisse todos os países das Américas, com o intuito de fortalecer o esporte na região.
A idéia deu origem ao primeiro Congresso Esportivo Pan-americano, realizado em Buenos Aires, em 1940. A princípio, o Congresso definiu que os Jogos inaugurais seriam disputados em 1942, na própria capital argentina - planos adiados pela Segunda Guerra Mundial.
Ao fim do conflito, um segundo Congresso Esportivo Pan-americano, em Londres, durante os Jogos Olímpicos de 1948, confirmou Buenos Aires como sede da primeira edição dos Jogos Pan-americanos, marcados, enfim, para 1951.
A competição foi aberta no dia 25 de fevereiro e reuniu 2.513 atletas de 21 países, com 18 modalidades de esportes em disputa.
Ao longo de mais de 50 anos, os Jogos Pan-americanos jamais deixaram de ser disputados e passaram por cidades de todos os cantos do continente.
Desde o extremo Norte, como Winnipeg (Canadá), sede de duas edições do evento, 1967 e 1999; até o Sul, como Mar Del Plata (Argentina), que recebeu os Jogos de 1995. No meio desse caminho, os Jogos Pan-americanos também visitaram a Cidade do México (México), Chicago (Estados Unidos), Cáli (Colômbia), San Juan (Porto Rico), Caracas (Venezuela), Indianápolis (Estados Unidos), Havana (Cuba), Santo Domingo (República Dominicana).
Além disso, já passaram também pelo Brasil. Em 1963, São Paulo recebeu a quarta edição do evento. Os Jogos foram um sucesso, mobilizando a cidade a ponto de reunir cerca de 40 mil pessoas na Cerimônia de Abertura, realizada no Estádio do Pacaembu.
E a cada edição, os Jogos Pan-americanos foram crescendo de tamanho e importância. Em menos de meio século, o evento dobrou em número de países, atletas e modalidades, até tornar-se uma das principais competições do calendário esportivo mundial.
O Termo Pan-americano significa "de toda a América", ou seja, de todo o Continente Americano.
A curiosidade fica por conta da primeira noção de pan americano proposta por Simon Bolívar logo após à Independência das colônias latino americanas.
Bolívar tinha o intuito de impor o Pan-americanismo, que seria a união de todas as Américas (norte, central e sul), com o propósito de facilitar as trocas comerciais e o intercambio de cidadãos. Essa proposta foi derrubada pelos franceses e ingleses que viam nisso uma desvantagem para suas expansões comercias.